23 de fev de 2011

Fluxos de Material Derretido por Impactos Assume Forma de Garfo no Lado Escuro da Lua

Crateras lunares de impacto jovens de idade Copérnica exibem depósitos espetaculares de materiais parecidos com lava produzidos pelo derretimento nas crateras ao redor. Esses derretimentos causados pelo impacto são observados como finos depósitos de rochas, fluxos e montes. A imagem acima destaca um exemplo espetacular de um grande fluxo derretido causado pelo impacto que flui desde uma jovem cratera em uma região montanhosa, como 3.1 km de diâmetro. A porção distal desse fluxo de material derretido pelo impacto curvo se divide em dois fluxos separados há aproximadamente 2.5 km de distância do anel da crateras. O que fez com que esse fluxo de material derretido pelo impacto se dividisse em dois como um garfo?  A topografia local na sua maioria provavelmente influencia a trajetória do fluxo. No ponto onde os fluxos divergem, o fluxo principal tem 320 metros de largura. O segmento norte do fluxo se estende por 675 metros além do ponto de divergência e tem 200 metros de largura no fim. O segmento nordeste se estende por 550 metros desde o fluxo principal e tem 210 metros de largura próximo ao fim. Ambos os segmentos de fluxo exibem numerosas rachaduras ao longo da porção de seus comprimentos.
Os depósitos de material derretido pelo impacto associados com essa cratera no lado escuro são únicos por duas razões. Primeiro, o volume do derretimento presente no exterior da cratera é excepcionalmente grande, especialmente quando comparados com os depósitos de derretimento observados no interior da cratera. Em segundo lugar, o exterior dos depósitos derretidos são encontrados em grandes distâncias do anel da cratera. Estudos de depósitos de derretimento durante a era da Apollo indicam que as crateras com diâmetros entre 3 e 4 km exibem pequenos volumes do derretimento exterior concentrado próximo da crista do anel. Observações de crateras maiores que 5 km de diâmetro feitas usando as imagens da sonda LRO e da câmera LROC NAC irão melhorar de forma considerável o entendimento de impressionantes fluxos de material derretido causados por impactos como esse.

Vulcões na Região de Lacus Mortis na Lua

Leia a matéria completa em: http://www.cienctec.com.br/ler.asp?codigo_noticia=488&codigo_categoria=4&nome_categoria=Arquivos&codigo_subcategoria=1&nome_subcategoria=Imagens
Créditos: Ciência e Tecnologia

Mosaico de Alta Resolução da Lua Feito Pela Sonda LRO

Imagem da LRO Destaque Image (NASA / GSFC / Arizona State University.} Esta imagem é 3% do diâmetro da uma resolução máxima!
A sonda LRO fez uma imagem espetacular do lado visível da Lua, na realidade a imagem é o resultado da junção de inúmeras imagens feitas da Lua. A resolução da imagem é de 145 m/pixel, o que nos permite visitar locais conhecidos e entender em alguns casos de uma melhor forma certas feições. Por exemplo, os fluxos de lava na porção oeste da Imbrium são vistos nessa imagem melhor do que em qualquer outra imagem da Lua já feita. Observando o interior estranho da cratera Airy cheia de crateras secundárias e de aglomerados de pequenas crateras e em quase todos os locais que você observar incluindo  alguns locais nas regiões montanhosas é possível ver pequenos canais, muitos não familiares para a maior parte dos cientistas e observadores da Lua. Esse mosaico feito pela Wide Angle Camera será a nova imagem padrão para interpretações geológicas, comparações com dados espectrais e topográficos e para qualquer outro tipo de investigação lunar. Esse mosaico maravilhoso não é perfeito, é possível ver muitas bordas de mosaico, existem pequenos vazios e regiões próximas ao limbo que não são apresentadas de forma boa. Mas esse é o primeiro de numerosos mosaicos que ainda surgirão feitos com diferentes iluminações. Logicamente existem feições que não são bem observadas nessa imagem e que só serão bem imageadas quando um mosaico feito com o Sol em baixo ângulo em relação a Lua for lançado. Embora alguns pensem que não é possível descobrir nada de novo na Lua, o que não é lá muito verdade, mas mesmo que seja, esse mosaico pode ser usado também para ilustrar a beleza do nosso único satélite natural e despertar em alguém a curiosidade de conhecer e entender melhor a Lua.

Discos protoplanetários são fotografados pela primeira vez

Esta é a primeira vez que discos protoplanetários de tamanho comparável ao nosso próprio Sistema Solar foram detectados tão claramente. [Imagem: MPIA / Christian Thalmann]

Discos protoplanetários
Astrônomos obtiveram pela primeira vez imagens detalhadas de discos protoplanetários de duas estrelas. Acredita-se que os planetas se formem a partir de discos de gás e poeira que circundam estrelas jovens. Assim, observar esses locais é como fazer uma viagem ao passado da Terra e de seus irmãos. Esta é a primeira vez que discos protoplanetários de tamanho comparável ao nosso próprio Sistema Solar foram detectados tão claramente, revelando características como anéis e espaços vazios que estão associados com a formação de planetas gigantes. Os dois discos protoplanetários agora detectados diretamente estão ao redor da jovem estrela LkCa 15, que fica a cerca de 450 anos-luz da Terra, na constelação de Touro, e da estrela AB Aur, na constelação de Auriga, a uma distância de 470 anos-luz da Terra. Esta última é ainda mais jovem, com idade de apenas um milhão de anos.
A imagem do disco protoplanetário foi feita pelo Telescópio Subaru, no Havaí. [Imagem: Christian Thalmann) & NAOJ]

Formação dos planetas

A teoria atual sustenta que uma estrela recém-nascida deixa ao seu redor um disco de matéria, uma espécie de gigantesco anel. Por processos ainda não bem compreendidos, aglomerados dessa matéria vão se juntando, até que sua própria gravidade torna-se suficientemente forte para comprimi-los em corpos densos, que chamamos planetas. As observações são parte de um levantamento sistemático em busca de planetas e discos ao redor de estrelas jovens, usando uma câmera estado-da-arte, de alto contraste, concebida especificamente para este fim e instalada no telescópio Subaru, no Havaí. O instrumento HiCIAO conseguiu o feito inédito usando duas técnicas: uma compensação da distorção gerada pela atmosfera da Terra e o bloqueio físico da própria luz da estrela cujos arredores se quer observar.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=discos-protoplanetarios&id=020130110223

Descoberto novos masers na Via Láctea

                                     © National Science Foundation (ilustração da estrela W43A)
Foram descobertos três novos masers (microwave amplification by stimulated emission of radiation) na Via Láctea. Os masers funcionam da mesma forma que os lasers, mas em vez de emitirem luz visível, emitem microondas. Foi observado também um dos masers mais rápidos já encontrado, atingindo velocidades de até 350 km/s, e uma rara "fonte de água", uma classe especial de maser gerado pela massa de estrelas moribundas ou regiões de grande concentração de massa de estrelas em formação. Usando o Australian Telescope Compact Array em New South Wales, Rees Glen da CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation), encontrou os três masers usando dados coletados pela HOPS (H2O Southern Galactic Plane Survey), investigando as características dos três únicos maser de água localizados na Via Láctea, e procurando por uma frequência de radiação particular na região de microondas, que é característica do maser de água. Os masers de água emitem na frequência de 22 GHz. Um dos maser de água descoberto foi encontrado em torno de um AGB (Asymptotic Giant Branch), que é uma estrela se aproximando do fim da sua vida, emitindo jatos de moléculas de água durante esta fase de transição. Apenas 12 fontes de água já foram detectadas até agora. Estas fontes de água estelar podem ajudar os cientistas a descobrir como estrelas AGB evoluem para nebulosas planetárias. Um disco brilhante, colorido de gás e poeira em torno de uma estrela nas últimas fases de sua vida, que apresentam várias formas e tamanhos. A formação de estrelas massivas não é ainda bem compreendida e o maser de água pode dar informações valiosas sobre os processos envolvidos.
Créditos: Astro News/Cosmos Magazine

Planeta-X: afinal, o que é e onde se encontra esse planeta?

Planeta Netuno registrado pela câmera de ângulo estreito da nave Voyager 2, entre 16 e 17 de agosto de 1989. O termo "planeta-x" foi empregado pela primeira vez quando o astrônomo John Adams percebeu um estranho comportamento na órbita de Urano. Essa anomalia levou à descoberta de Netuno em 1846. Crédito: Nasa.
Recentemente, a possibilidade da existência de mais um planeta no Sistema Solar fez o termo "Planeta-x" voltar à moda e diversos blogs passaram a especular que o hipotético objeto seria na verdade o Planeta-X, sempre lembrado e temido, mas nunca comprovado. Para os que ainda não sabem, o Planeta-X não existe. Esse é um termo utilizado informalmente sempre que se especula sobre a possibilidade de um novo objeto no Sistema Solar. Não se trata de um planeta, mas de uma expressão popular. O termo "planeta-X" foi usado pela primeira vez no século 19, quando o astrônomo John Adams percebeu um estranho comportamento na órbita de Urano e que estaria sendo causado pela interferência gravitacional de algum outro corpo celeste.

Essas perturbações levaram à descoberta de Netuno em 1846 por Adams e pelo francês Urbain Le Verrier. Mais tarde, o termo voltou à tona depois que Le Verrier percebeu que havia mais alguma coisa que interferia nas órbitas, tanto de Urano como de Netuno e atribuiu essa alteração à presença de outro objeto desconhecido, o planeta-x. No começo do século 20, os astrônomos Percival Lowell e Willian Pickering chegaram a propor a possibilidade da existência de sete planetas que pudessem influenciar nas órbitas de Urano e Netuno. Os planetas foram denominados como O, P, Q, R, S, T e U. Com exceção de "P", todos os outros foram descartados e Lowell passou a chamá-lo, naturalmente, de "planeta-X". O público adorou o termo, que ficou mundialmente conhecido.

Lowell devotou grande parte de seu tempo na busca do planeta-x até que em 1930 conseguiu descobri-lo, batizando o de Plutão. A partir de 1977, novas descobertas foram feitas na região da órbita de Plutão e dezenas de outros objetos foram ali encontrados, entre eles o planeta-anão Éris, que antes de ser batizado também recebeu a denominação "planeta-x". Lotada de corpos gelados, a região onde Plutão se encontra é chamada de Cinturão Kuiper e alguns pesquisadores acreditam que ali possa existir um objeto ainda maior que o planeta-anão Éris, cujo tamanho possa ser similar a Mercúrio ou Marte. Alguns modelos matemáticos sugerem que a existência desse objeto poderia explicar algumas características bem incomuns observadas no Cinturão. Esse objeto também é chamado de planeta-x. Como você pode ver, o termo planeta-x é dado informalmente a qualquer planeta ou asteroide hipotético e não se refere a um objeto em particular. Agora que você já sabe um pouco mais sobre o "planeta-x", explique aos seus colegas. Aprendendo, eles não passarão vergonha quando discutirem o assunto em uma roda de amigos.
Fonte:Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Planeta-X_afinal_o_que_e_e_onde_se_encontra_esse_planeta_&posic=dat_20110223-104241.inc

Telescópio do gelo detecta padrão inexplicável de raios cósmicos

O "mapa do céu" parcial gerado pelo IceCube mostra a intensidade relativa dos raios cósmicos que atingem diretamente o Hemisfério Sul da Terra. [Imagem: IceCube Neutrino Observatory]

Mapa de raios cósmicos

Embora ainda esteja em fase de construção, o Observatório de Neutrinos IceCube, localizado nas profundezas de gelo do Pólo Sul já está produzindo resultados científicos. O mais impressionante é que, ao contrário dos achados iniciais do LHC, que validaram as teorias fundamentais da física, o IceCube descobriu um fenômeno para o qual o inusitado telescópio sequer foi projetado para estudar. O "mapa do céu" parcial gerado por seus dados mostra a intensidade relativa dos raios cósmicos que atingem diretamente o Hemisfério Sul da Terra. Ao contrário do previsto, o mapa mostra um padrão incomum de raios cósmicos, com um excesso (cores mais quentes) detectado em uma parte do céu e um défice (cores mais frias) em outro.

Raios cósmicos

O IceCube é um telescópio que capta partículas subatômicas chamadas neutrinos, especialmente neutrinos de alta energia que atravessam a Terra, fornecendo informações sobre eventos cósmicos distantes como supernovas e buracos negros - os eventos detectados no Pólo Sul acontecem no âmbito do espaço visível do Hemisfério Norte. Entretanto, um dos desafios de detectar essas partículas relativamente raras é que o telescópio é constantemente bombardeado por outras partículas, incluindo muitas geradas pela interação dos raios cósmicos com a atmosfera da Terra sobre a metade sul do céu. Para a maioria dos físicos da equipe do IceCube estas partículas são simplesmente ruído de fundo. Mas pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, identificaram uma oportunidade de pesquisa nesses dados de raios cósmicos.  "O IceCube não foi construído para observar raios cósmicos. Raios cósmicos são considerados ruído de fundo. No entanto, temos bilhões de eventos de fundo nesses raios cósmicos que acabaram se mostrando muito emocionantes," explica Rasha Abbasi, que fez a descoberta juntamente com seus colegas Paolo Desiati e Juan Carlos Díaz-Vélez.

Anisotropia dos raios cósmicos

Abbasi e seus colegas identificaram um padrão incomum na intensidade relativa dos raios cósmicos incidentes sobre o hemisfério Sul da Terra, com um excesso de raios cósmicos detectados em uma parte do céu e um défice em outro. Segundo a cientista, essa "anisotropia" vem confirmar experimentos anteriores feitos no Hemisfério Norte, servindo mesmo para validá-los - mas a fonte dessa desigualdade ainda é um mistério. "Observar esta anisotropia se estendendo também pelo céu do Hemisfério Sul é mais uma peça do quebra-cabeças em torno deste efeito enigmático - se é devido ao campo magnético ao nosso redor ou é o efeito dos restos de uma supernova nas proximidades, nós não sabemos," disse Abbasi. Uma das hipóteses para o padrão irregular nos raios cósmicos pode estar nos restos de uma supernova que explodiu há relativamente pouco tempo nas proximidades do Sistema Solar, cuja localização corresponde a uma das concentrações de raios cósmicos registradas no mapa anisotrópico. A outra é que o padrão de raios cósmicos revela detalhes sobre os campos magnéticos interestelares produzido por gases de partículas eletricamente carregadas em movimento perto da Terra, que são difíceis de estudar e, por isso mesmo, pouco compreendidos.
Em vez de uma gigantesca lente dirigida para os céus, o telescópio IceCube consiste de longas "cordas", cada uma contendo 60 sensores ópticos, mergulhadas em furos que atingem mais de 2,5 km de profundidade. Veja a comparação com a Torre Eiffel. [Imagem: Abbasi et al.]

Observatório de Neutrinos IceCube

Em vez de uma gigantesca lente dirigida para os céus, o telescópio IceCube consiste de longas "cordas", cada uma contendo 60 sensores ópticos, mergulhadas em furos que atingem mais de 1,5 km de profundidade. No topo de cada corda contendo os detectores de profundidade estão um par de tanques, chamados IceTop, contendo dois detectores principais. Quando estiver concluído, em 2011, o IceCube terá 86 dessas "linhas de sensores", ocupando um quilômetro cúbico de gelo da Antártida, somando mais de 5 mil sensores digitais ópticos. Por incrível que pareça, mesmo estando nas profundezas do Pólo Sul, são necessárias sete semanas para que a água dos tanques congele perfeitamente, sem bolhas e nem trincas, que poderiam obstruir os minúsculos flashes gerados quando as partículas atravessam o gelo. Os neutrinos estão entre os constituintes da matéria mais fundamentais. Como não têm carga e interagem muito pouco com a matéria, essas partículas podem viajar distâncias astronômicas sem se chocarem com nada - um neutrino tem tão pouca massa que ele pode atravessar um cubo de chumbo com um ano-luz de aresta, sem se chocar com nenhum átomo de chumbo. O estudo recém-publicado foi baseado em dados obtidos quando o IceCube tinha apenas 22 linhas de detectores ópticos. Os cientistas agora estão analisando dados obtidos por 59 e por 79 linhas, que deverão aumentar enormemente a resolução do mapa do céu, dando mais detalhes da inexplicável anisotropia dos raios cósmicos.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

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