18 de fev de 2011

Galéria de Imagens - Os 8 planetas de nosso Sistema Solar

Mercúrio é um planeta seco, quente e quase não tem ar. O planeta fica a quase 58 milhões de quilômetros do Sol e não tem lua nem atmosfera. Fica tão perto do Sol que as temperaturas da superfície podem chegar a 430oC. Assim como a Lua, o planeta é coberto por uma camada fina de minerais. Mercúrio também tem áreas de terra amplas e planas, precipícios e muitas crateras profundas como as da Lua. Cientistas dizem que o interior de Mercúrio e da Terra é feito de ferro.

Vênus é o segundo planeta mais próximo do Sol e é quase do mesmo tamanho da Terra. A superfície do planeta é cheia de montanhas, vulcões, cânions e crateras. O planeta é coberto por nuvens de ácido sulfúrico, uma substância mortal. Vênus também é um planeta muito quente: a temperatura na superfície é de 460oC. Os cientistas enviaram uma nave para explorar o planeta. A primeira a sonda passar perto do planeta foi a Mariner 2, em 1962.

A Terra é o terceiro mais próximo do Sol e o maior dos quatro planetas rochosos. É uma esfera gigantesca (achatada nos polos norte e sul), formada por água (70% do planeta), rochas e solo e envolvida pela atmosfera. A atmosfera da Terra é formada principalmente por nitrogênio e um pouco de oxigênio. Entre os planetas do sistema, a Terra tem condições únicas: mantém grandes quantidades de água em estado líquido, tem placas tectônicas e um forte campo magnético.

Marte é um planeta avermelhado, coberto por rochas e crateras (grandes buracos). O planeta se move ao redor do Sol em uma órbita elíptica (oval) e leva cerca de 687 dias para dar uma volta completa. Marte tem duas luas: Fobos e Deimos. O solo de Marte é muito frio: geralmente fica abaixo de zero grau Celsius. A atmosfera do p´laneta vermelho não tem oxigênio. Alguns cientistas dizem que talvez tenha existido no planeta há bilhões de anos, mas hoje não há prova de qualquer ser vivo no planeta.

Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar e tem mais massa do que todos os outros planetas juntos. O planeta tem camadas de gás e as quatro maiores luas do Sistema Solar – Io, Europa, Ganimedes e Calisto – que são maiores que Plutão. Em volta do equador de Júpiter existem três anéis finos, formados principalmente por partículas de poeira. Duas sondas Voyager foram enviadas a Júpiter em 1979 e enviaram fotos do planeta. De 1995 a 2003, a sonda Galileo ficou na órbita de Júpiter.

Saturno é outro planeta gigante, que tem anéis brilhantes. A atmosfera gasosa de Saturno não é tão colorida quanto a de Júpiter. É o segundo maior planeta depois de s Júpiter. A característica mais famosa de Saturno é o brilhante sistema de anéis, o único visível da Terra.Titã, a lua de Saturno, é maior do que Plutão e Mercúrio. Titã tem uma atmosfera compacta de nitrogênio e metano.

Urano foi o primeiro planeta a ser descoberto com um telescópio. Urano é o planeta mais distante do Sol – só Netuno fica mais longe do Sol do que ele. O planeta é quase quatro vezes maior do que a Terra. Os cientistas dizem que a superfície de Urano é feita de nuvens azul-esverdeadas de gás metano. Abaixo da superfície do planeta existem camadas de água misturadas com o gás amônia. O centro do planeta é rochoso, como o da Terra. Urano leva 84 anos terrestres para fazer uma volta completa.

Netuno é coberto por luzes azuis brilhantes. Como essas nuvens se parecem com a água, o planeta foi chamado em homenagem ao deus romano dos mares. Os cientistas dizem que a maior parte do planeta é formada por gases, água e minerais. Netuno é muito frio e sua atmosfera não tem oxigênio. O planeta leva 165 anos para dar a volta em torno do Sol. Netuno é quatro vezes maior do que a Terra. O planeta tem pelo menos 13 luas (satélites naturais) e vários anéis.

Créditos das Imagens: http://www.nasa.gov/
Fonte:http://noticias.r7.com/

Blocos estriados na cratera Aristarchus

Campo de estriado pedregulhos na parede da cratera Aristarchus. Uphill é para cima da imagem. LROC imagem NAC M120161915 [NASA / GSFC / Arizona State University].
A Cratera Aristarchus está localizada na borda do Platô Aristarchus, uma das regiões mais geologicamente interessantes da Lua. Ela tem 40 km de largura, 3.5 km de profundidade, é uma cratera complexa de impacto, que provavelmente se formou a aproximadamente 175 milhões de anos atrás. O impacto alterou a borda do platô e a região de mar ao redor, esse impacto escavou diferentes tipos de rocha, bem como rochas sobrepostas crustais. Muito já se falou da Aristarchus destacando principalmente as feições do Platô de Aristarchus, incluindo o Valles Schröteri e os depósitos piroclásticos que cobriram o platô. Diferenças na composição com o pico central da cratera também foram notadas, e isso destacou a importância de se estudar a geologia dessa cratera.
Um mosaico de 40 km de diâmetro da cratera Aristarchus. Blocos estriado são atualmente apenas observada na porção nordeste da cratera [NASA / GSFC / Arizona State University].
Nos taludes nordestes da Aristarchus, existe um grande número de blocos estratificados de material ejetado. Esses blocos são listrados com camadas alternantes de material brilhante e escuro. As camadas escuras têm normalmente menos de 1 metro de espessura e as camadas brilhantes têm uma espessura que varia entre 1 e 10 metros. Os pedaços de rocha são orientados de forma aleatória, então eles não estão em suas posições originais, mas sim, parece que foram rolados morro abaixo desde o alto da parede da cratera. Infelizmente nenhuma camada limpa de rocha é observada na parede da cratera, pois ela foi coberta pelo material derretido pelo impacto e por detritos. Com sorte, contudo, alguns blocos estratificados são observados fora da cratera e seriam acessíveis para prováveis astronautas recolherem amostras.
Um close-up de um campo do segundo bloco com bandas de destaque. Observe a estratificação é visto também em blocos de vários tamanhos, imagem M120161915L [NASA / GSFC / Arizona State University].
Nos dias de hoje, os blocos são somente vistos no lado do mar da superfície original. Devido a sua baixa viscosidade e habilidade de se dispersa, os depósitos de mares podem conter sequências de muitas camadas finas (metros de espessura) representando de forma potencial pulsos de magma que construíram o mar. Devido à sua localização na cratera, pode ser que as camadas vistas nos blocos representem deposições sucessivas de fluxo de lava. A diferença no albedo das camadas (brilhante versus escura) ainda é investigada, mas poderia ser gerada devido ao acamamento da lava (espessa, com camadas brilhantes) capeadas por camadas de material piroclástico (camadas escuras) que chegaram ali por meio da erupção de cumes vulcânicos próximos no platô. É mais provável que as camadas finas escuras sejam vesiculares, lava de crosta vitral que foi resfriada à medida que fluxos de lava da superfície superior foram expostos ao vácuo do espaço.

O que é um ano-luz?

As distâncias no espaço são tão grandes que seria muito difícil gerenciar os números medindo-as em milhas ou em quilômetros. Então os astrônomos criaram uma medida padrão, o ano-luz
 
Ano-luz é uma unidade de distância. Apesar de não fazer muito sentido porque "ano-luz" contém a palavra "ano", que normalmente é uma unidade de tempo, anos-luz medem a distância. Estamos acostumados a medir as distâncias tanto em centímetros/metros/quilômetros ou polegadas/pés/milhas, dependendo de onde moramos. Sabemos o tamanho de um metro ou de um pé. Estamos acostumados com estas unidades porque as usamos todos os dias.

Porém, quando os astrônomos usam seus telescópios para olhar para as estrelas, as coisas são diferentes. As distâncias são gigantescas. Por exemplo, a estrela mais próxima da Terra (sem contar o nosso Sol) fica a cerca de 38.000.000.000.000 km de distância. E isso é a estrela mais próxima. Existem estrelas que estão bilhões de vezes mais longe que isso. Quando se começa a falar desse tipo de distância, o quilômetro simplesmente não é uma unidade prática para se usar porque os números ficam grandes demais. Ninguém quer escrever ou falar em números que têm 20 dígitos!

Então, para se medir distâncias realmente grandes, usa-se uma unidade chamada ano-luz. A luz viaja a 300 mil km/s. Portanto, um segundo-luz é igual a 300.000 km. Um ano-luz é a distância que a luz pode viajar em um ano, ou:  300.000 quilômetros/segundo * 60 segundos/minuto * 60 minutos/hora * 24 horas/dia * 365 dias/ano = 9.460.800.000.000 quilômetros/ano. Um ano-luz é igual a 9.460.800.000.000 km. Isso é uma distância enorme! Usar o ano-luz como medida de distância tem uma outra vantagem: ajuda a determinar a idade.

Digamos que uma estrela esteja a 1 milhão de anos-luz daqui. A luz daquela estrela viajou à velocidade da luz para chegar até nós. Portanto, a luz da estrela levou 1 milhão de anos para chegar até aqui e a luz que estamos vendo foi gerada 1 milhão de anos atrás. A estrela que estamos vendo é, na verdade, como a estrela era há 1 milhão de anos atrás e não como ela é atualmente. Da mesma forma, nosso Sol está a uns 8 minutos-luz de distância. Se o Sol explodisse neste exato momento, nós não teríamos como saber disso por 8 minutos, porque este é o tempo que levaria para que a luz da explosão chegasse até nós.
 
Dado Curioso

Um nanosegundo-luz - a distância que a luz pode viajar em um bilionésimo de segundo, é igual a cerca de 30 cm (1 pé). O radar usa este dado para medir a que distância algum objeto como um avião está. Uma antena de radar emite um pulso curto de rádio e aguarda que ele ecoe num avião ou outro alvo. Enquanto aguarda, vai contando o número de nanosegundos que se passam. As ondas de rádio viajam à velocidade da luz, assim, o número de nanosegundos dividido por 2 indica à unidade de radar qual a distância do objeto!

Os Planaltos do norte do lado escuro da Lua

Robusta região montanhosa no lado distante da Lua, sul da cratera Cantor. Largura da imagem é de aproximadamente 3,4 km [NASA / GSFC / Arizona State University].

A imagem acima mostra uma visão detalhada feita da Cratera Cantor no lado escuro da Lua, localizada nas coordenadas (38.2°N, 118.6°E) e feita durante o pôr-do-Sol. Embora as sombras pronunciadas escondam o interior das crateras, a incidência em um ângulo alto exagera o terreno ao redor de modo que sutis feições na superfície sejam realçadas. Nessas condições de iluminação, a Lua parece pulverizada, amaciada e marcada com crateras de tamanho variáveis e de idades relativas. Algumas crateras são muito brilhantes e têm anéis bem definidos enquanto outras são somente observadas como sombras de depressão.
 
LROC mosaico monocromático WAC da cratera Cantor e terreno circundante. cratera cantor, ~ 81 km de diâmetro, é ligeiramente alongada no sentido norte-sul e tem uma borda em forma poligonal. A seta indica o local da abertura LROC imagem NAC [NASA / GSFC / Arizona State University].


O grande número de crateras influencia a textura da superfície, à medida que o processo de impacto remove material do local onde o impacto aconteceu e o transporta como material ejetado depositando-o sobre a superfície ao redor do impacto. A redistribuição desse material ejetado perturba o solo lunar num processo chamado de jardinagem por impacto, isso suaviza a superfície e preenche as crateras antigas. Do mesmo modo que existem muitas crateras pequenas nessa imagem, crateras com menos de 100 metros de diâmetro, existem também muitas crateras maiores com centenas e milhares metros de diâmetro, como a cratera que pode ser vista na parte inferior da imagem abaixo, nas vizinhanças da cratera Cantor, que são responsáveis pela significante redistribuição do material. A superfície nessa imagem sugere que ambas as crateras visíveis na imagem circundando a cratera Cantor são responsáveis por grande parte da textura observada.

Herschel encontra estrela impossível e nova fase da água

A nuvem de formação de estrelas RCW 120 revela uma estrela em estado embrionário que irá se transformar, ao que parece, numa das maiores e mais brilhantes estrelas na nossa galáxia.[Imagem: ESA/PACS/SPIRE/HOBYS Consortia]

Nascimento de estrelas
Os primeiros resultados científicos do Telescópio Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA), revelam detalhes inéditos da formação das estrelas. As novas imagens, divulgadas hoje, mostram milhares de galáxias distantes em um processo vigoroso de formação de estrelas, além de belíssimas nuvens de formação estelar espalhadas ao longo da Via Láctea. Mas a imagem que mais chamou a atenção mostra o que os astrônomos até hoje consideravam impossível: o nascimento de uma estrela "grande demais para ser verdade."

Estrela gigante
Apresentados hoje durante um simpósio científico promovido pela ESA, os resultados desafiam as ideias atuais sobre o nascimento das estrelas e abrem novos caminhos para pesquisas futuras. A nuvem de formação de estrelas RCW 120, por exemplo, revelou uma estrela em estado embrionário que irá se transformar, ao que parece, numa das maiores e mais brilhantes estrelas na nossa galáxia, nas próximas centenas de milhares de anos. Hoje ela já tem de oito a dez vezes a massa do Sol e está rodeada de gás e poeira, com cerca de duas mil massas solares, que poderão vir a agregar-se à estrela gigante, tornando-a ainda maior. "Esta estrela só poderá crescer," disse Annie Zavagno, do Laboratório de Astrofísica de Marseille.
Região de formação de estrelas localizada na constelação Águia, mais próxima do centro da Via Láctea do que o nosso Sistema Solar. [Imagem: ESA/Hi-GAL Consortium]

Estrela impossível
Estrelas dessa dimensão são raras e duram pouco. Captar uma delas durante a sua formação é uma oportunidade de ouro para resolver um paradoxo de longa data na astronomia. "De acordo com o entendimento atual, estrelas com mais de oito massas solares simplesmente não deveriam existir," diz Zavagno. A teoria atualmente aceita estabelece que a intensa luz emitida por uma estrela tão grande deveria afastar as nuvens de poeira que lhe serviram de berço, antes que ela pudesse acumular mais matéria. Mas a realidade não obedeceu à teoria, e as imagens do Herschel comprovam que super estrelas podem de fato se formar. Algumas destas estrelas "impossíveis" são já conhecidas, e chegam a apresentar massas de 150 sóis. O fato de o Herschel ter avistado uma no início da sua vida irá permitir aos astrônomos investiguem onde está o erro da teoria.

Outra teoria que sucumbe
Outra imagem divulgada hoje, onde se vê um grande número de maternidades de estrelas na Via Láctea, mostra como é que isso acontece. Os embriões estelares aparecem primeiro no interior de filamentos de gás brilhante e pó espalhados pela galáxia. Formam-se assim cadeias de maternidades estelares, com dezenas de anos-luz de comprimento, enrolando a Galáxia numa verdadeira teia de nascimento de estrelas. O Herschel também está inspecionando o espaço profundo, muito além da Via Láctea, medindo a luz infravermelha de milhares de outras galáxias, espalhadas ao longo de bilhões de anos-luz do Universo. Cada galáxia aparece como um simples ponto, mas o seu brilho permite aos astrônomos determinar a taxa de aparecimento de novas estrelas no seu interior. Em linhas gerais, quanto mais brilho, mais estrelas em formação. Também aqui o Herschel já desafiou os conhecimentos atuais, mostrando que as galáxias evoluíram ao longo do tempo muito mais rapidamente do que se pensava. Os astrônomos acreditavam que as galáxias vinham formando estrelas mais ou menos no mesmo ritmo nos últimos bilhões de anos. O Herschel mostrou que isto não é verdade. No passado, havia muito mais galáxias com alto índice de formação de estrelas, formando estrelas a um ritmo 10 a 15 vezes superior ao que se registra hoje na Via Láctea. Mas o que desencadeou essa atividade frenética ainda não foi totalmente entendido. "O Herschel agora nos possibilitará investigar as razões para este comportamento," diz Steve Eales, da Universidade de Cardiff.

Localizada na constelação da Raposa, esta imagem mostra o que os astrônomos estão chamando de "linha de produção de estrelas". [Imagem: ESA/Hi-GAL Consortium]

Nova fase da água
O Herschel é também um instrumento de detecção das mais pequenas formas de matéria: as moléculas. Ele identificou pela primeira vez no espaço uma nova fase da água. Essa "água espacial" está carregada eletricamente e, ao contrário das outras fases mais familiares, - a líquida, a gasosa e a sólida - essa nova fase da água não ocorre naturalmente na Terra. No entanto, nas nuvens que rodeiam as estrelas jovens, onde a luz ultravioleta está sendo arremessada através do gás, esta irradiação pode arrancar um elétron da molécula de água, deixando-a carregada eletricamente. "Essa detecção de vapor de água ionizada foi uma surpresa," diz Arnold Benz, do ETH de Zurique. "Ela nos diz que há processos violentos ocorrendo durante as fases iniciais de nascimento das estrelas, o que leva à propagação de radiação energética através da nuvem."

Maior telescópio espacial
À medida que as estrelas começam a formar-se, o gás e a poeira que as rodeiam aquecem até algumas dezenas de graus acima do zero absoluto, emitindo radiação no comprimento de onda do infravermelho. A atmosfera da Terra bloqueia a maior parte desses comprimentos de onda, o que praticamente restringe sua observação a telescópios espaciais. O Herschel é o maior telescópio espacial já lançado e ele varre o céu justamente no faixa do infravermelho. O diâmetro do seu espelho principal é quatro vezes superior ao dos telescópios espaciais de infravermelho lançados até então e é uma vez e meia maior do que o do Hubble.
Graças à sua resolução e sensibilidade sem precedentes, o Herschel está começando a gerar um censo das regiões de formação de estrelas da nossa galáxia. "Antes do Herschel, não era clara a forma como se juntava o material na Via Láctea, em densidade suficientemente elevada e a temperaturas adequadamente baixas para a formação de estrelas," diz Sergio Molinari, do Instituto de Física do Espaço Interplanetário, em Roma.

PKS 1127-145: Chandra Resolve Dois Problemas Observando Um Quasar Distante

A imagem de raio-X do quasar conhecido como PKS 1127-145, uma fonte altamente luminosa de raios-X e de radiação visível localizada a aproximadamente 10 bilhões de anos-luz da Terra, mostra um enorme jato de raio-X que se estende no mínimo por um milhão de anos-luz desde o quasar.

Leia a matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=8678
Créditos: Ciência e Tecnológia

Projeto Nebulosas Planetárias

                                             Crèditos & Copyright: JP Metsävainio (Astro Anarchy
Surgindo pela morte de estrela parecidas com o Sol, as nebulosas planetárias representam a breve porém gloriosa fase final da evolução estelar. Os envoltórios gasosos são ionizado por uma fonte central extremamente quente, o núcleo colapsado de uma estrela que esgotou todo o combustível por fusão nuclear. Brilhando na noite cósmica suas simetrias simples são fascinantes e têm inspirado esse projeto de se construir uma painel com imagens de nebulosas planetárias. Nesse painel, nova nebulosas planetárias são dispostas numa malha de 3×3. Logicamente que os fãs de nebulosas planetárias podem identificar rapidamente a M27 (Nebulosa do Haltere), a M76 (Nebulosa do Pequeno Haltere), a M57 (Nebulosa do Anel), bem como a NGC 6543 (Nebulosa do Olho do Gato). Entre as nebulosas menos conhecidas retratadas por esse projeto estão a Nebulosa da Medusa e a Nebulosa Bug. Todas as imagens foram feitas com dados detalhados de banda estreita e são mostradas na mesma escala angular, espalhando-se por 20 minutos de arco (1/3 de grau). Nessa escala, o círculo cinza na figura representa o tamanho aparente da Lua cheia só para comparação. Essas nebulosas planetárias dão uma pista de como será o destino do Sol quando ele esgotar todo o seu combustível nuclear em aproximadamente 5 bilhões de anos.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110218.html

Herschel encontra matéria escura de menos e estrelas demais

À esquerda está a simulação da distribuição da matéria escura. No centro, a distribuição simplificada da matéria escura segundo o "modelo halo". À direita, em amarelo, estão os halos que representam os melhores lugares para a formação de estrelas. [Imagem: Virgo Consortium/Alexandre Amblard/ESA]

Onde está a matéria escura

O telescópio espacial Herschel descobriu uma grande população de galáxias envolvidas em poeira cósmica que não precisam de tanta matéria escura como se pensava anteriormente para capturar gases interestelares e deslanchar o processo de formação de estrelas. As galáxias, extremamente distantes, possuem cada uma cerca de 300 bilhões de vezes a massa do Sol. Tais dimensões desafiam a atual teoria, que prevê que uma galáxia deve ser mais de dez vezes maior do que isso - 5.000 bilhões de massas solares - para ser capaz de formar um grande número de estrelas. Acredita-se que a maior parte da massa de uma galáxia seja matéria escura, uma substância hipotética que ainda está por ser detectada, mas que os astrônomos acreditam que deva existir para fornecer gravidade suficiente para impedir que as galáxias se desmanchem ao girar.

Formação das galáxias

Os modelos atuais de nascimento das galáxias começam com o acúmulo de grandes quantidades de matéria escura, cuja atração gravitacional aglomera átomos comuns. Quando uma quantidade suficiente de átomos se reúne, é disparado o chamado starburst, um processo repentino e brutal de formação estelar, quando as estrelas se formam a taxas de 100 a 1.000 vezes maiores do que acontece hoje na Via Láctea. "O Herschel está nos mostrando que não precisamos de tanta matéria escura como pensávamos para desencadear essa erupção de estrelas," afirmou Asantha Cooray, da Universidade da Califórnia, coautora do estudo.

Fundo cósmico de infravermelho

Há tantas galáxias nas imagens captadas pelo Herschel que elas se sobrepõem, criando um nevoeiro de radiação infravermelha, conhecido como fundo cósmico de infravermelho. As galáxias não estão distribuídas aleatoriamente. Elas seguem o padrão subjacente da matéria escura no Universo, o que dá a esse nevoeiro infravermelho um padrão característico de manchas claras e escuras.Os modelos de formação de galáxias agora deverão ser ajustados para refletir estas novas observações, e os astrônomos darão um passo mais rumo ao entendimento de como as galáxias realmente se formam. O observatório Herschel é o maior telescópio espacial já lançado e constam entre suas descobertas uma estrela impossível e um buraco no espaço.

Planetas que escaparam de seus sistemas poderiam abrigar vida alienígena

Segundo um novo estudo, planetas semelhantes à Terra com núcleos tumultuados podem suportar vida, mesmo que não tenham estrelas. Os pesquisadores apelidaram esses mundos de “planetas Steppenwolf” [Steppenwolf é o nome de uma banda de rock cujo sucesso foi a canção “Born to be Wild”, em português, “nascido para ser selvagem”], porque toda a vida neste habitat estranho existiria como um lobo solitário vagando pelas estepes da galáxia, e porque eles nasceram para ser selvagens. Esses planetas foram expulsos de seus sistemas solares, o que aparentemente é comum em todo o cosmos. A água líquida é geralmente considerada um pré-requisito para a vida, e eles poderiam abrigar oceanos de água líquida, desde que o núcleo do planeta fosse aquecido e a água estivesse enterrada sob uma camada protetora de gelo. Um planeta 3,5 vezes o tamanho da Terra, com composição semelhante à Terra e idade mais ou menos parecida, poderia, teoricamente, manter um oceano líquido subglacial. Se ele tiver cerca de 10 vezes mais água do que a Terra ou uma atmosfera muito espessa, só precisaria ter cerca de 0,3 vezes o tamanho da Terra; isso é um pouco maior do que Marte e menor que Vênus. Assim como a Terra, o planeta Steppenwolf precisaria de um manto para manter o calor geotérmico, sustentando pelo menos um pouco da água na forma líquida. Isso é diferente das forças de maré que mantêm os oceanos do satélite Europa líquidos, de modo que o planeta poderia existir sozinho, sem estrelas ou planetas vizinhos para mantê-lo aquecido. Há um monte de fatores desconhecidos, incluindo as funções de convecção e condução em transferência de calor. Porém, a teoria continua sendo interessante: esse tipo de planeta poderia ser uma maneira de espalhar a vida por todo o universo. Os cientistas ressaltam que, se eles cruzarem nossa vizinhança, seremos capazes de vê-los através de telescópios poderosos. Quem sabe esse é um bom começo.
Fonte: http://hypescience.com/
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