18 de jan de 2011

Radiação de buracos negros é simulada com raios laser


A radiação calculada pela teoria foi de fato emitida e capturada pela câmera infravermelha, o que pode tornar o experimento uma demonstração indireta da radiação de Hawking, reforçando as atuais teorias. [Imagem: Alan Stonebraker]
 
Uma equipe de cientistas italianos disparou um feixe de laser em um pedaço de vidro para criar o que eles acreditam ser um análogo óptico da radiação de Hawking, que se acredita ser emitida pelos buracos negros. Embora a potência do experimento com o laser nem se compare com os ultra-densos buracos negros, as teorias matemáticas utilizadas para descrever os dois casos são semelhantes o suficiente para que a confirmação da radiação de Hawking induzida pelo laser permita reforçar a confiança em que os buracos negros de fato emitam a radiação de Hawking.

Radiação de Hawking

Em 1974, Stephen Hawking previu a emissão de uma radiação pelos buracos negros, que seria produzida pela geração espontânea de fótons na fronteira desses corpos enigmáticos. Mas os cálculos indicam que ela é tão fraca que muitos físicos acreditam ser virtualmente impossível detectá-la. Desta forma, a única maneira de testar a teoria de Hawking é fazer experimentos de laboratório que possam servir como análogos da situação real, impossível de ser observada. Outros pesquisadores já haviam usado lasers para simular a radiação de Hawking, mas encontraram dificuldades em isolá-la de outras formas de luz emitidas durante os experimentos. Belgiorno Franco e seus colegas idealizaram seu experimento combinando um feixe de laser ajustável com um alvo de vidro grosso, o que lhes permitiu limitar a radiação de Hawking a determinados comprimentos de onda da luz infravermelha e capturá-la com uma câmera infravermelha muito sensível. A radiação calculada pela teoria foi de fato emitida e capturada pela câmera infravermelha, o que pode tornar o experimento uma demonstração indireta da radiação de Hawking, reforçando as atuais teorias.

Mitologias da ciência

A existência da radiação de Hawking também coloca um limite para a vida dos buracos negros: se eles emitem radiação, por maior que seja sua massa, ela poderá se exaurir, ainda que isso leve um tempo difícil de calcular - embora alguns cientistas afirmem que é possível imaginar um buraco negro eterno. Buracos negros não podem ser detectados diretamente com a tecnologia atual, o que os tem transformado em verdadeiras "figuras mitológicas" da ciência moderna - não no sentido estreito de não existirem, mas de incorporarem significados que não pertencem ao objeto em si. Os físicos já afirmaram que os buracos negros não são buracos, mas bolhas, que eles não são realmente negros e que podem nem mesmo ser buracos, que podem ser portais para outros universos e até mesmo que buracos negros podem não existir. Mais recentemente, um grupo de físicos propôs uma maneira de criar buracos negros em laboratório, o que poderia permitir seu estudo mais pormenorizado.
Fonte: Inovação Tecnológica

Rebaixamento de Plutão foi precipitado?


 No mês em que completa seis anos de descobrimento, o planeta-anão Éris e a sua participação no rebaixamento de Plutão em 2006, continuam causando polêmica. Um grupo de astrônomos liderados por Bruno Sicardy, do Observatório de Paris, disse ter feito uma nova medição que comprovaria que Éris é menor do que Plutão. Por enquanto, eles não dizem o quão menor. Os detalhes serão divulgados num artigo na revista científica Nature. Embora a diferença não deva passar de poucos quilômetros, o anúncio já foi suficiente para animar o grupo que quer rever o status de ex-planeta de Plutão.O que se sabe, até agora, é que a nova medição foi feita no ano passado, aproveitando o momento em que uma estrela passou por trás de Éris, permitindo a visibilidade do experimento. "Éris é claramente menor", disse Alain Maury, que também observou o fenômeno, no Observatório San Pedro de Atacama, no Chile. Em 2005, quando foi localizado em um ponto distante do Sistema Solar, Éris trouxe um problema para os astrônomos.
 
Como seu diâmetro parecia maior do que o de Plutão, só havia duas alternativas: reconhecê-lo como o décimo planeta ou rebaixar o outro. A IAU (União Astronômica Internacional) resolveu colocar ordem na casa e criou uma série de critérios para classificar um planeta. Regras que, apesar de séculos de estudos astronômicos, ainda não existiam. Com isso, nasceu também um novo conceito: o de planeta-anão, em que Éris e Plutão foram colocados. Tanto cuidado tem várias explicações, mas um dos motivos mais fortes era o receio dos astrônomos de que, com os instrumentos de observação cada vez mais potentes, haveria uma enxurrada de novos planetas no nosso Sistema Solar. Batizado em homenagem à deusa grega da discórdia, Éris fica bem mais distante do Sol do que Plutão. Além da distância, existe um outro complicador para medições precisas: a baixa luminosidade do Cinturão Kuiper, onde eles estão. Nem mesmo o tamanho de Plutão é considerado definitivo. Nos mais de 80 anos desde seu descobrimento, a estimativa de seu diâmetro já mudou várias vezes. Uma medição muito precisa deve acontecer em 2015, quando a sonda New Horizons, da NASA, chegar até próximo dele. Nesta disputa não é apenas o tamanho que importa, mas também deve ser considerado o critério da órbita solidária, que neste caso Plutão não possui.
Créditos:Astro News

Valas na Borda da Cratera Hale em Marte



Essa imagem feita pela sonda da NASA Mars Reconnaissance Orbiter, mostra valas próximo da borda da Cratera Hale no sul de Marte. As valas em Marte são cavadas dentro dos taludes das colinas e nas paredes das crateras de impacto e foram descobertas a alguns anos atrás. Na Terra, as valas normalmente se formam pela ação da água líquida. Se a água líquida é a responsável por cavar valas sob as condições secas e frias atuais de Marte é uma grande questão que os cientistas planetários tentam responder. As valas nesse local são especialmente interessantes pois os cientistas recentemente descobriram exemplos de mudanças ativas em locais semelhantes. Imagens separadas de alguns anos mostraram mudanças na aparência das valas. Hoje, os cientistas planetários estão usando a câmera HiRISE a bordo da MRO para examinar as valas como essa na imagem aqui reproduzida procurando por alterações que podem fornecer pistas sobre se a água líquida ocorre ou não na superfície de Marte. Essa imagem cobre uma área de 1 km e foi feita em 3 de Agosto de 2009. Créditos da Imagem: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona.
Fonte:
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