1 de mar de 2011

Uma Imagem Que Representa Como Era o Nosso Sistema Solar Quando Cirança

Uma rara imagem infravermelha de uma estrela em desenvolvimento e seu jato foi feita pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA e nos mostra como o nosso Sistema Solar deve ter sido a bilhões de anos atrás. Na luz visível, essa estrela aparece circundada por regiões completamente escondidas na escuridão. As estrelas normalmente se formam por nuvens em rotação ou por envelopes de poeira e gás. À medida que o envelope fica plano e colapsa, jatos de gás são emitidos e um disco em forma de redemoinho com material que irá formar planetas se forma ao redor da estrela em construção. Eventualmente, o envelope e o disco desaparecem deixando a estrela recém nascida com um conjunto de planetas. Esse processo leva milhões de anos. A imagem do Spitzer mostra uma estrela em desenvolvimento semelhante ao Sol, chamada de L1157, que tem somente alguns milhares de anos de vida (só por comparação o nosso Sol tem 4.5 bilhões de anos). Por que esse jovem sistema só é visível na luz infravermelha? A resposta tem a ver com o fato de que as estrelas nascem nos cantos mais escuros e empoeirados do espaço, de onde muito pouca luz visível consegue escapar. Mas o calor, ou a energia infravermelha de um objeto pode ser detectada através da poeira. Na imagem infravermelha do Spitzer da L1157, a estrela mesmo está escondida, mas o seu envelope é visível por meio de sua silhueta, uma espessa barra escura. Enquanto o Spitzer pode espiar através dessa região empoeirada ele não pode penetrar no envelope. Dessa forma o envelope aparece escuro. A parte mais espessa do envelope pode ser vista como uma linha escura cruzando os jatos gigantes. Essa imagem da L1157 fornece a primeira clara imagem de um envelope estelar que está começando a ficar plano. A cor branca mostra as partes mais quentes do jatos, com temperaturas de aproximadamente 100 graus Celsius. A maior parte do material no jato, visto em laranja, tem uma temperatura aproximada de 0 graus. A névoa avermelhada ao redor de toda imagem é a poeira. Os pontos brancos são outras estrelas, em sua maioria no plano de fundo. A L1157 está localizada a 800 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Cepehus. Essa imagem foi feita pela Infrared Array Camera do Spitzer. A luz infravermelha de 8 mícron é colorida de vermelho, a de 4.5 mícron é colorida de verde e a luz infravermelha de 3.6 mícron é colorida de azul.

Nebulosa Missier 17 vista pelo VLT

                                                                Créditos:ESO/R. Chini
Os astrônomos usando dados do ESO Very Large Telescope (VLT), no Observatório de Paranal, no Chile, fez um compósito impressionante da nebulosa Messier 17, também conhecida como Nebulosa Omega ou da Nebulosa do Cisne. A imagem mostra como a pintura de vastas nuvens de gás e poeira iluminada pela intensa radiação de estrelas jovens. A imagem mostra uma região central de cerca de 15 anos-luz, embora a nebulosa inteira é ainda maior, cerca de 40 anos-luz, no total. Messier 17 está na constelação de Sagitário (o arqueiro), cerca de 6000 anos-luz da Terra. É um destino popular para os astrônomos amadores, que podem obter imagens de boa qualidade utilizando pequenos telescópios.
Estas observações  profundas do VLT  foram feitas em comprimentos de onda do infravermelho próximo, com o instrumento ISAAC. Os filtros utilizados foram J (1,25 mM, mostrado em azul), H (1,6 mM, mostrado em verde) e K (2,2 mM, mostrado em vermelho). No centro da imagem é um aglomerado de estrelas massivas jovens cuja intensa radiação faz com que o brilho de gás ao redor de hidrogênio. Para o canto inferior direito do aglomerado é uma enorme nuvem de gás molecular. Em comprimentos de onda visíveis, grãos de poeira na nuvem obscura nossa opinião, mas observando-se em luz infravermelha, o brilho do gás hidrogênio por trás da nuvem pode ser vista brilhando fracamente. Escondido na região, que tem uma aparência avermelhada escura, os astrônomos descobriram a silhueta opaca de um disco de gás e poeira. Embora seja pequeno nessa imagem, o disco tem um diâmetro de cerca de 20 000 UA, superando o nosso Sistema Solar (1 UA é a distância entre a Terra eo Sol). Acredita-se que este disco é rotativo e alimentação do material em uma proto-estrela central - um estágio inicial na formação de uma nova estrela.

O que poderiam ser restos mortais de duas estrelas, estão orbitando próximo do centro de um buraco negro

Bolhas super aquecidas de Matéria, cada um tendo o tamanho do Sol, são vistas orbitando perto da "Goela" de hum buraco negro supermassivo, em ilustração feita pela Nasa
Bolhas super aquecidas de Matéria (os pontos rosa e amarelo na imagem), cada um tendo o tamanho do Sol, são vistas orbitando perto da "Goela" de hum buraco negro supermassivo, nesta Ilustração da NASA sobre o buraco e seu disco em torno das bolas de matéria vistas. Os cientistas acreditam que todos os grandes buracos negros supermassivos se fazem presentes nos centros de suas galáxias. Os buracos negros que estão ativamente consumindo matéria, tal como este, são conhecidos por terem núcleos galácticos muito ativos. Tem sido muito difícil afirmar o tamanho destes buracos negros, porque estão sempre cercados por brilhantes círculos de matéria infantes e super aquecidas, que próximo do horizonte de eventos do buraco negro vêem a sua iminente queda para dentro dele. Segundo um novo estudo publicado esta semana na revista Nature, os centros de 37 buracos negros conhecido estão perdendo massa ou são menores do que se pensava, isto com base em novas medições de velocidade e de Rotação da Matéria em sua Órbita.
Comentando:
Algo que faltou neste artigo da National Geographic, estas duas bolhas de matéria orbitando bem próximo da boca do buraco negro, podem ser possivelmente o que restou de duas estrelas que foram desfragmentadas pelo super efeito gravitacional do buraco negro. A medida que as estrelas ganhariam hipervelocidade ao se aproximar do horizonte de eventos a mesma força gravitacional também a esmagaria por assim dizer, reduzindo uma esfera de plasma em bolhas e não mais reconhecíveis como estrelas.

A Classificação das Crateras da Lua

Crateras de impacto afetam toda a superfície da Lua, desde micro cavidades até gigantescas bacias de impactos. As crateras lunares também possuem uma grande variedade de morfologias. Geralmente o tamanho e a morfologia da cratera depende do tamanho e da velocidade com a qual o bólido que a gerou atingiu a superfície lunar.

Leia a postagem completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=8934
Créditos: Ciência e Tecnologia

VISTA - Infravermelho de um berçário estelar em Monoceros

Esta dramática imagem de infravermelho mostra nas proximidades de formação de estrelas R2 Monoceros região, localizada cerca de 2.700 anos-luz de distância na constelação de Monoceros (o Unicórnio). A imagem foi criada a partir de exposições nas bandas do infravermelho próximo Y, J e Ks tiradas pelo telescópio pesquisa VISTA na ESO no Observatório de Paranal. R2 Monoceros é uma associação de grandes estrelas quentes e jovens iluminando uma bela coleção de nebulosas de reflexão, embutido em uma grande nuvem molecular.

Imagem de Nebulosa "bolha de sabão"

O Observatório Óptico Nacional de Astronomia (Noao, na sigla em inglês) dos Estados Unidos publicou em seu site a imagem de uma nebulosa planetária semelhante a uma "bolha de sabão". Batizada oficialmente em julho de 2009, de PN G75.5+1.7, a formação de gás e poeira se localiza na constelação de Cygnus (Cisne), a cerca de 11 anos-luz da Terra, próxima à nebulosa Crescente (NGC 6888).

Nebulosa planetária PN G75.5 1.7 se localiza na constelação de Cygnus (Cisne), que está a 11 anos-luz da Terra

Segundo o Noao, a simetria esférica da "bolha" é notável e se parece muito com a também nebulosa planetária conhecida como Abell 39, localizada a 7 mil anos-luz da Terra. O observatório informou que a "bolhão de sabão" foi registrada pela primeira vez em julho de 2008 pelos pesquisadores Keith Quattrocchi e Mel Helm. A imagem atual foi obtida pela lente do telescópio Kitt Peak Mayall, no Arizona. As nebulosas planetárias são constituídas por gases e plasma e se formam a partir de estrelas que estão no período final de vida. O fenômeno funciona como os resquícios da morte de uma estrela: na fase final, dependendo da massa, pode lançar ao espaço as camadas externas da estrela.

Detecção da matéria escura

                                                       NASA/Foto cedida por Ned Wright
                                                                                Nossa galáxia, a Via Láctea
O problema da matéria escura surgiu quando os astrônomos começaram a estudar as galáxias, como a nossa Via Láctea. Se olharmos a estrutura da galáxia como apareceria do lado de fora, a maioria das 100 bilhões de estrelas ou mais da Via Láctea estaria situada no disco galáctico. A maioria das estrelas está concentrada próxima do centro do disco, ao redor do núcleo e do bojo galáctico. Acima e abaixo do plano do disco estão algumas centenas de aglomerados globulares espalhados e uma grande região redonda e pouco luminosa chamada de halo. Ao estudarem a Via Láctea, os astrônomos queriam medir as massas e suas distribuições dentro da galáxia e dos agrupamentos de estrelas. Mas você simplesmente não consegue pesar algo do tamanho de uma galáxia - você precisa encontrar sua massa por outros métodos. Um deles é medir a intensidade da luz, ou a luminosidade. A luminosidade está relacionada à massa de uma estrela (quanto mais luminosa, mais massa - veja Como funcionam as estrelas). A partir das medidas da luminosidade, sabemos que há cerca de 15 bilhões de luminosidades solares (equivalentes em massas solares) entre a órbita do sol e o centro da Via Láctea. Outro caminho para medir a massa galáctica é pela rotação do disco galáctico. Imagine que a galáxia está girando, como um CD ou um carrossel, e que você está olhando para ela da beirada. Dentro da galáxia, as estrelas estão a diferentes distâncias do centro. Algumas dessas estrelas estão se distanciando de nós, enquanto outras, aproximando-se. Podemos estimar a direção e a velocidade com que as estrelas estão se movendo, para isso medimos a luz que sai delas usando o efeito Doppler. Podemos colocar em um gráfico a velocidade das estrelas a diferentes distâncias do centro da galáxia para obter a curva de rotação galáctica.  A curva da rotação mostra a distribuição da massa dentro da galáxia. Se a galáxia for como nosso Sistema Solar, em que a massa concentra-se no centro, a força da gravidade será maior próximo ao centro (a força da gravidade diminui com a distância). Por esse motivo, os objetos próximos ao centro orbitam com mais rapidez do que os que estão mais distantes, semelhante a um patinador de gelo, que gira mais rápido quando seus braços estão encolhidos ou próximos do seu centro. Dessa forma, esperaríamos que as estrelas próximas ao centro galáctico tivessem velocidades de rotação (velocidades angulares) maiores do que as mais distantes, e que a curva de rotação galáctica diminuísse exponencialmente como uma função da distância.

Efeito Doppler

Assim como o som alto de uma sirene de caminhão de bombeiros, que vai diminuindo à medida que o caminhão se distancia, o movimento das estrelas afeta os comprimentos de onda da luz que recebemos delas. Esse fenômeno é chamado de efeito Doppler. Podemos calcular o efeito Doppler medindo as linhas no espectro de uma estrela e as comparando ao espectro de uma lâmpada padrão. A quantidade do deslocamento Doppler nos diz a velocidade com que a estrela está se movendo em relação a nós. Além disso, a direção do deslocamento Doppler pode informar a direção do movimento da estrela. Se o espectro de uma estrela mudou para a extremidade azul, a estrela está se aproximando de nós; se mudou para a extremidade vermelha, então a estrela está se distanciando.

Meteorito revela um dos segredos da vida

                                                  [Imagem: NASA/Mary Pat Hrybyk-Keith]

Vida canhota

Panspermia é o nome da hipótese segundo a qual os elementos básicos da vida poderiam ter surgido em qualquer parte do Universo, chegando até a Terra a bordo de meteoritos. Ainda faltam evidências razoáveis para que essa hipótese possa ser promovida a teoria mas, ao analisar a poeira de alguns meteoritos, cientistas da NASA descobriram algo que, se não explica a origem da vida, pode ajudar a compreender um dos elementos fundamentais de sua organização molecular. "Nós encontramos um maior embasamento para a ideia de que as moléculas biológicas, como os aminoácidos, criados no espaço e trazidos para a Terra em meteoritos ajudam a explicar porque a vida é canhota," diz o Dr. Daniel Glavin.

Aminoácidos canhotos

Todas as formas de vida que conhecemos utilizam somente versões canhotas dos aminoácidos para elaborar as proteínas - da mesma forma que as letras do alfabeto podem ser arranjadas de inúmeras formas para criar as palavras, cerca de 20 aminoácidos são combinados para criar milhões de diferentes proteínas. Os aminoácidos podem ser criados em dois formatos diferentes, um dos quais é o espelho do outro. Uma dessas formas é virada para a direita e a outra para a esquerda - daí a referência aos aminoácidos canhotos.
A vida funciona muito bem com os aminoácidos canhotos, mas não mostra nenhuma predileção pelos aminoácidos destros e menos ainda por qualquer espécie de mistura entre os dois tipos.

Como a vida decidiu?

O mistério que resta a ser desvendado, então, é: como ou por que a vida decidiu usar os aminoácidos canhotos e não os destros? Depois de estudar dezenas de amostras de meteoritos ricos em carbono - conhecidos como condritos carbonáceos - em busca de um aminoácido chamado isovalina, os pesquisadores descobriram que essas pedras do espaço também têm mais aminoácidos canhotos do que destros. "A descoberta de mais isovalina canhota em uma grande variedade de meteoritos dá suporte à teoria de que os aminoácidos trazidos do espaço para a Terra primordial por asteróides e cometas contribuíram para a origem da vida baseada apenas em proteínas à base de aminoácidos canhotos," diz o Dr. Glavin.

Participação da água

Os pesquisadores descobriram também que os meteoritos com maior quantidade de água têm maior quantidade do aminoácido canhoto. "Isto nos dá uma pista de que a criação de aminoácidos canhotos em maior quantidade tem algo a ver com a alteração pela água. Como há muitas formas de produzir aminoácidos canhotos, esta descoberta estreita consideravelmente o campo de busca," diz Jason Dworkin, coautor da pesquisa.

Vida extraterrestre no Sistema Solar

Se a preferência da vida por estruturas canhotas originou-se no espaço, isto torna a busca por vida extraterrestre em nosso Sistema Solar um pouco mais difícil, porque torna-se mais complicado saber se a vida eventualmente encontrada é realmente extraterrestre ou é produto de alguma contaminação levada pelos próprios instrumentos de pesquisa. "Se nós encontrarmos vida baseada em aminoácidos destros, teremos a certeza que não ela é da Terra. No entanto, se o viés em direção aos aminoácidos canhotos originou-se no espaço, é provável que ela se estenda por todo o Sistema Solar, de forma que qualquer vida que viermos a encontrar em Marte, por exemplo, também será canhota." "Por outro lado, se existe um mecanismo para escolher a tendência à esquerda antes que a vida emerja, isto é um problema a menos que a química prebiótica tem de resolver antes de fazer a vida. Se ele foi resolvido para a Terra, ele provavelmente foi resolvido para os outros lugares em nosso Sistema Solar onde a receita para a vida poderia existir, como abaixo a superfície de Marte, ou em prováveis oceanos sob a crosta gelada de Europa e Encelado, ou em Titã. "
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Meteoritos podem ter semeado vida na Terra

A vida na Terra teve origem fora dela? Esta é uma hipótese cada vez mais em voga, chamada panspermia. Agora, um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos descobriu indícios da emissão de nitrogênio por um meteorito primitivo. O nitrogênio é elemento químico fundamental para a vida, encontrado em todos os organismos terrestres.
Microfotografia do material orgânico insolúvel encontrado no meteorito.[Imagem: Pizzarello et al./Pnas]

Nitrogênio extraterrestre

Sandra Pizzarello e seus colegas da Universidade do Estado do Arizona analisaram um meteorito que contém carbono e que foi encontrado na Antártica. Para determinar a composição molecular de compostos insolúveis encontrados no meteorito, o grupo coletou amostras que foram tratadas com água em altas temperatura e pressão. A massa dos componentes resultantes foi analisada e os cientistas verificaram que a água no entorno emitia amônia (NH4) - um precursor importante para moléculas biológicas complexas, como aminoácidos e DNA. Os pesquisadores analisaram os átomos de nitrogênio na amônia e determinaram que os isótopos atômicos não se encaixavam com os encontrados atualmente na Terra, descartando a possibilidade de que a amônia pudesse ter sido resultado de contaminação durante o experimento.

Origem da vida na Terra

Estudos têm tentado sem sucesso identificar a origem da amônia responsável por desencadear a formação das primeiras biomoléculas na Terra. A nova pesquisa sugere que os meteoritos, que carregam com eles registros da química nos primórdios do Sistema Solar, podem ter semeado a Terra com os precursores moleculares da vida.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php

Descoberto proto-aglomerado de galáxias

                                         © Subaru (área do proto-aglomerado de galáxias 4C 23.56)
Uma equipe internacional de pesquisadores liderada por Ichi Tanaka a partir do Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ) descobriu um aglomerado de galáxias, passando por uma explosão de formação de estrelas, que pode conter a chave para entender como as galáxias se formaram no Universo primordial.O aglomerado está localizado próximo à constelação Vulpecula e está a 11 bilhões de anos-luz de distância (redshift z = 2,5), 2,7 bilhões de anos após o nascimento do Universo, quando ele ainda estava em sua infância. Essas galáxias recém-nascidas pode ser um proto-aglomerado, um antepassado dos atuais aglomerados de galáxias, elas ainda parecem estar crescendo para adquirir o tamanho total de uma galáxia. A descoberta é produto de observações feitas em 2007 com o Multi-Object Infrared Camera and Spectrograph (MOIRCS) com o telescópio Subaru e observações posteriores com o telescópio Spitzer. Analisando os dados de emissão infravermelha do telescópio Subaru, com dados de emissão no infravermelho médio do telescópio Spitzer, a equipe de pesquisa foi capaz de identificar objetos brilhantes no infravermelho como membros de um grupo primordial. Essa conquista mostra como o feedback entre os dados arquivados, a tecnologia e a colaboração podem produzir avanços contínuos no nosso conhecimento do Universo.

© NAOJ (grupo de galáxias com emissão em H-alfa e Ks)

Embora telescópios atuais possam capturar imagens fracas de galáxias antigas, os cientistas precisam de mais provas para confirmar e identificar a natureza dos objetos nessas imagens. A taxa de formação estelar (SFR - Star Formation Rate) é um dos critérios fundamentais que os astrônomos procuram estabelecer na sua busca por galáxias antigas, porque a SFR tende a ser bastante elevada durante a formação das galáxias. Análises espectroscópicas das assinaturas de luz de um objeto podem fornecer uma estimativa da SFR. As linhas de emissão H-alfa possuem uma das mais populares assinatura que os astrônomos utilizam para aproximar a SFR; eles medem o hidrogênio ionizado na parte (óptica) visível do espectro. A descoberta surpreendeu até os pesquisadores. Essas galáxias primordiais apresentam uma taxa de formação de estrelas muito elevada, correspondendo à criação de cerca de várias centenas de sóis por ano. Essa alta taxa de formação de estrelas não ocorre em nenhuma galáxia próxima, nem mesmo na Via Láctea. Além disso, o número de fontes de infravermelho médio, aparentemente, excede o montante que pode ser atribuído aos objetos visíveis na emissão H-alfa. Isto indica que poderia haver mais galáxias envolvidas em poeira com formação estelar, invisíveis como as emissões de H-alfa mas detectáveis no infravermelho médio.

© Spitzer (proto-aglomerado de galáxias)

Embora os aglomerados de galáxias no Universo formem redes grandes e complexas, há somente uma porção de proto-aglomerados conhecidos por pertencer à era “Rosetta Stone” (Pedra de Roseta).
A equipe de pesquisa pretende ampliar seus esforços para localizar e decodificar mais galáxias desta época, usando o telescópio Subaru e o Atacama Large Millimeter Array (ALMA).


Créditos: Astro News
National Astronomical Observatory of Japan


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