22 de fev de 2011

Montanhas da Criação na Cassiopeia

Essa majestosa imagem em cor falsa do Telescópio Espacial Spitzer da NASA, mostra as “montanhas” onde as estrelas estão nascendo. Chamadas de “Montanhas da Criação” pelos cientistas do Spitzer, esses pilares em forma de torres de gás frio e de poeira são iluminados pela luz de estrelas quentes jovens. A nova imagem infravermelha é remanescente da sensacional e icônica imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble da Nebulosa da Águia, que aparece no detalhe, que também mostra uma região de formação de estrelas, ou nebulosa, que está sendo esculpida em pilares pela radiação e pelo vento das estrelas quentes e massivas.

Os pilares na imagem do Spitzer fazem parte da região conhecida como W5, na constelação da Cassiopeia localizada a 7000 anos-luz de distância e que tem 50 anos-luz de diâmetro. Esses pilares são mais de 10 vezes maior que os pilares da Nebulosa da Águia. A visão do Spitzer é diferente da visão do Hubble pois a luz infravermelha penetra a poeira, onde a luz visível é bloqueada. Na imagem do Spitzer centenas de estrelas em formação (brancas/amarelas) podem ser vistas pela primeira vez dentro do pilar central, e dezenas dentro do pilar mais alto na parte esquerda. Os cientistas acreditam que esses aglomerados estelares foram iniciados pela radiação e vendo de um pavio, que na verdade é uma estrela com mais de dez vezes a massa solar.

Essa estrela não é mostrada, mas os pilares apontam na direção dela na parte superior da imagem. A imagem do Spitzer também revela estrelas (azuis) um pouco mais velhas do que as que estão nos pilares em áreas de evacuação entre as nuvens. Os cientistas acreditam que essas estrelas nasceram mais ou menos na mesma época da estrela que iniciou tudo isso. Um terceiro grupo de estrelas jovens ocupa a área brilhante abaixo do pilar central. Não se saber se essas estrelas estão se formando em um evento relacionado ou por eventos separados. Alguns dos pontos azuis são estrelas localizadas no primeiro plano que não são membros dessa nebulosa.

A cor vermelha na imagem do Spitzer representa moléculas orgânicas conhecidas como hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. Esses blocos fundamentais da vida são muitas vezes encontrados em nuvens de formação de estrelas de gás e poeira. Como pequenos grãos de poeira, eles são aquecidos pela luz das estrelas jovens, então emitem energia no comprimento de onda do infravermelho. Essa imagem foi feita pela Infrared Array Camera (IRAC) no Spitzer. Essa imagem é na verdade uma composição de 4 cores infravermelhas, mostrando emissões nos comprimentos de onda de 3.6 mícron (azul), 4.5 mícron (verde), 5.8 mícron (laranja) e em 8.0 mícron (vermelho).
Créditos: http://www.cienctec.com.br/
http://www.nasaimages.org/index.html

Novas e Supernovas

Desde a antiguidade que têm sido observadas estrelas que aumentam o seu brilho de forma brusca e inesperada, passando de estrelas de fraco brilho ou até mesmo invisíveis a olho nu, a estrelas de brilho excepcional. Não se tratam de estrelas variáveis mas sim de 2 fenómenos diferentes: novas e supernovas. O nome nova tem origem num livro escrito pelo astrónomo dinamarquês Tycho Brahe, em 1572, que tinha como nome "De Nova Stella".
Supernova 2002BO com MMT 6.5m 
Comecemos pelo primeiro caso: o que são novas?

As novas produzem-se em sistemas binários de estrelas, em que uma dessas estrelas é uma estrela compacta, normalmente uma anã branca, ou, excepcionalmente, uma estrela de neutrões. Devido à força gravítica, muita matéria da sua companheira é transferida para a estrela compacta, até que a dada altura essa mesma matéria transferida sofre uma “combustão” nuclear dando origem à explosão da nova. Num curto período de tempo, por vezes menos de um dia, o brilho da nova aumenta muitos milhares de vezes, sendo que ao longo dos meses seguintes acaba por voltar à sua luminosidade inicial. Existem casos de novas recorrentes, que produzem explosões a intervalos irregulares na ordem das dezenas de anos.

O que são supernovas?

Supernovas são explosões de estrelas gigantes, com massa de pelo menos 10 vezes a massa do Sol, quando estas chegam ao fim das suas vidas. Quando a explosão se produz, o brilho aumenta vários milhões ou até mesmo milhares e milhões de vezes, brilho esse capaz de igualar o brilho de uma galáxia inteira com os seus muitos milhões de estrelas. Uma grande parte da massa da estrela é projectada no espaço no momento da explosão, por vezes chega mesmo a acontecer a destruição total da estrela. A última supernova a ser observada na nossa galáxia foi em 1604. Sendo que a última supernova a ser vista a olho nu foi em 1987 e ocorreu numa galáxia satélite da Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães.
Fonte:http://pt.wikipedia.org/

Asteroides escuros e perigosos nas vizinhanças da Terra

Telescópio Wise, que rastreia os céus na faixa do infravermelho, descobriu asteroides tão escuros que são virtualmente invisíveis a outros telescópios.[Imagem: NASA/JPL-Caltech/Ball]

Asteroides que ameaçam a Terra

Quando o telescópio de infravermelho Wise foi lançado, em dezembro de 2009, ele partiu com uma missão científica que inclui nada menos do que fazer um mapa completo do céu na faixa do infravermelho, detectando galáxias longínquas e estrelas frias demais para serem captadas com precisão por outros telescópios. Mas dois outros objetivos chamaram muito mais a atenção e, um deles, eventualmente, poderá ter um impacto sobre a vida na Terra muito mais imediato. Além da possibilidade de detectar a elusiva "Estrela X", o Wise tornou-se a principal ferramenta disponível para a localização de asteroides com risco de impacto na Terra. A preocupação com a possibilidade de um impacto cresceu depois que um painel de cientistas afirmou que, no nível atual da tecnologia, não estamos prontos para um "impacto profundo".

Asteroides escuros como asfalto

A caçada infravermelha começou em janeiro, e os primeiros resultados não se fizeram esperar. Em apenas seis semanas de observações, o Wise descobriu 16 asteroides anteriormente desconhecidos, com órbitas passando perigosamente próximas à Terra. Nada menos do que 9 desses asteroides eventualmente ameaçadores refletem menos do que um décimo da luz do Sol que incide sobre eles. Um deles, particularmente, é escuro como asfalto, refletindo menos de 5% da luz solar. Os dados mostram o valor do novo telescópio, já que seria impossível visualizar esses asteroides em outra faixa que não fosse o infravermelho. Como não refletem luz, é extremamente difícil visualizá-los com telescópios ópticos. Por outro lado, como eles não refletem a luz, elas a absorvem, aquecendo-se, o que facilita sua detecção em infravermelho.

Plano de órbita

Muitos desses asteroides escuros têm órbitas que são acentuadamente inclinadas em relação ao plano em que orbitam todos os planetas e a maioria dos asteroides. Isto significa que os telescópios que atualmente varrem os céus em busca de asteroides com risco de colisão com a Terra podem estar deixando escapar muitos objetos com órbitas inclinadas porque esses telescópios passam a maior parte do tempo procurando objetos no plano orbital da Terra.

Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php

Paisagem Desértica

                                                            Crédito: NASA/JPL/Cornell
Esta paisagem poderia ser uma região árida no nosso planeta, mas na realidade, é uma paisagem marciana, obtida com a câmara panorâmica do rover norte-americano Spirit. A imagem, que é aproximadamente em cor verdadeira, mostra uma formação rochosa baptizada de “Longhorn”, e atrás desta as planícies da cratera Gusev, e no horizonte a borda da cratera. A imagem é na realidade um mosaico de 4 fotografias distintas, obtidas através de filtros de 750, 530 e 430 nanómetros, no dia 5 de Agosto, o 210º dia (marciano) de actividade do rover em Marte.

Fonte: http://www.portaldoastronomo.org/npod.php?id=3063

Sonda da Nasa se aproxima da órbita de Mercúrio

Lançada em 2004, nave Messenger está perto de chegar ao planeta mais próximo do Sol
Nas próximas semanas, a sonda Messenger, enviada ao espaço pela Nasa em 2004, deve entrar na órbita de Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar e também o mais próximo do Sol. Como as temperaturas em Mercúrio chegam a 400ºC, um dos maiores desafios para a Nasa foi construir um isolamento térmico capaz de evitar que a sonda derreta ao chegar a seu destino. "Fizemos uma espécie de sombrinha extremamente fina, como um biscoito. Ela mantém a temperatura exterior a mais de 315ºC, enquanto atrás da barreira, onde estão os equipamentos, ela fica por volta de 20ºC", afirmou à BBC o engenheiro Eric Finnegan, da universidade Johns Hopkins. O centro de controle, em Washington, está enviando os últimos comandos para reduzir a velocidade da nave. Qualquer erro nesta fase pode levar a sonda a se despedaçar na superfície de Mercúrio ou a se perder no espaço. O próximo passo vai ser a ignição dos retrofoguetes para a entrada em órbita. Só então a sonda começará a observar Mercúrio de perto - embora já tenha enviado à Terra fotos nítidas da superfície do planeta. Cientistas acreditam que, ao conhecer Mercúrio mais a fundo, será possível compreender melhor como a Terra e os outros planetas do sistema solar se formaram.

Mesmo planetas sem um “Sol” podem ter água líquida

Planetas que não têm uma estrela em seu sistema, como a Terra tem o Sol, podem ter água em estado líquido. Como a existência de água é considerada essencial para a manutenção da vida, este estudo levanta a possibilidade que, mesmo nestes planetas, possa haver vida. Os pesquisadores Dorian Abbot e Eric Switzer, da Universidade de Chicago, estimam que planetas rochosos com massa próxima à da Terra podem se manter aquecidos para manter sua água líquida mesmo sem uma estrela por perto. Influências gravitacionais de outros planetas ou estrelas pode ejetar planetas de seus sistemas. Mas, mesmo no frio do universo, estes mundos conseguiriam se manter aquecidos, graças ao decaimento de elementos radioativos no núcleo de suas rochas. Um planeta com a mesma quantidade de água que a Terra poderia manter oceanos líquidos em sua superfície se tivesse 3,5 vezes a massa do nosso planeta. Mas, outro planeta com dez vezes mais concentração de água, conseguiria fazê-lo mesmo se tivesse apenas um terço da massa da Terra.  “É uma idéia muito interessante, mas teríamos que descer no planeta e procurar evidências para comprovar que a vida lá é possível”, disse a pesquisadora Lisa Kaltenegger, do centro de astrofísica Harvard-Smithsonian. 
Fonte: http://hypescience.com/
NewScientist

Planeta X pode ter sido detectado por sonda da NASA


FAQ do Planeta X

O observatório espacial WISE, da NASA, pode ter encontrado um quase mitológico Planeta X, um filho rebelde do Sol que prefere viver bem longe de casa. Embora tenha sido lançado com a expectativa de encontrar uma Estrela X, parece que o Planeta X parece ser um achado mais provável da sonda.
Concepção artística de um planeta muito distante do Sol, cuja existência poderá ser confirmada pela análise dos dados do Telescópio WISE, da NASA.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

O observatório WISE já terminou sua coleta de dados e atualmente está em hibernação no espaço, à espera de um possível uso futuro, enquanto os cientistas trabalham sobre os dados. Uma divulgação preliminar das primeiras 14 semanas de dados está prevista para Abril de 2011, e a versão final da pesquisa completa está prevista para março de 2012. Contudo, nesta semana, a NASA divulgou uma sugestiva coleção de perguntas e respostas sobre a teoria do Planeta X. A reportagem se refere a um artigo de John Matese e Daniel Whitmire, onde os cientistas defendem que os dados coletados pelo WISE podem ter registrado o Planeta X, que eles chamam de Tique (Tyche), a irmã boazinha da deusa Nêmesis.
 
Planeta X  
Escondido nos dados captados pelo telescópio WISE, os astrofísicos acreditam estar um planeta joviano desconhecido, em uma longa órbita ao redor do Sol. Aqui, a Via Láctea observada em infravermelho. [Imagem: NASA]

Alguns astrônomos afirmam que pode existir um enorme planeta, maior do que Júpiter, orbitando o Sol, mas com uma órbita tão distante que o colocaria dentro de uma estrutura chamada Nuvem de Oort. A Nuvem de Oort é ela própria uma estrutura hipotética, uma espécie de depósito que os astrônomos acreditam ser a fonte de todos os cometas que atravessam o Sistema Solar.

Veja abaixo os esclarecimentos divulgados pela NASA, na forma de um FAQ do Planeta X.

Quando os dados do WISE poderão confirmar ou descartar a existência do hipotético planeta Tique?

É muito cedo para saber se os dados do WISE confirmam ou descartam um objeto grande na Nuvem de Oort. Serão necessárias análises ao longo dos próximos dois anos para determinar se realmente o WISE detectou esse mundo ou não. As primeiras 14 semanas de dados, que serão divulgadas em Abril de 2011, provavelmente não serão suficientes. O levantamento completo, com divulgação prevista para Março de 2012, deverá proporcionar mais informações. Depois que os dados do WISE forem totalmente processados, liberados e analisados, a hipótese da existência de Tique, feita por Matese e Whitmire, poderá então ser testada.

É certeza que o WISE teria observado tal planeta, se ele existir?

É provável, mas não uma conclusão definitiva, que o WISE poderia confirmar ou não se Tique existe. Como o WISE examinou o céu inteiro uma vez, e depois cobriu o céu inteiro novamente em duas de suas bandas infravermelhas seis meses depois, ele poderia ver uma mudança na posição aparente de um grande planeta na nuvem de Oort, nesse período de seis meses. As duas bandas utilizadas na segunda varredura do céu foram escolhidas para identificar estrelas frias muito pequenas - as anãs marrons - que são muito parecidas com planetas maiores do que Júpiter, como se supõe que Tique seria.

Se Tique existe de fato, por que teria levado tanto tempo para encontrarmos um outro planeta do nosso Sistema Solar?

Tique seria muito frio e com um brilho tênue demais para que um telescópio de luz visível pudesse captá-lo.
Telescópios sensíveis na faixa do infravermelho podem captar o brilho de um objeto assim, se estiver olhando na direção certa. O WISE é um telescópio sensível de infravermelho que olha em todas as direções.

Por que o planeta hipotético é chamado de Tique, e por que escolher um nome grego quando os nomes de todos os outros planetas derivam da mitologia romana?

Na década de 1980 foi sugerida a existência de um companheiro diferente do Sol. Propôs-se que esse objeto, batizado com o nome da deusa grega Nêmesis, explicaria as extinções em massa periódicas na Terra. Nêmesis teria uma órbita altamente elíptica, perturbando os cometas na Nuvem de Oort aproximadamente a cada 26 milhões de anos, enviando uma chuva de cometas em direção ao interior do Sistema Solar. Alguns desses cometas teriam se chocado com a Terra, causando resultados catastróficos para a vida. Análises científicas mais recentes já não dão apoio à ideia de que as extinções na Terra acontecem em intervalos regulares. Assim, a hipótese de Nêmesis não é mais necessária. No entanto, é possível que o Sol tenha um companheiro distante, nunca visto, em uma órbita mais circular, com um período de alguns milhões de anos - que não causaria efeitos devastadores para a vida na Terra. Para distinguir esse objeto da malévola Nêmesis, os astrônomos escolheram o nome de sua benevolente irmã na mitologia grega, Tique.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Foto espacial: NASA tira foto-mosaico do sistema solar

Uma nova foto virou atração recentemente: uma nave espacial da NASA rumo a Mercúrio conseguiu fazer um retrato incrível de seis grandes planetas do nosso sistema solar. A foto família é na verdade um mosaico de fotografias planetárias, ou seja, a reunião de 34 imagens individuais que foram tiradas durante um período de duas semanas em novembro passado. O mosaico único construído oferece uma visão do sistema solar como ele aparece a partir do centro. Na nova foto, as câmeras da nave foram capazes de detectar todos os planetas principais, exceto Urano e Netuno, que eram demasiado fracos para detecção. A lua da Terra e várias luas grandes de Júpiter – os satélites Galileu: Calisto, Ganímedes, Europa e Io – também estão visíveis, e estão em destaque nas inserções. Vênus começa o retrato no canto esquerdo, seguido pela Terra e sua lua, e Júpiter. Os cientistas fizeram indicações na fotografia das órbitas de Urano e Netuno no momento, e em seguida aparecem Marte, Mercúrio e Saturno. Os planetas aparecem em uma estreita faixa em forma de S, devido à inclinação da órbita da sonda em relação à órbita eclíptica – plana ou geral – do sistema solar. Os pesquisadores contam que foi um verdadeiro desafio apontar as câmeras da nave no lugar certo para capturar tantos planetas ao mesmo tempo. Os cientistas tiveram que usar uma câmera de ângulo estreito e uma câmara grande-angular. Segundo eles, não foi fácil encontrar um momento em que muitos dos planetas estivessem dentro de um único campo de visão a partir dessa perspectiva, além do sol forte que limita a capacidade de gerar imagens em várias direções. Os cientistas também usaram um software para simular a melhor localização da nave, de onde os planetas pudessem ser visíveis para suas câmeras. Por fim, eles tiveram que ajustar algumas das fotos, a fim de destacar os planetas. As imagens estão esticadas para tornar mais fácil a identificação dos elementos. O trecho também destaca a luz espalhada pelos planetas, e, em alguns casos, mostra detalhes como a forma não-esférica de alguns planetas. Os cientistas da missão dizem que o retrato oferece uma visão inversa do sistema solar. Em 1990, outra sonda da NASA tirou uma foto do sistema solar conforme é visto a partir da região de Netuno. Segundo os cientistas, o retrato serve para lembrar que a Terra é um membro de uma família planetária formada por processos comuns há quatro e meio bilhões de anos atrás. A nave que tirou as fotografias em breve vai orbitar o membro mais íntimo da família, aquele que detém muitas novas respostas para como os planetas semelhantes à Terra são criados e evoluem: Mercúrio. A nave já voou por Mercúrio três vezes desde seu lançamento em 2004, e chegará à órbita do planeta em 18 de março. Essa é mais uma oportunidade dos cientistas de preencher detalhes e conhecer esse mundo incrível.
Fonte: http://hypescience.com/
LiveScience

G11.2-0.3: Chandra Associa Pulsar com Supernova Histórica

Essa imagem do Chandra localiza claramente um pulsar exatamente no centro geométrico da parte remanescente de supernova conhecida como G11.2-03. O Chandra fornece uma forte evidência de que o pulsar se formou na supernova de 386 DC, que foi testemunhada pelos astrônomos chineses. Determinar a idade verdadeira de objetos astronômicos é notoriamente uma tarefa complicada, e por essa razão, registros históricos de supernovas são de grande importância. Se confirmado, essa será somente a segunda vez que um pulsar foi claramente associada com um evento histórico. Desde que os pulsares são conhecidos por se mover rapidamente para longe de onde eles se formaram, a habilidade do Chandra de apontar o pulsar no centro dessa remanescente implica que o sistema deve ser bem jovem, desde que não se teve tempo suficiente para que o pulsar viajasse desde o seu local de nascimento. As observações do Chandra do G11.2-0.3 também marcaram a primeira vez que se revelou a aparência bizarra de um pulsar de vento de nebulosa no centro da parte remanescente de uma supernova. Sua forma parecida com um charuto contrasta de forma dramática com os arcos graciosos observados ao redor dos pulsares da Vela e do Caranguejo. Contudo, junto com esses pulsares, o G11.2-0.3 demonstra que essas complicadas estruturas estão ao redor de jovens pulsares. O Chandra observou o G11.2-0.3 com o Advanced CCD Imaging Spectrometer em dois tempos distintos: em 6 de Agosto de 2000 e 15 de Outubro de 2000, por aproximadamente 20000 e 15000 segundos respectivamente.
Créditos: http://www.cienctec.com.br/
http://chandra.si.edu/photo/2001/1227/
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...