9 de mar de 2011

Titã, Anéis e Saturno, Registrados Pela Sonda Cassini

                                                              Crédito: Cassini Imaging Team, ISS, ESA, JPL, da Nasa
Qual a espessura dos anéis de Saturno? Medidas de brilho feitas de diferentes ângulos têm mostrado que os anéis de Saturno têm aproximadamente um quilômetro de espessura, fazendo deles muitas vezes mais fino, em proporção relativa, do que uma lâmina. Essa fineza as vezes aparece de forma dramática durante uma imagem feita próximo do plano dos anéis. A sonda robô Cassini da NASA agora orbitando Saturno, capturou outra imagem que mostra em destaque como os anéis de Saturno são realmente finos relativamente. A imagem acima, foi feita no meio do mês de Janeiro de 2011 em luz infravermelha polarizada. Titã flutua um pouco acima do plano dos anéis. Olhando atenciosamente a imagem é possível ver a lua Encélado, que aparece menor na direita. A sonda Cassini, primeira missão feita pelo homem para estudar exclusivamente Saturno, tem suas operações planejadas para durar até 2017.

Cassini descobre que Encelado é um verdadeiro poço de energia

De acordo com uma análise de dados recolhidos pela sonda Cassini da NASA, a libertação de calor da região polar do sul da lua de Saturno, Encelado, é muito maior do que se pensava ser possível. O estudo foi publicado na edição de 4 de Março do Journal of Geophysical Research. Os dados do terreno polar sul de Encelado, obtidos pelo espectrómetro infravermelho da Cassini, marcado por fissuras lineares, indicam que a energia gerada pelo calor interno ronda os 15,8 gigawatts, aproximadamente 2,6 vezes a energia de todas as fontes termais no parque americano de Yellowstone, ou comparável a 20 centrais termoeléctricas. Isto é mais do que uma ordem de magnitude acima do que os cientistas tinham previsto, segundo Carly Howett, o autor principal do estudo, investigador pós-doutorado no Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, Colorado, EUA, e membro da equipa científica do espectrómetro infravermelho.

Esta imagem, usando dados obtidos pela sonda Cassini, mostra como o terreno polar sul da lua de Saturno, Encelado, emite muito mais energia que os cientistas anteriormente pensavam. Crédito: NASA/JPL/SWRI/SSI

"O mecanismo capaz de produzir a muito maior energia interna observada permanece um mistério e desafia os modelos actualmente propostos da produção energética a longo-termo," afirma Howett. Sabe-se desde 2005 que o terreno polar sul de Encelado é geologicamente activo e que a actividade centra-se em quatro trincheiras lineares e paralelas, com 130 km de comprimento e cerca de 2 km de largura, informalmente conhecidas como "listas de tigre." A Cassini também descobriu que estas fissuras ejectam continuamente grandes plumas de partículas geladas e vapor de água para o espaço. Estas trincheiras têm temperaturas elevadas devido à libertação de calor desde o interior de Encelado. Um estudo de 2007 previu que o aquecimento interno de Encelado, principalmente se gerado pelas forças de marés que nascem da ressonância orbital entre Encelado e outra lua de Saturno, Dione, não pode ser maior que 1,1 gigawatts em média a longo termo. O aquecimento da radioactividade natural no interior de Encelado acrescenta outros 0,3 gigawatts. A análise mais recente, que também envolveu os membros da equipa do espectrómetro infravermelho, John Spence do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, e John Pearl e Marcia Segura do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, usa observações obtidas em 2008, que cobrem a totalidade do terreno polar sul. Restringiram as temperaturas superficiais de Encelado para determinar a surpreendentemente alta libertação energética da região. Uma possível explicação para o alto fluxo energético observado relata que a relação orbital de Encelado com Saturno e Dione muda com o tempo, permitindo períodos de aquecimento de marés mais intensos, separados por períodos mais tranquilos. Isto significa que a Cassini teve sorte em observar Encelado quando estava invulgarmente activa. Howett realçou que a nova e mais alta determinação do fluxo energético torna ainda mais provável a existência de água líquida por baixo da superfície de Encelado. Recentemente, cientistas que estudavam as partículas geladas expelidas pelas plumas descobriram que algumas destas eram ricas em sal, provavelmente gotículas geladas de um oceano de água salgada em contacto com o núcleo rochoso de Encelado, rico em minerais. A presença de um oceano subsuperficial, ou talvez de um mar polar sul entre a concha gelada exterior da lua e o seu interior rochoso, aumenta a eficiência do aquecimento pelos efeitos de marés ao permitir maiores distorções no seu invólucro de gelo. A possibilidade de água líquida, uma fonte energética de marés e a observação de químicos orgânicos (ricos em carbono) na pluma de Encelado tornam este satélite num local de forte interesse astrobiológico," conclui Howett.

Quarteto de Robert

                                                 O Quarteto de Robert, fotografado pelo HST
O Quarteto de Robert é um grupo de galáxias cerca de 160 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Phoenix. Trata-se de uma família de quatro diferentes galáxias no processo de colisão e fusão. Os seus membros são NGC 87, NGC 88, NGC 89 e NGC 92, descobertas por John Herschel, nos anos 1830. O quarteto é um dos mais belos exemplos de grupos compactos de galáxias. Porque esses grupos contêm quatro a oito galáxias em uma região muito pequena, eles são excelentes laboratórios para o estudo da galáxia interações e seus efeitos, em especial, sobre a formação de estrelas. O quarteto tem um total de quase 13 de magnitude aparente. O mais brilhante membro do grupo tem uma magnitude de cerca de 14. Sobre o céu, as quatro galáxias estão todas dentro de um círculo de raio de 1,6 arco de minuto, o que corresponde a cerca de 75000 anos-luz. Ele foi nomeado por Halton Arp e Barry F. Madore, que compilou um Catálogo de Galáxias e Associações Peculiares Austrais, em 1987.

Hubble Ultra Deep Field

Esta é a imagem de alta resolução do HUDFque inclui galáxias de vários idades, tamanhos, tipos e cores. As pequenas galáxias avermelhadas, aproximadamente 100, são umas das mais distantes galáxias vistas por um telescópio óptico. Essas galáxias estão a 13 bilhões de anos luz da Terra, então essa foto está mostrando como as galáxias estavam a 13 bilhões de anos atrás.
O Hubble Ultra Deep Field (Tradução: Campo super profundo), ou HUDF, é uma imagem de uma pequena região do espaço, na constelação de Fornax, composta por dados do Telescópio Espacial Hubble no período de 3 de setembro de 2003 a 16 de janeiro de 2004. É a imagem mais profunda do universo tirada em luz visível, vendo o passado mais de 13 bilhões de anos atrás (cerca de 400-800 milhões de anos após o Big Bang). Na imagem do HUDF, estima-se que haja 10.000 galáxias. A pequena região do céu em que as galáxias residem (pelo menos um décimo do diâmetro da Lua vista da Terra) foi escolhida porque há uma baixa densidade de estrelas brilhantes na região próxima. Embora a maioria dos pontos visíveis na imagem do Hubble também possam ser vistas por ondas de comprimento infra-vermelho por telescópios em terra, o Hubble é o único instrumento que pode fazer observações desses alvos distantes com comprimentos de onda da luz visível. Localizado no sudoeste de Orion, no hemisfério sul, na constelação de Fornax, com uma ascensão reta de 3h 32m 40.0s e uma declinação -27° 47' 29" (J2000), a imagem cobre uma área de 36.7 arco-minutos quadrados. Isto é menor que um quadrado de papel de 1 mm2 situado a um metro de distância, e igual a 0,000013 (treze milionésimos) da área total do céu. A imagem está orientada de modo que o canto esquerdo superior são pontos propícios ao norte (46.4°) na esfera celeste.  A estrela perto do centro da imagem do campo é USNO-A.20 0600-01400432 com magnitude aparente de 18.95. No total, para montar a imagem, foram necessárias 800 exposições, tomadas ao longo do trajeto de 400 voltas da órbita do Hubble, ao redor da Terra. O tempo total de exposição foi de 11.3 dias para o ACS e 4.5 dias para o NICMOS. De acordo com a teoria do Big Bang, o universo tem uma idade finita, assim nós podemos exceto muito distante (e aqui muito jovem) e podem-se ver diferentes galáxias do que vemos hoje. Isto é, de fato, vendo no HUDF, embora alguns discutam que as diferenças estão particularmente em um resultado não usual do comprimento de usado pelo HUDF (correspondendo do luz ultravioleta até o resto da estrutura das mais distantes galáxias). O Hubble Ultra Deep Field também mostra muitas evidências de formação e fusão de galáxias em locais de estudos, com exceção, é claro, do universo.

O Enxame de Galáxias Mais Distante e Evoluído

     Esta imagem é um composta de exposições muito longas tiradas com ESO Very Large Telescope no Chile e no telescópio Subaru.Créditos: ESO/NOAJ/Subaru/R. Gobat
Os astrónomos utilizaram um arsenal de telescópios, tanto no solo como no espaço, incluindo o Very Large Telescope instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, para descobrir e medir a distância ao enxame de galáxias mais distante mas mais evoluído encontrado até agora. Embora este enxame se observe quando o Universo tinha menos de um quarto da sua idade atual, o objeto assemelha-me de forma surpreendente aos enxames de galáxias do Universo atual. “Medimos a distância ao enxame de galáxias mais distante mas mais evoluído alguma vez encontrado”, diz Raphael Gobat (CEA, Paris), autor principal do estudo que utilizou as observações do VLT do ESO. “O surpreendente é que quando o observamos mais detalhadamente, este enxame de galáxias não parece ser jovem - muitas das galáxias já evoluíram e não parecem ser galáxias com formação estelar intensa como as que se observam tipicamente no Universo primitivo.” Os enxames de galáxias são as maiores estruturas do Universo que se mantêm coesas devido à força da gravidade. Os astrónomos pensam que estes enxames crescem ao longo do tempo e por isso os enxames de maior massa deverão ser raros no Universo primitivo. Embora enxames mais distantes tenham sido observados, todos eles parecem ser objetos jovens em processo de formação e não sistemas já evoluídos.
Esta imagem da Câmera de Infravermelho Próximo e Espectrômetro Multi-Objeto (NICMOS) a bordo da NASA / ESA Hubble Space Telescope mostra J1449 CL 0856, o conjunto mais maduro de galáxias distantes encontrado. A imagem foi tirada em luz infravermelha, com dados de cor adicionada a partir do ESO Very Large Telescope e Subaru do Naoj Telescope.

 A equipe internacional de astrónomos utilizou os instrumentos VIMOS e FORS2 montados no Very Large Telescope do ESO (VLT) para medir as distâncias a algumas das manchas pertencentes a um curioso agrupamento de objetos vermelhos muito ténues observado inicialmente com o telescópio espacial Spitzer. Este agrupamento, chamado CL J1449+0856 apresentava todos os indícios de se tratar dum enxame de galáxias remoto. Os resultados mostraram que estamos efetivamente a observar um enxame de galáxias tal como era quando o Universo tinha cerca de três mil milhões de anos - menos de um quarto da sua idade atual. Uma vez determinada a distância a este objeto raro, a equipa observou cuidadosamente as galáxias componentes, utilizando tanto o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA como telescópios no solo, incluindo o VLT. Foram encontradas evidências que sugerem que a maioria das galáxias do enxame não estão a formar estrelas, mas são compostas por estrelas que têm já mil milhões de anos de idade, o que faz deste enxame um objeto evoluído, semelhante em massa ao Enxame da Virgem, o enxame de galáxias rico mais próximo da Via Láctea. Outra evidência que mostra que este é um enxame evoluído chega-nos de observações de raios X feitas com o observatório espacial da ESA XMM-Newton. O enxame emite raios X que devem estar a vir de uma nuvem muito quente de gás ténue que enche o espaço entre as galáxias e está concentrada na direção do centro do enxame. Este é outro sinal dum enxame de galáxias evoluído, que se mantem firmemente coeso pela sua própria gravidade, o que não acontece com enxames muito jovens que ainda não tiveram tempo de prender o gás quente deste modo. Como Gobar conclui: “Estes novos resultados apoiam a ideia de que enxames evoluídos existiam quando o Universo tinha menos de um quarto da sua idade atual. Segundo as teorias atuais, tais enxames devem ser muito raros e nós tivemos muita sorte em encontrar um. Mas se observações futuras mostrarem que existem muitos mais, então isso querer dizer que precisaremos de rever o nosso conhecimento sobre o Universo primitivo.”
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1108/

NASA contesta pesquisa sobre fósseis extraterrestres em meteorito


Sem apoio

A NASA manifestou-se em relação à alegação de um de seus cientistas de ter encontrado indícios de vida bacteriana extraterrestre em um meteorito. A manifestação da NASA não veio na forma de um comunicado à imprensa, como usual, mas de um curto texto no site SpaceRef. Veja a íntegra do comunicado ao final desta reportagem, negando qualquer endosso da agência espacial ao trabalho do até então Dr. Richard B. Hoover - no blog NASA Watch, a agência nega que o pesquisador tenha um título de doutor, embora vários de seus comunicados anteriores refiram-se a ele com o título de "Dr".

Opiniões ponderadas

Foram publicadas também as primeiras manifestações de cientistas especialistas na área, comentando o artigo publicado por Hoover. Há duas linhas principais de dúvidas em relação às alegações do pesquisador da NASA. A primeira é que o meteorito pode ter sido contaminado na Terra, uma vez que o Orgeuil caiu na França em 1864 e vem sendo manipulado desde então. A segunda é que as estruturas observadas podem não ser fósseis, mas simplesmente cristalizações minerais. Ambas as dúvidas, dizem os pesquisadores, só poderiam ser tiradas com mais informações e estudos do mesmo meteorito por outros especialistas.
"O problema para Hoover é que não importa quantos artigos ele escreva sobre esse assunto, as pessoas só vão começar a aceitar as descobertas quando elas forem replicadas por outros," afirmou Ian Wright, da Open University, em entrevista à revista Nature.
Iain Gilmour, da mesma Open University, afirma que há evidências de contaminação em um outro meteorito condrito carbônico, o Murchison, que caiu na Austrália em 1969 - são conhecidos apenas nove meteoritos condritos carbônicos.

Sem sujeira

O maior número de especialistas foi ouvido pela revista britânica New Scientist, que dedica um longo artigo intitulado "Alegação de vida alienígena provoca guerra de lama". Mas a reportagem não suja as mãos, preferindo listar uma série de especialistas que contestam o artigo em bases puramente científicas: a maioria afirmando que é mais provável que as estruturas fotografadas por Hoover sejam minerais, e não fósseis.
"Os cientistas estão agora debatendo se há evidência suficiente para aceitar que as estruturas filamentosas dentro dos meteoritos são, como alega Hoover, organismos biológicos do espaço exterior, se elas são na realidade bactérias terrestres que entraram lá depois que os meteoritos caíram na Terra ou  se nada mais são do que estruturas minerais que ocorrem naturalmente e que, para os olhos de um pesquisador ansioso, podem muito bem se parecer com bactérias. Até agora, o consenso é que a última dessas três possibilidades adere mais prontamente ao princípio da Navalha de Occam," afirma a revista. O princípio da Navalha de Occam propõe que, se há mais de uma explicação para um fenômeno, a mais simples será provavelmente a correta: "Se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações de um fenômeno, a mais simples é a melhor".

Reputações

A reportagem da Nature também vem em defesa da publicação, afirmando que "o Journal of Cosmology não é uma publicação ordinária" e destaca o peso científico dos seus editores. Já a Sociedade Internacional de Óptica e Fotônica - SPIE, saiu em defesa de Richard B. Hoover, cujas credenciais estão sendo questionadas. A sociedade destaca a importância do cientista e os vários artigos científicos já publicados por ele. Hoover foi presidente da Sociedade em 2002 e condecorado em 2009.

Comunicado da NASA

A seguir, o comunicado divulgado em nome da NASA, publicado no site SpaceRef.
A NASA é uma agência científica e técnica comprometida com uma cultura de abertura com a mídia e com o público. Embora valorizemos a livre troca de ideias, dados e informações, como parte da investigação científica e técnica, a NASA não pode estar por trás ou apoiar uma afirmação científica a menos que ela tenha sido revisada por pares ou examinada por outros especialistas qualificados. Este artigo foi submetido em 2007 para o "International Journal of Astrobiology". Contudo, o processo de revisão pelos pares não foi completado para essa submissão. A NASA também não tinha conhecimento do recente envio do artigo para o "Journal of Cosmology" ou da sua subsequente publicação.

Questões adicionais devem ser endereçadas ao autor do artigo.
O texto é assinado pelo Dr. Paul Hertz, cientista chefe do NASA's Science Mission Directorate, em Washington.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nasa-contesta-fosseis-extraterrestres-meteorito&id=010175110308&ebol=sim

Apontando Um Dedo Numa Região de Formação de Estrelas

O Wide-field Infrared Survey Explorer, ou WISE da NASA, capturou essa imagem de uma nuvem de formação de estrelas de gás e poeira localizada na constelação de Monoceros. A nebulosa, normalmente referida como Sh2-284, é relativamente isolada na parte final de um braço espiral externo da Via Láctea. No céu noturno ela está localizada na direção oposta ao centro da Via Láctea. Talvez, as feições mais interessantes na Sh2-284 são aquelas que os astrônomos chamam de Trombas de Elefantes. As Trombas de Elefantes, são na verdade, monstruosos pilares de gás e poeira densos. O mais famoso exemplar desse tipo de pilar são os Pilares da Criação encontrados em uma imagem da Nebulosa da Águia, feita pelo Telescópio Espacial Hubble. Nessa imagem do WISE, as trombas são vistas como pequenas colunas de gás se esticando na direção do centro do vazio na Sh2-284, como se fossem longos dedos esverdeados com as unhas pintadas em amarelo. A mais notável tromba pode ser vista no lado direito. Ela parece como se fosse uma mão fechada com um dedo apontando na direção do centro do vazio. Essa tromba de elefante tem aproximadamente 7 anos-luz de comprimento. Nas profundezas da Sh2-284 reside um aglomerado aberto de estrelas, chamado de Dolidze 25, que está emitindo vasta quantidade de radiação em todas as direções juntamente com ventos estelares. Esses ventos estelares e a radiação estão limpando uma caverna dentro do gás e da poeira ao redor, criando o vazio visto no centro da imagem. A brilhante parede verde ao redor da caverna mostra o quanto de gás foi erodido. Contudo, algumas seções da nuvem de gás original eram muito mais densas que outras e elas foram então capazes de resistir ao poder erosivo da radiação e dos ventos estelares. Esses pedaços de gás denso protege o gás mais leve dos ventos deixando para trás as trombas de elefante. Esses pilares podem também ser pensados como estalagmites que surgem nas paredes de cavernas. A Nebulosa Sh2-284 é classificada como uma região HII, da mesma maneira que a LBN 114.55+00.22 mostrada na imagem abaixo. As regiões HII andam lado a lado de regiões de formação de estrelas e isso realmente acontece no aglomerado central Dolidze 25 recentemente formado. Essas estrelas são jovens, quentes, e brilhantes e possuem idades variando entre 1.5 e 13 milhões de anos – ou seja estão na infância para padrões astronômicos, só por comparação o Sol tem uma idade de 4.6 bilhões de anos. As cores usadas nessa imagem representam comprimentos de onda específicos da luz infravermelha. Azul e ciano (azul esverdeado) representa a luz emitida nos comprimentos de onda de 3.4 e 4.6 mícron, que são predominantemente emitida pelas estrelas. Verde e vermelho representam a luz de 12 e 22 mícron, respectivamente, que é na sua maioria emitida pela poeira.

O legado tóxico de uma estrela que está morrendo

O estranho e irregular maço de jatos e nuvens nessa curiosa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das Agências NASA e ESA, é o resultado de uma explosão de atividade tardia na vida de uma estrela. À medida que seu núcleo consome o combustível nuclear, as camadas externas instáveis da estrela expelem uma combinação tóxica de gases que inclui monóxido de carbono e cianeto de hidrogênio. A Nebulosa de Westbrook – também conhecida como PK16-06, CRL 618 e AFGL 618 – é uma nebulosa protoplanetária, uma nuvem de gás opaca, escura e com uma vida relativamente curta que é ejetada por uma estrela à medida que esgota o seu combustível nuclear. À medida que a estrela se esconde no fundo do centro de uma nebulosa ela se desenvolve e se torna uma quente anã branca e o gás ao redor se tornará uma nebulosa planetária em crescimento, eventualmente antes de desaparecer. Pelo fato desse ser um estágio muito curto no processo evolutivo das estrelas, somente algumas centenas de nebulosas protoplanetárias são conhecidas na Via Láctea. As nebulosas protoplanetárias são frias, e emitem pouca luz visível. Isso faz com que elas sejam muito apagadas, se tornando um verdadeiro desafio aos cientistas que desejam estudá-las. O que essa imagem mostra, contudo é uma composição que representa os diferentes truques usados pelos astrônomos para revelar o que está acontecendo dentro dessa estranha nebulosa. A imagem inclui exposições na luz visível que mostra a luz refletida pela nuvem de gás, combinada com outras exposições na parte infravermelho do espectro mostrando um brilho fraco, invisível aos olhos humanos que estão vindo de diferentes elementos localizados nas profundezas da nuvem. Um dos nomes da nebulosa, AFGL 618, vem da descoberta feita por um precursor do Telescópio Espacial Hubble, as letras significam Air Force Geophysics Laboratory. A organização de pesquisa americana lançou uma série de foguetes suborbitais com telescópios infravermelhos a bordo na década de 1970, catalogando centenas de objetos que eram impossíveis ou difíceis de serem observados da Terra. Em alguns aspectos essas foram as provas de conceitos para posteriores facilidades observacionais infravermelho incluindo o Hubble e o Herschel. Essa imagem final foi preparada a partir de muitas exposições separadas feitas pela nova câmera Wide Field Camera 3 do Hubble. As exposições foram feitas através do filtro verde (F547M) que foram coloridas em azul, através do filtro amarelo/laranja (F606W) foram coloridas em verde e exposições através do filtro que isola o brilho do nitrogênio ionizado 9F658N) que foram coloridas em vermelho. Imagens feitas através do filtro que captura o brilho simples e duplo do enxofre ionizado (F673N e F953N) também foram coloridas em vermelho. O tempo total de exposição foi de aproximadamente 9 minutos para cada filtro e o campo de visão é de aproximadamente 20 arcos de segundo de diâmetro.
Fonte:http://www.spacetelescope.org/images/potw1110a/

Astrobiólogo diz ter encontrado evidência de vida extraterrestre

O principal elemento que embasa a conclusão do pesquisador é a ausência de nitrogênio, o que descartaria a contaminação do meteorito depois que ele caiu na Terra.[Imagem: Richard B. Hoover/Journal of Cosmology]

O Dr. Richard B. Hoover, um renomado e premiado astrofísico que trabalha no Centro Espacial Marshall, da NASA, publicou um artigo alegando ter encontrado indícios de vida em um meteorito.

Fósseis de ETs?

O artigo foi publicado na sexta-feira em um periódico científico pouco conhecido, chamado Journal of Cosmology. Juntamente com o artigo, o periódico publicou um comunicado sobre o aspecto controverso da descoberta e os cuidados tomados antes de sua publicação: Dada a natureza controversa desta descoberta, nós convidamos 100 especialistas e enviamos um convite geral para mais de 5.000 cientistas da academia para revisar o artigo e apresentarem suas análises críticas. Nossa intenção é publicar os comentários, tanto favoráveis quanto desfavoráveis, juntamente com o artigo do Dr. Hoover. A publicação dos comentários está prevista para acontecer entre hoje, dia 7, e o dia 10 de Março. Até o momento, a NASA não se pronunciou oficialmente, ao contrário do que sempre faz, mesmo no caso de descobertas não tão significativas. A agência espacial parece não haver se refeito ainda de uma alegação anterior do mesmo tipo, quando o anúncio da descoberta de sinais de vida em um meteorito marciano foi feito em cadeia nacional pelo então presidente do país, Bill Clinton. A "descoberta" então anunciada continua controversa.
Tampouco houve tempo para que cientistas sérios e ponderados se pronunciassem, o que recomenda que se aguarde a publicação dos comentários anteriores à publicação, prometidos pela revista.

Fósseis em meteoritos

A conclusão do Dr. Hoover veio da análise de dois meteoritos - Ivuna CI1 e Orgueil CI1 - catalogados como condritos carbônicos, um tipo muito raro de meteorito, perfazendo não mais do que 5% dos condritos. Os meteoritos foram seccionados em ambiente estéril para evitar contaminação e observados com um microscópio de rastreamento eletrônico por emissão de campo (FESEM). As imagens revelam estruturas intrigantes, interpretadas pelo pesquisador como fósseis de vida bacteriana - além das formações típicas, o principal elemento que embasa sua conclusão é a ausência de nitrogênio, o que descartaria a contaminação do meteorito depois que ele caiu na Terra.  Se for comprovada a descoberta, este pode ser um dos achados mais importantes da ciência em todos os tempos: a comprovação definitiva de que a vida não é exclusividade da Terra, o que terminaria de vez a era do geocentrismo, um trabalho iniciado por Galileu há mais de quatro séculos. A agência espacial parece não haver se refeito ainda de uma alegação anterior do mesmo tipo, quando o anúncio da descoberta de sinais de vida em um meteorito marciano foi feito em cadeia nacional pelo então presidente do país, Bill Clinton. A "descoberta" então anunciada continua controversa. Tampouco houve tempo para que cientistas sérios e ponderados se pronunciassem, o que recomenda que se aguarde a publicação dos comentários anteriores à publicação, prometidos pela revista.

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