28 de fev de 2011

Galeria de Imagens - Nebulosas

Uma beleza indescritível pode ser encontrada na Nebulosa Trífida. Também conhecida como M20, esta nebulosa fotogênica está visível através de bons binóculos na direção da constelação de Sagittarius. Os processos energéticos de formação estrelar criam não apenas as belas cores mais também o caos. O gás brilhante em vermelho resulta da luz estelar irradiando o gás hidrogênio. Os filamentos de poeira cósmica escura que enlaçam a M20 foram criados a partir das camadas externas expulsas de frias estrelas gigantes vermelhas e dos escombros de explosões de supernovas. Quais são as estrelas brilhantes que iluminam a nebulosa de reflexão azul é ainda um assunto que está sob investigação. A luz da M20 que vemos hoje a deixou cerca de 3.000 anos atrás, embora a distância exata permaneça desconhecida. Sabemos, no entanto, que a luz leva 50 anos para cruzar a nebulosa M20.

Estrelas massivas residem dentro de NGC 6357, um complexo de nebulosas de emissão em expansão a 8.000 anos-luz de distância, no rabo do Escorpião (Scorpius). De fato, posicionada logo abaixo do centro desta visão em close-up da NGC 6357, o aglomerado estelar Pismis 24 é composto de algumas das mais massivas estrelas conhecidas na galáxia, supergigantes com 100 vezes ou mais a massa solar. A região central brilhante da nebulosa contém também os pilares de poeira de uma nuvem molecular, escondendo proto-estrelas massiva dos olhares curioso e insistentes dos instrumentos óticos, os quais não conseguem ver através das nuvens obscurecidas. Formatos complexos na nebulosa foram criados por fortes ventos interestelares e radiação energética ionizante das jovens e recém formadas estrelas massivas. Este belo panorama da nebulosa NGC 6357 nos mostra uma região com 50 anos-luz de diâmetro.

  As nebulosas são famosas por serem associadas a formatos familiares. Assim é a vasta Nebulosa da Garra do Gato visível na constelação de Scorpius (Escorpião). A uma distância de 5.500 anos-luz, A garra do gato é uma nebulosa de emissão com uma coloração vermelha que se originou de uma abundância de átomos de hidrogênio ionizados. Também conhecida como a Nebulosa da Garra do Urso ou NGC 6334, possui estrelas jovens e brilhantes com massa quase 10 vezes a massa do Sol que nasceram por lá há poucos milhões de anos. Na imagem acima, a Nebulosa da Garra do Gato foi fotografada a partir do telescópio de 4-metros Blanco no Chile por T. A. Rector (Universidade do Alaska) e T. Abbott, NOAO, AURA, NSF

Dos 50 bilhões de planetas, pelo ao menos 500 milhões podem ter temperaturas compatíveis com a vida.

Via Láctea tem 50 bilhões de planetas, segundo cientistas. Mesmo que os dados estejam super estimados é importante ter uma idéia de quantos mundos existem na nossa galáxia
Cientistas da Nasa apresentaram novas estimativas sobre a quantidade de planetas que podem existir somente em nossa Via Láctea: um numero espantoso e talvez superestimado de 50 bilhões de planetas. Destes, 500 milhões podem ter temperaturas compatíveis com a vida. Os dados que foram apresentados durante a reunião da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência (na sigla em inglês, AAAS) em Washington, Estados Unidos, usaram como base os primeiros resultados da missão Kepler, que enviou um telescópio ao espaço para descobrir a existência de planetas fora do sistema solar. Para chegar a esse número, William Borucki, cientista-chefe da missão, levaram em conta a quantidade de candidatos a planetas já encontrados pelo Kepler (cerca de 1200, 54 deles dentro da zona habitável) e estimaram que uma a cada duas estrelas têm pelo menos um planeta, e em uma a cada 200, esse planeta pode ser compatível com vida - pelo menos no que se refere à sua temperatura. Os números então foram extrapolados para o número de estrelas estimados na galáxia, 100 bilhões. "Mas o Kepler só consegue ver planetas que orbitem perto da estrela", explicou. “Se ele estivesse observando o Sol, a chance dele captar a Terra, por exemplo, seria pequena”. A missão Kepler descobre os planetas ao registrar a diferença de brilho de sua estrela quando o planeta passa entre a Terra e ela. Os resultados até agora são muito animadores, disse Sara Seager, professora de astronomia do MIT (Massachusetts Institute of Technology). “Muitos dos planetas que descobrimos desafiam as leis da Física como as conhecemos hoje. Já encontramos mais de 100 planetas com o tamanho de Júpiter, por exemplo. Não achávamos que poderia haver tantos planetas tão grandes”, disse. “Kepler está nos mostrando que tudo é possível”.

Fonte: http://www.astrofisicos.com.br/planetas/50-bilhoes-planetas-via-lactea-500-milhoes-temperaturas-compatis-com-a-vida-terra/index.htm

Os Pilares Que Apontam Para a Eta Carinae

Essa imagem em cores falsas feita pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA mostra a região conhecida como Pilar Sul da grande região de formação de estrelas na Nebulosa da Carina. Como uma melancia aberta e mostrando suas sementes, a o telescópio infravermelho disseca essa nuvem revelando os embriões das estrelas (amarelo ou branco) que estão dentro de estruturas de pilar formadas por uma poeira espessa (rosa). Gás quente estão em verde e as estrelas que se apresentam em primeiro plano em azul. Nem todos os embriões de novas estrelas podem ser vistos com facilidade. Estrela mais brilhante, famosa e massiva dessa nebulosa a Eta Carinae é muito brilhante para ser observada por telescópios infravermelhos, os raios que são por ela emitidos dão a pista sobre a sua presença numa região acima da imageada. A radiação ultravioleta e o vento estelar da Eta Carinae e de suas irmãs têm dividido a nuvem em pedaços deixando os pilares em total confusão. Esse processo dispara o nascimento de novas estrelas descobertas pelo Spitzer. No detalhe é mostrada a imagem na luz visível da Nebulosa da Carina, mostrando diferenças marcantes. Os pilares de poeira são poucos e aparecem escuros devido ao fato da poeira obscurecer a luz visível. Os detectores infravermelhos do Spitzer atravessam a poeira permitindo-se ver o calor emitido pelos embriões de estrelas mesmo que eles estejam profundamente enterrados nos pilares. A Eta Carinae é uma estrela monstruosa com mais de 100 vezes a massa do Sol. Ela é tão massiva que mal consegue se sustentar. Com o passar dos anos, seu brilho tem apagado à medida que parte de seu material tem sido expulso da sua superfície. Alguns astrônomos pensam que a Eta Carinae poderia morrer em uma supernova. O lar da Eta Carinae, está localizado na porção sul da Via Láctea, a aproximadamente 10000 anos-luz de distância da Terra. Essa nuvem colossal de gás e poeira se espalha por 200 anos-luz de diâmetro no espaço. Embora essa nebulosa seja dominada pela Eta Carinae, ela também é o lar de estrelas irmãs menos massivas, em adição às gerações mais jovens de estrelas. Essa imagem foi feita pelo conjunto de câmeras infravermelhas do Spitzer. A imagem é uma composição de três cores de luz invisível, mostrando emissões de comprimentos de onda de 3.6 mícron em azul, de 4.5 mícron em verde, de 5.8 mícron em laranja e de 8.0 mícron em vermelho. A imagem em luz visível foi feita pelo National Optical Astronomy Obsevatory.
nasaimagens.org

Em cerca de 5 bilhões de anos nosso sol esgotará seu combustível nuclear se tornando numa gigante vermelha


O que nos resta é apostar na tecnologia do futuro para que as futuras gerações possam encontrar outra estrela e planeta para sobreviverem a esta calamidade cósmica
Em cerca de 5 bilhões de anos nosso sol esgotará seu combustível nuclear, o que impede que a estrela colapse sobre seu próprio peso, na tentativa da estrela de evitar que isto ocorra o Sol que antes transformava hidrogênio em energia agora fará uma tentativa desesperada de transformar hélio em energia, mas esta transformação é uma reação energética muito violenta e abrupta. O Sol precisará aquecer o seu núcleo 10 vezes mais o que fará com que ela aumente de tamanho, aproximadamente 200 vezes seu tamanho atual, o que poderá proporcionar este nascer ou por do Sol como estrela gigante vermelha. Não sabemos se ele irá chegar a órbita da terra com precisão, isto dependerá de quanta massa ele perderá neste processo, mas o certo é que em cerca de 2,5 bilhões de anos a vida como conhecemos na terra não mais existirá, os oceanos vaporizaram, as florestas e animais perecerão diante de tanto calor, e a raça humana já há muito deixará de existir na terra.

O que nos resta é apostar na tecnologia do futuro para que as futuras gerações possam encontrar outra estrela e planeta para sobreviverem e assim perpetuar a humanidade. Alguns cálculos afirmam que as camadas de plasma super aquecidos da estrela ficaram tão infladas que ficaram muito longe do centro gravitacional do Sol, de modo que eles se desprenderão e uma nuvem cósmica será lançada por todas as direções, obliterando todos os planetas gasosos deixando apenas seus núcleos rochosos e metálicos, e quanto aos planetas feitos de rocha estarão totalmente liquefeitos, assim como no inicio de suas formações planetárias. Após estes eventos o sol se tornará uma estrela anã branca com aproximadamente o tamanho da terra, suas camadas externas espalhadas pela vastidão do que era um sistema solar planetário, poderá ser vista como uma pequena nebulosa.
Fonte: http://www.astrofisicos.com.br/

Galáxias Conchas na Constelação de Peixes

                                                        Créditos e Direitos autorais Stephen Leshin
Essa paisagem cósmica colorida mostra um sistema de galáxias peculiar catalogado como Arp 227 localizado a aproximadamente 100 milhões de anos-luz de distância. Nadando dentro dos limites da constelação de Pisces, o Arp 227 consiste de duas galáxias proeminentes à esquerda, a curiosa galáxia de concha NGC 474 e sua vizinha azul espiral-armada NGC 470. Os arcos largos e apagados da NGC 44 poderiam ter se formado pelo encontro gravitacional com a vizinha NGC 470. Uma hipótese alternativa defende que as conchas poderiam ser causadas pela fusão com uma galáxia menor produzindo um efeito análogo a ondas na superfície de um lago. De forma marcante a grande galáxia no lado direito dessa imagem profunda do céu, a NGC 467, parece estar envolvida por conchas apagadas, também, evidências de outro sistema interativo de galáxias. Galáxias intrigantes no plano de fundo estão espalhadas pelo campo de visão da imagem que também inclui estrelas no primeiro plano. Logicamente que essas estrelas localizam dentro da Via Láctea. O campo de visão se espalha por 25 minutos de arcos ou aproximadamente .5 grau no céu.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110226.html

Encontrados dois planetas na mesma órbita

Algumas pesquisas são divulgadas com alarde excessivo, enquanto outras parecem pecar pela modéstia. Uma bactéria vivendo à base de arsênio e um computador do tamanho da ponta de uma agulha são exemplos claros do primeiro caso, apenas para ficar nos mais recentes. Mas agora parece estarmos frente a frente com o caso oposto - muito mais bem-vindo.
Se esta descoberta for confirmada por futuras observações mais detalhadas, ela poderá dar sustentação a uma teoria sobre a origem da nossa Lua. [Imagem: NASA/Ames/JPL-Caltech]

Objetos de interesse do Kepler

A primeira divulgação dos dados científicos do Telescópio Espacial Kepler privilegiou o anúncio de um sistema planetário com seis planetas. Na ocasião, deu-se menos importância para o fato de que os dados revelavam nada menos do que 54 planetas na zona habitável, com potencial para abrigar formas de vida mais parecidas com a nossa. E deve haver muitas outras preciosidades mais ao fundo do baú de descobertas impressionantes que o Kepler fez apenas em sua primeira campanha. O exemplo mais recente chama-se KOI-730 - onde KOI é uma sigla para Kepler Object of Interest, um objeto celeste interessante flagrado pelo telescópio. E o fato de este ser o número 730 parece ser mais uma indicação de que ainda há muitas coisas ainda a serem reveladas.

Dois planetas na mesma órbita

Mas o importante é que o KOI-730 parece ter dois planetas na mesma órbita, algo completamente inesperado. Se esta descoberta for confirmada por futuras observações mais detalhadas, ela poderá dar sustentação a uma teoria sobre a origem da nossa Lua. Acredita-se que os planetas se formem pela coalescência de um disco de poeira cósmica que resta ao redor de uma estrela recém-formada - veja Astrônomos podem ter detectado nascimento de planeta. A teoria não coloca qualquer empecilho a que se formem dois planetas na mesma órbita. Isto pode ser possível graças aos chamados Pontos de Lagrange - o próprio Telescópio Kepler está em um destes. Quando um corpo celeste orbita outro maior - como um planeta ao redor de uma estrela - há dois Pontos de Lagrange ao longo da órbita do planeta, onde um outro corpo pode orbitar a estrela de forma estável. Esses dois pontos ficam localizados 60 graus à frente e 60 graus atrás do planeta. Exatamente o que os dados indicam para o KOI-730, um sistema com quatro planetas, dois dos quais orbitam a estrela a cada 9,8 dias, um exatamente 60 graus à frente do outro.

Nascimento da Lua

Além do ineditismo, a descoberta pode dar sustentação à teoria que tenta explicar o nascimento da Lua.
Segundo essa teoria, a Terra teria compartilhado a órbita com outro planeta do tamanho de Marte, um hipotético planeta conhecido como Théia. Em algum momento, por algum motivo, os dois se chocaram - e os modelos indicam que o choque deveria ter sido em baixa velocidade, o que é condizente com dois planetas compartilhando a mesma órbita. Uma parte dos destroços desse choque planetário teria formado a Lua - veja Duas sondas gêmeas, um planeta desaparecido e a origem da Lua. Mas será que os dois planetas do KOI-730 poderiam se chocar para formar uma exolua? É possível, afirmam os cientistas em seu artigo, mas os dados indicam que o sistema ficará estável por 2,2 milhões de anos.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php

Supernova 1987A: O Chandra Faz Uma Imagem De Uma Jovem Onda De Choque Gerada Pela Supernova

A imagem em raios-X feita pelo Chandra da SN 1987A em Janeiro de 200, mostra uma concha de expansão de gás quente produzida pela explosão da supernova. Essa observação e observações anteriores do Chandra em Outubro de 1999 são as primeiras imagens em raios-X já feitas de uma onda de choque depois de um evento de supernova. As cores representam diferentes intensidades da emissão dos raios-X, com a cor branca representando a região mais brilhante.
Observações ópticas da SN 1987A feitas pelo Telescópio Espacial Hubble têm revelado pontos quentes gradualmente brilhantes a partir do anel de matéria que foi ejetado pela estrela milhares de anos antes da explosão. A imagem de raios-X do Chandra mostra a causa desse anel brilhante. Uma onda de choque viajando a uma velocidade de 4500 km/s, está se chocando com porções do anel óptico. O gás na concha de expansão tem uma temperatura de aproximadamente 10 milhões de graus Celsius, e é visível somente com um telescópio de raios-X.
A SN 1987A está localizada na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia próxima que está a 160000 anos-luz de distância da Terra. Embora a SN 1987A foi um evento de violência espetacular nós estamos observando seus efeitos a uma distância segura. Para uma supernova causar danos reais a nós ela deveria ocorrer a uma distância de menos de 100 anos-luz, ou seja, ser mais de 1000 vezes mais próximas que a SN 1987A.

Créditos: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=8886
http://chandra.si.edu/photo/2000/sn1987a/

Lua Vermelha de Neve Sobre Edmonton

Créditos & Copyright: Luca Vanzella
O que está flutuando entre esses prédios? A Lua. A imagem acima foi feita duas semanas atrás à medida que a Lua cheia começou a nascer sobre Edmonton em Alberta no Canadá. A estranha coincidência entre o tamanho angular da distante Lua e a largura angular dos prédios próximos criaram essa interessante justaposição. Para fazer essa imagem, foi preciso caminhar para trás com o objetivo de diminuir o tamanho angular das construções. A temperatura estava muito baixa, -25 graus Celsius, que as plumas de vapor podiam ser vistas surgindo das refinarias vizinhas. A imagem acima foi feita em um determinado momento em que as plumas pararam de aparecer. A Lua nascente aparece vermelha aqui pela mesma razão que o Sol aparece vermelho quando está se pondo, ou seja, a luz azul é de maneira preferencial dispersada pelo ar. Nesse caso, as plumas de vapor também ajudaram para fazer com que a Lua aparecesse um pouco achatada. A próxima Lua cheia, chamada de Lua Cheia Quente (http://www.farmersalmanac.com/full-moon-names/) , irá ocorrer no meio do mês de Março de 2011, na região.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110228.html

Zeta Reticuli

Zeta Reticuli é um sistema estelar binário localizada na constelação Reticulum a cerca de 39 anos-luz da terra. É visível a olho nu em noites escuras apenas ao sul dos trópicos. Essas estrelas ficaram mais conhecidas depois da suposta abdução de Betty e Barney Hill em 1961. Betty Hill afirmou sob hipnose que os aliens, conhecidos como Greys, a haviam mostrado uma espécie de mapa e indicado a ela de onde eles vinham, Betty desenhou o que ela foi capaz de se lembrar. Ao ser estudado por astrônomos o mapa pareceu indicar como a "casa" dos alienígenas essas duas estrelas, que por acaso são muito parecidas com o nosso Sol e poderiam teoricamente abrigar vida. Reticulum (Ret), a Rede, é uma constelação do hemisfério celestial sul. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Reticuli. É uma das 14 constelações criadas pelo astrônomo francês Nicolas Louis de Lacaille no século XVIII.
As constelações vizinhas são Dorado, Horologium e Hydrus.

Cientistas afirmam que o sol “rouba” os cometas de outras estrelas

Segundo uma nova pesquisa, o sol pode ser um ladrão cósmico que rouba a maioria de seus cometas de outras estrelas. As novas simulações de computador sugerem que bilhões de cometas que cruzam o sistema solar (a maioria deles) se originaram longe da nossa “vizinhança”, mas acabaram agarrados e atraídos pela gravidade do nosso sol mais tarde. Esse cenário vai contra o modelo de longa data da evolução dos cometas, que afirma que a maioria dos cometas locais vem de uma mesma região, onde o sol e os planetas se formaram. Essa região, conhecida como a Nuvem de Oort, circunda o sistema solar e se estende muito além de Plutão. Segundo os pesquisadores, no entanto, o modelo padrão não consegue explicar ou chegar ao número de cometas que realmente existem.

Cometas são pequenos corpos gelados que se inflamam conforme se aproximam do sol, e a radiação solar vaporiza seu gelo para criar uma cauda brilhante. A distância da Nuvem de Oort da Terra faz com que seja difícil de observar, muito menos fixar, o número exato de cometas que contém. A quantidade de cometas que existem lá é inferida a partir da observação dos cometas que se acendem ao passar perto do sol. Mas, com base nesses dados, parece haver em torno de 400.000 milhões de cometas pairando além de Plutão. Em comparação, o modelo convencional prevê apenas 6.000 milhões. Isso é uma enorme discrepância, demasiado grande para ser explicada por erros nas estimativas.

Segundo os pesquisadores, só pode haver algo de errado com o modelo em si. O novo modelo diz que os cometas são resíduos da formação planetária do nosso próprio sistema solar e que nossos planetas, gravitacionalmente, os “chutaram” a enormes distâncias, povoando a Nuvem. Esse processo provavelmente ocorreu também em torno de outras estrelas, e cada uma deu origem à sua própria nuvem de detritos de cometa. Mas as estrelas podem não ter “segurado” suas nuvens de cometas iniciais. Como muitas outras estrelas, o sol nasceu de um agrupamento de estrelas que se desintegrou ao longo do tempo. Esses aglomerados, normalmente contendo entre dez e mil estrelas atoladas em um espaço minúsculo, têm um raio médio não muito diferente da atual Nuvem de Oort.

A proximidade das estrelas dentro desses grupos poderia ter permitido que elas “roubassem” os cometas incipientes das outras. Segundo os cientistas, uma estrela não precisa ser a maior para ser a ladra mais bem-sucedida. Se um cometa passou longe o suficiente da sua estrela-mãe e perto o suficiente do sol, por exemplo, a gravidade do sol poderia prendê-lo mesmo que a estrela fosse significativamente mais maciça. Os pesquisadores lembram que as órbitas dos cometas de longo período parecem apoiar a conclusão do novo modelo. Suas órbitas altamente oblongas os levam para longe nas profundezas do espaço.

 Então, eles não poderiam ter nascido em órbita ao redor do sol, eles tiveram que se formar perto de outras estrelas e, em seguida, serem “sequestrados” por aqui. Os cometas são geralmente considerados excelentes fotos dos primórdios do sistema solar, porque passam grande parte de suas vidas envoltos em gelo. Mas, se alguns desses cometas vêm de fora do nosso sistema solar, então eles podem falar algo sobre suas estrelas-mãe também. Os pesquisadores querem estudar as órbitas dos cometas e colocar a sua química no contexto de onde e em torno de quais estrelas eles se formaram.
Fonte: http://hypescience.com/
[MSN]

Hipérion de Saturno: Um Satélite com Crateras Estranhas

                                        Créditos: Cassini Imaging Team, SSI, JPL, ESA, NASA
O que localiza-se na base das estranhas crateras de Hipérion? Ninguém sabe ao certo. Para ajudar a responder a essa e outras perguntas, a sonda Cassini que está orbitando o sistema de Saturno varreu a lua que tem uma estranha textura de esponja em 2005 e em 2010 fez imagens com detalhes sem precedência. Uma imagem da passagem da sonda pelo satélite em 2005 é mostrada acima em cores falsas, e pode-se destacar nessa imagem um mundo com estranhas crateras e uma superfície estranha. As pequenas diferenças nas cores provavelmente mostram diferenças na composição da superfície. Na base da maior parte das crateras existe algum tipo de material escuro desconhecido. A observação da imagem mostra feições brilhantes indicando que o material escuro tem somente dez metros de espessura em alguns lugares. Hipérion tem aproximadamente 250 km de diâmetro, gira de forma caótica e tem uma densidade tão baixa que deve ter um vasto sistema de cavernas no seu interior.

Explosão solar é mistério para ciência

                        Telescópio solar instalado no Complexo Astronômico El Leoncito, en San Juan, Argentina
Apesar das explosões solares registradas pela Nasa (agência espacial norte-americana) neste mês, tudo indica que o Sol anda mais preguiçoso do que o "normal". As chamadas "tempestades solares", erupções na superfície do Sol que liberam alta carga de energia no espaço, costumam atingir seu pico a cada 11 anos.
Como o último ponto mais alto foi registrado em 2001, era esperado que o próximo ocorresse no ano que vem. "Mas isso está longe de acontecer", explica o físico solar Pierre Kaufmann, especialista em astrofísica solar. De acordo com ele, a atividade do Sol está bastante retardada. E ainda: as explosões recentes tiveram baixa intensidade, depois de quatro anos de "repouso" solar. "Pelo andar da carruagem, pode ser que o auge do ciclo atual do Sol aconteça só em 2016", diz o cientista. Outra possibilidade é que o ciclo solar se feche em 2012, mas com um pico menos intenso do que se imaginava. Durante um ciclo solar, surgem manchas na superfície do Sol. "Em volta dessas manchas há gás quentíssimo e ionizado [gás em que os átomos estão dissociados]. Então, ocorrem as explosões súbitas", explica Kaufmann. Esses fenômenos explosivos são na atmosfera da estrela, ou seja, saem da superfície para fora do Sol. As explosões solares alteram principalmente sistemas de transmissão de energia e telecomunicações na Terra. Isso começou a ser percebido no começo do século 20, quando cientistas notaram queda no sistema de comunicação de submarinos.

AQUI NA TERRA

São dois efeitos. O primeiro ocorre cerca de cinco minutos após as explosões (tempo para a radiação viajar 150 milhões de km até a Terra). O segundo é uma ejeção lenta de massa coronal solar (parte externa da estrela), que pode levar de dois a quatro dias para chegar aqui. "Algumas explosões solares enormes não têm impactos em correntes elétricas; outras, menores, têm. Estamos longe de entender esses impactos", diz Kaufmann. Sabe-se também que a quantidade de raios cósmicos que atingem a Terra diminui com a atividade solar. Isso porque o aumento de plasma (gases "ionizados" expulsos pelo Sol) desvia esses raios da atmosfera terrestre. Assim como os efeitos das explosões na Terra ainda não estão claros para os cientistas, o ciclo de 11 anos do Sol também é um mistério. Kaufmann está acostumado a acompanhar a atividade do Sol. Ele coordena o Craam (Centro de Rádio Astronomia e Astrofísica, da Universidade Presbiteriana Mackenzie) e é um dos principais nomes de um observatório instalado pela universidade nos andes argentinos. O Complexo Astronômico El Leoncito ("o leãozinho", em referência aos pumas da região andina) tem um acervo instrumental financiado por agências brasileiras em parceria com o governo argentino. A atividade solar é um dos temas de estudos.
Fonte: http://www.folha.uol.com.br/

Composição da Matéria Escura

Sejamos claros - não sabemos a natureza exata da matéria escura. Mas podemos analisar algumas possibilidades.

                                                           NASA/CXC/CfA/STScI/ESO
Essa imagem de um telescópio de raio X mostra que a matéria escura (em azul) forma a maior parte da massa dessa galáxia

Primeiro, a matéria escura poderia ser matéria comum, feita de prótons, nêutrons e elétrons. Essa matéria comum não emite nem absorve luz, mas mostra os efeitos gravitacionais. Veja a seguir algumas possibilidades.
•Anãs marrons - objetos grandes formados da mesma maneira que as estrelas, mas nunca acumularam gases e poeira suficientes para chegar à massa crítica e iniciar a fusão do hidrogênio (veja Como funcionam as estrelas, Como funciona o Sol). As anãs marrons têm cerca de 5% da massa do Sol, isto é, são geralmente maiores que um planeta, mas não tão grandes quanto uma estrela. Os astrônomos chamam essas "estrelas" e objetos semelhantes de Machos (Massive Compact Halo Objects - Objetos massivos compactos de halo). Os Machos podem ser detectados pelos efeitos de lentes gravitacionais. Os astrônomos acham que as anãs marrons não são numerosas o bastante para serem responsáveis pela matéria escura na galáxia.
•Anãs brancas - são os restos dos núcleos de estrelas pequenas e médias mortas (veja Como funcionam as estrelas). Embora existam muitas anãs brancas, elas não são suficientes para formar a matéria escura (deveria haver grande quantidade de hélio remanescente delas, mas isso não foi observado).
•Estrelas de nêutrons/buracos negros - são os últimos restos dos núcleos das grandes estrelas após as explosões de supernovas (veja Como funcionam as estrelas, Como funcionam os buracos negros). Embora tenham efeitos gravitacionais grandes e sejam invisíveis uma vez que não conseguem evitar que a luz escape (buracos negros), são muito raras para justificar a matéria escura.
Em segundo lugar, a matéria escura pode ser um tipo totalmente novo de matéria, ou matéria extraordinária. A matéria extraordinária consiste provavelmente em partículas subatômicas que interagem muito pouco com a matéria comum e foram chamadas de WIMPs (Weakly Interacting Massive Particles - Partículas de grande massivas francamente interagentes).
•Neutrinos - partículas subatômicas que se movem com velocidades próximas a da luz, mas possuem pouca massa. Essas partículas provavelmente formam pouca matéria escura dentro das galáxias, pois movimentam-se com tanta rapidez que conseguem escapar da força gravitacional da galáxia. Entretanto, podem constituir alguma matéria escura entre as galáxias. Por isso, duvida-se que elas formem muita matéria escura.
•Novas partículas subatômicas - poderia haver muitas dessas partículas propostas. Muitas originam-se da teoria da supersimetria, que dobra o número de partículas do modelo padrão (veja ­Como funcionam os aceleradores de partículas). Elas se movem com uma certa lentidão e são relativamente frias (isto é, não detectáveis pelos telescópios de infravermelho e raio X). Os físicos especialistas em partículas estão tentando encontrar evidências de que essas partículas teóricas expliquem a matéria escura.
•Neutralinos (neutrinos "massivos") - partículas hipotéticas semelhantes aos neutrinos, mas mais pesadas e lentas. Embora não tenham sido descobertas, são o principal candidato para a matéria escura extraordinária.
•Áxions - pequenas partículas neutras e de pouca massa (menos de um milionésimo da massa de um elétron)
•Fotino - semelhante aos fótons, mas com massa de 10 a 100 vezes maior que a de um próton. Os fotinos são neutros e interagem de forma fraca com a massa.
Os cientistas estimam que a matéria comum pode construir até 20% da matéria escura do universo.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...