9 de jan de 2011

Lua possui núcleo similar ao da Terra

       © NASA (Experimento Sísmico Passivo da Apollo)
 A NASA através de uma pesquisa indica que a Lua possui núcleo similar ao do planeta Terra. Desvendar detalhes sobre o núcleo lunar é de grande importância para o desenvolvimento exato de modelos da formação lunar. As descobertas da equipe de pesquisadores sugerem que a Lua possui um núcleo interior sólido e rico em ferro, com raio de aproximadamente 277 km e núcleo externo rico em ferro líquido com raio de aproximadamente 279 km. O que difere o núcleo do da Terra é uma camada fundida de raio estimado em 555 km. A pesquisa indica que o núcleo contém pequena porcentagem de elementos como enxofre, o que confere com estudos recentes sobre o núcleo terrestre que apontam a existência de enxofre e oxigênio em uma camada em volta do núcleo. Os dados forão coletados durante a época de missões da nave Apollo na Lua. O Experimento Sísmico Passivo da Apollo consistiu em quatro sismômetros deixados na Lua entre 1969 e 1972, que coletaram dados sobre a atividade sísmica lunar até 1977.A equipe analisou os sismômetros utilizando processo vetorial, com técnicas que identificam e distinguem sinais de tremores na Lua e outras atividades sísmicas. Os cientistas identificaram como e em que local ondas sísmicas passaram ou foram refletidas por elementos do interior da Lua, dando significado a composição e ao estado das camadas internas. Imagens sofisticadas de satélite também contribuíram de forma significante para o estudo. Antiga limitação aos estudos sísmicos sobre a Lua era o ruído causado pelos sinais repetidamente captados das estruturas lunares. Mas a equipe produziu um equipamento chamado de pilhas de sismômetros, que trabalhou de forma digital. Essa pilha melhorou o recebimento dos sinais e permitiu monitorar de forma mais clara os sinais, de que local surgiam e por onde passavam.Participaram da pesquisa a líder do estudo e cientista da NASA Renee Weber e outros cientistas do Centro Espacial Marshall, em Huntsville, nos Estados Unidos, da Universidade da Califórnia e do Instituto de Paris, na França.
Créditos:Astro News

Caçando Galinhas na Nebulosa da Lambda Centauri

Essa imagem feita pelo Wide-field Infrared Survey Explorer, ou WISE da NASA é uma visão infravermelha da nuvem de formação de estrelas da nossa galáxia conhecida como Lambda Centauri, também conhecida popularmente pelo nome de Nebulosa da Galinha Fugitiva. A nebulosa é oficialmente catalogada como IC 2944 e está localizada a aproximadamente 5800 anos-luz da Terra e é o lar para um novo aglomerado de estrelas que nasceu na nuvem a aproximadamente 8 milhões de anos atrás. Os membros mais quentes desse aglomerado produzem radiação ultravioleta suficiente e ventos fortes o suficiente tanto para ionizar como para escavar a nuvem.

O gás ionizado brilha na luz visível, mas na luz infravermelha nós vemos a poeira na nuvem aquecida pela mesma radiação. A poeira que brilha em vermelho representa o material mais frio nesta imagem e é composto de grãos de poeira. Os componentes esverdeados na imagem são grãos de poeira mais quente composto de material parecido com uma poluição. A grande estrutura em forma de anel próximo ao centro da imagem tem aproximadamente 77 anos-luz de diâmetro e é formada por ventos combinados de estrelas nos aglomerados que emitem de volta o brilho de onde eles nasceram.

A nebulosa tem um nome comum pois a sua aparência na luz visível se assemelha a imagem de uma galinha correndo. Ela também é chamada de nebulosa Lambda Centauri pois parece envolver a estrela brilhante chamada de Lambda Centauri. A Lambda Centauri é uma das estrelas mais brilhantes da constelação de Centaurus. As estrelas mais brilhantes do céu são denominadas com base na constelação a que elas pertence. Por exemplo, a estrela mais brilhante na constelação de Centaurus é a Alpha Centauri, a próxima mais brilhante é a Beta Centauri e assim por diante.

A Lambda Centauri é então a décima primeira estrela mais brilhante da constelação de Centaurus. Ela não é só brilhante na luz infravermelha. Na imagem do WISE ela aparece como a mais apagada, mais baixa, mais azul das duas duas estrelas brilhantes que estão localizadas no canto superior direito da imagem. Essa estrela é uma gigante azul que está localizada a aproximadamente 410 anos-luz de distância da Terra.

Então de fato, a estrela Lambda Centauri está muito mais próxima da Terra da Terra do que a IC 2944 e nada tem a ver com a nebulosa.Essa imagem do WISE é na verdade uma composição criada pelos quatro detectores infravermelhos da sonda. A representação das cores é a seguinte: azul e ciano representam a luz infravermelha observada nos comprimentos de onda de 3.4 e 4.6 mícron, que é uma luz gerada na sua maior parte pelas estrelas. As cores verde e vermelho representam a luz observada em 12 e 22 mícron, que é uma luz proveniente na sua maior parte da poeira quente, com o vermelho indicando temperaturas inferiores a cor verde.
Fonte: http://www.cienctec.com.br

HiRISE mostra imagens de impactos explosivos na superfície de Marte

Centenas de objetos vêm do espaço, em geral fragmentos de asteróides, e castigam Marte todos dos anos. Algumas vezes, como na Terra, esses objetos atravessam a atmosfera marciana. Mas a atmosfera marciana é muito mais tênue que a da Terra, o que implica em uma maior quantidade de objetos atingindo o solo do planeta vermelho. Se o bólido se quebra em pedaços, mas não se desintegra, o resultado será um aglomerado de crateras. A imagem acima é um exemplo disso: um grupo de crateras em Marte. Embora a presença de crateras em Marte seja um fenômeno relativamente comum, esse exemplo acima é raro pois há uma linha negra entre as duas maiores crateras. Os cientistas do projeto HiRISE estimam que o objeto partiu-se em dois pedaços de tamanho similar na entrada da atmosfera marciana e que as explosões interagiram entre si gerando essa curiosa linha negra entre as cratera. Pelas evidências recentes sabemos até agora que esse impacto ocorreu entre maio de 2003 e setembro de 2007. Como? Uma imagem anterior dessa região marciana com resolução compatível para sua detecção obtida pela câmera THEMIS da sonda Odyssey de maio de 2003 nada mostrava. Confira isso lá no site da THEMIS onde você poderá achar as imagens clicando no mapa de Marte. Esse impacto foi detectado pela CTX (Context) Imager da sonda Mars Reconnaissance Orbiter em março de 2008. Uma análise posterior encontrou também essas crateras em uma foto da CTX de setembro de 2007. O time que opera a câmera CTX tem encontrado novos eventos de impacto em Marte e tem requisitado suporte do time do projeto HiRISE para confirmar a origem do impacto e medir as dimensões das crateras. Essa área fotografada tem apenas algumas centenas de metros de largura. As marcas escuras foram criadas no impacto pela remoção ou perturbacão da camada superior de poeira. Assim esses tipos de impactos têm sido detectados apenas em regiões cobertas pelo pó marciano. Um número comparável de pequenos objetos atinge a Terra freqüentemente tal como em Marte, mas a maioria deles explode e desintegra-se em nossa atmosfera proporcionando-nos a bela visão das estrelas cadentes.
Créditos:http://imagensdouniverso.blogspot.com

Nebulosa do Caranguejo tem erupções de raios gama inesperadas

Descoberta leva os pesquisadores a repensar suas ideias sobre como as partículas cósmicas são aceleradas
A Nebulosa do Caranguejo, uma das nossas vizinhas mais conhecidas e mais estáveis, está chocando os cientistas com sua propensão a erupções de raios gama pelas partículas mais energéticas já ligadas a um objeto astronômico específico. A descoberta, relatada nesta sexta-feira, 7, por cientistas trabalhando com dois telescópios em órbita, leva os pesquisadores a repensar suas ideias sobre como as partículas cósmicas são aceleradas. "Estamos chocados", disse Roger Blandford, que dirige o Instituto Kavli de Física de astropartículas e Cosmologia. "É um objeto emblemático", ele disse; também conhecida como M1, a Nebulosa do Caranguejo foi o primeiro objeto astronômico catalogado em 1771 por Charles Messier. "É importante historicamente e estamos fazendo uma descoberta surpreendente sobre ele."
Os pesquisadores utilizaram o Large Area Telescope (LAT), um dos principais instrumentos a bordo do Telescópio Espacial Fermi de Raios Gama , para confirmar uma erupção e descobrir mais uma. O trabalho foi apresentado hoje na Science Express online. A nebulosa, e a estrela de neutros que gira rapidamente e dá força ao objeto, são restos da explosão de uma supernova documentada pelos astrônomos chineses em 1054. Depois de derramar muito de seus gases e poeira, a estrela entrou em colapso e se tornou um pulsar, uma bola de nêutrons super-densa que gira rapidamente e emite um pulso de radiação a cada 33 milissegundo, como um relógio. A quantidade de energia que o pulsar libera é enorme, iluminando a Nebulosa do Caranguejo até que ela brilhe 75.000 vezes mais que o Sol. A maior parte dessa energia está no vento de partículas, de elétrons e Pósitrons que viajam perto da velocidade da luz. Esses elétrons e pósitrons interagem com os campos magnéticos e fótons de baixa energia para produzir a famosa poeira brilhante que confundiu Messier com um cometa há 300 anos. As partículas são até mesmo suficientemente fortes para produzir raios gama que o LAT normalmente observa durante suas varreduras habituais do céu, mas essas partículas não causam erupções dramáticas. Cada uma das duas erupções que o LAT observou durou dias antes que a nebulosa retornasse leituras anormais de raios gama. De acordo com Funk, a curta duração das erupções aponta para pontos de radiação síncrotron ou radiação emitida por elétrons acelerando no campo magnético da nebulosa como a causa. 
Fonte:Estadão
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