20 de jan de 2011

Estrelas em Diferentes Estágios de Evolução na Galáxia de Andrômeda

                     Creditos e Copyright: ESA/Herschel/ PACS/SPIRE/J.Fritz(U.Gent) / XMM-Newton/EPIC/W.Pietsch(MPE)
A grande e bela Galáxia de Andrômeda, também conhecida como M31, é uma galáxia espiral localizada a 2.5 milhões de anos-luz de distância da Terra. Dois observatórios baseados no espaço se combinaram para produzir essa intrigante imagem composta de Andrômeda, nos comprimentos de onda fora do espectro visível. A impressionante visão destaca estrelas antigas e futuras estrelas existentes nessa ilha cósmica. Em tons avermelhados, estão os dados obtidos pelo observatório infravermelho Herschel, que traça enormes linhas de poeira, aquecida pelas estrelas, varrendo ao longo dos braços espirais de Andrômeda. A poeira em conjunção com o gás interestelar, compreende o material fundamental para a formação das estrelas. Os dados de raios-X obtidos pelo observatório XMM-Newton em azul apontam sistemas binários de raios-X de Andrômeda. Esses sistemas provavelmente contém estrelas de nêutrons ou buracos negros com massas estelares que representam o estágio final na evolução estelar. Com mais que o dobro do tamanho da nossa Via Láctea, a Galáxia de Andrômeda tem mais de 200000 anos-luz de comprimento.
Fonte:  http://apod.nasa.gov/apod/ap110120.html

Campo magnético intenso em anãs vermelhas

                                                © HubbleSite (estrelas anãs vermelhas ativas)
Uma pesquisa de mais de 200.000 estrelas na nossa Via Láctea tem revelado o comportamento às vezes petulante de pequenas estrelas conhecidas como anãs vermelhas. Essas estrelas que são menores que o Sol, podem lançar poderosas erupções chamadas de protuberâncias, que são labaredas que podem atingir a energia de mais de 100 milhões de bombas atômicas. As anãs vermelhas são as estrelas mais abundantes no Universo e são presumidamente o local de numerosos planetas. Contudo, seu comportamento errático poderia fazer com que a vida nesses mundos que as orbitam fosse algo nada prazeroso, senão impossível. As labaredas são erupções repentinas de plasma aquecido que ocorre quando poderosas linhas do campo magnético na atmosfera da estrela se reconectam, criando um tipo de alça e lançando vastas quantidades de energia.

Quando as labaredas ocorrem, elas podem aniquilar qualquer planeta que esteja orbitando a estrela com uma intensa luz ultravioleta, explosões de raios-X e jatos de partículas carregadas através de um intenso vento estelar. Estudando a luz de 215.000 estrelas anãs vermelhas, luz essa coletada em observações feitas com o Telescópio Espacial Hubble da NASA, os astrônomos encontraram 100 labaredas estelares. As observações foram feitas em um período de sete dias, e constituem o maior monitoramento contínuo de estrelas anãs vermelhas já feito até hoje. “Nós sabemos que as estrelas jovens hiperativas produzem labaredas, mas esse estudo mostrou que mesmo em estrelas velhas que têm alguns bilhões de anos de vida, as labaredas são um fato”, disse a astrônoma Rachel Osten do Space Telescope Science Institute localizado em Baltimore, Maryland.

A vida poderia ser algo bruto para qualquer planeta orbitando esse tipo de estrela a uma distância suficiente para sofrer com essas labaredas. Sua atmosfera seria evaporada e arrancada do planeta. Osten e sua equipe, incluindo Adam Kowalski da University of Washington em Seattle, descobriram que nas estrelas anãs vermelhas as labaredas são 15 vezes menos frequente do que se previa em estudos anteriores que observaram estrelas mais jovens e menos massivas. As estrelas no estudo foram originalmente usadas para uma pesquisa por planetas. O Hubble monitorou as estrelas de forma contínua por uma semana em 2006, procurando por assinaturas de planetas passando em frente às estrelas. As estrelas foram fotografadas pela Advanced Camera for Surveys do Hubble durante a pesquisa por exoplanetas chamada de Sagittarius Window Eclipsing Extrasolar Planet Search (SWEEPES).

Osten e Kowlski pesquisaram nos dados do Hubble, procurando por um pequeno aumento no brilho das estrelas anãs vermelhas, uma assinatura das labaredas. Algumas das estrelas pesquisadas tiveram um aumento de 10% em um curto espaço de tempo, o que é na verdade muito mais brilhante do que as labaredas produzidas pelo Sol. A duração média das labaredas foi de 15 minutos. Algumas estrelas chegaram a produzir múltiplas labaredas. Os astrônomos descobriram que as estrelas periodicamente oscilam o seu brilho, as chamadas estrelas variáveis, mas não é uma variação tão grande quanto as que sofrem explosões. “Nós descobrimos que as estrelas variáveis tem aproximadamente mil vezes mais probabilidade de ter uma labareda do que uma estrela não variável”, disse Kowalski.

“As estrelas variáveis estão em rápida rotação, o que pode significar que elas estão em um sistema binário de órbita rápida. Se as estrelas possuem grandes manchas, regiões escuras na superfície da estrela, isso irá fazer com que o brilho da estrela varie quando as manchas entram e saem do campo de visão. As manchas estelares são produzidas quando as linhas do campo magnético batem na superfície. Então, se existem grandes manchas, existe uma grande área coberta por um forte campo magnético e nós descobrimos que essas estrelas têm mais labaredas”. Embora as estrelas anãs vermelhas sejam menores que o Sol, elas possuem uma profunda zona de convecção, onde células de bolhas de gás quente seguem para a superfície. Essa zona gera o campo magnético que permite que as anãs vermelhas tenham energéticas labaredas. As anãs vermelhas também têm campos magnéticos que são mais fortes que os do Sol. Eles cobrem uma área muito maior que no Sol. Manchas solares cobrem 1% da superfície do Sol, enquanto que nas anãs vermelhas essas manchas podem cobrir metade da sua superfície!
Fonte: NASA.GOV

A Nebulosa de Orion Continua Cheia de Surpresas



Esta nova imagem da nebulosa de Orion foi capturado usando o Wide Field Imager câmera no telescópio MPG / ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla, Chile. Esta imagem é uma composição de várias exposições tomadas através de um total de cinco filtros diferentes. Luz que passaram por um filtro vermelho, assim como a luz de um filtro que mostra o gás de hidrogênio incandescente, é de cor vermelha. Luz na parte verde-amarelo do espectro é de cor verde, a luz azul é de cor azul e de luz que passava por um filtro ultravioleta, foi colorido roxo. Os tempos de exposição foram cerca de 52 minutos por cada filtro. Crédito:ESO e Chekalin Igor
Esta etérea imagem da Nebulosa de Orion foi obtida com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros instalado no Observatório de La Silla, Chile. Esta nebulosa, mais do que apenas bonita, proporciona aos astrônomos a observação de perto de uma região de formação estelar de grande massa, fazendo assim avançar o conhecimento sobre a formação e evolução estelar. Os dados utilizados para compor esta imagem foram selecionados por Igor Chekalin (Rússia), que participou no concurso de astrofotografia “Tesouros Escondidos do ESO 2010”. A composição de Igor da Nebulosa de Orion foi a sétima melhor classificada do concurso, sendo a vencedora uma outra das imagens de Igor. A Nebulosa de Orion, também conhecida como Messier 42, é um dos objetos celestes mais facilmente reconhecidos e melhor estudados. Trata-se de um enorme complexo de gás e poeira onde se formam estrelas de grande massa. É a região deste tipo mais próxima da Terra. O gás brilha tão intensamente que pode ser visto da Terra a olho nu, tornando-se numa visão fascinante quando observado através dum telescópio. Apesar da sua proximidade e familiaridade ainda temos muito a aprender sobre esta maternidade estelar. Por exemplo, foi apenas em 2007 que se concluiu que a nebulosa se encontra mais próxima da Terra do que anteriormente se pensava: 1350 anos-luz, em vez de cerca de 1500 anos-luz.
 
Este gráfico mostra a localização da nebulosa de Orion (Messier 42), a espada da constelação de Orion famoso (o caçador). Este mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições e se a Nebulosa de Órion é destacada com um círculo vermelho na imagem. Esta região de formação de grandes estrelas podem ser vistas a olho nu e é uma visão impressionante de tamanho moderado telescópios amadores. Crédito:   ESO IAU e Sky & Telescope
 
Os astrônomos utilizaram o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros instalado no Observatório de La Silla, no Chile, para observar as estrelas no interior de Messier 42. Descobriram que as estrelas vermelhas anãs de fraca luminosidade associadas ao gás brilhante libertam muito mais radiação do que o que se pensava anteriormente, o que nos fornece informação complementar  sobre este famoso objeto e as estrelas que alberga. Os dados compilados para este projeto científico, sem uma intenção original de produzir uma imagem a cores, foram agora reutilizados para criar esta imagem ricamente detalhada de Messier 42. A imagem é composta por várias exposições obtidas através de um total de cinco filtros diferentes. A radiação que atravessou o filtro vermelho e o filtro que mostra o gás de hidrogénio brilhante, aparece-nos a vermelho. A radiação vinda da região amarela-verde do espectro aparece a verde, a radiação azul aparece a azul e a radiação que passou através do filtro ultravioleta é vista como violeta. Os tempos de exposição foram cerca de 52 minutos para cada filtro.Esta imagem foi processada pelo ESO utilizando os dados observacionais usados por Igor Chekalin (Rússia), que participou no concurso de astrofotografia “Tesouros Escondidos do ESO 2010”, organizado pelo ESO em Outubro/Novembro de 2010 e dirigido a todos os que gostam de fazer imagens bonitas do céu noturno utilizando dados astronômicos reais.
Fonte:www.eso.org/public/portugal/nees/eso1103 

O maior buraco negro do Universo

Com o tamanho gigantesco de 6,6 bilhões de sóis e uma orbita maior que a de netuno, M87 ganhou o posto de maior buraco negro do universo conhecido até o momento
                                                   © Science (ilustração de um buraco negro gigantesco)
Um buraco negro localizado no centro da galáxia M87 vem chamando a atenção de especialistas. Sua massa é correspondente a 6,6 bilhões o tamanho do Sol, e é o maior buraco negro já encontrado até o momento. Para o astrônomo Karl Gebhart, da Universidade do Texas, sua força é tanta que ele poderia engolir o Sistema Solar se estivesse mais próximo. A descoberta foi anunciada esta semana no encontro anual da Sociedade de Astronomia Americana. Para determinar a massa do buraco negro, é preciso analisar estrelas próximas a ele e a velocidade em que estão orbitando a estrutura. Até agora, cientistas estimavam que a massa do buraco negro da M87 era a metade da apresentada por Gebhart. Mesmo assim, já seria mil vezes maior que o maior buraco negro da Via Láctea. Ele fica a 50 milhões de anos luz da Terra na direção da constelação de Virgem, e provavelmente ganhou seu tamanho após a fusão com buracos negros menores.
Créditos:Astro News
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