26 de jan de 2011

Imagem mostra bojo significativo de estrelas no centro de galáxia

Galáxias starburst, como a Henize 2-10, são galáxias que atravessam um processo intenso e contínuo de formação estelar, normalmente em consequência de uma colisão com outras galáxias.foto: Nasa/Divulgação
Estrelas estão se formando rapidamente na galáxia starbusrt Henize 2-10, localizada a cerca de 30 milhões anos-luz da Terra, dando a aglomerados de estrelas nessa galáxia uma aparência azul. Galáxias starburst são galáxias que atravessam um processo intenso e contínuo de formação estelar, normalmente em consequência de uma colisão com outras galáxias. A combinação de uma explosão de formação de estrelas e um buraco negro é análoga às condições no começo do universo. Desde Henize 2-10 não se tem registros de um bojo significativo de estrelas no centro de uma galáxia. Os resultados mostram que o crescimento do buraco negro supermassivo pode preceder o crescimento de bojos em galáxias. Isso difere de um universo relativamente próximo, onde o crescimento do núcleo de galáxias e buracos negros supermassivos parece ocorrer em paralelo. Esta combinação feita por múltiplos telescópios possibilitou aos astrônomos um novo olhar detalhado sobre como as formações de uma galáxia e um buraco negro podem ter ocorrido no começo do universo. O resultado dessa pesquisa foi publicado online na revista Nature, em 9 de janeiro deste ano.
Fonte:TERRA
 

A Cratera Reiner Tem Sua Origem Incerta Ainda Pela Falta de Evidências

Reiner Gamma é essa famosa feição tão evidente que a cratera em forma de redemoinho depois denominada dificilmente é notada. Essa imagem acima, aqui reproduzida, mostra a feição com um ângulo de Sol bem baixo o que nos retorna novamente a se interessar por ela. A longa sombra da própria cratera parece o perfil de um castelo com torres para todo o lado. As pequenas colinas são pontos esparsos da Cloinas Marius. Ainda não existem evidências de que essa pequena cratera com o Sol baixo na posição de 4 horas a partir da Reiner está logo acima do redemoinho branco. Essa imagem mostra que o material ejetado da Reiner cruza o redemoinho e por isso é mais jovem do que ele. Ou o processo que causou o redemoinho trabalhou também o material ejetado, e os redemoinhos são possivelmente mais jovens, ainda não existe uma ideia definitiva. Outra interessante observação é que o material ejetado radialmente não se estende igualmente em todas as direções. 
 Na imagem acima que mostra uma visão vertical da região, essa observação é confirmada. Existem duas explicações prováveis para isso – um fluxo de lava mais jovem cobriu parte da ejeção próxima da Reiner ou a Reiner se formou por um impacto oblíquo com o material ejetado indo somente para os lados, e não para as direções acima e abaixo da cratera. Infelizmente, não existem raios visíveis a partir da Reiner, então não existe evidências para um impacto oblíquo. Contudo, a cratera é ligeiramente alongada na direção esperada se ela fosse formada por um impacto oblíquo. A imagem da LRO não fornece evidências que alguma parte da lava próxima é mais ovem do que a outra. Assim, com as imagens examinadas, nós atualmente não podemos ter razões para selecionar entre uma das duas possíveis respostas. Temos que pensar então quais evidências adicionais precisamos procurar para tentar resolver essa incerteza.
Créditos: Ciência e Tecnologia

Sonda que irá a Mercúrio passa por "simulador infernal"

                     O módulo MMO da sonda BepiColombo, dentro do Grande Simulador Espacial.[Imagem: ESA/JAXA]
Os principais componentes da sonda Mercury BepiColombo, da Agência Espacial Europeia, foram testados em um autêntico "simulador do inferno". O Grande Simulador Espacial (LSS) - Large Space Simulator), instalado na Holanda, é o mais poderoso simulador do mundo e o único capaz de reproduzir o ambiente infernal de Mercúrio para uma nave espacial em escala real.

Energia do Sol

Os engenheiros referem-se à potência do Sol em unidades chamadas "constante solar". Esta é a quantidade de energia recebida do Sol, por segundo, em um metro quadrado, à distância da órbita da Terra.
"O LSS já tinha sido capaz de simular uma ou duas constantes solares. Mas ele foi sendo atualizado e agora pode produzir um valor de 10 constantes solares," afirma Jan van Casteren, responsável pelo projeto da ESA. As melhorias foram conseguidas de duas formas: as lâmpadas do simulador foram levadas à potência máxima e os espelhos que focam o feixe de luz foram ajustados. Em vez de produzir um feixe de luz de 6 metros (m) de comprimento, a luz é agora concentrada em um cone de apenas 2,7 m quando atinge a nave espacial. Isso cria um raio tão forte que teve de ser instalado um novo escudo, com uma maior capacidade de refrigeração, para "captar" a luz que escapa da nave espacial e evitar que as paredes da câmara aqueçam demais.

Sonda BepiColombo
A BepiColombo é formada por duas sondas espaciais que irão orbitar Mercúrio em diferentes altitudes. [Imagem: ESA, C. Carreau]
O componente Mercury Magnetospheric Orbiter (MMO) sobreviveu a uma viagem simulada até o planeta mais interior do Sistema Solar. O instrumento octogonal, que é a contribuição do Japão para a BepiColombo, e a sua proteção solar suportaram temperaturas superiores a 350° C. Foi uma boa noção do que a sonda espacial deve esperar: a BepiColombo vai enfrentar uma radiação 10 vezes mais forte do que a recebida por um satélite em órbita da Terra, exatamente o valor que foi simulado agora. A BepiColombo é constituída por módulos separados. O MMO (Mercury Magnetospheric Orbiter ficará em uma órbita longa e investigará o campo magnético do planeta. O MPO (Mercury Planetary Orbiter) ficará em uma órbita baixa e vai estudar o próprio planeta. Além do módulo MMO, foi testado também o escudo protetor que deve manter a sonda espacial em temperatura agradável. "O teste do escudo foi bem-sucedido. Foi demonstrada a sua função protetora da MMO durante a viagem," diz Jan.

Escudo espacial

Em Mercúrio, a maior parte do terrível calor do Sol será impedida de penetrar na BepiColombo por mantas térmicas especiais. Estas mantas consistem em múltiplas camadas de material, incluindo uma camada externa de cerâmica branca e várias camadas metálicas, que refletem o máximo calor possível de volta para o espaço. "Os testes permitiram-nos medir o desempenho da manta térmica. Os resultados permitem-nos fazer alguns ajustes para os testes da Mercury Planetary Orbiter, no próximo ano," diz Jan. Além de ter que aguentar uma temperatura permanente de 350 °C, a Mercury Planetary Orbiter (MPO) irá aonde nenhuma nave espacial chegou: a uma órbita baixa elíptica em torno de Mercúrio, entre cerca de 400 km e 1.500 km acima da superfície escaldante do planeta. Nessa proximidade, Mercúrio é pior do que um prato quente no fogão, liberando radiação infravermelha para o espaço. Ou seja, a MPO terá que enfrentar calor de todos os lados, o calor solar e a radiação que emana do próprio planeta.

Abrindo uma Caixa Cósmica Colorida de Jóias


A combinação de imagens obtidas por três telescópios excepcionais, o Very Large Telescope do ESO, o telescópio de 2.2 metros MPG/ESO que se encontra no observatório de La Silla, do ESO, e o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, permitiu observar o enxame estelar da Caixa de Jóias numa perspectiva completamente diferente. Os enxames estelares são, de entre os objectos que se podem observar no céu, os mais interessantes visualmente e também os mais fascinantes em termos astrofísicos. Um dos mais espectaculares encontra-se no céu meridional, na constelação do Cruzeiro do Sul. O enxame Kappa Crucis, também conhecido como NGC 4755, ou simplesmente a “Caixa de Jóias” é suficientemente brilhante para poder ser visto a olho nu.

Deve o seu nome ao astrónomo inglês John Herschel, que nos anos 30 do século XIX, o observou através de um telescópio e o achou parecido uma peça de joalharia exótica, devido aos seus marcantes contrastes de cor entre estrelas azuis pálidas e estrelas de cor laranja. Os enxames abertos, tais como NGC 4755, contêm tipicamente alguns milhares de estrelas, ligeiramente ligadas gravitacionalmente. Uma vez que as estrelas se formaram todas ao mesmo tempo, a partir da mesma nuvem de gás e poeira, as suas idades e composições químicas são semelhantes, o que as torna laboratórios perfeitos para estudos de evolução estelar.

A posição do enxame entre campos ricos em estrelas e nuvens de poeira da Via Láctea austral é mostrada no campo bastante grande da imagem gerada a partir de dados do Digitized Sky Survey 2. Esta imagem inclui igualmente uma das estrelas do Cruzeiro do Sul e parte da imensa nuvem escura do Saco de Carvão. A nova imagem, obtida com a Câmara de Grande Campo (Wide Field Imager - WFI) montada no telescópio de 2.2 metros MPG/ESO, no Observatório de La Silla do ESO, no Chile, mostra o enxame assim como a zona em seu redor, em todo o seu esplendor colorido. Com o grande campo de visão do WFI podemos observar um grande número de estrelas. Muitas estão situadas por trás de nuvens de poeira da Via Láctea e por isso aparecem vermelhas. 

 A imagem no topo à esquerda foi tirada a partir do solo com uma câmera 35 mm. A imagem seguinte é do Digitized Sky Survey 2, um atlas digital grande do céu. A seguinte é uma imagem muito nítida do instrumento instrumento FORS1 no ESO Very Large Telescope do ESO no Observatório de Paranal. A primeira imagem (à esquerda) na linha de baixo foi tirada pela Wide Field Imager (WFI), no telescópio MPG / ESO de 2,2 metros do ESO em La Silla. A última imagem (em baixo à direita) é a tomada pelo WFPC2 (agora aposentado) lendário a bordo do Hubble. Crédito: ESO NASA / ESA, Digitized Sky Survey 2 e Jesús Maíz Apellaniz (Instituto de Astrofísica de Andalucía, Espanha)

O instrumento FORS1 montado no Very Large Telescope do ESO (VLT) permite-nos observar o enxame propriamente dito com muito mais detalhe. O enorme espelho do telescópio e a qualidade de imagem combinam-se para dar origem a uma imagem muito nítida, apesar do tempo de exposição ser apenas de 5 segundos. Esta imagem é uma das melhores alguma vez obtida para este enxame, a partir do solo. A Caixa de Jóias apresenta-se-nos muito colorida em imagens obtidas no visível, a partir da Terra. No entanto, observada a partir do espaço, com o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, podemos captar radiação em comprimentos de onda mais curtos dos que os observados a partir do solo.

Esta nova imagem do Hubble, do centro do enxame, representa a primeira imagem dum enxame estelar aberto que cobre o espectro electromagnético deste o ultravioleta longínquo ao infravermelho próximo. Foi criada a partir de imagens obtidas em sete filtros, permitindo aos observadores ver detalhes até então nunca observados. Foi tirada no final da longa vida da Wide Field Planetary Camera 2 - a câmara do Hubble mais utilizada até à recente Missão de Serviço, durante a qual foi desmontada e trazida de volta à Terra. São visíveis nesta imagem várias estrelas supergigantes muito brilhantes de um azul pálido, uma solitária estrela supergigante vermelha rubi, e muitas outras estrelas menos brilhantes.

As intrigantes cores de muitas das estrelas resultam da emissão de intensidades diferentes de radiação em diferentes comprimentos de onda do ultravioleta. A grande variedade em brilho das estrelas no enxame deve-se ao facto das mais brilhantes terem 15 a 20 vezes mais massa do que o Sol, enquanto as mais fracas têm menos de metade da massa solar. As estrelas de maior massa brilham mais intensamente. Também envelhecem mais depressa e passam a estrelas gigantes muito mais depressa do que as suas irmãs menos brilhantes e de menor massa. O enxame da Caixa de Jóias encontra-se a cerca de 6400 anos-luz de distância e tem aproximadamente 16 milhões de anos.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso0940/

Revisitando o quasar sem casa

A cor da imagem é composta de um objeto peculiar, o quasar nas proximidades HE0450-2958, que é o único para o qual nenhum sinal de uma galáxia hospedeira ainda não foi detectado. Uma equipe de astrônomos identificou jatos do buraco negro como um driver possíveis de formação de galáxias, que também pode representar a longo prazo, procurou o elo que falta para entender por que a massa dos buracos negros émaior em galáxias que contêm mais estrelas. A parte infravermelho médio desta imagem foi obtida com oinstrumento Visir no Very Large Telescope do ESO, enquanto a imagem visível vem cortesia do telescópio espacial Hubble e da Câmera Avançada de Pesquisas.
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