1 de fev de 2011

A Cidade Estelar Que Numca Dorme

A Advanced Camera for Surveys do Hubble capturou esse momento na vida sempre conturbada da galáxia espiral IC 391. Embora essa massiva cidade de estrelas pareça estática e sem se alterar, seus habitantes estelares estão em constante movimento e se desenvolvendo, com novas estrelas nascendo e velhas estrelas chegando ao fim de suas vidas – as vezes esse final é uma explosão impressionante de supernova que é visível da Terra. Em 3 de Janeiro de 2001, membros da Beijing Astronomical Observatory descobriram uma dessas explosões dentro da IC 291 e deram o nome a ela de SN 2001B. Essa foi uma supernova do Tipo Ib, que ocorre quando uma estrela massiva esgota todo o seu combustível para realizar fusão nuclear e então colapsa , emitindo vastas quantidades de radiação e criando uma poderosa onda de choque. O Hubble tem contribuído muito para o nosso entendimento das supernovas nos anos recentes, e tem feito um estudo extensivo da supernova 1987A, a explosão estelar mais brilhante vista na Terra em 400 anos. A IC 391 localiza-se a aproximadamente 80 milhões de anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Camelopardalis, na parte norte do céu. O astrônomo amador britânico William Denning descobriu ela no final do século dezenove e a descreveu como apagada, pequena e arredondada. Essa foto foi feita somando imagens feitas pelo Wide Field Channel da Advanced Camera for Surveys do Hubble. As imagens captadas através do filtro azul são mostradas em azul (F435W), àquelas registradas através do filtro verde (F555W) são mostradas em verde e àquelas registradas através do filtro do infravermelho próximo (F814W) são mostradas em vermelho. O tempo de exposição usado foi de 800s, 700s e 700s, respectivamente para cada filtro e a imagem cobre um campo de 2.1 por 1.4 arcos de minuto.
Créditos:cienctec.com.br

A partir de um "mundo estrangeiro" para outro - A Futura Casa do E-ELT

                                                                                        Créditos:ESO/S.Brunier
O que parece ser uma paisagem alienígena e inóspita nessa imagem panorâmica de 360 graus é de fato o local escolhido para a instalação do European Extremely Large Telescope do ESO, ou como é conhecido E-ELT. Quando a construção começar o inabitável topo da montanha à esquerda do centro da imagem se tornará um local cheio de atividade de engenheiros, técnicos e cientistas, todos trabalhando para construir o maio olho terrestre que estará voltado para o céu. De muitas maneiras o local conhecido como Cerro Armazones pode ser parecido com uma terra alienígena. O ambiente é árido, com pouco humidade e pouca pressão do ar, o Sol castiga o solo durante o dia e o céu a noite é estarrecedor. O Cerro Armazones está localizado no Deserto do Atacama, um dos locais mais secos da Terra. Essas condições ainda combinadas com a localização remota desse ponto, faz da região um excelente local para a instalação de telescópios. O pico do Armazones é um ponto isolado localizado a 3060 metros acima do nível dos mares. Ele está localizado a 20 km do Cerro Paranal, a casa do famoso Very Large Telescope do ESO. Ambos os picos aproveitam um céu extremamente claro com uma atmosfera impressionantemente estável longe de qualquer fonte de poluição urbana. Entre os muitos objetivos científicos do E-ELT está um tópico particularmente quente na astronomia moderna: a busca por exoplanetas. O E-ELT irá pesquisar por planetas parecidos com a Terra orbitando outras estrelas e poderá ver até mesmo diretamente esses planetas pesquisando suas atmosferas. Os instrumentos de alta tecnologia do E-ELT estudarão também a formação dos planetas nos discos protoplanetários ao redor de estrelas jovens. A detecção de água e de moléculas orgânicas trará luz em como os sistemas planetários são produzidos e pode nos levar um passo a frente para responder a grande pergunta se estamos ou não sozinhos no universo.

Radiotelescópio com 13.000 antenas vai buscar outras Terras

Múltiplas antenas da estação LWA-1, fotografadas ao pôr do sol. Cada antena tem cerca de 1,5 metro de altura e cerca de 2,7 metros na base. Os cientistas do grupo chamam o local de "campo dos sonhos dos astrônomos". [Imagem: LWA Project]
 
Radiotelescópio

Seu nome é insosso e diz pouco: Long Wavelength Array, algo como estrutura de comprimentos de onda longos, em tradução livre. Então é melhor chamá-lo pela sigla, LWA, e lembrar que esse radiotelescópio inusitado vai captar ondas de rádio provenientes de planetas fora do nosso Sistema Solar - os chamados exoplanetas, ou planetas extrassolares. O LWA será uma nova ferramenta em busca de outras Terras, planetas eventualmente com possibilidades de abrigar vida. E que ferramenta... quando pronto, o LWA terá 13.000 antenas, agrupadas em 53 estações, colocadas estrategicamente ao longo de uma área de 400 quilômetros de diâmetro, no estado do Novo México, nos Estados Unidos. A primeira estação, com 256 antenas, começará a operar no próximo mês, rastreando o céu de horizonte a horizonte em uma ampla faixa de frequências.

Descobertas além da imaginação

Com tantas antenas, o radiotelescópio LWA produzirá imagens de alta resolução de uma região do céu centenas de vezes maior do que a Lua cheia. Além de exoplanetas, o telescópio deverá captar também uma série de outros fenômenos cósmicos. "Nós estaremos olhando para 'relâmpagos celestes' ocasionais," conta Joseph Lazio, um radioastrônomo do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. "Estes flashes podem ser qualquer coisa, de explosões na superfície de estrelas próximas, a morte de estrelas distantes, buracos negros explodindo, ou até mesmo as transmissões de outras civilizações." O LWA vai operar na faixa de frequências de rádio de 20 a 80 megahertz, correspondendo a comprimentos de onda de 3,8 a 15 metros. Estas frequências representam uma das últimas e mais mal exploradas regiões do espectro eletromagnético. "Como a natureza é mais esperta do que nós, é bem possível que venhamos a descobrir algo sobre o que nem imaginamos," disse Lazio.
Fonte:www.inovacaotecnologica.com.br
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