14 de jan de 2011

VISTA Perscruta as Profundezas da Lagoa Azul

Esta nova visão de infravermelho da região de formação estelar Messier 8, muitas vezes chamado de Nebulosa da Lagoa, foi capturada pelo telescópio Vista em Paranal do ESO, no Chile. Esta imagem a cores foi criado a partir de imagens obtidas com J, H e Ks filtros de infravermelho próximo, e que foram adquiridos como parte de uma pesquisa ampla das partes centrais da Via Láctea. O campo de visão é cerca de 34 por 15 minutos de arco.
 
Esta nova imagem infravermelha da Nebulosa da Lagoa foi obtida num estudo da Via Láctea que durará 5 anos e que está a ser realizado com o telescópio VISTA do ESO instalado no Observatório do Paranal, no Chile. Esta é uma pequena parte duma imagem muito maior da região que rodeia a nebulosa, a qual é por sua vez apenas uma parte dum enorme rastreio. Os astrónomos utilizam actualmente o telescópio VISTA (acrónimo do inglês Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) do ESO para esquadrinhar as regiões centrais da Via Láctea procurando objectos variáveis e mapeando a sua estrutura com um detalhe sem precedentes.
 
Este enorme rastreio chama-se Variáveis VISTA na Via Láctea (VVV) . A nova imagem infravermelha aqui apresentada foi obtida como parte deste programa. Nela podemos observar a maternidade estelar chamada Nebulosa da Lagoa (também conhecida como Messier 8, a qual se situa a cerca de 4000 - 5000 anos-luz de distância na constelação de Sagitário. As observações infravermelhas permitem aos astrónomos espreitar por trás dos véus de poeira que impedem as observações no visível de objectos celestes. Isto deve-se ao facto da radiação visível, que tem um comprimento de onda aproximadamente do mesmo tamanho das partículas de poeira, ser fortemente dispersada, enquanto que a radiação infravermelha com um comprimento de onda superior consegue passar através da poeira mantendo-se praticamente inalterada.
 
O VISTA, com o seu espelho de 4.1 metros de diâmetro - é o maior telescópio de rastreio do mundo - dedica-se ao mapeamento de grandes áreas do céu no infravermelho próximo, de forma rápida e profunda. Está por isso idealmente adaptado para estudar a formação estelar. As estrelas formam-se tipicamente em grandes nuvens moleculares de gás e poeira, as quais colapsam sob o seu próprio peso. No entanto, a Nebulosa da Lagoa alberga igualmente alguns dos chamados glóbulos de Bok, regiões muito mais compactas de gás e poeira em colapso gravitacional.
 
 Estas nuvens escuras são tão densas que, mesmo no infravermelho, conseguem bloquear a radiação das estrelas de fundo. Mas a característica mais famosa da nebulosa, donde inclusivamente lhe provém o nome, é a estreita região de poeira em forma de lagoa que se entrelaça por entre a nuvem de gás brilhante. As estrelas jovens quentes, que irradiam fortemente no ultravioleta, são responsáveis pelo intenso brilho da nebulosa. Mas a Nebulosa da Lagoa alberga também estrelas muito mais jovens. Estrelas acabadas de nascer foram detectadas na nebulosa, tão jovens que se encontram ainda rodeadas pelos seus discos de acrecção natais. Estrelas tão jovens ejectam ocasionalmente jactos de matéria  dos seus pólos. Quando este material ejectado atinge o gás circundante formam-se os objectos Herbig-Haro, rastos brilhantes e de curta duração, o que torna as estrelas recém-nascidas facilmente detectáveis. Nos últimos cinco anos foram detectados vários objectos Herbig-Haro na Nebulosa da Lagoa, o que quer dizer que o bebé boom ainda está em progresso.
Fonte: www.eso.org  

Missão da ESA divulga dados iniciais de mapa completo do céu

Imagem feita com Telecópio Planck, ainda incompleta, mostra casulos nunca vistos antes onde estrelas estão se formando

 A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou na terça-feira, 11, novos dados coletados pela missão do Telescópio Planck do mapa inicial de todo o céu e de sua radiação cósmica. O catálogo inclui casulos empoeirados nunca vistos antes onde estrelas estão se formando e algumas dos mais enormes conglomerados de galáxias já observados.A missão partiu para o espaço em maio de 2009 com o objetivo de detectar luz de poucos milhares de anos após o Big Bang, evento que se acredita tenha criado o Universo. No entanto, os detectores de última geração serão usados para fazer uma vistoria de todo o céu pelo menos quatro vezes, medindo sua radiação cósmica de fundo, ou a radiação derivada do Big Bang. Esses dados irão ajudar os cientistas a entender melhor a evolução e o destino do nosso Universo. Embora os resultados das leituras do telescópio só fiquem prontos em dois anos, observações antecipadas de objetos astronômicos específicos na Via-Láctea, assim como em galáxias mais distantes, já estão sendo divulgados. 

Fonte: ESTADAO

Nasa encontra mais distante aglomerado de galáxias do universo

Objeto astronômico é também o mais jovem, pois é visto quando o Universo, ele mesmo, ainda era muito jovem

O descobrimento de galáxias acontece de forma relativamente frequente e não costuma ser um tópico muito especial, mas a recente descoberta das galáxias mais distantes conhecidas está atraindo uma atenção significativa. Foram necessários vários telescópios multi comprimento de onda ultra-potentes para avistar o aglomerado de galáxias, que fica aproximadamente 12,6 bilhões anos-luz da Terra e foi chamado de COSMOS AzTEC3. Dado que o próprio universo é estimado em apenas 13,7 bilhões de anos, isso significa que nós estamos vendo a luz de uma galáxia que apareceu logo um bilhão de anos após o Big Bang – e a vida moderna como a conhecemos demorou aproximadamente um bilhão de anos apenas para evoluir de organismos simples a multicelulares.

Para encontrar o aglomerado, telescópios procuraram super buracos negros, do tipo que emite radiação que rompe nuvens de gases e leva a formação de estrelas e galáxias. Uma vez que o aglomerado foi localizado, outros telescópios verificaram sua idade. Ainda outro telescópio foi usado para estimar a massa do aglomerado, que acabou por ser no mínino 400 bilhões de sóis. O buraco negro do aglomerado tinha uma massa de 30 milhões de sóis, sozinho.  Localizada na constelação de Sextante, não é apenas a mais velha aglomeração de galáxias antigas, mas também uma das maiores. O detentor do recorde anterior pertencia a um aglomerado de 10 bilhões de anos-luz de distância. A aglomeração é movimentada de atividade cósmica.

Estrelas estão nascendo e um buraco negro supermassivo está chupando matéria e emitindo radiação. Para os cientistas, é fascinante conjecturar o que aconteceu com esse aglomerado. Afinal, mais de 12 bilhões anos se passaram até hoje, mas algumas das galáxias do grupo podem se parecer muito com a nossa. Segundo os pesquisadores, explosões estelares e buracos negros são as sementes do aglomerado. Essas sementes acabarão por se transformar em uma galáxia central gigante que vai dominar o aglomerado, um traço encontrado em aglomerados de galáxias modernos. A última verificação feita por telescópio sobre o aglomerado mediu a quantidade de gás (ou combustível de estrelas) que havia nele. Os resultados mostraram que o aglomerado estava saudável e em crescimento de galáxias e, provavelmente, iria amadurecer em uma série de galáxias adultas semelhantes à nossa. Isso significa que talvez haja vida orbitando uma estrela distante na versão moderna dessas galáxias, olhando para a Terra e descobrindo nossa galáxia pela primeira vez também.

Fonte: http://hypescience.com/

Cassiopeia A: A Morte de Uma Estrela Gerou Essa Surpreendente Remanescente de Supernova

Essa impressionante imagem em cores falsas mostra os muitos lados da remanescente de uma supernova conhecida como Cassiopeia A. Essa composição foi montada a partir de imagens feitas com três grandes observatórios da NASA, usando três diferentes bandas de frequência da luz. Dados infravermelhos vieram do Telescópio Espacial Spitzer e foram coloridos em vermelho, dados da faixa visível do espectro foram coletados pelo Telescópio Espacial Hubble e foram coloridos em amarelo, e dados de raios-X foram coletados pelo Observatório de Raios-X Chandra e foram coloridos em verde e azul. Localizada a 10000 anos-luz de distância na direção da constelação de Cassiopeia, a Cassiopeia A é a parte remanescente de uma estrela massiva que morreu por meio de uma violenta explosão de supernova há 325 anos atrás.

Ela consiste de uma estrela morta, chamada de estrela de nêutrons e uma concha de material ao redor que foi expelido pela estrela à medida que ela morria. Essa parte remanescente marca a mais recente supernova da Via Láctea, e é um dos objetos mais estudados no céu. Cada um dos grandes observatórios da NASA destacam diferentes características desse objeto celeste.

 Enquanto que o Spitzer revela poeira quente na parte externa da concha a temperaturas de centenas de graus kelvin, o Hubble observa delicadas estruturas em forma de filamentos de gás quente a temperaturas de 10000 kelvin. Já o Chandra observa outro patamar de gás quente com temperaturas chegando a exorbitantes 10 milhões de graus kelvin. Esse gás extremamente quente foi criado quando o material ejetado da Cassiopeia A se colidiu com o gás e a poeira ao redor. O Chandra também pode ver a estrela de nêutrons que faz parte desse conjunto chamado de Cassiopeia A (é o ponto azul turquesa no centro da concha). Os dados em azul do Chandra foram adquiridos usando os raios-X de banda larga (baixa a alta energia); os dados verde do Chandra correspondem aos raios-X de energia intermediária, os dados em amarelo do Hubble foram adquiridos por meio do filtro de 900 nanômetros e os dados vermelho do Spitzer foram adquiridos pelo detector de 24 mícron do telescópio.
Fonte:NASA

Um Aglomerado Estelar Massivo e Escondido Inundado com Estrelas Supergigantes Vermelhas

 
O céu é como uma caixa de joias cheio de estrelas brilhantes que podem ser vistas nessa imagem em infravermelho. O detalhe da imagem é formado por 14 estrelas localizadas na fronteira de explodirem como supernovas. Essas estrelas residem no mais massivo aglomerado estelar da Via Láctea. O aglomerado azulado dentro da caixa branca na imagem maior, mostra a região estelar estudada ao redor. Essas grandes estrelas são uma pista sobre a massa do jovem aglomerado. Os astrônomos estimam que o aglomerado é no mínimo 20000 vezes mais massivo que o Sol. Cada estrela supergigante vermelha é aproximadamente 20 vezes mais massiva que o Sol.

A composição colorida maior foi feita pelo Telescópio Espacial Spitzer para o projeto Galactic Legacy Infrared Mid-Plane Survey Extraordinaire (GLIMPSE). A pesquisa penetrou a poeira escura através do espesso disco da nossa galáxia para revelar estrelas e aglomerados estelares nunca antes vistos. As falsas cores na imagem correspondem às emissões de luz infravermelha. As estrelas na composição maior aparecem todas em azul pois elas emitem a maior parte da sua luz infravermelha nos comprimentos de onda mais curtos. A imagem em detalhe, é um composição em cor falsa, e foi registrada pelo projeto Two Micron All Sky Survey, ou 2MASS.

Os astrônomos identificaram o aglomerado como um potencial gigantesco objeto após tê-lo escolhido no catálogo do 2MASS. Eles então usaram o Infrared Multi-object Spectrograph localizado no Observatório Nacional de Kitt Peak no Arizona para analisar as cores do aglomerado. Dessa análise, eles descobriram as estrelas supergigante vermelhas. Eles confirmaram o pedigree das estrelas supergigantes estudando as cores de outras supergigantes em dados coletados pelo Telescópio Espacial Spitzer. O aglomerado localiza-se a 18900 anos-luz de distância na direção da constelação de Scutum.

Ele é o primeiro na pesquisa de 130 potenciais aglomerados estelares massivos na Via Láctea que os astrônomos irão estudar nos próximos cinco anos usando uma grande variedade de telescópios, incluindo o Sptitzer e o Hubble. A imagem do Spitzer foi feita em 4 de Abril de 2004, a imagem do 2MASS foi feita em 4 de Julho de 1999. A equipe científica que estudou o aglomerado estelar consiste de: Don Figer, Space Telescope Science Institute/Rochester Institute of Techology; John MacKenty, Massimo Robberto, e Kester Smith, Space Telescope Science Institute; Francisco Najarro, Instituto de Estructura de la Materia em Madrid, Espanha: Rolf Kudritzki, University of Hawaii em Honolulu; e Artemio Herrero, Universidad de La Laguna in Tenerife, Espanha.
Fonte: Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/?p=7497

Combinação de Dados Lunares Revelam Diferenças na Elevação de Dois Mares (Tranquilidade e Serenidade)


    Créditos da imagem; Tom Harradine,

Do mesmo modo como tratamos dados da Terra, por exemplo, combinando imagens de diferentes satélites, fontes e origens, na Lua, podemos também fazer essa combinação o que nos permite observar nosso satélite natural com outros olhos. Essa imagem, aqui reproduzida, mostra a combinação, de uma foto saturada da Lua Cheia com mapas de terrenos obtidos recentemente pelo equipamento LOLA 64 DEM a bordo da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter. Para criar essa visualização foi necessário processar os dados, o que atualmente não é muito crítico devido ao poderio computacional à disposição. O Sol ilumina a Lua nessa imagem com um ângulo de incidência de 1 grau e essa visão foi construída para mostrar uma perspectiva impossível de se obter quando observamos a Lua a partir da Terra. O ponto de vista é a partir das Montanhas Taurus, com o Mar da Serenidade (avermelhado à direita) e o Mar da Tranquilidade em azul à esquerda. Devido ao ângulo de iluminação e ao ângulo de visão, as cores estão aqui dispostas para retratar a elevação das feições, e o que se nota é que o Mar da Serenidade é mais baixo que o Mar da Tranquilidade, com um abismo central fazendo a divisa entre os dois. É interessante ainda observar que as áreas mais azuis do Mar da Tranquilidade estão a oeste, isso mostra que essas áreas são mais baixas que a parte central e a parte leste. Pode-se ainda notar que aparentemente a Falha de Cauchy e o canal na parte central do Mar da Tranquilidade parecem dividir essa região e isso pode ter surgido devido a algum tipo de soerguimento local, com a crosta lunar se quebrando onde a superfície sofreu escorregamento.
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