16 de fev de 2011

Galéria de Imagens - Messier 78: Uma Nebulosa de Reflexão em Órion

                        
Esta nova imagem da nebulosa de reflexão Messier 78 foi capturada usando o Wide Field Imager câmera no telescópio MPG / ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla, Chile. Esta imagem a cores foi criado a partir de muitas posições tomadas através monocromática azul, amarelo / filtros verde e vermelho, complementado por exposições através de um filtro que isola a luz do gás de hidrogênio incandescente. Os tempos de exposição total foram 9, 9, 17,5 e 15,5 minutos por filtro, respectivamente.
Este gráfico mostra a localização de Messier 78 na constelação de famosos de Orion (O Caçador). Este mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições, e Messier 78 em si é destacado com um círculo vermelho na imagem. Essa nebulosa de reflexão é bastante brilhante e pode ser visto também no médio porte telescópios amadores.
Este painel destaca três regiões a partir de uma nova imagem da nebulosa de reflexão Messier 78, que foi capturado usando o Wide Field Imager câmera no telescópio MPG / ESO de 2,2 metros no Observatório de La Silla, Chile. O painel superior abrange a parte mais setentrional da nebulosa e revela a estrela iluminando em seu coração e muitas estruturas complexas de poeira. O painel central destaca as ricas texturas das nuvens de poeira ao redor da parte central da Messier 78. O painel inferior mostra o peculiar, altamente variável, Nebulosa de McNeil, assim como muitas características estranhas rosa criado por jatos de estrelas recém-nascidas.
Nestas imagens podemos comparar uma imagem a cores de Messier 78 região tomada em 2006 com o telescópio Mayall de 4 metros de Kitt Peak, Arizona  com uma nova imagem que foi capturada usando o Wide Field Imager câmera na MPG / ESO do teléscopio de 2,2 metro de Observatório de La Silla, Chile. O brilhante, mas altamente variável de estrutura, em forma de leque, uma característica viu pela primeira vez pelo astrônomo amador Jay McNeil no início de 2004, é quase completamente invisível na imagem mais antiga, mas muito importante na nova imagem.
Fonte: http://www.eso.org/public/images

Crateras na Lua Apresentam Padrão de Material Ejetado Assimétrico

Muitas crateras de impacto na Lua apresentam uma assimetria com relação ao material que é ejetado delas. Durante os anos das missões Apollo, os cientistas da NASA usaram projéteis de alta velocidade para tentar reproduzir as condições de impacto em diferentes ângulos. Os asteroides reais que se chocam com a Lua, fazem isso a velocidades fantásticas, maior que 16 km por segundo. À medida que o ângulo entre o caminho do asteroide e a superfície se torna menor, nenhuma mudança na forma da cratera é observada até que o ângulo chegue a 15 graus ou menos. Nesses pequenos ângulos, crateras não circulares e/ou jatos com distribuição não uniforme acontecem. Crateras que mostram essas características são conhecidas como crateras de impacto oblíquo, como a cratera mostrada na imagem acima ou a cratera Messier (imagem abaixo), uma incomum cratera elíptica com um padrão de material ejetado interessante que lembra uma borboleta. Nesses ângulos de impacto baixos, o material ejetado tem mais momento na direção em que viaja o objeto que causa o impacto, o que faz com que os padrões de raios assimétricos apareçam. Nesse caso o jato de maior extensão tem direção norte-sul e o menor tem direção leste, indicando provavelmente que o objeto que se chocou com a Lua vinha de oeste.
Pode-se comparar essas crateras a outra cratera conhecida como Apollo S-IVB com 33 metros de diâmetro, mostrada abaixo. Embora a cratera S-IVB tenha uma padrão de material ejetado similar a cratera é bem maior mostrando que o objeto que colidiu com a Lua para a sua formação é muito maior. Os blocos localizados na base da cratera podem ter se formado pela tremenda pressão liberada durante o impacto, mais uma vez, só com a presença de futuros exploradores ao nosso satélite é que será possível investigar a fundo esses blocos e esses padrões de raios. No momento podemos dizer que são feições realmente muito bonitas e interessantes.
Créditos: Ciência e Tecnologia
http://www.cienctec.com.br/

O Nascimento das Estrelas

As estrelas nascem de grandes nebulosas proto-estelares - nuvens de gás e poeira gigantescas.

Ao longo de milhões de anos, estas nuvens colapsam lentamente em núcleos individuais (proto-estrelas), a partir das quais se formam estrelas.
O espaço interestelar é rico em nuvens de gás e poeira - misturas dos elementos primordiais, hidrogénio e hélío, e de outros mais pesados formados nas primeiras gerações de estrelas. Quando estas estrelas antigas chegavam ao fim da vida, espalhavam os seus restos pelo espaço. normalmente, estas nuvens escuras e frias são invisíveis, excepto quando estão em silhueta num fundo mais claro. Por vezes, contudo, são perturbadas e, por serem relativamente densas começam a contrair-se sob a força da sua própria gravidade. Os ciclos de formação de estrelas em nuvens interestrelares podem ser causados por ondas de choque de uma explosão próxima de supernova, pela passagem de uma estrela errante ou pelas ondas de compressão que regularmente circulam dentro das galáxias espirais. Há dois tipos de nuvens proto-estelares escuras - grandes e irregulares - Objectos de Barnard, com dezenas de anos-luz de diâmetro, ou mais pequenos e esféricos- Glóbulos de Bok. Quando qualquer destes tipos de nuvens começa a colapsar, fragmentam-se em aglomerados mais pequenos. Estes aglomerados, várias vezes maiores que o Sistema Solar, são as sementes de estrelas individuais. A massa do material contido nestas proto-estrelas varia bastante, podendo dar origem desde uma simples anã até a uma maciça gigante. À medida que a proto-estrela se contrai lentamente, a sua temperatura e pressão internas aumentam. Ao tornar-se mais quente e mais denso, o seu interior liberta grandes quantidades de energia, mas por ser tão vasto mantém-se relativamente frio e emite somente luz vermelha e infravermelha. Na realidade. as proto-estrelas raramente são vistas à luz normal pois estão escondidas pela sua escura nebulosa. Somente as radiações infravermelhas (e de rádio) conseguem levantar este véu e revelar as estrelas que se encontram lá dentro. A velocidade de contracção da proto-estrela depende da sua gravidade e massa, e o colapso só para quando a temperatura no núcleo da estrela é suficiente para desencadear reacções nucleares. As poucas proto-estrelas de massa 100 vezes superior à do Sol, atingem essas temperaturas e pressões tão rapidamente que explodem sem nunca entrar na sequência principal. As estrelas gigantes normais levam uns 20 000 anos para começarem a brilhar, enquanto outras, tais como o Sol, demoram milhões de anos a atingir o mesmo estado.
Fonte: http://www.seleccoes.pt/o-nascimento-das-estrelas

A Marca de Uma Estrela Que Está Morrendo: A Nebulosa Planetária da Hélice

Seiscentos e cinquenta anos-luz de distância na constelação de Aquarius, uma estrela morta do tamanho da Terra está se recusando a se apagar de forma pacífica. Na morte ela está expelindo grandes quantidades de gás quente e intensa radiação ultravioleta, criando um objeto espetacular conhecido como nebulosa planetária. Nessa imagem em cores falsas, feita pelos telescópios espaciais da NASA, Hubble e Spitzer foi possível capturar a complexa estrutura do objeto chamado de Nebulosa da Hélice, em detalhes nunca antes vistos

A composição final da imagem é feita usando dados visíveis do Hubble e infravermelho do Spitzer. A estrela morta, chamada de anã branca, pode ser vista no centro da imagem como um pequeno ponto branco. Todas as cores do material gasoso observadas na imagem foram uma vez parte da estrela central, mas foram perdidas durante os suspiros mortais da estrela em seu caminho para se tornar uma anã branca. A intensa radiação ultravioleta lançada pela anã branca está esquentando e desestabilizando as moléculas no ambiente ao redor, começando de dentro para fora.

Como em um fogão elétrico que se aquece vagarosamente a partir do centro primeiro, as moléculas de gás mais quentes e instáveis podem ser vistas no centro da nebulosa como as listras azuis. A zona de transição para moléculas mais estáveis e mais frias é claramente observada como cores de gás que muda de muito quente (azul) para quente (amarelo) e morno (vermelho). A feição marcante de uma hélice que foi pela primeira vez notada por meio de imagens feitas por telescópios em Terra é na verdade a coleção das milhares estruturas de filamentos ou emissões de gás. Nessa imagem, os filamentos pode ser vistos sob o gás azul transparente como linhas vermelhas irradiando a partir do centro.

Os astrônomos acreditam que as moléculas nesses filamentos são capazes de se manter mais frias e mais estáveis devido aos densos amontoados de materiais que as protege da radiação ultravioleta. Essa imagem é uma composição da radiação do Hidrogênio-alfa ionizado (verde) e do Oxigênio III (azul) obtidas pelo Hubble e do hidrogênio molecular (vermelho) obtida pelo Spitzer em 4.5 e 8.0 mícron.
Créditos: Ciência e Tecnologia

Primeiras estrelas do universo podem estar visíveis até hoje

Segundo uma nova pesquisa, as primeiras estrelas do universo se formaram em grupos, e não isoladamente. Mais do que isso: algumas dessas primeiras estrelas podem ser vistas ainda hoje. O estudo usou supercomputadores para simular a formação das primeiras estrelas do universo. Os pesquisadores recriaram um sistema de “proto-estrelas”, precursores de estrelas, criadas a partir da mesma nuvem de gás quase ao mesmo tempo. A simulação revelou que uma proto-estrela central seria criada antes, e se tornaria a mais maciça. Um número de proto-estrelas menores se seguiria. Às vezes, a força gravitacional de outros astros “catapultaria” e ejetaria um dos membros do sistema. Segundo os cientistas, a estrela ejetada teria de ser muito jovem, cerca de 100.000 anos de idade. Como a idade de uma estrela e sua massa estão ligadas – quanto mais maciça a estrela, mais rápido ela tende a envelhecer – uma massa baixa o suficiente na nova estrela significa que ela ainda teve uma vida bastante longa para ser visível hoje. Porém, essa estrela teria que ser expulsa enquanto sua massa fosse de uma faixa muito estreita. O universo é estimado em 13,7 bilhões de anos. Para sobreviver os 13 bilhões de anos desde o fim da Idade das Trevas, quando se formou, o astro não poderia ter tido mais do que a massa solar. Mesmo um pouco de massa a mais já forçaria os limites de sobrevivência. Por isso os pesquisadores acreditam ser um desafio encontrar uma estrela assim entre as bilhões que vieram depois. O lugar ideal para a pesquisa seria o centro da Via Láctea. No entanto, apenas algumas centenas ou algumas milhares podem existir, misturadas com os bilhões de estrelas que se formaram desde então. Mas a situação não é completamente impossível. Projetos com telescópios da NASA estão previstos para procurar galáxias e estrelas precoces, e espera-se que sejam capazes de examinar como nunca o início do universo. Localizar uma estrela primordial, conhecida como estrela de População III, forneceria aos astrônomos dados sobre o universo em seu início. A abundância de deutério e lítio – que o Big Bang teria criado – poderia ser medida diretamente, em vez de deduzida. Da mesma forma, essas estrelas fornecerão dados consistentes para modelos teóricos.
Fonte: http://hypescience.com/

Foto espacial: As Estrelas de Andrômeda

Andrômeda, essa bela galáxia também conhecida como M31, é uma galáxia espiral próxima a Via Láctea, com apenas 2,5 milhões de anos-luz de distância de nós. Para produzir essa imagem foram usados dados de dois observatórios espaciais diferentes, que usaram ondas além do espectro visível para nós. Na foto, você pode ver as estrelas atuais e as que, provavelmente, ainda irão surgir em Andrômeda. Estrelas futuras? Nós explicamos. A poeira vermelha que você vê, fotografada pelo observatório Herschel, juntamente com o gás interestelar que cerca Andrômeda consiste no material necessário para a formação de novas estrelas. Já os dados coletados pelo observatório XMM-Newton mostram os sistemas de estrelas binários de Andrômeda, que contém estrelas de nêutron e buracos negros, representando o estágio final na “evolução estelar”. Andrômeda tem, aproximadamente, o dobro do comprimento da Via Láctea, com 200 mil anos-luz de uma ponta a outra.
Fonte: http://hypescience.com/

Glória Refletida

A nebulosa Messier 78, a 1.350 anos-luz de distância da Terra, foi fotografada pelo telescópio MPG/ESO no Observatório La Silla, no Chile. O local faz parte do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). A foto foi divulgada nesta quarta-feira (16) e mostra uma nuvem de poeira e gás que reflete a radiação ultravioleta de estrelas ao redor. Messier 78 pode ser vista com um telescópio pequeno perto do grupo de estrelas conhecido no Brasil como Três Marias, na constelação de Órion (Foto: Igor Chekalin / ESO)
A nebulosa Messier 78 é a atração principal nesta imagem obtida pelo instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros instalado no Observatório de La Silla, Chile, enquanto que as estrelas responsáveis por este espetáculo brilhante se encontram sentadas mais atrás. A radiação estelar brilhante faz ricochete nas partículas de poeira da nebulosa, iluminando-a com radiação azul dispersada. Esta nova imagem de Messier 78 obtida pelo telescópio MPG/ESO de 2.2 metros instalado no Observatório de La Silla baseia-se nos dados selecionados por Igor Chekalin, os quais deram origem à sua imagem vencedora do concurso dos Tesouros Escondidos. O matiz azul observado na imagem é uma representação assaz precisa da cor dominante na nebulosa. Tons de azul são frequentemente observados em nebulosas de reflexão devido ao modo como a radiação estelar é dispersada pelas pequeníssimas partículas de poeira aí contidas: o menor comprimento de onda da radiação azul é dispersado de maneira mais eficiente do que o maior comprimento de onda da radiação vermelha. Esta imagem possui muitas particularidades interessantes para além da nebulosa a brilhar. Uma espessa banda de poeira estende-se ao longo de toda a imagem, desde o canto superior esquerdo até ao canto inferior direito, obscurecendo assim a radiação emitida pelas estrelas de fundo. Duas estrelas brilhantes, HD 38563A e HD38563B, são as principais forças motoras por trás de Messier 78. No entanto, a nebulosa alberga muitas mais estrelas, incluindo uma coleção de cerca de 45 estrelas jovens de pequena massa (com menos de 10 milhões de anos), nas quais os núcleos ainda se encontram demasiadamente frios para se dar início à fusão do hidrogénio, as chamadas estrelas T Tauri. O estudo das estrelas T Tauri torna-se importante no sentido de compreender as fases iniciais da formação estelar, incluindo a formação de sistemas planetários. . Em Fevereiro de 2004 um observador amador experiente, Jay McNeil, obteve uma imagem desta região com um telescópio de 75 mm e ficou surpreendido ao detetar uma nebulosa brilhante - a estrutura proeminente em forma de ventilador situada na parte de baixo desta imagem - onde nada tinha sido observado em imagens anteriores. Esta imagem colorida foi criada a partir de muitas exposições monocromáticas obtidas através de filtros azuis, amarelos/verdes e vermelhos, complementadas com exposições feitas através dum filtro H-alfa, o qual mostra a radiação refletida pelo gás de hidrogénio brilhante. Os tempos de exposição por filtro foram de 9, 9, 17.5 e 15.5 minutos, respetivamente.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1105/

Cometa Tempel 1 é Fotografado de Perto Pela Sonda Stardust Durante a Missão NExT

                                                       Créditos: NASA, JPL-Caltech, Cornell
Nenhum cometa já havia sido visitado duas vezes antes. Assim, a passagem sem precedents da sonda Stardust realizando a missão NExT próximo do cometa Tempel 1, no dia 15 de Fevereiro de 2011 deu a humanidade uma única oportunidade de se observar como o núcleo de um cometa muda com o tempo. Mudanças no núcleo do Tempel 1 têm um interesse particular, pois o cometa foi atingido por um projétil enviado pela sonda Deep Impact em 2005. A imagem acima é uma das imagens já processadas digitalmente feitas pela sonda Stardust próxima da sua maxima aproximação do cometa. Muitas das feições observadas em 2005 são visíveis nessa imagem, incluindo crateras, cadeias e áreas mais suaves. Ainda é cedo para afirmar determinadas conclusões, mas pelos próximos anos os astrônomos especializados em cometas e em entender o Sistema Solar desde o seu início se debruçaram sobre essas imagens e sobre os dados científicos enviados pela sonda procurando pistas de como do que o cometa Tempel 1 é composto, como o local do impacto de 2005 aparece atualmente e como feições gerais do cometa se desenvolveram e/ou se alteraram desde a última visita.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...