14 de fev de 2011

OS Contínuos Mistérios do Sol

                                                            O Sol, visto pelos olhos da SOHO. Crédito: SOHO-EIT
O Sol situa-se no coração do nosso Sistema Solar, mas ainda esconde muitos segredos da Ciência. A descoberta destes mistérios poderá trazer alguma luz sobre a misteriosa actividade vista em outras estrelas e até mesmo salvar vidas.

Uma estrela explosiva
O Sol está literalmente explodindo de energia, expelindo violentamente proeminências solares, ejecções de massa coronal e outros tipos de erupções na ordem das centenas de vezes por ano. O número de explosões e manchas solares que o Sol liberta tende a aumentar e a diminuir ao longo de um "ciclo solar" com a duração aproximada de 11 anos, ciclo este que permanece ainda incerto. Os astrofísicos geralmente concordam que o ciclo solar é conduzido pelo dínamo solar - o gás electricamente carregado dentro do Sol que gere o seu campo magnético - e por flutuações magnéticas que despoletam explosões solares.

"Mas está ainda por descobrir qual dos modelos de dínamo solar é o correcto," disse o físico solar, Paul Charbonneau, da Universidade de Montreal. O estudo do dínamo solar pode ajudar a prever quando as explosões solares ocorrem, "que podem pôr em perigo as vidas dos astronautas, os satélites no espaço e danificar as linhas eléctricas na Terra," disse Charbonneau. Mas a questão de saber se os cientistas podem ou não prever o ciclo solar permanece ainda sem resposta - há quem diga que é fisicamente impossível de prever.

A coroa super-quente
Tal como um fogo parece mais quente quanto mais próximo estamos dele, assim é o núcleo do Sol em relação à sua superfície. Misteriosamente, no entanto, a coroa - a atmosfera do Sol - é bem mais quente que a sua superfície. A superfície do Sol tem uma temperatura da ordem dos 5500 graus Celsius. A coroa, por outro lado, tem entre um a três milhões de graus, ou mais. O porquê da coroa ser super-quente é um tema de debate bastante quente. Alguns cientistas sugerem que os campos magnéticos do Sol aquecem a coroa, enquanto outros propõem que este super-aquecimento é impulsionado por ondas do Sol. "Não me surpreenderia se estes dois mecanismos trabalhassem em conjunto. Não são mutuamente exclusivos," disse Bernhard Fleck, cientista do projecto SOHO (Solar and Heliospheric Observatory).

O Mínimo de Maunder
Estranhamento, o ciclo solar parece já ter "ido de férias" uma vez durante 70 anos. Apenas 50 manchas solares foram observadas durante este Mínimo de Maunder entre 1645 e 1715, em contraste com as esperadas 40.000 a 50.000. A pesquisa na realidade sugere que semelhantes fases de baixa actividade já ocorreram várias vezes nos últimos 10.000 anos, o Sol estando neste modo "quieto" durante 15% do tempo, disse Charbonneau. O porquê disto acontecer é ainda incerto, embora existam modelos do Sol que sugiram que o dínamo solar possa aumentar ou diminuir o ciclo solar.

O Mínimo Maunder também coincidiu em parte com a Pequena Idade do Gelo, levando a debates sobre se o Sol teria ou não sido a causa da mudança climática passada, ou se também desempenha um papel na actual mudança climática global. "O acordo entre a maioria dos cientistas enumera que embora o Sol tenha tido um papel influente no clima da Terra no passado, as recentes e dramáticas mudanças climáticas não são provocadas pelo Sol mas são devidas aos efeitos de estufa provocados pelo Homem," disse Fleck.

Parentes erráticos
A maioria das estrelas como o Sol na realidade comportam-se mais erraticamente que o nosso Sol. "Mais de metade das estrelas tipo-Sol ou têm ciclos que estão lentamente a aumentar ou a diminuir (no que respeita à sua actividade ao longo do tempo) em vez de permanecerem estáveis, ou são completamente irregulares," disse o físico solar Karel Schrijver do Centro de Tecnologia Avançada da Lockheed Martin em Palo Alto, Califórnia, EUA. "Na realidade não sabemos porquê." A sonda da NASA, Observatório Dinâmico Solar, poderá ajudar a responder a algumas destas questões sobre o Sol e sendo assim, também sobre os seus parentes estelares, disse Schrijver.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2007/10/24_sol.htm

Nebulosa do Ovo Podre

A Nebulosa do Ovo Podre, com nome técnico OH 231.84 +4.22, é uma protonebulosa planetária situada na constelação de Puppis. Recebe o nome de "Nebulosa do Ovo Podre", pela grande quantidade de compostos sulfurosos presentes nela, o qual produziria esse cheiro. Tem aproximadamente 1,4 anos luz de extensão e encontra-se num aglomerado estelar aberto M46, a cerca de 5000 anos luz de distância. A nebulosa é composta primariamente de gás expulso pela estrela central e posteriormente acelerado em direções opostas. O gás alcançou enormes velocidades de até 1,5 milhões de km/h. A maior parte da massa estelar encontra-se atualmente nestas estruturas bipolares de gás. Uma equipe de astrônomos espanhóis e americanos, usando o Telescópio Espacial Hubble, estudou como o jorro de gás bate contra o material que se encontra no seu redor (a azul na imagem). Devido à grande velocidade do gás, o impacto cria frentes de choque que esquentam o gás. Embora cálculos com computador tivessem predito a existência e estrutura destes choques há tempo, observações prévias não puderam demonstrar esta teoria. A cor amarela aparece o gás que flui da estrela a grande velocidade. Uma larga faixa de gás e pó oculta a estrela central. Esta é uma variável Mira que recebe o designador variável QX Puppis. A maior parte do gás observado parece ter sido repentinamente acelerado apenas há cerca de 800 anos. Os astrônomos acreditam que em outros mil anos a nebulosa tornar-se-á numa nebulosa planetária plenamente desenvolvida.

Galeria de Imagens - Os Mais Estranhos Planetas Alienígenas

                                O Menor
                O conceito artistico de Kepler-10b mostra o menor exoplaneta conhecido, anunciado em janeiro de 2011.
                               O ex-campeão
 Gliese 581e usado para segurar o título de menor planeta alienígena. No entanto, foi destronado em Janeiro de 2011, com o anúncio de Kepler-10b.Crédito: ESO / L. Calcada
                                O Maior
                                           Crédito: Jeffrey Hall, do Observatório Lowell
O maior exoplaneta já descoberto é também um dos mais estranhos e, teoricamente, não deveria sequer existir, dizem os cientistas. Apelidado de TrES-4, o planeta é de cerca de 1,7 vezes o tamanho de Júpiter e pertence a uma subclasse dos chamados planetas inchados que possuem densidades extremamente baixas. O planeta está localizado a cerca de 1.400 anos-luz de distância da Terra e gira em torno de sua estrela-mãe em apenas três dias e meio.
                                Closest Mundo estranho para nós
                                           Crédito: ESA, NASA, G.F. Bento (Universidade do Texas, Austin)
Epsilon Eridani b orbita uma estrela laranja como o Sol, apenas 10,5 anos-luz da Terra. É tão perto de nós que telescópios poderá em breve ser capaz de fotografá-la. Ele orbita muito longe de sua estrela para suportar água líquida ou a vida como nós a conhecemos, mas os cientistas prevêem que há outras estrelas no sistema que poderiam ser bons candidatos para a vida alienígena.
                               Vulcânicas Nightmare
                                           Crédito: ESO / L. Calcada
Este planeta, CoRoT-7b, foi o primeiro confirmado mundo rochoso fora do nosso sistema solar, mas não parece ser um lugar extremamente agradável para se viver. Trata-se "presa" à sua estrela-mãe, vê infernal 4.000 graus Fahrenheit (2.200 graus Celsius). Também pode chover pedras e ser o núcleo de um gigante de gás vaporizado.
                                Sunsets múltiplos como Tatooine
                                          Crédito: PlanetQuest JPL / NASA 's / Caltech
Planeta de Luke Skywalker em Tatooine casa de Star Wars tinha dois sóis, mas isso é insignificante comparado a um planeta semelhante a Júpiter 149 anos-luz da Terra. Este planeta tem três sóis, com a principal estrela de massa semelhante ao nosso próprio sol. O sistema estelar triplo conhecido como HD 188753. Como Tatooine, o planeta é provávelmente muito quente por que orbita muito perto da estrela principal, completando uma órbita a cada 3,5 dias.
                                Mais frio e mais distante de nos
                                           Crédito: ESO
Com uma temperatura superficial de -364 graus Celsius (-220 graus Celsius), o planeta extra-solar conhecido como b OGLE-2005-BLG-390L provavelmente a mais fria do mundo alienígena. É cerca de 5,5 vezes a massa da Terra e provavelmente rochoso. Ele orbita uma estrela anã vermelha, cerca de 28.000 anos-luz de distância, tornando-o o mais distante exoplaneta conhecido atualmente.
                                Mais quente do mundo
                                          Crédito: ESA / NASA Pont / Frederic, Observatório da Universidade de Genebra
Um planeta chamado WASP-12b é o planeta mais quente já descoberto (cerca de 4.000 graus centígrados, ou 2.200 graus Celsius), e orbita sua estrela mais próxima do que qualquer outro mundo conhecido. Ele orbita sua estrela a uma distância de cerca de 2000 mil milhas (3,4 milhões de km). WASP-12b é um planeta gasoso, cerca de 1,5 vezes a massa de Júpiter, e quase o dobro do tamanho. É 870 anos-luz da Terra.
                                Super-Terra
                               Crédito: ESO
Os astrônomos estão encontrando muitos mundos agora em uma categoria de mundos chamado Super-Terras, que estão entre 2 e 10 vezes a massa da nossa Terra. Alguns cientistas acreditam que tais mundos poderiam ser mais suscetíveis a desenvolver as condições de vida, pois seus núcleos estão quentes e seria favorável a sublevação geológica através de vulcanismo e tectónica de placas.
                               O Planeta alienigena mais antigo
                               Crédito: NASA e H. Richer (British Columbia U.)
O mais velho planeta conhecido é um mundo primitivo 12,7 bilhões anos de idade que se formaram mais de 8 bilhões de anos antes da Terra e apenas 2 bilhões de anos após o Big Bang. A descoberta sugere planetas são muito comuns no universo e levantou a perspectiva de que a vida começou muito mais cedo do que a maioria dos cientistas nunca imaginou.
                       
Fonte: http://www.space.com/159-strangest-alien-planets-282.html

Qual é o cheiro do espaço?

No nosso planeta, a variedade de aromas e perfumes é praticamente infinita. Mas você já parou para pensar como é o cheiro do espaço? Segundo pesquisadores da NASA, a fronteira final tem um odor muito parecido com o de uma grande corrida de carros – metal quente, fumaça de óleo diesel e um leve cheirinho de churrasqueira. A fonte? Estrelas morrendo, principalmente. Os subprodutos dessas violentas explosões são chamados de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. De acordo com os astrônomos, estas moléculas parecem estar em todo o universo, além de flutuar para sempre, aparecendo em cometas, meteoritos e poeira espacial. Não surpreendentemente, os compostos podem ser encontrados no carvão, no petróleo e até mesmo na comida. Porém, não é possível identificar o verdadeiro e puro cheiro do espaço – afinal, a região é um vácuo, e os humanos morreriam tentando. Mas quando os astronautas saem de suas estações espaciais, os compostos ficam em suas roupas e pegam uma carona de volta à estação. Eles relatam sentir um cheiro de um bife “queimado” ou “frito”, e não estão apenas sonhando com uma refeição caseira.
O nosso sistema solar é rico em carbono e pobre em oxigênio. É só imaginar um carro preso em um ambiente muito fechado: o oxigênio vai diminuindo, e você começa a sentir um mau cheiro e fuligem preta. Depois de deixar a nossa galáxia, no entanto, os odores podem se tornar realmente interessante. Em alguns locais do universo, por exemplo, nuvens moleculares repletas de minúsculas partículas abrigam uma verdadeira miscelânea de aromas, de rajas de açúcar a cheiro de ovo pobre.
Fonte: http://hypescience.com

Arredores do local onde a sonda Spirit atolou em Marte

                                                             Créditos da Imagem:NASA
Essa imagem, feita pela câmera panorâmica da sonda da NASA, Mars Exploration Rover Spirit mostra o terreno ao redor do local chamado de Troy, onde a Spirit atolou em um solo fofo durante a primavera de 2009. As centenas de imagens combinadas nessa visão foram feitas começando no dia marciano, ou sol 1906, que equivale a 14 de Maio de 2009 e terminando no sol 1943, ou 20 de Junho de 2009. Próximo ao centro da imagem, está a Colina Husband, onde a Spirit registrou imagens desde o seu cume em 2005. Para se ter uma noção de escala, os rastros paralelos observados na imagem estão separados de 1 metro. O rastro à direita é mais evidente pois a Spirit foi conduzida de ré afundando ali, pois a sua roda dianteira direita não mais girava. O solo brilhante no centro da imagem e em primeiro plano é o material fofo no qual a Spirit atolou após as rodas terem atravessado a camada de solo mais escura. A composição das diferentes camadas no solo neste local tornou-se assunto de intensa investigação pelas ferramentas e pelo braço robótico da Spirit. Nas semanas que se seguiram a esse incidente, os cientistas na Terra prepararam tanques com material semelhante a esse para estudar o que aconteceu e tentar achar uma solução para retirar dali o robô. Além disso, sintomas, semelhantes ao de uma amnésia começaram a surgir na sonda, piorando mais ainda a situação. Na época os cientistas falaram que se esses sintomas fossem intermitentes e infrequentes eles poderiam receber mensagens da sonda com alguns dias de diferença, já se essa fosse uma condição persistente, uma estratégia alternativa deveria ser realizada, pois rapidamente a memória da sonda terminaria. Durante esses eventos de amnésia a Spirit falhou em registrar dados das atividades diárias em um tipo de memória flash, essa memória tem papel importante pois pode guardar dados mesmo com falta de energia na sonda. A Spirit trabalhou em Marte por 69 meses em uma missão que foi originalmente planejada para durar apenas 3 meses.
Fonte: http://www.nasaimages.org/luna/servlet/detail/NVA2~34~34~79489~135831?qvc=lc:NVA2%7E34%7E34

Tipos de Nebulosas

A nebulosa de Orion é uma nebulosa emissora. Ela é iluminada e aquecida por quatro estrelas maciças conhecidas como Trapézio, que estão posicionadas perto do centro da imagem. Cortesia da NASA e STScI

Nebulosas são nuvens de poeira e gás interestelar que se localizam, na maioria das vezes, no interior das galáxias. Ela só se torna visível se o gás brilha, se uma nuvem reflete a luz das estrelas ou se ela própria encobre a luz dos objetos distantes. A maioria das nebulosas estão em intensa atividade de formação estelar.

Os diferentes tipos de nebulosas existentes são:

Nebulosas brilhantes por emissão - São nuvens de gás que brilham pela reemissão da energia absorvida de estrelas quentes existentes no meio da nuvem, após alterações no nível de energia interno de seus átomos, tendo assim, um espectro brilhante, diferente do espectro das estrelas que as excita. O brilho avermelhado indica a presença de hidrogénio, enquanto o oxigénio emite radiação esverdeada. Um exemplo típico é a Grande Nebulosa de Orion, M 42, onde as mais jovens estrelas conhecidas estão sendo formadas.
Nebulosas brilhantes por reflexão - São nuvens de gás e poeira, apenas iluminadas pela luz de estrelas vizinhas. São muito menos brilhantes e têm o mesmo espectro da estrela que gera a luz. Um exemplo é a nebulosidade que envolve as Plêiades, M 45, na constelação de Taurus. Esta nebulosidade só aparece em fotografias de longa exposição.
Nebulosas planetárias - São assim chamadas por serem geralmente arredondadas e de pequena luminosidade, como um planeta visto pelo telescópio. Normalmente têm no seu centro uma pequena anã branca que lhe deu origem, ejectando a nuvem de gás numa explosão que marca o fim da vida da estrela. Um bom exemplo deste tipo é a Nebulosa do Anel, M 57, na constelação da Lira.
Nebulosas escuras - São concentrações de matéria interestrelar que obscurecem as estrelas ao fundo. Acredita-se que a maior parte da massa de todo o universo esteja concentrada nestas nuvens escuras de poeira. O Saco de Carvão a sudeste do Cruzeiro do Sul é típico desta classe. As poucas estrelas que são vistas nesta região estão mais próximas de nós que a nuvem escura. Outro exemplo interessante é a Cabeça de Cavalo, NGC-2024, ao sul de zeta Orionis, destacada contra uma nebulosa brilhante, mas de difícil visualização, já que exige um telescópio de grande abertura.
Nebulosa solar: é uma nuvem de gás e poeira do cosmos que está relacionada diretamente com a origem do Sistema Solar. A hipótese nebular foi proposta em 1755 por Immanuel Kant em que defendia que as nebulosas giravam lentamente em torno da sua origem.
Restos de Supernovas: como o próprio nome sugere, este tipo de nuvem é gerado pela explosão de uma estrela, fenômeno esse chamado de supernova. Quando isso ocorre, os gases existentes na estrela são expulsos violentamente, para todas as direções, de forma irregular, tal como uma bomba aqui na Terra. O resultado é uma nuvem esparsa, amorfa e brilhante, devido à alta energia expelida na explosão. Três exemplos ilustram o modelo: a nebulosa do Caranguejo, em Touro, cuja explosão foi avistada pelos chineses em 1054, durante o dia; a nebulosa do "Véu de Noiva" em Cisne; e a nebulosa da Vela.

Tempo de Vida:

 Os gases das nebulosas planetárias afastam-se da estrela central a uma velocidade aproximada de alguns quilômetros por hora. Simultaneamente à expansão dos gases, a estrela central arrefece à medida que irradia a sua energia - as reações de fusão pararam porque a estela não tem a massa necessária para gerar no seu núcleo as temperaturas requeridas para se dar a fusão de carbono e oxigênio. Eventualmente, a temperatura estelar irá arrefecer de tal maneira que não poderá ser libertada suficiente radiação ultravioleta para ionizar a nuvem gasosa cada vez mais distante. A estrela transforma-se numa anã branca e o gás adjacente recombina-se, tornando-se invisível. Para uma nebulosa planetária tipica deverão passar 10.000 anos entre a sua formação e a recombinação dos gases.
A nebulosa da Cabeça de Cavalo é uma nebulosa escura localizada em Orion. Só é visível porque está posicionada diante de um fundo mais claro. Cortesia da NASA e STScI

Charles Messier, um astrônomo francês, começou a catalogar objetos celestes não estelares, no século 18. Em lugar de usar nomes, ele optou por números. O primeiro objeto que ele registrou foi a nebulosa do Caranguejo, em Touro, à qual ele aplicou a designação Messier-1, ou M-1. Ele deu à nebulosa do Anel a designação M-57.Galáxias também vieram a fazer parte de sua lista. A galáxia de Andrômeda, a 31ª que ele registrou, ganhou a designação M-31. No século 19, astrônomos amadores deram nomes comuns a quase todos os objetos de Messier, com base em sua aparência. É por isso que nomes como nebulosa do Sino, nebulosa da Cabeça de Cavalo e nebulosa da Coruja foram adotados. Algumas nebulosas, como a de Orion, receberam o nome da constelação da qual pareciam fazer parte. Poucos dos nomes, porém, indicam o papel vital que as nebulosas desempenham no cosmos.
Fonte: http://www.cdcc.usp.br/

E o vento levou…

Esta bela imagem de Marte, obtida pela câmera estéreo de alta resolução da sonda Mars Express, mostra um efeito curioso. Retrata o Meridiani Planum, uma planície que fica na borda nordeste das terras altas de Marte e que tem o tamanho aproximado da Ilha de Chipre. Essa planície está a meia distância entre a região vulcânica de Tharsis e as terras baixas de Hellas Planitia. Mesmo em telescópios modestos é possível notar que se trata de uma região estranhamente escura, em comparação com o terreno avermelhado de Marte. A planície foi escolhida para ser a referência geográfica de Marte, ou seja, é como Greenwich na Terra, a referência-zero das longitudes passa nessa região.
A foto mostra três grandes crateras de impacto no sentido diagonal, as duas mais abaixo formando até um “8”. O curioso dessas crateras é que as duas mais acima têm uma coloração escura, como resultado de um incêndio. Não foi exatamente um incêndio, mas a coloração representa o acúmulo de materiais compostos basicamente de minerais como piroxina e olivina, semelhantes à composição de cinzas vulcânicas. Dá até para perceber qual a direção predominante dos ventos nessa região, que sopram na direção da cratera menor. O material escuro está no fundo de uma cratera de impacto com 50 km de diâmetro e as partes mais leves desse material foram levadas pelo vento até a cratera menor de 15 km, aproximadamente. Dá para perceber que ela se acumulou na borda superior. Estranhamente, a cratera mais abaixo, com uns 34 km de diâmetro, está limpa do material, o que sugere que não é muito profunda, de modo que não há condições para acumular material. A origem desse material todo é incerta. Suspeita-se que tenha sido trazido da região vulcânica de Tharsis, mas não há certeza ainda.
Créditos: Cássio Leandro Dal Ri Barbosa
http://g1.globo.com/platb/observatoriog1/2010/05/14/e-o-vento-levou/

A Nebulosa de nome diferente

                                                Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / UCLA
Nebulosas são enormes nuvens de poeira e gás que ocupam o espaço entre as estrelas. Algumas tem nomes bonitos que se ajustam à sua aparência, por exemplo a Nebulosa da Rosa, enquanto outras tem nomes mais utilitários do que belos. Esse é o caso da LBN 114.55+00.22, vista aqui numa imagem feita pelo Wide-field Infrared Survey Explorer da NASA, ou WISE. Denominada depois que o astrônomo publicou um catálogo de nebulosas em 1965, LBN, significa Lynds Bright Nebula. Os números 114.55+00.22 se referem à posição da nebulosa em coordenadas relativas à nossa Via Láctea e serve como um tipo de endereço galáctico. Os astrônomos classificam a LBN 114.55+00.22 como uma nebulosa de emissão. Diferente da nebulosa de reflexão, uma nebulosa de emissão, emite luz. Nebulosas de emissão são normalmente encontradas nos discos de galáxias espirais e são locais onde novas estrelas estão se formando. As cores usadas na imagem representam determinados comprimentos de onda da luz infravermelha. Azul e turquesa representam a luz emitida em comprimentos de onda de 3,4 e 4,6 mícrons, que é predominantemente de estrelas. Verde e vermelho representam a luz a partir de 12 e 22 microns, respectivamente, o que é emitido principalmente pela poeira.

Nebulosa da Roseta

                                                           Créditos & Copyright: Brian Lula
Será que a Nebulosa da Roseta poderia ter outro nome tão doce? O New General Catalog chama ela de NGC 2237, e não parece diminuir a aparência dessa nebulosa de emissão florida. Dentro da nebulosa localiza-se um aglomerado aberto de estrelas jovens e brilhantes conhecido como NGC 2244. Essas estrelas se formaram a aproximadamente quatro milhões de anos atrás a partir do material nebulosa, e seus ventos estelares estão clareando, ou seja, abrindo um buraco no centro da nebulosa, isolado por uma camada de poeira e gás quente. A Nebulosa da Roseta se espalha por 100 anos-luz de diâmetro, localiza-se a aproximadamente 5000 anos-luz de distância da Terra e pode ser vista até com pequenos telescópios que sejam apontados na direção da constelação do Unicórnio, Monoceros.

Fonte:http://apod.nasa.gov/apod/ap110214.html
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