3 de fev de 2011

M 19 (NGC 6273)

                                                             Crédito: 2MASS/UMass/IPAC-Caltech/NASA/NSF.

M 19 é o aglomerado globular mais elíptico que se conhece. A sua elongação poderá ser devida à sua relativa proximidade ao centro da nossa galáxia. Apesar de se encontrar a 28000 anos-luz do Sistema Solar, M 19 encontra-se a apenas 5000 anos-luz da região central da Via Láctea. M 19 foi umas das descobertas originais de Charles Messier, tendo sido detectado em 1764. Possui cerca de 1.5 milhões de massas solares.
Fonte:http://www.portaldoastronomo.org/npod.php?id=3045

Pandora Lua de Saturno

                                           Crédito: Cassini Imaging Team, SSI, JPL, ESA, NASA.
Pandora, pequena lua de Saturno, com apenas 80 kilómetros de tamanho, deixou-se fotografar pela sonda Cassini quando esta passava a cerca de 50000 kilómetros de distância durante o seu passeio à volta do gigante dos anéis. Nesta imagem de alta resolução são discerníveis detalhes com apenas 300 metros de extensão. As crateras em Pandora parecem estar cobertas por algum tipo de material que lhes dá um aspecto mais suave. Pandora, em conjunto com Prometeu, é particularmente interessante porque influencia determinantemente a forma de um dos anéis de Saturno.
Fonte: http://www.portaldoastronomo.org/npod.php?id=3046

Visão Detalhada da Nebulosa do Pelicano

                                                        Créditost & Copyright: Tony Hallas
A proeminente feição de emissão destacada nessa imagem intensamente colorida é designada como IC 5067. Parte de uma nebulosa de emissão maior com uma forma distinta e popularmente chamada de A Nebulosa do Pelicano, a feição em forma de cadeia se espalha por 10 anos-luz e segue a curva da cabeça e do pescoço do pelicano cósmico. Formas negras fantásticas que aparecem na imagem são nuvens de gás frio e poeira esculpidas pela radiação energética de calor das estrelas massivas. Mas as estrelas também estão se formando no interior das formas negras. De fato, jatos gêmeos emergindo da parte central são sinais de uma protoestrela catalogada como Herbig-Haro 555. A Nebulosa do Pelicano por si só é também conhecida como IC 5070 e está localizada a uma distância de aproximadamente 2000 anos-luz. Para encontrá-la no céu, olhe a nordeste da estrela brilhante Deneb na constelação do Cisne (Cygnus).
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap100819.html

Nasa descobre 6 planetas que orbitam estrela similar ao Sol

Gráfico divulgado pela nasa mostra Kepler-11, uma estrela semelhante ao Sol em torno do qual orbitam seis planetas/Foto: AP
A Nasa anunciou nesta quarta-feira o descobrimento, graças aos dados do telescópio espacial Kepler, de seis pequenos planetas que orbitam ao redor de uma estrela semelhante ao Sol. Os planetas são formados por uma mistura de rochas e gases, possivelmente incluindo água. O sistema planetário está distante 2 mil anos-luz da Terra. Os planetas orbitam dentro de um sistema que foi batizado como Kepler-11, e que chamou a atenção dos cientistas por estar composto por um elevado número de planetas, de pequenas dimensões e muito próximos uns dos outros. Todos os planetas que orbitam a estrela são maiores que a Terra, com os maiores podendo ser comparados a Urano e Netuno. A descoberta é importante porque poucas são as estrelas conhecidas que têm mais de um planeta circulando ao seu redor, e Kepler-11 é a primeira descoberta a ter mais de três. "Nós sabemos que sistemas como este não são comuns. Há certamente muito menos do que 1% de estrelas que têm sistemas como o Kepler-11. Mas se é um em mil, um em cada 10 mil ou um em 1 milhão, não sabemos, porque nós só descobrimos um deles", disse Jack Lissauer, cientista da Nasa. Os cinco planetas mais interiores do novo sistema planetário são mais próximos de Kepler-11 do que qualquer planeta do sistema solar é do Sol. Os cinco primeiros têm órbitas que variam entre 10 e 47 dias, com massas de 2,3 a 13,5 vezes maiores que a Terra, enquanto o mais afastado completa sua órbita em 118 dias, mas ainda não teve a massa definida. Na coletiva de imprensa convocada pela Nasa para divulgar os resultados da missão, os cientistas afirmaram que os candidatos precisam ainda de acompanhamento para verificar se são planetas reais. "Temos 99% de certeza de que são planetas, mas ainda assim são apenas candidatos", afirmou Lissauer.
© NASA (planetas Keplerianos comparados com a Terra e Júpiter)
Sobre a possibilidade de encontrar vida nesse planeta, a professora de astronomia da Universidade Yale, Debra Fischer disse que ainda é preciso "paciência e um monte de dinheiro". "Este é o primeiro passo: perceber a frequência desses objetos. É um passo importante, o primeiro, mas outros passos precisam ser tomados", disse.

O telescópio Kepler

Lançado em março de 2009, o Kepler está medindo a luz de 100 mil estrelas nas constelações Cisne e Lira. A esperança é encontrar planetas com tamanho e composição semelhantes às da Terra, dentro da chamada zona habitável - quente o suficiente para que exista água líquida, mas não quente demais para abrigar vida. Desde o início da missão Kepler, foram descobertos 68 candidatos a planetas do tamanho da Terra e 288 maiores que o nosso planeta. Outros 662 planetas descobertos têm o tamanho de Netuno, 165 são comparáveis a Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. Outros 19 são maiores que qualquer planeta do nosso sistema. Com os dados do Kepler, astrônomos da Universidade da Califórnia de Santa Cruz (UCSC) analisaram a dinâmica orbital deste sistema planetário, cujos resultados aparecerão publicados na edição de fevereiro da revista científica Nature. Para determinar o tamanho e as massas dos planetas, a equipe analisou as medições realizadas pelo observatório Kepler da Nasa, que captou a luminosidade em transformação da estrela por volta da qual os planetas giram quando passam em frente a ela. O fotômetro sensível do telescópio capta este momento em que se interrompe o brilho da estrela. Com as imagens, os cientistas podem conhecer o tamanho e a massa de cada planeta medindo seu raio. "Isso não só é um sistema planetário surpreendente, mas também valida um novo e poderoso método para medir as massas dos planetas", assinalou Daniel Fabrycky da UCSC, que dirigiu a análise da dinâmica orbital junto a Jack Lissauer, cientista da Nasa.

O Vale Marineris em Marte – A Mais Impressionante Feição Geológica do Sistema Solar

A mais impressionante feição geológica de Marte e talvez em todo o Sistema Solar, é o vasto complexo de cânions conhecido como Vale Marineris. Uma feição parecida com o Grand Canyon encontrado na Terra, o Vale Marineris corre ao longo do lado sul da região vulcânica de Thariss Rise por 4000 quilômetros, se estivesse localizado na Terra, por exemplo, ele se esticaria por toda a largura do continente norte-americano. Esses cânions não são somente longos, eles também são largos, vales individuais podem ter podem ter mais de 100 quilômetros de largura e mais de 6 quilômetros de profundidade, em locais onde o complexo se divide em vales paralelos a largura total pode chegar até 600 quilômetros. O vale começa na porção oeste da região através de um complexo de linhas de falhas e de canais erosivos chamado de Noctis LAbyrinthus ( O Labirinto da Noite). Caminhando para leste, esses canais fluem através de cânions mais profundos e mais largos, o Tithonium Chasma e o Ius Chasma. Na porção central onde os cânions são mais largos imensas avalanches criaram grandes depressões com apenas algumas platôs parecidos com mesas, nas regiões de Ophir Chasma e Candor Chasma. Ainda na porção leste, uma série de cânions paralelos se estende por mais de 1000 quilômetros, essa parte é conhecida como Coprates Chasma. Na parte leste final, o complexo como um todo se exaure nas regiões Capri e Eos Chasmata.
É tentador buscar por semelhanças e fazer paralelos entre o Vale Marineris e o Grand Canyon na Terra, mas depois de muitos anos de pesquisa ficou claro para os cientistas que diferente do Grand Canyon o Vale Marineris em Marte não é resultado de um processo de erosão causado pelo fluxo dos rios ou das geleiras através dele. Contudo, a água certamente fluiu através do vale em Marte e ficou nele armazenada – em alguns locais existem sinais de rochas sedimentares construídas como camadas sobrepostas de pequenas partículas que ali se depositaram devido a ambientes aquosos – em lagos perdidos e no Noctis Labyrinthus certamente formado como rios individuais que permitiram o fluxo de água nas porções mais profundas do vale marciano. Mas o complexo maior de cânions é provavelmente o resultado de forças geológicas ainda mais poderosas.
Então como o vale se formou? A resposta mais provável é que ele na verdade é uma imensa falha criada na crosta de Marte em resposta a formação da imensa Tharsis Rise. A Tharsis por si só é um imenso bulbo de crosta formado pela pressão proveniente do manto na porção interna do planeta, ou pode ter se formado por uma massiva construção de lava proveniente de erupções dos gigantescos vulcões da região, mas em ambos os casos a sua existência colocou a crosta sob um regime de enorme tensão provocando a sua separação gerando as gigantescas avalanches. Alguns cientistas especialistas em Marte dizem ver evidências dessas avalanches ao redor da região de Candor Chasma sugerindo que algo líquido esteve de alguma forma envolvido no processo. Talvez, sugerem eles, os vulcões ativos da região de Tharsis derreteu o gelo em subsuperfície através de toda a região, gerando assim uma lama líquida que exsudou através das fraturas vulneráveis do cânion e forçou torrenciais inundações ao longo dela, destruindo qualquer coisa que estivesse no seu caminho.


Créditos: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=8142

Eclipse triplo em Júpiter

Crédito: E. Karkoschka (Univ. Arizona), NASA.
Telescópio: Hubble Space Telescope (HST).
Esta imagem em cor falsa do planeta Júpiter registra a ocorrência de um eclipse triplo, um evento relativamente raro, mesmo para um planeta gigante com muitas luas. A imagem, obtida pela câmara de infravermelhos do Telescópio Espacial Hubble, mostra as sombras dos satélites Ganimedes (à esquerda da imagem), Calisto (à direita) e Io (ao centro). O próprio Io é visível como uma pequena mancha branca perto do centro da imagem, estando o azulado Ganimedes por cima, à sua direita. Calisto está demasiado à direita, fora do campo de visão da imagem.
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