7 de fev de 2011

Calisto - O Futuro da exploração joviana

A face de Calisto, mostrando uma das maiores bacias de impacto do Sistema Solar, baptizada como Valhalla, que deu origem a um enorme sistema de anéis múltiplos concêntricos. Crédito: JPL/NASA
Calisto é o mais distante dos quatro satélites galileanos de Júpiter. É também o menos denso, e aquele cuja superfície apresenta menores sinais de actividade geológica. De facto, a face desta lua de grandes dimensões parece apresentar-se completamente coberta por crateras, o que constitui uma indicação segura de que é muito antiga.  Antes da missão Galileo, Calisto era mesmo considerado um mundo pouco interessante. Porém, as imagens obtidas por esta sonda revelaram que há muitos mistérios neste satélite gelado – a começar pelo aspecto escuro da superfície. Tal parece dever-se à acumulação de poeira rochosa, que resiste aos processos que eliminam o gelo da face do satélite (nomeadamente a sua sublimação). Se a distribuição geográfica das crateras parece homogénea, indicando que não há áreas de idade muito diferente na superfície de Calisto, a verdade é que o mesmo não se passa quanto às suas dimensões. Existem poucas crateras de grandes dimensões (acima dos 60 km de diâmetro) e, surpreendentemente, quase nenhumas abaixo de 1 km.

Nesta imagem de alta resolução da superfície de Calisto sobressaem duas características: o aspecto escuro (de baixo albedo) da face desta lua, e a estranha ausência, ainda sem explicação, de crateras de reduzida dimensão. Crédito: JPL/NASA

Além disso, as maiores e mais antigas crateras parecem ter sofrido um processo erosivo que degradou a sua morfologia, adoçando-a – um facto difícil de explicar por processos exógenos, neste mundo praticamente sem atmosfera. Uma justificação razoável para a aparência actual de muitas crateras em Calisto prende-se com um processo de relaxamento da topografia numa época em que existia alguma energia interna (por outra palavras, calor) ainda a libertar-se. Este relaxamento pode mesmo ter apagado as maiores crateras formadas nessa época recuada. Posteriormente,o arrefecimento da litosfera (a camada externa, definida pela sua maior rigidez e não por qualquer diferença composicional) permitiu a retenção de crateras de cada vez maiores dimensões. Tal como em Europa e Ganimedes, também no caso de Calisto foi detectado um fraco campo magnético, variável, que se pensa ser induzido pela magnetosfera de Júpiter num hipotético oceano salgado... situado a grande profundidade sob o gelo, a julgar pela falta de sinais de actividade superficial. As passagens da sonda permitiram ainda deduzir a estrutura interna desta lua, e aí reside mais uma surpresa: talvez exista um núcleo, mas a sua natureza é rochosa, não metálica; mas, no caso de Calisto, quase se pode falar de um corpo não diferenciado, formado por uma mistura homogénea de gelo e rocha.

O futuro da exploração joviana

Calisto é um satélite de grandes dimensões, pouco menor que Ganimedes; estranhamente, o seu interior parece não ter sofrido diferenciação, mantendo uma composição homogénea de gelo e silicatos misturados. Crédito: JPL/NASA

O sistema joviano apresenta uma riquíssima diversidade em termos geológicos. Os seus quatro grandes satélites mostram-nos um espectro que vai do mais activo corpo planetário do Sistema Solar a um outro que, estranhamente, dadas as suas dimensões, não parece sequer ter dado o primeiro passo na evolução planetária, diferenciando-se internamente. A missão Galileo forneceu uma extraordinária quantidade de dados acerca destes fabulosos mundos (e, naturalmente, do seu gigantesco primário). Como é natural na actividade científica, se eles permitiram obter algumas respostas a questões que se punham antes da chegada da sonda ao sistema, abriram novos caminhos, levantaram novas questões, apontaram novos mistérios.
Uma das ideias mais ambiciosas para a exploração de Europa era a de enviar um cryobot, capaz de fundir e atravessar a camada externa gelada desta lua e de mergulhar até ao fundo do seu oceano, em busca de possíveis formas de vida alimentadas por actividade hidrotermal. Crédito: JPL/NASA

E depressa surgiram ideias para aprofundar o conhecimento humano sobre estes mundos distantes. Um dos principais focos de interesse, claro, é o de aprofundar a exploração de Europa: verificar a presença de um oceano, conhecer a sua química... mergulhar nele e procurar indícios de vida. Foram idealizados planos para missões ambiciosas, que incluíam a descida na superfície desta lua, e a perfuração da camada de gelo por robots capazes de, depois, explorarem as suas profundezas oceânicas. A realidade económica, como também é costume, intrometeu-se nestes planos, e rapidamente eles se viram reduzidos a um Europa Orbiter, uma sonda destinada a orbitar Europa.

Uma sonda de aspecto futurista para a continuação da exploração do sistema joviano. Por enquanto, apenas no papel. Mas a esperança não morre. Crédito: JPL/NASA

E as esperanças daqueles que gostariam de saber mais sobre os gelados satélites de Júpiter viram-se agora para o Projecto Prometheus, um programa da NASA que engloba o desenvolvimento de novos sistemas de propulsão para sondas, e que prevê o lançamento, por volta de 2015, do JIMO, acrónimo de Jupiter Icy Moons Orbiter. Este projecto de sonda automática com motores iónicos, pelo menos tal como é actualmente concebido, parece estar em andamento, tendo sido já concretizados alguns contratos de desenvolvimento. Além de uma viagem mais curta, esta sonda terá a possibilidade de investigar os vários satélites, em vez de ficar em órbita de apenas um. E assim, na próxima década, talvez venhamos a ter mais notícias dos estranhos mundos de Júpiter, dos seus vulcões, oceanos e campos magnéticos, e das suas fantásticas histórias geológicas.
Fontes: http://www.portaldoastronomo.org/tema_pag.php?id=14&pag=5


Distribuição de massa no aglomerado de galáxias CL0024+1654

Crédito: European Space Agency, NASA & Jean-Paul Kneib (Observatoire Midi-Pyrénées, France/Caltech, USA).
Telescópio: Telescópio Espacial Hubble (composição).
Esta imagem é um mapa da distribuição de massa no enxame de galáxias CL0024+1654, obtido através de um vasto programa de observações realizado com o telescópio Hubble. A imagem a cores é o resultado da combinação de duas imagens: uma imagem a vermelho, referente à distribuição das galáxias, e uma a azul, referente à distribuição da matéria escura. Esta última foi obtida recorrendo-se a modelos de matéria escura. A matéria escura, tal como o nome indica, é matéria que não é visível, mas cuja presença é inferida através dos seus efeitos gravitacionais sobre o meio envolvente. Neste caso, a matéria escura parece funcionar como uma "cola", mantendo o enxame agregado. Pensa-se que cerca de 90% da matéria do Universo deverá estar sob a forma de matéria escura, sendo a sua natureza ainda fonte de mistério e discussão.

Nebulosa da Borboleta

Essa aparente serenidade esconde uma gigantesca caldeira de gás a mais de 20.000°C e que rasga o espaço a incríveis 900.000 Km/h, velocidade suficiente para ir da Terra à Lua em apenas 24 minutos! A foto é uma das mais recentes imagens captadas pela nova câmera WFC3 do telescópio espacial Hubble, instalada em maio de 2009 durante a missão STS-125 do ônibus espacial e é o principal instrumento no estudo da energia e matéria escura, formação das estrelas e descoberta de galáxias extremamente remotas. A cena retrata a nebulosa planetária NGC 6302, também chamada de Nebulosa da Borboleta, localizada a 3.800 anos-luz, no interior da constelação do Escorpião. No centro da nebulosa jaz uma estrela moribunda, que em seus anos de esplendor já foi cinco vezes mais massiva que nosso Sol, mas que após seu colapso há mais de 2.000 anos, expulsou suas camadas externas em direção ao espaço, formando uma reluzente trilha de gás que agora brilha na forma de uma gigantesca esteira de radiação ultravioleta, responsável por sua aparência. O remanescente da estrela central não pode ser observado, escondido por um anel circular de poeira visto na cena como a faixa negra que dá forma ao corpo da borboleta. O cinturão mais grosso consiste no fluxo de gases e forma o clássico padrão em forma de ampulheta, visto na maioria das nebulosas planetárias. A cena captada pelo telescópio Hubble revela a complexa história de ejeções de NGC 6302. Antes de colapsar, a estrela evoluiu para uma gigantesca gigante vermelha, quando seu diâmetro ultrapassou em 1.000 vezes o tamanho do nosso Sol. Nesse ponto a estrela perdeu suas camadas externas, que foram ejetadas ao espaço. Parte desse gás foi lançado do equador estelar a aproximadamente 30.000 Km/h, criando o anel de poeira central. Em seguida, outros gases foram lançados perpendicularmente ao anel e produziram o padrão alongado das "asas da borboleta". Finalmente, um vento solar extremamente rápido forçou a esteira de partículas a se deslocar a mais de 2.000.000 Km/h pela estrutura das "asas", colaborando para modificar sua forma. A borda da nebulosa é formada pela luz emitida pelo nitrogênio, o mais frio dos gases visíveis na imagem. De acordo com os cientistas, a temperatura na superfície da estrela é de aproximadamente 220.000°C, o que faz dela uma das mais quentes da Via-Láctea. De ponta a ponta, a nebulosa mede 2 anos-luz de comprimento, o equivalente a 18 trilhões de quilômetros.
Créditos: http://mensageirodasestrelas.blogspot.com/

Poeira no Inferno Cósmico

Os astrônomos usando o Telescópio Espacial Spitzer da NASA detectaram grãos de poeira misturados com o gás quente a temperaturas de 10 milhões de graus Kelvin numa área ao redor da galáxia elíptica conhecida como NGC 5044. Os cientistas descrevem essa descoberta como um floco de neve no inferno, e suspeitam que um buraco negro supermassivo no centro da galáxia deve ter recentemente aquecido o gás empoeirado próximo através de um processo chamado de aquecimento por retroalimentação. Nessa imagem artística, os grãos de poeira misturados com o gás aquecido pode ser visto como faixas marrons para o norte e para o sul do ponto amarelo central. A região amarela no centro representa um buraco negro supermassivo no centro da galáxia que pode ser o responsável pelo aquecimento do gás e da poeira ao redor.

A Paisagem Da Região Norte de Marte Está Mudando de Forma Muito Ativa







Dunas de areia numa vasta área ao norte de Marte que se acreditava estavam congeladas no tempo estão mudando com movimentos tanto repentinos como graduais, de acordo com pesquisa feita utilizando imagens da sonda orbital da NASA ao redor de Marte

Leia a Postagem Completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=8270

Créditos: Ciência e Tecnologia 

Silhuetas Galácticas

Essa imagem feita pela Wide Field and Planetary Camera 2 (WPFC2) do Telescópio Espacial Hubble da NASA mostra um par de galáxias único chamado de NGC 3314. Através de um alinhamento espetacular, uma galáxia espiral de frente para a Terra se posicionou exatamente na frente de outra galáxia espiral grande. Esse alinhamento nos dá a chance rara de visualizar o material escuro na galáxia que está na frente visto somente pois a sua silhueta é destacada contra o objeto luminoso localizado atrás. A poeira localizada nos braços espirais da galáxia em primeiro plano se posiciona onde ela absorve a luz da galáxia mais distante. Esse efeito de silhueta nos mostra onde a poeira interestelar está localizada e quanto da luz é absorvida. Os braços espirais externos da galáxia da frente parecem mudar de brilhante para escuro, à medida que eles são projetados primeiro contra o espaço profundo e então contra o brilhante fundo da outra galáxia. O par NGC 3314 localiza-se a aproximadamente 140 milhões de anos-luz da Terra, na direção da constelação do hemisfério sul Hydra. As estrelas brilhantes azuis formam um cata-vento próximo ao centro da galáxia da frente que se formou recentemente do gás e da poeira interestelar. Um pequeno, pedaço vermelho próximo ao centro da imagem é o núcleo brilhante da galáxia do fundo denominada de NGC 3314b. Esse pedaço é avermelhado pela mesma razão que o Sol se parece vermelho. Quando a luz passa através de um grande volume contendo pequenas partículas (moléculas na atmosfera da Terra ou partículas de poeira interestelar nas galáxias), sua cor se torna avermelhada. A imagem colorida do Hubble Heritage Team da NGC 3314 foi construída a partir de imagens arquivadas feitas com a WPFC2 em Abril de 1999, pelos Drs. William Keel e Ray White III (University of Alabama) em azul e na luz infravermelha combinadas com novas imagens obtidas pelo Hubble Heritage Team em Março de 200 usando os filtros azul, verde e vermelho.
Fonte: http://www.nasaimages.org/index.html

O Universo é pelo menos 250 vezes maior do que podemos ver

Quão grande é o universo? Nós sabemos que ele tem ao menos 14 bilhões de anos, e sabemos o quanto a luz é capaz de viajar durante um ano. Portanto, de modo aparente, o universo visível está contido em um raio de 14 bilhões de anos-luz. Mas nós também sabemos que o universo está se expandindo, e os objetos visíveis mais longínquos na realidade estão mais distantes do que isso. Além do mais, os fótons da radiação cósmica de fundo viajaram cerca de 45 bilhões de anos-luz para chegar a Terra, o que dá ao universo um diâmetro aparente de pelo menos 90 bilhões de anos luz. Dessa forma, quão grande é o universo? Segundo uma nova análise matemática, o cosmo é ao menos 250 vezes maior do que o universo visível. E isso é muito, muito grande. Esse não é o maior tamanho proposto ao universo. Os cosmologistas utilizam diferentes modelos para dar valores à curvatura do cosmo e, em consequência, o seu tamanho. Mas como não sabemos qual é a real forma do universo (plano, infinito…), diversas referências são usadas para o palpite, o que leva a uma enorme gama de resultados – nenhuma delas provada como definitiva. Levando cada uma dessas análises em consideração, pesquisadores de Oxford fizeram o que parece ser bastante simples, mas na verdade é muito difícil: calcularam uma média de todos os esses resultados, utilizando uma técnica matemática conhecida como método Bayesiano, que produz uma solução simplificada para modelos complexos. Os resultados apontam que a curvatura do universo é próxima a zero, ou seja, o cosmo é provavelmente plano. Além disso, seu tamanho é pelo menos 250 vezes maior daquilo que podemos ver.

Por que a Lua está ficando mais distante da Terra?

No filme Todo Poderoso, o personagem interpretado por Jim Carrey é capaz de laçar a Lua, trazendo-a mais perto da Terra. Cientistas afirmam, no entanto, que na vida real o maior satélite natural do Sistema Solar está fazendo o oposto, afastando-se do nosso planeta a um ritmo de 3,8 centímetros por ano. Acredita-se que a Lua foi formada há cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, quando um protoplaneta do tamanho de Marte colidiu com a Terra. Os detritos resultantes do impacto se fundiram e formaram a Lua – ao menos, é o que apontam as simulações do impacto, com resultados bastante consistentes com o sistema que vemos no século 21. As simulações também mostram que, no momento da colisão, a Lua estava muito mais próxima da Terra, a uma distância de pouco mais de 22 mil quilômetros. Atualmente, essa distância é calculada em 400 mil quilômetros e, a cada ano, aumenta cerca de 3,8 centímetros. De acordo com cientistas, essa migração se dá devido à ação das marés. A atuação da força gravitacional da Lua causa alterações no nível da água do mar em nosso planeta, e faz com que as marés se “alinhem” ao satélite durante o movimento de rotação da Terra. No entanto, uma faixa das águas está sempre um pouco à frente da Lua. O resultado desse fenômeno é que parte da energia da Terra é transferida para a saliência das marés, através da resistência apresentada pelas duas superfícies em contato, movimentando-se uma em relação à outra. Essa grande massa de água, em seguida, exerce a sua própria atração gravitacional sobre a Lua, fazendo com que ela se acelere. Aumentando sua velocidade, o satélite se afasta. A comparação utilizada pelos pesquisadores é a de crianças brincando em um gira-gira: quanto mais veloz, mais forte a sensação de se estar sendo jogado para fora. Porém, o efeito oposto acontece com a Terra: nossa velocidade está diminuindo.

A Lua acreditava ter se formado após uma colisão maciça entre a Terra e um asteróide


Quando a Lua estava recém-formada, por exemplo, os dias em nosso planeta duravam cerca de cinco horas, mas durante 4,5 bilhões de anos nós freamos o suficiente para deixar o dia com as 24 horas com que estamos familiarizados. A principal preocupação, contudo, não é com a duração dos dias em si. Mas assim como um prato girando em uma vara, velocidade é a chave para manter o equilíbrio do objeto. De maneira semelhante, o nosso planeta pode começar a oscilar lentamente, o que terá um efeito devastador em nossas estações, com variações de temperaturas muito maiores do que estamos acostumados. Como seres adaptáveis, teríamos a capacidade de sobreviver, transformando o ambiente de acordo com nossas necessidades: muito ar-condicionado no verão e aquecedores no inverno. Mas o que aconteceria com os animais? Infelizmente, estes não são tão adaptáveis às mudanças climáticas, e muitos não seriam capazes de evoluir com rapidez suficiente ou migrar para lugares mais seguros. Segundo os cientistas, no entanto, ainda temos pouco a temer. Mudanças como essa podem levar bilhões de anos, e até lá é possível que o homem tenha desenvolvido tecnologia suficiente para reverter o problema.
BBC

Missão da Nasa monitora o Sol em tempo real e três dimensões

       Concepção artística mostra a posição das sondas STEREO-A e STEREO-B ao redor do Sol.
       Créditos: NASA/Apolo11.com.
Há pouco mais de 50 anos, a nave soviética Luna-3 fez as primeiras imagens do lado oculto da Lua, revelando feições até então não imaginadas. Agora é a vez do Sol. No dia 6 de fevereiro, as sondas da missão STEREO se posicionaram uma de cada lado do Sol, registrando em tempo real imagens tridimensionais de todas as faces da estrela. "Este é um grande momento para a física solar", disse Angelos Vourlidas, membro da equipe STEREO junto ao laboratório de pesquisa naval, dos EUA. "As sondas estão revelando o Sol como realmente é, uma esfera de plasma envolvida por um intrincado campo magnético". Lançadas juntas em 2006, as sondas STEREO-A e STEREO-B entraram na órbita solar com velocidades diferentes, o que permitiu que uma ficasse à frente da outra. Essa diferença de velocidade fez com que as sondas se separassem cerca de 45 graus a cada ano e no dia 6 de fevereiro de 2011 finalmente se posicionaram com180 graus de diferença, uma de cada lado do Sol. A partir dessa posição as imagens captadas pelas sondas conseguem ver o Sol por inteiro, permitindo aos cientistas monitorarem a estrela de dois ângulos diferentes através de imagens tridimensionais. À medida que o tempo passa esse alinhamento será desfeito, mas em conjunto com os dados coletados pelo Observatório de Dinâmica Solar, SDO, a análise tridimensional acontecerá pelos próximos oito anos.
Esquema da posição orbital das sondas com o passar dos anos. No dia 6 de fevereiro, as sondas da missão STEREO se posicionaram uma de cada lado do Sol, registrando em tempo real imagens tridimensionais de todas as faces da estrela. Créditos: NASA/Apolo11.com.
Estudar o Sol a partir de dois ângulos diferentes facilita aos pesquisadores uma compreensão maior da física solar. Fenômenos de macro escala como as ejeções de massa coronal (CME), tsunamis solares e erupção de filamentos magnéticos poderão ser vistos e mensurados no mesmo instante e que acontecem, em qualquer lado do Sol. Até hoje, quando uma mancha solar ativa emergia do lado oposto do Sol, só tínhamos conhecimento dela após a rotação da estrela trazê-la para o lado "visível", monitorado pelos satélites SOHO, SDO e outros. Isso trazia grandes preocupações entre os cientistas espaciais, uma vez que possíveis erupções solares só podiam ser previstas com poucas horas de antecedência. Agora, com as imagens produzidas pela missão STEREO as anomalias solares poderão ser bastante antecipadas, uma vez que as sondas são capazes de "ver" os acontecimentos antes que a rotação do Sol os apresente diretamente. O novo ponto de vista também poderá revelar conexões até então encobertas. Há muito tempo os pesquisadores suspeitam que algumas atividades solares possam ter efeito "global", ou seja, abrangerem todo o Sol e que algumas erupções ocorridas no lado oposto dispararam e alimentaram eventos observados do outro lado. A Grande Erupção Solar ocorrida em 2010 se espalhou por 2/3 da estrela, produzindo dezenas de interações, ejeções de massa coronal, ondas de choque e reverberação de filamentos. Nada disso foi observado da Terra, mas foi perfeitamente registrado pela dupla STEREO-SDO.
Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Missao_da_Nasa_monitora_o_Sol_em_tempo_real_e_tres_dimensoes&posic=dat_20110207-090302.inc

NGC 2237 - Nebulosa da Roseta

                                                Crédito: T.A. Rector, B.A. Wolpa, M. Hanna, NOAO/AURA/NSF.
 Esta espectacular imagem da nebulosa da Roseta na constelação do Unicórnio foi obtida com o telescópio de 90 cm da National Science Foundation localizado no Observatório de Kitt Peak, no Arizona (EUA). A Roseta, também conhecida por NGC 2237, é uma região activa de formação de estrelas, cujo brilho é devido à emissão de radiação ultravioleta proveniente do enxame aberto de estrelas jovens e quentes que se encontram no seu interior. Estas estrelas jovens formaram-se, apenas, há 4 milhões de anos atrás, e os ventos estelares por elas emitidos têm escavado a região central da nebulosa, dando origem ao "buraco" que se vê nesta imagem. Esta nebulosa é visível com binóculos e situa-se a cerca de 4500 anos-luz de distância, ocupando uma grande região no céu, sendo a sua área superior a seis vezes a área da lua cheia. Esta imagem resulta da combinação de três observações sensíveis à emissão proveniente de oxigénio (verde), enxofre (azul) e hidrogénio (vermelho).
Fonte: http://www.portaldoastronomo.org/npod.php

Quasar é captado por radiotelescópio gigante

                                                        © ASTRON e LOFAR (quasar 3C196)
As imagens do quasar 3C196, um buraco negro em uma galáxia distante, foram tiradas em janeiro de 2011 pelo Internacional LOFAR Telescope (ILT). O LOFAR (Low Frequency Array) é uma rede de radiotelescópios criado para estudar o céu nas frequências mais baixas de rádio acessível a partir da superfície da Terra com uma resolução sem precedentes. Um conjunto de radiotelescópios foi conectado pela primeira vez em vários locais da Europa, criando o maior telescópio do mundo com quase 1000 km de largura. O telescópio baseado no Reino Unido no Observatório Chilbolton em Hampshire, foi adicionado à rede, e é o telescópio mais ocidental da LOFAR.
                                          © ASTRON e LOFAR (quasar 3C196 através do LOFAR)

As novas imagens são três vezes mais nítidas do que foi anteriormente possível com LOFAR, melhorando a resolução e sensibilidade. Os sinais dos radiotelescópios do LOFAR na Holanda, França, Alemanha e Reino Unido têm sido combinadas com sucesso no supercomputador BlueGene. A conexão entre o telescópio e o supercomputador Chilbolton exige uma velocidade de internet de 10 gigabits por segundo, mais de 1000 vezes mais rápido que a velocidade de banda larga típica. As imagens mostram uma região do céu de 15 graus de largura centrado no quasar 3C196. À luz visível, o quasar 3C196 visto através do Telescópio Espacial Hubble parece ser um único ponto. Ao adicionar as estações internacionais, foi possível observar dois pontos brilhantes pincipais. O LOFAR foi projetado e construído pela ASTRON (Netherlands Institute for Radio Astronomy) na Holanda e atualmente está sendo estendido por toda a Europa. Bem como a cosmologia profunda, LOFAR será usado para monitorar a atividade do Sol, planetas, estudar mais sobre os raios e tempestades geomagnéticas. O LOFAR contribuirá também para o planejamento do radiotelescópio global da próxima geração, a Square Kilometer Array (SKA).
Créditos: Astro News
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