30 de dez de 2011

Exoplanetas ao redor da estrela HR 4796A

© NAOJ (anel de poeira ao redor da estrela HR 4796A)
Uma equipe de astrônomos do Projeto SEEDS – Strategic Exploration of Exoplanets and Discs by Subaru – realizado pelo telescópio japonês Subaru, localizado no Havaí, descobriu a possível presença de vários exoplanetas dentro do anel de poeira da estrela HR 4796 A. A jovem estrela de apenas 8 milhões de anos é parte de um sistema estelar binário composto por uma estrela branca da sequência principal e uma anã vermelha, localizada a cerca de 220 ​​anos luz do Sol na constelação de Centaurus . A HR 4796 A é cerca de duas vezes mais massiva e vinte vezes mais luminosa que o Sol. Embora o Telescópio Espacial Hubble tenha levado outro grupo de astrônomos a suspeitar da presença de exoplanetas, esta imagem do Telescópio Subaru acaba de confirmar a presença.

O programa de pesquisa SEMENTES é uma colaboração internacional de cinco anos iniciado em 2009 e liderada pelo astrônomo japonês Motohide Tamura do Observatório Astronômico Nacional do Japão. Esta imagem vai melhorar a compreensão da relação entre a poeira ao redor da estrela e a formação de planetas. Este desequilíbrio na órbita de poeira é provavelmente causado pela ação, até agora despercebida, de planetas maciços que podem ter sua órbita dentro do anel. Além disso, a imagem do anel revela a presença de poeira fina que se estendem além do órbita principal. A explicação mais provável é que esses planetas escondidos no anel circundante atraiam a poeira por sua força gravitacional, que desequilibra a órbita do anel à medida que aumentam sua massa.

Simulações de computador mostraram que as marés gravitacionais podem mudar a forma de um anel de poeira. Se os instrumentos atuais ainda não são capazes de detectar planetas em torno de HR 4796 A, é certamente pelo fato da sua massa ser muito baixa. No entanto, a imagem do telescópio Subaru deu aos cientistas evidências de sua presença por sua influência sobre a poeira circunstelar. Esta imagem foi um verdadeiro desafio técnico, é o resultado da correção da turbulência atmosférica pelo sistema de óptica adaptativa do telescópio para que você encontre uma nitidez das imagens e da aplicação de uma técnica de processamento sofisticado para eclipsar a luz das estrelas e fortalecer a débil luz refletida a partir do anel de modo que se torna visível.
Fonte: http://www.astronomieamateur17.com

Sondas da Nasa chegam à Lua no ano-novo e vão analisar lado oculto

Missão de estudo do satélite começará em março e deve durar 82 dias. Cientistas querem saber por que lado que não vemos é diferente do visível.
Desenho simula sondas 'gêmeas' da Nasa que vão analisar o lado oculto da Lua (Foto: NASA/JPL-Caltech)

As duas sondas de prospecção espacial da missão Grail (Recuperação da Gravidade e Laboratório Interior, na sigla em inglês) vão frear sua trajetória e chegar no ano-novo à órbita da Lua, de onde devem explorar o interior do satélite, informou nesta quarta-feira (28) a agência espacial americana (Nasa).  "Embora, desde a década de 1970, tenhamos enviado mais de uma centena de missões à Lua, inclusive duas nas quais os astronautas caminharam sobre a superfície, a verdade é que há muitas coisas que não sabemos sobre o nosso satélite", disse em coletiva de imprensa a pesquisadora-chefe do programa Grail, Maria Zuber, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). As duas sondas estão viajando rumo à Lua desde o lançamento delas, em setembro.

 No dia 31, uma das naves gêmeas acionará seus foguetes para diminuir a velocidade, de modo que fique submetida à gravidade da Lua a 56 quilômetros da superfície. No dia seguinte, a outra sonda fará uma manobra similar, e ambas traçarão um mapa da gravidade do satélite, medindo os efeitos dessa força sobre suas trajetórias orbitais.  "Entre as muitas coisas que não sabemos sobre a Lua é por que o lado oculto é tão diferente do visível", declarou Zuber, referindo-se ao hemisfério que não pode ser visto da Terra.  "A resposta deve estar no interior da Lua", acrescentou a pesquisadora, explicando que a missão de estudo começará em março e deve durar 82 dias, embora os cientistas tenham pedido à Nasa que a estenda até dezembro de 2012.

A missão não está restrita aos cientistas e acadêmicos: cada uma das sondas Grail, impulsionadas por energia solar, está equipada com quatro câmeras que serão operadas por grupos de estudantes do ensino médio. "Mais de 2.100 escolas em todo o país se registraram para o programa", comentou Zuber. A Nasa qualificou a missão Grail como "uma viagem ao centro da Lua", já que a medição da força da gravidade permitirá a construção de "mapas" sobre o interior do satélite entre cem e mil vezes mais precisos que os obtidos até agora.  Durante a missão, as sondas orbitarão a uma distância, uma da outra, de 200 quilômetros e, segundo os cientistas, as mudanças regionais na gravidade lunar farão com que elas diminuam ou aumentem levemente a velocidade. Isso, por sua vez, modificará a distância que as separa, e os sinais de rádio transmitidos pelas sondas medirão as variações menores.

 Dessa forma, os pesquisadores poderão criar mapas do campo de gravidade. Com esses dados, os cientistas poderão deduzir o que há embaixo da superfície da Lua, com suas montanhas e crateras, e poderiam entender melhor por que o lado oculto dela é mais abrupto que o lado visto da Terra. Outro dos mistérios que Grail poderia revelar, segundo Zuber, é se a Terra teve em outro tempo uma segunda lua menor. Alguns astrônomos acreditam que algumas das marcas na superfície do satélite são resultado de uma colisão com um satélite menor.
Fonte: G1

O Jantar do Buraco Negro no Centro da Via Láctea

Créditos da Ilustração: ESO/MPE/Marc Schartmann
O buraco negro monstruoso localizado no centro da Via Láctea está se alimentando. Observações recentes feitas com o Very Large Telescope indicam que uma nuvem de gás irá se arriscar passando bem perto do buraco negro supermassivo no centro galáctico. A nuvem de gás está sendo corrompida, esticada, aquecida e parte dela espera-se que caia em direção ao buraco negro nos próximos dois anos. A imagem acima é uma ilustração que tenta mostrar o que sobra da bolha após ela passar pelo buraco negro mostrado em vermelho e amarelo, arqueando em direção oposta à sua morte gravitacional à direita. A órbita da nuvem é mostrada em vermelho, enquanto que as órbitas das estrelas centrais são mostradas em azul. Estima-se que essa nebulosa tenha algumas vezes a massa da Terra, enquanto que o buraco negro central, que acredita-se tenha correspondência com a fonte de rádio Sagittarius A* contenha em torno de quatro milhões de vezes a massa do Sol. Uma vez que o gás da nebulosa caia no buraco negro ele se perderá, espera-se que nunca mais se possa ouvir nada sobre ele.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111230.html

Segundo cientistas, a Terra, nesse momento, tem duas luas

Um grupo de cientistas está argumentado que a Terra tem duas luas. Uma é aquela que você já conhece. A outra é um pequeno asteroide, não muito maior do que um carro Smart, orbitando em volta do planeta por um tempo, até que vá embora. Os pesquisadores afirmam que há uma rocha espacial com pelo menos um metro de largura, orbitando a Terra. Não é sempre a mesma rocha, mas uma seleção de luas temporárias. No modelo teórico dos cientistas, a gravidade do nosso planeta captura os asteroides quando estão passando por perto. Quando um é fisgado, ele geralmente dá três voltas irregulares – o que dura cerca de nove meses – até que volta para seu caminho próprio.

De acordo com o grupo, pouca atenção é dada para os satélites naturais terrestres, fora a lua. “Há muitos asteroides no sistema solar, então as chances da Terra capturar um a qualquer hora não é surpreendente”, afirma Jeremie Vauballion, membro do grupo e astrônomo do Observatório de Paris. O grupo afirma que essa é a primeira tentativa de um modelo teórico para luas secundárias. Os resultados corroboram com observações de um asteroide “temporariamente capturado” em 2006, que orbitou a Terra por um ano. A rocha, chamada de 2006 RH120, tinha entre 3 e 6 metros de largura, e parecia orbitar a Terra a uma distância duas vezes maior do que a da lua.

2006 RH120 provavelmente foi descoberto por ser um pouco maior do que os outros exemplos. A maioria das luas extras tem apenas um metro.  “Objetos com esse tamanho são muito difíceis de serem detectados a uma distância de, digamos, algumas luas da Terra”, explica. “Quando se aproximam em sua órbita, estão se movendo rápido demais para serem detectados”.  Essas limitações significam que ainda não temos um modo de encontrar nossas luas secundárias. Mas um observatório chamado Grande Telescópio Sinóptico de Estudos (LSST), planejado para 2015, no Chile, pode mudar isso. Também existe um projeto da NASA responsável por localizar objetos na vizinhança terrestre, mas o foco é em corpos perigosos, com mais de um quilometro de diâmetro. 

Mas se nossas luas distantes e temporárias não ameaçam a Terra, faz alguma diferença que elas estejam lá?  De acordo com os astrônomos, sim. Alguns pesquisadores dizem que é possível pegar uma dessas luas para análise.  “Quando encontrado, esse asteroide vai imediatamente levantar a questão se devemos ou não ir lá, e eu estou pronto para apostar que os astrônomos vão dizer que sim!”, enfatiza Vauballion. “A razão é simples: porque os astrônomos não iriam querer um pedaço inteiro e intacto de rocha espacial? Meteoritos estão alterados porque passam pela atmosfera. O único pedaço de asteroide que temos veio da missão japonesa Hayabusa (e são poucas gramas).

Os grãos de cometa que a missão Stardust trouxe estavam todos alterados”.  O cientista Clark Chapman afirma que podemos aprender muito com um satélite temporário. “Sem dúvida é verdade que satélites temporários seriam relativamente fáceis de serem capturados – não seria necessário nenhum foguete especial, e a viagem de ida e volta seria rápida”, comenta Chapman, que é especialista em impactos de asteroides.  “Nós realmente esperamos que uma missão espacial para um satélite natural da Terra um dia se materialize, e já começamos uma colaboração entre especialistas em mecânica de espaçonaves para definir como uma missão com essa função aconteceria”, finaliza Gravnik.
Fonte: http://hypescience.com
[MSN]

29 de dez de 2011

A Estranha Cratera Mena Em Mercúrio

Uma cratera é uma cratera em qualquer lugar. Um mundo sem ar é um mundo sem ar. Bem, quase isso, mas não exatamente isso. A sonda MESSENGER da NASA está descobrindo todos os tipos de estranhezas inesperadas em Mercúrio, feições essas, parecidas, mas não exatamente iguais a feições encontradas na Lua. A estranha cratera Mena, é uma cratera de 15 km de largura que é jovem o suficiente para reter grandes detalhes de seu sistema de raios. Ela se formou exatamente sobre o anel de uma cratera pré-existente o que pode ser confirmado pelo fato de que o lado da cratera Mena tem um anel mais baixo e até mesmo o seu material ejetado ser inclinado nessa direção. Já a distribuição dos raios com uma zona bem definida de exclusão implica que a Mena foi formada por um impacto oblíquo com o projétil vindo de sudoeste. Mas as duas bordas da zona de exclusão não se interceptam na cratera, onde normalmente acontece essa interseção em todas ou quase todas crateras oblíquas. O padrão do material ejetado é bem diferente para oeste da cratera Mena, onde os raios são mais largos se comparados com o lado oposto onde eles são mais estreitos, menos espaçados e cobertos. Finalmente o material amarelo ejetado é muito forte um pouco a oeste da cratera mas parece ser mais penetrante nos raios leste do que os do oeste. Esse padrão de distribuição do material ejetado é bem bizarro, e quando finalmente entendido, ele ajudará com o entendimento sobre os mecanismos de ejeção de material nas crateras da Lua e de Mercúrio.
Créditos: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=24039

Sondas de prospecção chegarão à órbita da Lua no Ano-Novo

As duas sondas de prospecção espacial da missão Grail ("Recuperação da Gravidade e Laboratório Interior", na sigla em inglês) frearão sua trajetória e chegarão no Ano-Novo à órbita da Lua, de onde explorarão o interior do satélite, informou nesta quarta-feira a Nasa (agência espacial americana). "Embora desde a década de 1970 tenhamos enviados mais de uma centena de missões à Lua, inclusive duas nas quais os astronautas caminharam sobre sua superfície, a verdade é que há muitas coisas que não sabemos sobre a Lua", disse em teleconferência de imprensa Maria Zuber, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e pesquisadora-chefe do programa Grail.

As duas sondas estiveram viajando rumo à Lua desde seu lançamento no último mês de setembro. No dia 31, uma das sondas gêmeas acionará seus foguetes para diminuir a velocidade de modo que fique submetida à gravidade da Lua a 56 quilômetros da superfície lunar. No dia seguinte, a outra sonda fará uma manobra similar e ambas traçarão um mapa da gravidade da Lua medindo os efeitos desta força sobre suas trajetórias orbitais. "Entre as muitas coisas que não sabemos sobre a Lua é por que o lado oculto é tão diferente do lado visível", declarou Zuber referindo-se ao hemisfério lunar que não pode ser visto da Terra. 

"A resposta deve estar no interior da Lua", acrescentou a pesquisadora, explicando que a missão de estudo começará em março e deve durar 82 dias, embora os cientistas tenham pedido à Nasa que a estenda até dezembro. A missão não está restrita aos cientistas e acadêmicos: cada uma das sondas Grail, impulsionadas por energia solar, está equipada com quatro câmaras que serão operadas por grupos de estudantes de nível médio.  "Mais de 2,1 mil escolas em todo o país se registraram para este programa", comentou Zuber. A Nasa qualificou a missão Grail como "uma viagem ao centro da Lua" já que a medição da força de gravidade permitirá a construção de "mapas" de 100 a mil vezes mais precisos sobre o interior de satélite que os obtidos até agora.

Durante a missão, as sondas orbitarão a uma distância, uma da outra, de 200 km e, segundo os cientistas, as mudanças regionais na gravidade lunar farão com que diminuam ou aumentem levemente sua velocidade. Isto, por sua vez, modificará a distância que as separa e os sinais de rádio transmitidos pelas sondas medirão as variações menores. Desta forma, os pesquisadores poderão criar mapas do campo de gravidade. Com esses dados, os cientistas poderão deduzir o que há debaixo da superfície lunar com suas montanhas e crateras, e poderiam entender melhor por que o lado oculto da Lua é mais abrupto que o lado visto desde a Terra. Outro dos mistérios que Grail poderia revelar, segundo Zuber, é se a Terra teve em outro tempo uma segunda lua menor. Há astrônomos que acreditam que algumas das marcas na superfície da Lua são resultado de uma colisão com um satélite menor.
Fonte: TERRA

Mais rápida estrela giratória é encontrada em galáxia vizinha

VFTS 102 roda a 1,6 milhão de km/h, cem vezes mais rápido que o Sol. Astro fica a 160 mil anos-luz da Terra, na Grande Nuvem de Magalhães.
Imagem simula a mais rápida estrela giratória encontrada até hoje. Esse astro maciço, brilhante e jovem é chamado de VFTS 102 e gira a 1,6 milhão de km/h, cem vezes mais rápido que o Sol. Forças centrífugas causadas por essa alta taxa de rotação achataram a estrela nos polos e formaram um disco de plasma quente no meio dela. A VFTS 102, que é mostrada no desenho junto de um planeta hipotético, pode ter incorporado material de uma estrela binária, e essa companheira teria evoluído rapidamente depois e explodido como uma supernova. A estrela giratória fica a 160 mil anos-luz de distância da Terra, na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia-satélite da Via Láctea. Foto: NASA, ESA, e G. Bacon (STScI)
Fonte: G1

Anel de Fogo da NGC 4151

Créditos da Imagem: X-ray: NASA / CXC / CfA / J.Wang et al; Óptica:. Isaac Newton Grupo de Telescópios, La Palma / Jacobus Kapteyn Telescope, Radio: NSF / NRAO / VLA
A imagem composta acima mostra a região central da galáxia espiral NGC 4151. Os raios-X emitidos pela galáxia e captados pelo Observatório de Raios-X Chandra da NASA, são coloridos de azul e são combinados com os dados ópticos, coloridos em amarelos, que mostram os átomos de hidrogênio positivamente carregados, chamados de HII e foram obtidos através do Telescópio Jacobus Kapteyn de 1 metro localizado em La Palma. O anel vermelho mostra o hidrogênio neutro detectado por observações do comprimento de ondas de rádio feitas com o Very Large Array do NFS. Esse hidrogênio neutro é parte da estrutura localizada perto do centro da NGC 4151 que tem sido distorcida gravitacionalmente por interações ocorridas com o resto da galáxia, o que inclui material que está caindo em direção ao centro da galáxia.

As bolhas amarelas ao redor da elipse vermelha são regiões onde o processo de formação de estrelas tem ocorrido recentemente. Estudos recentes mostram que a emissão de raios-X provavelmente foi causada por uma explosão inicializada por um buraco negro supermassivo localizado na região em branco no centro da galáxia. Evidências para essa ideia veem da forma alongada dos raios-X que cortam a galáxia desde a parte superior esquerda até a parte inferior direita além de detalhes obtidos no espectro de raios-X (vide artigos no final do post). Existem também sinais de interações entre um fonte central e o gás ao redor, particularmente o arco amarelo de emissão de HII localizado acima e a esquerda do buraco negro. A NGC 4151 está localizada a aproximadamente 43 milhões de anos-luz de distância da Terra e é uma das galáxias mais próximas de nós que possui um buraco negro ativamente em crescimento em seu centro.

 Devido à sua relativa proximidade ela oferece a oportunidade ideal para que se possa estudar a interação entre um buraco negro supermassivo e sua galáxia hospedeira. Essas interações, ou respostas, são reconhecidas como sendo de crucial importância no crescimento de buracos negros supermassivos e no crescimento de suas galáxias hospedeiras. Se a emissão de raios-X na NGC 4151 se origina do gás quente aquecido pelo fluxo proveniente do buraco negro central, isso pode ser uma forte evidência da resposta de um buraco negro ativo para o gás ao redor na escala das galáxias. Esse mecanismo se assemelha ao encontrado em sistemas de respostas de escalas maiores, observado, por exemplo, na escala dos aglomerados de galáxias, com a interação entre buracos negros ativos e o gás ao redor, como o que é observado no Aglomerado de Galáxias de Perseus. Os resultados dessa pesquisa foram publicados em uma série de três artigos no The Astrophysical Journal.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2139.html

Névoa laranja e azul em Titã

Créditos da Imagem: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute
A imagem acima foi feita pela sonda Cassini da NASA apontada para a região polar sul da maior lua de Saturno, Titã, e mostra uma depressão dentro das camadas de névoa laranja e azul perto do polo sul do satélite. As camadas de névoa de alta altitude da lua aparecem em azul nessa imagem, enquanto que a principal névoa atmosférica aparece em laranja. A diferença na cor pode ser devido ao tamanho das partículas que formam a névoa. Provavelmente, se essa for a causa, a névoa azul é formada por partículas menores do que a névoa laranja. A camada de depressão, ou atenuada aparece na área de transição entre a névoa azul e laranja a aproximadamente um terço do caminho da borda esquerda da imagem. O polo sul da lua está na parte superior direita da imagem. Essa imagem sugere que o vórtice do polo norte de Titã, tem rotação de norte para sul. O polo sul de Titã está em sentido à escuridão à medida que o Sol avança em direção ao norte a cada dia que se passa. A camada superior de névoa na atmosfera de Titã ainda é iluminada pela luz do Sol. A imagem foi feita através de uma combinação de outras imagens obtidas com os filtros espectrais azul, verde e vermelho gerando assim essa imagem em cor natural. As imagens que foram combinadas foram obtidas em 11 de Setembro de 2011 a uma distância aproximada de 134000 quilômetros de Titã. A escala da imagem é de 787 metros por pixel.

Conjunção no pôr-do-Sol

Créditos e Direitos Autorais: Stefano De Rosa
O Céu desse final de 2011, está realmente espetacular, enquanto que no lado leste do céu o cometa Lovejoy vai dando um show depois de ter sobrevivido ao seu encontro com o Sol, no lado oeste do céu pouco depois do pôr-do-Sol, outro espetáculo pôde também ser observado nesse final de ano, a conjunção entre a Lua e o planeta Vênus. A foto acima foi registrada no dia 26 de Dezembro de 2011, com as belas cores do pôr-do-Sol acima e abaixo , desde o Lago Viverone perto de Turin na Itália. Para aqueles que já observaram o céu noturno perto do pôr-do-Sol certamente já viram Vênus baixo no horizonte oeste, onde nessa época do ano ele se torna a “estrela” mais brilhante da temporada. Algumas vezes confundido com luzes terrestres fortes perto do horizonte, Vênus é o terceiro objeto celeste mais brilhante no céu, depois do Sol e da Lua. Essa característica peculiar de Vênus pode ser claramente observada nessa bela cena.
Créditos: http://apod.nasa.gov/apod/ap111229.html

Primeiras estrelas do universo não eram tão grandes assim

As primeiras estrelas do universo podem ter tido menos da metade do tamanho que os cientistas acreditavam. O novo limite de tamanho proposto por novos estudos resolveria um dos mais antigos mistérios da astronomia: o motivo pelo qual alguns elementos são mais abundantes no universo do que prevê a teoria. Nas primeiras centenas de milhões de anos depois do Big Bang, as estrelas primordiais se formaram a partir de hidrogênio atômico, hélio e pequenas quantidades de outros elementos. Cálculos iniciais mostraram que essas estrelas primitivas teriam entre 100 e 200 vezes a massa do nosso sol. Agora, uma equipe de pesquisadores da NASA usou simulações de computador para demonstrar que as nuvens de gás que originaram as estrelas teriam sido muito mais quentes do que se pensava. Esse gás quente se expande e não agrega o disco que eventualmente forma as estrelas. Consequentemente, as primeiras estrelas devem ter tido massas aproximadamente 40 vezes maiores do que nosso sol, apenas. Estrelas desse porte ajudariam a explicar a distribuição dos elementos que vemos hoje. Quando as primeiras estrelas explodiram como supernovas, elas expeliram novos elementos em proporções que dependiam da massa da explosão. As explosivas mortes de estrelas com cerca de 100 vezes a massa do sol ou mais não poderiam ter produzido elementos nas proporções que os astrônomos veem.
Fonte: http://hypescience.com
[NewScientist]

27 de dez de 2011

'Berçário' de estrelas é registrado por satélite infravermelho da Nasa

Nebulosa Barnard 3 é cercada por brilhantes e coloridas nuvens de poeira. Região fica a 1.000 anos-luz da Via Láctea, mas ainda pertence à galáxia.
Nebulosa Barnard 3 é registrada pelo satélite infravermelho Wise, da Nasa (Foto: NASA/JPL- Caltech/UCLA)
O satélite explorador infravermelho (Wise, na sigla em inglês) da agência espacial americana (Nasa) registrou uma nova imagem da nebulosa Barnard 3 – ou IRAS Ring G159.6-18.5 –, cercada por brilhantes nuvens de poeira verdes e vermelhas. Esse pó interestelar é um “berçário” onde nascem as estrelas. O anel verde é formado por pequenas partículas de poeira quente, cuja composição é muito semelhante ao “smog” (mistura de neblina e fumaça) encontrado na Terra. Já a nuvem vermelha no centro é provavelmente feita de um pó metálico e mais frio que as regiões vizinhas. A estrela brilhante no meio da nuvem vermelha, chamada de HD 278942, é tão luminosa que, segundo os astrônomos, talvez seja essa a causa do brilho do anel em volta dela. A região amarelo-esverdeada e brilhante à esquerda do centro da imagem é similar ao anel, embora mais densa. E as estrelas branco-azulada estão localizadas tanto na frente quanto atrás da nebulosa. Zonas semelhantes à Barnard 3 são encontradas bem próximo da Via Láctea à noite. Essa região, porém, fica um pouco fora dessa faixa, a cerca de 1.000 anos-luz da nossa galáxia, perto da fronteira entre as constelações de Perseu e Touro. Apesar disso, a nuvem ainda é considerada parte da Via Láctea.
Fonte: G1

'Anel de fogo' captado pela Nasa revela galáxia com buraco-negro ativo

Galáxia espiral NGC 4151 fica a 43 milhões anos-luz da Terra. Bolhas amarelas são regiões de formação estelar recente.
Um “anel de fogo” registrado pelo telescópio de raio-X Chandra, da agência espacial americana (Nasa), e divulgado nesta terça-feira (27) mostra a região central da galáxia espiral NGC 4151, localizada a 43 milhões anos-luz de distância da Terra e uma das mais próximas a ter um buraco-negro ativo. Informações de raio-X (em azul) foram combinadas com dados óticos (em amarelo). As bolhas amarelas em volta da elipse vermelha são regiões de formação estelar recente. Já o anel vermelho contém uma mistura de hidrogênio com um material que cai em direção ao centro da galáxia. (Foto: X-ray: NASA/CXC/CfA/J.Wang et al.; Optical: Isaa)
Fonte: G1

Plutão pode ter moléculas orgânicas complexas

A superfície de Plutão pode conter moléculas orgânicas complexas -espécie de "tijolos" que são fundamentais para a construção da vida como a conhecemos-, afirma um novo estudo. A descoberta é do Telescópio Espacial Hubble, que detectou que algumas substâncias na superfície do planeta-anão estão absorvendo mais luz ultravioleta do a quantidade que era esperada.  Isso, segundo especialistas da Nasa, dá pistas importantes sobre a composição química do astro.  De acordo com os astrônomos, esses compostos possivelmente são hidrocarbonetos complexos ou moléculas que contêm nitrogênio.  Já se sabe que a superfície de Plutão tem metano, dióxido de carbono e nitrogênio congelados.

É possível que os compostos que estão "chupando" a luz ultravioleta tenham sido produzidos pela interação das substâncias com luz solar ou raios cósmicos -partículas subatômicas muito velozes.  Em nota, Alan Stern, líder do trabalho, destacou a importância das novas pistas químicas encontradas.  "Os hidrocarbonetos complexos plutonianos e as outras moléculas que podem ser responsáveis pelas propriedades espectrais ultravioleta que nós encontramos podem, entre outras coisas, dar aquela cor avermelhada de Plutão", disse. Além disso, a equipe de Stern encontrou evidências de que o terreno de Plutão tenha mudado.

Ao comparar imagens da superfície de Plutão feitas na década de 1990 e agora, os astrônomos verificaram que o espectro ultravioleta do ex-planeta se modificou. É possível que mudanças na pressão atmosférica do planeta-anão tenham causado essa alteração.  Além de Plutão, outros astros do chamado Cinturão Kuiper também têm "cor de ferrugem". Estudos anteriores já haviam relacionado o avermelhado a possíveis moléculas orgânicas. A grande distância entre a Terra e Plutão ainda impõe muitas dificuldades ao estudo do planeta-anão. Os mistérios sobre esse corpo celeste devem começar a ser desvendados com a chegada da sonda New Horizons, programada para 2015.
Fonte: FOLHA. COM

Galeria de Imagens - 10 mistérios que envolvem as estrelas

Para aqueles que não conhecem muito sobre o espaço, admirar o céu a noite pode não ser tão emocionante. Mal sabem essas pessoas que os bilhões de estrelas que preenchem o universo são extremamente variadas, e repletas de segredos tentadores. Das estrelas cadentes às explosões supernova, passando pelos buracos negros, os astrônomos estão gradualmente entendo essa grande experiência que é conhecer mais sobre as estrelas.

10 – Diamantes no céu
Quando uma estrela com a massa do sol usa seu combustível nuclear, ela expele a maior parte das suas camadas externas, sobrando apenas um núcleo quente, chamado de anão branco. Os cientistas já especularam que, no fundo de uma anã branca, com 50 quilômetros de diâmetro, há oxigênio e carbono cristalizado, similar a um diamante. E, em 2004, eles descobriram que uma estrela anã branca, perto da constelação de Centauro, era formada por carbono cristalizado, pesando 2,5 milhões de trilhões de trilhões de quilogramas. Não tem nem ideia de quanto isso significa? Nem eu… Mas, se convertermos para quilates, a pedrinha teria 10 bilhões de trilhões de trilhões de quilates. O suficiente para ficar rica.

9 – Corpos estelares
Magnestrelas são estrelas densas de nêutrons – um tipo de corpo estelar – com campos magnéticos bilhões de vezes mais fortes do que qualquer um na Terra. Elas liberam flashes de raios-X a cada 10 segundos, e ocasionais raios gama. Elas não eram classificadas com um tipo específico até 1998, quase duas décadas depois da primeira observação de sua luz: em março de 1979, uma nave observou radiação equivalente à energia liberada pelo sol em 1.000 anos, vindo da localização de uma supernova, a N49.

8 – Agrupamentos estelares
Os agrupamentos são compostos de muitas estrelas que se desenvolvem ao mesmo tempo. Uns contém dúzias, outros milhões de estrelas. Alguns deles podem ser vistos a olho nu, como a Plêiades, na constelação de Touro. Estrelas costumam se formar em uma mesma região, mas porque algumas continuam juntas, é um mistério.

7 – Estouros estelares
Pensa-se que um terremoto estelar é a fissura da superfície de uma estrela de nêutrons, parecido com um terremoto terrestre. Em 1999, astrônomos identificaram esses eventos como a causa de raios-X e gama vindos de estrelas desse tipo. A previsão desse tipo de acontecimento continua sem solução.

6 – Super estrelas
Uma estrela de nêutrons nasce após uma supernova, que comprime o núcleo da estrela (com uma massa maior do que a solar) moribunda até virar uma bola com o diâmetro de uma pequena cidade. A um passo de virar buraco negro, as estrelas de nêutrons são um dos objetos mais densos do universo. Uma colher de chá dela pesaria alguns bilhões de toneladas aqui na Terra. Em 2005, cientistas da NASA descobriram a fonte de raios gama, que emite luz igual a 100 mil trilhões de sóis, e resolveram um mistério de 35 anos. Quando duas estrelas de nêutrons colidem, a uma velocidade de dezenas de milhares de quilômetros por segundo, elas emitem os raios.

5 – Raios estelares
Uma nova classe de estrelas, batizadas de rotating radio transients (RRATs), são muito volúveis. São estrelas de nêutrons muito comprimidas que emitem ondas de rádio que duram muito pouco tempo, em torno de dois milissegundos, com intervalos que podem chegar a três horas. Para dificultar o estudo, elas não apenas têm vida curta, mas também os cientistas têm que separar as emissões delas das da Terra. Mas objetos não faltam: podem existir centenas de milhares delas, só na Via Láctea.

4 – Grupos estelares
As estrelas não são solitárias, como já deve ter pensado. Hoje, astrônomos afirmam que 85% das estrelas da nossa galáxia residem em grupos. Mais da metade de todas elas são binárias, ou estão atraídas pelo mesmo campo gravitacional. Quando três ou mais se unem, é dado o nome de sistema estelar múltiplo. Em 2005, astrônomos apresentaram evidências do primeiro planeta orbitando um sistema binário.

3 – Explosões enigmáticas
A catastrófica explosão de uma estrela emana ondas de choque que irradiam a 35 milhões de quilômetros por hora. A morte de algumas estrelas pode ser um evento espetacular. Quando a estrela tem mais do que oito vezes a massa do sol, sua explosão de matéria e luz tem o nome de supernova. Desde a supernova de Johannes Kepler, em 1604, os astrônomos nunca testemunharam uma em nossa galáxia.

2 – Raios solares
A atmosfera solar, ou coroa, pode atingir espantosos dois milhões de graus Celsius, e pode disparar partículas altamente energizadas a quase a velocidade da luz. Esses grupos de partículas aceleram através dos campos magnéticos que circundam a Terra, podendo interromper comunicações, tecnologias de satélite, sistemas eletrônicos e até celulares. Algumas “tempestades solares” podem liberar milhões de bombas de hidrogênio em energia, o suficiente para iluminar os Estados Unidos por 100 mil anos. Os cientistas estão apenas começando a entender o funcionamento interno do Sol, e talvez no futuro vão conseguir prever essas “chamas”.

1 – Anjos da morte
Buracos negros são tão densos que nada escapa de seus campos gravitacionais. Uma vez que você entre no horizonte desse corpo, nem a luz consegue escapar. Agora, os astrônomos têm boas evidências para a existência de buracos negros estelares, formados após a morte de estrelas massivas, assim como buracos negros super massivos, com massas de cair o queixo, superiores a milhões de sóis.
Fonte: http://hypescience.com/
[Space]

Cientistas fazem primeira medição direta da rotação terrestre

Dentro de um bunker subterrâneo perto da fronteira entre a Alemanha e a República Tcheca, em um túnel de 20 metros trancado por trás de cinco portas, cientistas alemães estão construindo um laser tão avançado e preciso que não há comparação no mundo. Mas, apesar da aparência sinistra, não há nada de ruim nele. Os pesquisadores criaram o laser com cavidade redonda mais estável do mundo, e o estão usando para fazer os melhores cálculos da rotação terrestre.

Em outras palavras, eles querem seguir o “bamboleio” do nosso planeta. E ele realmente entorta. Em relação ao espaço, a Terra não roda em circulo perfeito, todas as horas. Em relação à superfície, a rotação desvia bastante, sendo puxada e empurrada por várias influências externas, do sol, da lua e até da pressão atmosférica. A mudança não é tanta que seja perceptível para nós – a mudança de eixo terrestre tem um raio de aproximadamente 10 metros – mas complica o mapeamento por GPS (por isso, o mapa do iPhone tem uma margem de erro) e a projeção de lançamentos espaciais. O trabalho com o laser mais estável vem sendo feito a mais de uma década, e agora dá retorno com as primeiras – na verdade a primeira da história – análises diretas das mudanças rotacionais da Terra. 

O fato de o sistema estar tão protegido se deve à necessidade de estabilidade, atingida apenas quando ele está isolado de qualquer influência externa, como pressão e temperatura. Então, ele foi instalado a uns 10 metros de profundidade em uma cabine pressurizada que compensa qualquer mudança de pressão. O próximo passo é tentar torná-lo ainda mais “afiado”. Por enquanto, o laser consegue calcular as mudanças rotacionais em um período de tempo (que são corroboradas por radiotelescópios), mas os pesquisadores querem que ele seja tão preciso que possa registrar as alterações ocorridas em apenas um dia.
Fonte: http://hypescience.com/
[PopSci]

Núcleo do planeta Júpiter está se dissolvendo

Até os grandes podem perder o coração. Novos cálculos sugerem que o núcleo rochoso de Júpiter está se dissolvendo. O trabalho pode ajudar a explicar porque o seu núcleo parece menor e sua atmosfera está mais rica em elementos pesados. Imagina-se que planetas gigantes como Júpiter e Saturno começaram sua vida como corpos sólidos de rocha e gelo. Quando chegaram a uma massa dez vezes maior do que a da Terra, suas gravidades puxaram gás que resultaram em atmosferas grossas formadas principalmente por hidrogênio. Curiosamente, alguns estudos sugerem que o núcleo de Júpiter pesa menos do que dez Terras, enquanto o de Saturno, que é menor, tem entre 15 e 30 Terras. No ano passado, pesquisadores chineses ofereceram uma explicação sinistra: um planeta rochoso maior do que a Terra bateu em Júpiter há muito tempo, vaporizando a maior parte de seu núcleo. Esse cenário pode também explicar outro mistério: porque a atmosfera de Júpiter contém uma fração de elementos pesados maior do que o sol, cuja composição é considerada um reflexo da que compunha a nebulosa que deu origem aos planetas do sistema solar. Agora, os cientistas Hugh Wilson e Burkhard Militzer sugerem outra teoria, não menos macabra: o núcleo de Júpiter vem gradualmente se dissolvendo desde sua formação, há 4,5 bilhões de anos.

Cálculos quânticos

Outros pesquisadores propõe que a intensa pressão e temperatura no coração do gigante talvez faça seu núcleo dissolver na atmosfera interna, que está sob tanta pressão que faz com que ele se comporte, de alguma maneira, como um líquido. Os especialistas usaram equações da mecânica quântica para ver como o óxido de magnésio – um constituinte do núcleo de Júpiter – reage em pressões e temperaturas similares as do planeta (40 milhões de atmosferas terrestres e 20 mil graus Celsius). Essas condições não podem ser recriadas em laboratórios terrestres. Eles descobriram que nessas condições, o mineral realmente se dissolve nos fluidos à volta. “É como um pouco de sal no fundo de um copo. Coloque água morna e ele vai começar a se dissolver, ficando com água mais salgada no fundo e menos salgada no topo”, explica Wilson.
Ele suspeita que a rocha dissolvida talvez se misture com o resto da atmosfera, com o tempo. “Isso poderia pelo menos explicar parcialmente o enriquecimento de elementos pesados na atmosfera externa, e o fato do núcleo estar menor do que nas previsões”, afirma.  Os cálculos também sugerem porque Saturno – que possui cerca de um terço da massa de Júpiter – parece ter um núcleo mais robusto. As condições no planeta dos anéis não são tão extremas quando em Júpiter, então se o núcleo está se dissolvendo, está fazendoisso de uma “maneira muito mais lenta”, afirma Wilson. A equipe acredita que o processo provavelmente acontece muito mais rápido em planetas mais massivos do que Júpiter. Dave Stevenson, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, concorda. “A erosão do núcleo deve ser maior conforme a massa cresce”, afirma.  “Eu suspeito que em ‘super Júpiteres’ não há nenhum núcleo”, afirma Wilson. Se for esse o caso, a concentração de elementos pesados na atmosfera será maior, o que pode ser detectado por telescópios, no futuro. O fato do coração de Júpiter estar se dissolvendo é ruim? Wilson diz que é o oposto. “É como um sinal de que o planeta ainda está se formando – não atingiu um estado estável”.
Fonte: http://hypescience.com
[NewScientist]

O Brilhante Encélados

Créditos da Imagem:NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute
A sonda Cassini fez a imagem acima olhando para o brilhante e iluminado Encélado e examinando a superfície de seu hemisfério principal. As outras imagens abaixo também mostram em mais detalhes a superfície de Encélado, com um destaque para os jatos de gelo de água que são expelidos pela região polar sul do satélite. O norte em Encélado está para cima e rotacionado de 21 graus para a direita, na imagem principal desse post. O satélite tem 504 quilômetros de diâmetro.
A imagem foi feita capturando a luz visível com a câmera de ângulo restrito da sonda Cassini no dia 6 de Novembro de 2011. A imagem foi obtida a uma distância de aproximadamente 109000 quilômetros de Encélado e com o conjunto, Sol-Encélado-Cassini em fase formando um ângulo de 21 graus. A escala da imagem é de 649 metros por pixel.

M27: A Nebulosa do Haltere

Créditos e direitos autorais:Bill Snyder (Bill Snyder Photography)
A primeira pista sobre o que o Sol se tornará quando morrer foi descoberta de forma inadvertida em 1764. Naquele ano, Charles Messier estava compilando sua famosa lista de objetos difusos para não serem confundidos com cometas. O 27˚ objeto da lista de Messier, agora conhecido como M27 ou Nebulosa do Haltere, é uma nebulosa planetária, ou, o tipo de nebulosa que o nosso Sol irá produzir quando a sua fusão nuclear parar em seu núcleo. A M27 é uma das nebulosas planetárias mais brilhantes do céu noturno e pode ser vista na direção da constelação da Raposa (Vulpecula) com binóculos. A luz proveniente da M27 leva aproximadamente 1000 anos para chegar até a Terra. A imagem acima, mostra a M27 em cores especialmente escolhidas para representar a emissão de hidrogênio e oxigênio. Entender a física e o significado da M27 vai muito além da ciência do século 18. Mesmo hoje, com toda a tecnologia à disposição, muitas coisas permanecem misteriosas sobre nebulosas planetárias bipolares como é o caso da M27. Os maiores mistérios versam sobre o mecanismo físico que é responsável por expelir o envelope externo gasoso de uma estrela de pouca massa deixando para trás, uma estrela do tipo anã branca quente em termos de raios-X.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111227.html

26 de dez de 2011

Nebulosa de vento de pulsar

A Nebulosa do Caranguejo, um remanescente de supernova e uma nebulosa de vento de pulsar 
Uma nebulosa de vento de pulsar (também conhecido como plerion, derivado do grego antigo pleres, cheio, termo cunhado por Weiler & Panagia - 1978) é uma nebulosa que deve sua dinâmica ao vento produzido por um pulsar. Nos estágios iniciais, durante os primeiros milhares de anos de sua existência, uma nebulosa de vento de pulsar encontra-se no interior de invólucros de remanescentes de supernova. Entretanto, nebulosas de vento de pulsar também são encontradas em torno de pulsares mais velhos, onde o sistema remanescente da supernova já desapareceu. Um exemplo conhecido de nebulosa de vento de pulsar é a Nebulosa do Caranguejo. As nebulosas de vento de pulsar são compostas de partículas carregadas aceleradas a velocidas relativísticas devido à imensa força do campo magnético do pulsar em alta rotação. O vento de pulsar flui para o meio interestelar, criando uma onda de choque, onde as partículas carregadas são desaceleradas a velocidades sub-relativísticas. Além desse ponto, os elétrons livres presentes no vento do pulsar começam a seguir trajetórias mais curvas devido ao forte campo magnético do pulsar, e emitem radiação síncrotron.
 
As nebulosas de vento de pulsar apresentam as seguintes propriedades: 
  • Uma crescente luminosidade em direção ao centro, sem um invólucro, como se observa na maioria dos outros remanescentes de supernova.
  • Um grande fluxo de polarização e um índice espectral plano em ondas de rádio, α = 0-0,3; a variação do índice energético de raios-X, devido a perdas de radiação síncrotron; e, em média, nebulosas de vento de pulsar tem um índice de fótons de raios-X de 1,3-2,3 (índice espectral de 2,3-3,3).
  • Os fluxos contínuos de raio-X são geralmente menor do que os fluxos de ondas de rádio e de luz visível (devido ao menor tempo de vida síncrotron de elétrons de alta energia).
  • Fótons de raios gama com energias em torno de 2.3. TeV. As nebulosas de vento de pulsar podem ser provas incontestáveis da interação de um pulsar com o seu entorno - as suas propriedades podem ser usadas para inferir a geometria, a energia e a composição do vento do pulsar, a velocidade espacial do pulsar em si e as propriedades do meio ambiente em seu torno.
Fonte: Wikipédia

Pulsar num remanescente de supernova

© NASA/ESA (pulsar SXP 1062)
Dados do observatórios de raios-X Chandra da NASA e do XMM-Newton da ESA foram combinados para descobrir um pulsar jovem nos restos de uma supernova localizada na Pequena Nuvem de Magalhães. Isto pode ser a primeira vez que um pulsar, uma estrela muito densa, foi encontrado em um remanescente de supernova na Pequena Nuvem de Magalhães, uma diminuta galáxia satélite da Via Láctea. Duas equipes diferentes de cientistas estimam que o remanescente de supernova em torno do pulsar SXP 1062 tem entre 10.000 e 40.000 anos. Isto significa que o pulsar é muito jovem, do ponto de vista astronômico, desde que foi supostamente formado na mesma explosão que produziu o remanescente de supernova. A pesquisa começou com modelos teóricos para entender a evolução deste objeto incomum. Os dados ópticos também exibe formações espetaculares de gás e poeira em uma região de formação estelar no lado esquerdo da imagem. Uma comparação entre a imagem do Chandra com imagens ópticas mostram que o pulsar tem um companheiro quente e maciço. Os astrônomos estão interessados ​​no SXP 1062 porque os dados do Chandra e do XMM-Newton mostram que ele está girando muito lentamente, uma vez a cada 18 minutos. Em contrapartida, alguns pulsares giram várias vezes por segundo, incluindo a maioria dos pulsares recém-nascidos. Na imagem os dados em raios-X do Chandra e do XMM-Newton estão em azul e os dados ópticos do Observatório Interamericano Cerro Tololo, no Chile, estão em vermelho e verde. O pulsar SXP 1062 é a fonte luminosa em branco localizado no lado direito da imagem no meio da emissão difusa em azul dentro de um escudo vermelho.
Fonte: http://www.cfa.harvard.edu/

Descoberta de planetas levanta questões sobre evolução das estrelas

De acordo com estudo da revista 'Nature', corpos celestiais orbitam uma velha estrela que passou pelo estágio de gigante vermelha; achado pode ajudar a entender sistema estelar
Reprodução de um dos planetas, formado por núcleo denso, com ferro e outros elementos pesados
 
Dois planetas de tamanhos comparáveis com o da Terra foram descobertos por um grupo internacional de cientistas. A descrição dos dois, que orbitam uma velha estrela que passou pelo estágio de gigante vermelha, está na edição desta quinta-feira, 22, da revista Nature. O sistema planetário se encontra próximo às constelações de Lira e Cygnus, a cerca de 3.900 anos-luz da Terra. De acordo com os cientistas responsáveis pela observação, a descoberta poderá ajudar a desvendar enigmas a respeito da evolução dos sistemas planetários e estelares de modo geral. 

“Os dois planetas, denominados KOI 55.01 e KOI 55.02, encontram-se em órbitas muito curtas em torno de sua estrela. Por terem migrado para tão próximo, eles provavelmente mergulharam profundamente no envelope estelar durante a fase de gigante vermelha [uma das mais avançadas na evolução das estrelas], mas sobreviveram”, disse Gilles Fontaine, da Universidade de Montreal, no Canadá, um dos autores da descoberta.  “Os dois corpos que observamos devem ser os núcleos densos de antigos planetas gigantes cujos envelopes gasosos evaporaram durante a fase de imersão [aproximação à estrela]”, disse.

Apenas o núcleo denso dos planetas, formado por ferro e outros elementos pesados, poderia sobreviver ao dramático processo de evolução estelar. A estrela observada, denominada KIC 05807616, consiste do núcleo exposto de uma gigante vermelha que perdeu quase totalmente seu envelope gasoso. De acordo com o estudo, os planetas observados devem ter contribuído para o aumento da perda de massa necessária para a evolução da estrela à sua fase atual. Segundo os pesquisadores, isso implicaria que os sistemas planetários em geral influenciam a evolução de suas estrelas.

Os planetas foram identificados a partir de dados obtidos pela missão Kepler, da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. O grupo, formado por cientistas de oito países, observou inicialmente a presença intrigante de duas modulações minúsculas e periódicas, que alcançavam 0,005% do brilho da estrela. Como as variações não poderiam ser atribuídas às oscilações da estrela ou a outras causas, a presença de dois planetas em torno da KIC 05807616 era a única explicação plausível para os dados obtidos. Os dois planetas lembram a Terra apenas no tamanho.

Eles estão muito próximos de sua estrela: 0,0060 e 0,0076 unidades astronômicas, respectivamente, sendo que cada uma dessas unidades é a distância entre o Sol e a Terra. Por conta disso, as condições nas superfícies dos planetas são extremas, com temperaturas entre 8.000 e 9.000º C. O artigo A compact system of small planets around an evolved post red giant star (doi:10.1038/nature1063), de Stéphane Charpinet e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.
Fonte: ESTADÃO

Uma lâmpada de raios X

  Disco de gás ao redor de buraco negro acende a cada sete dias
Em 1991 a astrofísica gaúcha Thaisa Storchi Bergmann descobriu um disco de matéria, uma nuvem achatada de gás ionizado, que gira em torno do buraco negro situado no centro da NGC 1097, uma bela galáxia espiral da constelação de Fornax, distante 45 milhões de anos-luz da Terra. Durante uma década, a pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) observou uma vez por ano a galáxia e constatou que o disco de gás não era uniforme. A nuvem continha um braço espiral que, a cada cinco anos e meio, dava uma volta completa em torno do buraco negro. A astrofísica também verificou que, por vezes, o disco se tornava mais brilhante do que o usual. Esses picos de luminosidade foram interpretados como sendo decorrentes de o buraco negro ter, nesses momentos, engolido mais matéria proveniente da nuvem, em razão de talvez haver ali uma maior densidade ou quantidade de gás para ser sugado.
Leia a matéria completa em : http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=4578&bd=1&pg=1&lg

Inatingível, Kepler-22b carrega esperança de vida extraterrestre

Com tecnologia atual, chegar ao novo planeta é algo impensável.Foto: Nasa/Ames/JPL-Caltech/Divulgación
Um dos grandes anúncios da comunidade científica no ano, a descoberta do planeta Kepler-22b mexeu com a imaginação popular. Localizado em uma região habitável de outro sistema solar, ele renova a esperança do homem de encontrar alguma forma de vida fora da Terra. O problema é que ele está tão distante de nós - cerca de 600 anos-luz - que seriam necessárias algumas gerações de aventureiros espaciais até que alguém consiga chegar lá. Ou seja, pelo menos com a tecnologia atual, é impossível explorar esse corpo celeste. Para Thais Russomano, PhD em fisiologia espacial e Coordenadora do Centro de Microgravidade da PUCRS, percorrer essa distância com a tecnologia existente é "algo inconcebível".

"Uma nave espacial orbitando a Terra viaja a 27 mil km/h e, para romper a força gravitacional terrestre, precisa-se de 40 mil km/h. Apesar de parecer muito, não é nada se comparado à velocidade da luz, que é de 300 mil km/s. É impraticável chegarmos ao Kepler-22b com a tecnologia existente nesse início de terceiro milênio", lamenta. Astrônomo e professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Kepler Oliveira concorda: "Não há nada que tenha massa que possa viajar na velocidade da luz. Muito menos numa velocidade maior", afirma o cientista. Algumas teorias especulam uma possibilidade: o uso de dobras espaciais, também chamadas de "buracos de minhoca" (wormhole, em inglês), que serviriam como atalhos para viagens espaciais.

A ideia se baseia na Teoria da Relatividade de Albert Einstein, que diz que grandes massas de gravidade aglomeradas criariam fendas no espaço-tempo, formando curvas imperceptíveis. Assim, seriam quatro dimensões: três relativas ao espaço (altura, largura e espessura) e mais uma, o tempo. "Nesse sentido, o espaço seria dobrado, curvado, aproximando dois pontos distantes e diminuindo o tempo de passagem entre um e outro. Seria uma ponte entre duas partes distantes no espaço sideral. De forma simples, seria como pegar dois pontos de uma folha de 50 cm de comprimento e aproximá-los. Uma formiga teria de percorrer toda a superfície para passar de um ponto ao outro.

Mas outro inseto poderia voar alguns milímetros e rapidamente cruzar os 50 cm do papel", explica Russomano. Contudo, segundo Oliveira, isso é apenas teoria. "Não há qualquer esperança em atravessá-los, pois a matéria que entra neles perde qualquer informação sobre sua constituição", afirma. Mesmo com todas as dificuldades, a descoberta de Kepler-22b estimula a imaginação dos cientistas.

"Acredito que há outras formas de vida e também de vida inteligente em nossa galáxia ou em galáxias vizinhas e até nas mais distantes. Não creio ser a Terra o único planeta habitado. Então, descobrir novos mundos aptos para o desenvolvimento da vida é fundamental para o entendimento da própria vida humana, de nossa missão no Universo, do papel cósmico que temos. Uma era muito diferente surgirá no dia em que tivermos a prova de que não estamos sós. O descobrimento do Kepler-22b carrega, assim, um enorme simbolismo, mesmo que ainda inatingível", finaliza Russomano.
Fonte: TERRA

Rover Marciano da Nasa Começa Pesquisas No Espaço

Impressão de artista do rover Curiosity a bordo do seu escudo de protecção durante a viagem até Marte. Crédito: NASA/JPL-Caltech
O rover Curiosity da NASA, com o tamanho de um carro pequeno, começou a monitorizar a radiação espacial durante a sua viagem de 8 meses da Terra até Marte. A pesquisa vai ajudar a planear futuras missões tripuladas ao Planeta Vermelho. O Curiosity (ou Mars Science Laboratory, MSL) foi lançado a 26 de Novembro a partir de Cabo Canaveral, Flórida, EUA. Transporta um instrumento chamado RAD (Radiation Assessment Detector) que monitoriza as partículas atómicas e subatómicas altamente energéticas do Sol, de supernovas distantes e de outras fontes. Estas partículas constituem a radiação que pode ser nociva para quaisquer micróbios ou astronautas no espaço ou em Marte. O rover irá também estudar a radiação à superfície de Marte após a sua aterragem em Agosto de 2012.  "O RAD está neste sentido a representar um astronauta dentro da uma nave a caminho de Marte," afirma Don Hassler, investigador principal do RAD no Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, no estado americano do Colorado. "O instrumento encontra-se bem dentro da nave, tal como um astronauta estaria. Compreender os efeitos da nave no campo da radiação é importante para o desenho de naves tripuladas com destino a Marte."  Os estudos prévios desta radiação de partículas energéticas no espaço têm usado instrumentos à ou perto da superfície em várias sondas. O instrumento RAD está dentro do rover, que está dentro da nave e protegido por outros componentes, incluindo a concha que efectuará a descida pela atmosfera superior de Marte. As estruturas da nave, embora providenciam protecção, também podem contribuir à produção de partículas secundárias geradas quando as partículas altamente energéticas atingem a nave. Nalgumas circunstâncias, as partículas secundárias podem ser mais perigosas do que as primárias. Estas primeiras medições marcam o começo do envio de dados científicos de uma missão que irá usar 10 instrumentos a bordo do Curiosity para determinar se a cratera Gale em Marte pode ser ou se já foi favorável para a vida microbiana.  "Embora o Curiosity não vá procurar sinais de vida em Marte, o que encontrar pode mudar completamente o que sabemos acerca da origem e evolução da vida na Terra e noutros cantos do Universo," afirma Doug McCuistion, director do Programa de Exploração de Marte na sede da NASA em Washington. "Uma coisa é certa: as descobertas do rover vão providenciar dados críticos que terão impacto no planeamento da pesquisa humana e robótica durante décadas."  À meia-noite de hoje, a nave que transporta o Curiosity já tinha percorrido mais de 66 milhões de quilómetros da sua viagem de 567 milhões de quilómetros até Marte. A primeira manobra de correcção de trajectória da viagem está planeada para meados de Janeiro.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/

Um sistema de tempestade em Saturno

Crédito de imagem: Imagem da Cassini Team, SSI, JPL, ESA, NASA
Essa é uma das maiores e mais longas tempestades já registradas no nosso Sistema Solar. Observada pela primeira vez no final de 2010, a formação de nuvens vista na imagem acima no hemisfério norte de Saturno começou como algo maior que a Terra e rapidamente se espalhou completamente pelo planeta, dando a volta completa ao redor de Saturno. A tempestade tem sido rastreada não somente da Terra mas também tem sido observada em detalhe pela sonda Cassini da NASA que visita o chamado Sistema Saturniano. A imagem acima feita em Fevereiro de 2011, pela sonda Cassini, foi colorida de modo a indicar na cor laranja as nuvens profundas na atmosfera de Saturno, enquanto que as cores mais brilhantes destacam as nuvens mais altas. Os anéis de Saturno são vistos quase que completamente de lado como uma fina linha horizontal da cor azul. As bandas escuras distorcidas são as sombras geradas pelos anéis no topo das nuvens pelo Sol que está na parte superior esquerda da imagem. Uma fonte de ruído de rádio de raios, a tempestade intensa pode estar relacionada com mudanças sazonais à medida que a primavera lentamente começa emergir no hemisfério norte de Saturno.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111226.html

LHC encontra sua primeira nova partícula

Descoberta clara


As equipes do LHC (Grande Colisor de Hádrons) não tinham motivo para se manifestar mais uma vez neste fim de ano. Afinal, quando do adiamento de qualquer "decisão" sobre o bóson de Higgs para 2012, todas as desculpas e explicações já haviam sido dadas. Mas a equipe do detector ATLAS decidiu anunciar a "primeira descoberta clara" de uma nova partícula, feita pelo maior experimento científico do mundo. É um bóson, mas não é "aquele" bóson tão esperado. Trata-se do chamado Chi-b (3P), um estado mais energético das partículas chi, já vistas em outros experimentos. De fato, a Chi-b (3P) nunca havia sido observada antes, mas o achado não se distancia muito da redescoberta das partículas subatômicas fundamentais, feita quando o LHC ainda estava esquentando os motores.


Sem champanhe


Prevista pelo Modelo Padrão, lá estava a nova partícula, exatamente onde se esperava, formada por um quark beleza e um anti-quark beleza, devidamente ligados pela força nuclear forte. O fato é que a nova partícula não vem acrescentar nada em termos de entendimento ou compreensão da "física-como-a-conhecemos" e, menos ainda, de alguma "eventual-nova-física". Teria sido um achado digno de nota se tivesse sido feito por um laboratório menor, mas veio marcar um fim de ano sem nenhum gosto de festa para o maior laboratório científico do mundo .


Chi-b (3P)

A nova Chi-b (3P) é uma combinação de um quark beleza e seu anti-quark. Tal como a muito mais famosa partícula de Higgs, a Chi-b (3P) também é um bóson. Contudo, enquanto o bóson de Higgs não é formado por partículas menores, esta é fruto da combinação de duas partículas "pesadas", mantidas juntas pela mesma força que mantém coeso o núcleo atômico. O artigo que descreve a descoberta ainda não foi aceito para publicação por nenhum periódico científico, tendo sido colocado no repositório arXiv.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

A Nebulosa do Caranguejo vista pelo Hubble

Essa é a bagunça que fica no espaço quando uma estrela explode. Na imagem acima, tirada pelo Telescópio Espacial Hubble, você vê a Nebulosa do Caranguejo, o resultado de uma supernova observada no ano 1054 d.C., que está repleta de filamentos misteriosos. Os filamentos não são apenas extremamente complexos, mas parecem ter menos massa do que foi expulsa na supernova original, e uma velocidade maior do que o esperado de uma explosão livre. A Nebulosa do Caranguejo abrange cerca de 10 anos-luz. No seu centro, encontra-se um pulsar, uma estrela de nêutrons mais massiva que o sol, mas com apenas o tamanho de uma pequena cidade. O pulsar do Caranguejo gira cerca de 30 vezes a cada segundo.
Fonte: http://apod.nasa.gov

22 de dez de 2011

Os Túneis do Sol e o Solstício

Créditos e Direitos Autorais: Arne Erisoty
Hoje foi um marco importante para nós na Terra, no céu da Terra o Sol marchando em direção às declinações mais ao sul, atingiu o seu ponto máximo e vai começar a jornada anual para o norte, esse evento é conhecido como solstício. No hemisfério sul ele marca o início do verão. Mas caso você esteja no hemisfério norte, irá experimentar o início do inverno e se você estiver mais precisamente no Deserto da Grande Bacia em Lucin, no estado americano de Utah, perto da data do solstício você pode ver o Sol nascer e se pôr através dos chamados Túneis do Sol. Os Túneis do Sol são monumentos criados pelo artista Nancy Holt e consistem de quatro manilhas com 9 pés de diâmetro e com 18 pés de comprimento. Os túneis estão arranjados na formação de um X alinhados com o nascer do Sol no solstício. Na imagem reproduzida acima, pode-se ver o Sol através de um Túnel do Sol. Essa imagem foi feita durante o gelado e nublado pôr-do-Sol, durante o solstício de inverno do ano de 2010. Durante as horas do dia, os buracos localizados nas laterais das manilhas projetam pontos da luz solar na parede interior dos túneis, formando um mapa das principais estrelas observadas nas constelações de Draco, Perseus, Columba e Capricórnio. Os apaixonados com obras de arte com inspiração terrestre e celeste podem notar que os Túneis do Sol estão localizados a aproximadamente 150 milhas de carro de outra obra interessante, do artista Robert Smithson, conhecida como Spiral Jetty. O vídeo abaixo mostra bem a obra de arte dos Túneis do Sol.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap111222.html

Estrela 'engole' e depois 'cospe' dois planetas

Um dia depois de a Nasa anunciar a descoberta dos menores planetas já achados fora do Sistema Solar, cientistas apresentam hoje um estudo sobre um par de planetas ainda mais diminutos. Os astros recém-descobertos, afirmam os astrônomos, são remanescentes de planetas gigantes que foram engolidos por sua estrela e depois "cuspidos" como "caroços". A descoberta foi feita com a análise de dados do mesmo telescópio espacial, o Kepler, mas por um grupo diferente, liderado pelo francês Stephane Charpinet. Os novos planetas têm 86,7% e 75,9% do raio da Terra e massas estimadas em 44% e 65%. A dupla nova tem órbita muito próxima de sua estrela-mãe e possui superfície quente demais para abrigar água líquida e vida. O aspecto mais inusitado dos planetas é que no centro do sistema estelar que os abriga está KOI 55, estrela de idade avançada e que já passou pela fase em que se torna uma "gigante vermelha".

DESTINO SOLAR - É o mesmo destino previsto para o Sol, daqui a 5 bilhões de anos, quando o hidrogênio, combustível para a fusão nuclear em seu centro, começar a se esgotar. No passado, os planetas em torno de KOI 55, batizados apenas como .01 e .02, eram provavelmente astros com tamanhos similares aos de Júpiter e Saturno, os gigantes gasosos do Sistema Solar. Quando a estrela começou a virar uma gigante vermelha, sua atmosfera estelar, ou"envelope", começou a se expandir tanto que encobriu os dois planetas. Em estudo na edição de hoje da revista "Nature", o grupo de Charpinet descreve o que acha que ocorreu após a estrela "engolir" os planetões. Esse astros, dizem, só acabaram engolfados na atmosfera estelar porque, apesar de ser grandes, tinham órbitas curtas, como a Terra. "Enquanto eles iam cavando seu caminho em meio ao envelope estelar, iam perdendo toda a camada exterior de gás e expelindo também o gás da atmosfera da gigante vermelha, fazendo-a perder massa", explicou à Folha Betsy Green, da Universidade do Arizona, astrônoma que participou do estudo.  "Se os planetas já fossem pequenos naquela época, provavelmente não teriam sobrevivido. Só existem hoje porque começaram com uma quantidade de massa grande antes de sofrer atrito." A vingança dos planetas é que eles próprios acabaram varrendo para fora a atmosfera da gigante vermelha, e KOI 55 pode ter perdido mais de 50% de sua massa. Agora ela é uma estrela da classe das sub-anãs quentes tipo B, que possuem um núcleo de hélio inerte e geram energia por fusão nuclear em camadas mais exteriores.

POR ACASO - A descoberta dos planetas ocorreu meio por acaso. Charpinet e Green começaram a observar a KOI 55 para entender os modos de vibração da estrela, que exibe movimentos similares aos terremotos da Terra. A vibração causa oscilações no brilho que podem revelar propriedades interessantes da estrela, como sua massa e seu raio. Mas duas das oscilações periódicas que os cientistas detectaram tinham períodos de cinco a oito horas, longos demais para terremotos. Após Charpinet fazer uma montanha de cálculos, concluiu que a probabilidade maior era a de que a oscilação de brilho estivesse sendo causada por planetas refletindo a luz de KOI 55, assim como os períodos da Lua refletem luz solar em quantidade diferente para a Terra. Os planetas rebatem uma quantidade enorme de luz, pois estão a menos de um centésimo da distância que nós estamos do Sol.
Fonte: FOLHA
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