15 de mar de 2011

Galeria de Imagens - As 10 maiores explosões do universo

 
10- Morte vinda dos céus
A menor explosão da lista pode ter sido grande o bastante para cobrir o sol com poeira e fragmentos e aniquilar os dinossauros da Terra. O asteróide caiu na península de Yucatán, no México, há 65 milhões de anos. Medindo 9km de comprimento, o meteoro deixou uma cratera de 180km (caberiam Nova York, Filadélfia e toda a área entre as 2 cidades). A energia liberada pelo impacto foi de 250 megatons. Para efeitos de comparação, a bomba atômica liberou 50 megatons. Considerando que o asteróide tinha a mesma massa do Everest, viajando a 80 mil km/h, não é surpresa que tenha provocado uma das maiores explosões do universo.

9- O impacto de Marte
Para nossa sorte, foi Marte o alvo de um asteróide 200x maior que o que extinguiu os dinossauros. O asteróide tinha 1,900km de diâmetro e caiu em Marte há cerca de 3,9 bilhões de anos. O impacto deixou uma cratera de 5,300km de extensão (quase o tamanho do continente africano), cerca de 40% do planeta. Ela é chamada de Bacia Borealis.

8- O Big Splat
Imagine um asteróide do tamanho de Marte colidindo com a Terra. Cientistas acreditam que esse evento ocorreu nos primórdios da formação do nosso planeta, há 4,6 bilhões de anos. O objeto, conhecido como Tea, se chocou com a Terra, causando resultados catastróficos. Comparado com o asteróide que atingiu Marte, este era pelo menos 3x maior, e o impacto, 10x maior. Apesar disso, esse impacto gerou importantes benefícios: quando Tea se chocou com a Terra, houve uma colisão lateral.

Os núcleos de ferro se fundiram, aumentando o núcleo de ferro da Terra e o tamanho do planeta. Por ser menor que a Terra, Tea explodiu completamente, junto com uma parte da Terra. Os fragmentos ficaram flutuando em órbita, até se juntarem e formarem a lua. Com o calor da explosão, a Terra e os fragmentos da explosão se fundiram, não deixando nenhuma cratera no planeta.

7- Quando os mundos colidem
Nos confins do universo, 2 planetas do tamanho de Vênus e Terra estão em rota de colisão, mas algum evento cósmico desviou a órbita dos 2 planetas e em vez de colidirem de lado, houve uma colisão frontal. Qualquer habitante desses 2 planetas testemunharia um evento aterrador. Não é um cenário apocalíptico de ficção. Cientistas acreditam que essa gigantesca explosão tenha abalado o cosmos durante os últimos 1000 anos, em um estrela binária, há 300 anos luz da Terra. Conhecida como bd+20397, está localizada na constelação de Áries. Colisões entre planetas podem ser aterradores e destrutivas, mas são pequenas, quando comparadas a explosões estrelares.

6- Erupções de magnetares
Magnetares são estrelas de nêutrons que rotacionam em alta velocidade, originadas a partir do colapso de estrelas muito maiores que o sol. Por motivos ainda desconhecidos, as estrelas de nêutrons possuem os campos magnéticos mais fortes do universo, por isso são chamadas de magnetares. O campo magnético de um magnetar é excepcionalmente intenso. Ele pode ser alguns trilhões de vezes mais forte que o campo magnético da Terra. Esses campos magnéticos são tão intensos que se um magnetar surgisse entre a Terra e a lua, sua força destruiria todos os aparelhos eletrônicos e apagaria a informação de todos os cartões de crédito do mundo.

E o que torna essas erupções tão poderosas, são os campos magnéticos ao redor de algumas áreas da estrela, que se retorcem ao máximo e retrocedem de repente, como uma mola. Diferente das colisões planetárias, que produzem principalmente energia cinética, os magnetares liberam a maior parte de sua energia em forma de radiação eletromagnética, em outras palavras, luz. Uma erupção foi forte suficiente para afetar satélites na órbita terrestre, a 50mil anos luz de distância. A maior explosão de magnetar observada da Terra, liberou em 1 décimo de segundo, a mesma energia liberada pelo sol em 100 mil anos. A explosão ocorreu em 2004, na magnetar sgr1806-20, localizada na constelação de Sagitário, a 50mil anos luz da Terra.

5- A explosão de 100 milhões de anos
Há 2,6 bilhões de anos, um gigantesco buraco negro, com massa bilhões de vezes maior que a do sol, tem causado destruição no centro de um grupo de galaxias. Conhecido como msa735, esse buraco negro gerou 2 jatos que lançam partículas em direções opostas. Cientistas acreditam que esses jatos existem há mais de 100 milhões de anos e formaram 2 bolhas gigantes nas galáxias vizinhas. A quantidade de energia total dessas 2 bolhas é muito maior do que qualquer concentração de energia no universo, conhecida pelo homem. Imagine grande parte dessa energia liberada em menos de 2 segundos. É assim que os cientistas definem a 4ª explosão da lista.

4- Explosão de raios gama de curta duração
As explosões de raios gama são mais concentradas que as explosões de magnetares. É um feixe de radiação concentrado. Os feixes de raios gama viajam mais rápido que as partículas lançadas pelos jatos dos buracos negros, a 99,99% da velocidade da luz. A essa velocidade, em décimos de segundo, uma explosão de raios gama de curta duração libera a mesma quantidade de energia que o sol em milhões de anos. Quando estrelas gigantes morrem, elas colapsam e explodem, liberando grande quantidade de energia em jatos concentrados de raios gama.

Acredita-se que essas explosões vêm de galáxias com estrelas de nêutrons super densas em sistemas binários. Para os cientistas, uma explosão de raios gama tão rápida e violenta só podia ocorrer se 2 estrelas de nêutrons se unissem em uma dança mortal, se aproximando cada vez mais até colidirem. Mas a força de estrelas em colisão não é nada comparada à tremenda quantidade de energia liberada por uma estrela, quando ela explode de dentro para fora.

3- Supernovas
Quando uma estrela gigante morre, ela não se apaga aos poucos, como acontecerá com nosso sol, ela se acaba em uma grande explosão. As supernovas podem acontecer de várias formas, mas os tipos mais comuns são quando uma estrela em um sistema binário engole uma parte ou toda a massa de sua companheira, ou quando uma estrela gigante entra em colapso, expelindo seu envoltório externo no processo. Em ambos os casos, uma grande quantidade de energia é liberada rapidamente. A energia cinética do material expelido pode equivaler à energia liberada pelo sol ao longo de toda sua existência de 10 bilhões de anos.

Em 2003, uma supernova inundou o cosmos com mais luminosidade do que uma galáxia de estrelas. Em 2005, uma supernova conhecida como sn 2005ap brilhou mais forte do que todas as outras durantes semanas sem parar e só não afetou a Terra por estar a 4,7 bilhões de anos luz de distância. As supernovas são explosões gigantes, mas podem acionar explosões secundárias com quantidades ainda maiores de energia concentrada.

2- Explosões de raios gama de longa duração
As explosões de raios gama de longa duração se originam das maiores explosões de supernovas. São tão fortes quanto às explosões de curta duração, mas como duram mais tempo (de 2s a meia hora), liberam muito mais energia. Os raios gama de longa duração são totalmente diferentes dos de curta duração, são até 10mil vezes mais poderosos que as explosões de curta duração. Esses jatos concentrados de energia surgem apenas em supernovas de estrelas com massa pelo menos 30x maior que a do sol. Assim como as explosões de curta duração, também indicam o nascimento de um buraco negro. O segredo por trás do poder devastador é a concentração de energia em uma pequena área.

Acredita-se que esses jatos concentrados são originados pelo colapso de estrelas gigantes em buracos negros. Conhecida como grb080916c, a maior explosão já registrada teve duração de 23 minutos. O feixe de partículas e radiação desse tipo de explosão é tão poderoso que mesmo ocorrendo a milhares de anos-luz de distância, poderia destruir a vida na Terra, se tivesse nosso planeta como alvo. As explosões de raios gama de longa duração são as mais poderosas do universo estão em 2º lugar na lista, pois a 1ª colocada não foi uma explosão que ocorreu dentro do universo, mas antes de sua formação.

1- O Big Bang
A mãe de todas as explosões é tecnicamente uma expansão e não uma explosão por ter ocorrido fora de uma área definida. A velocidade e a temperatura do Big Bang são maiores do que qualquer coisa que aconteceu dentro do universo, após a sua formação. A explosão do Big Bang ocorreu em uma época, nos primórdios do universo, conhecida como inflação. O tamanho do universo dobrou de tamanho muitas vezes em um intervalo de tempo muito pequeno. Esse estado incrível de grande expansão exponencial durou apenas uma mínima fração de segundo (1/1.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000).

A expansão do universo foi tão rápida que ultrapassou a velocidade da luz. Isso não viola a teoria da relatividade, pois o espaço pode se expandir mais rápido do que a velocidade da luz. Nenhuma partícula dentro do espaço é capaz de ultrapassar a velocidade da luz. Das grandes explosões do universo, o Big Bang é o pricipal exemplo de que esses grandes disparos de energia não causam apenas destruição. Enquanto o universo se expandir, as grandes explosões continuarão sendo destruidoras de mundos e criadoras de novas possibilidades.
Fonte: http://www.portaldascuriosidades.com/

Buracos negros invasores criam as explosões de raios gama

As explosões de raios gama, ou GRBs estão entre os fenômenos mais mortais do universo. Acredita-se que ocorrem nos espasmos finais da vida de estrelas massivas. Estas emissões são lançadas por estas estrelas no jatos de plasma, que viajam milhares de milhões de anos-luz de distância em todas as direções. Partículas de alta energia que formam esses jatos são muito parecidos com os itens produzidos na explosão de uma bomba atômica, mas em uma escala infinitamente maior. Os astrónomos têm intrigado com a causa precisa destes eventos para uma saudável e longa, mas agora uma equipe de pesquisadores propôs uma nova explicação. Sob o novo cenário buracos negros engolem outras estrelas para produzir GRBs. De acordo com os matemáticos da Universidade de Leeds, no Reino Unido é que esses jatos são produzidas diretamente em buracos negros, que têm a capacidade de abordagem e consumir estrelas maciças. Esta nova explicação é diretamente oposta às teorias atuais sobre a formação de GRBs, sugerindo que a radiação é formada no disco de matéria que existe em torno de um buraco negro recém-criado. Quando uma estrela maciça desmorona contratos de seu núcleo, mas um disco de material fica em torno. Os astrônomos acreditam que o calor neutrinos do plasma no interior do disco e do plasma é então ejetado como um GRB.  A teoria da nova equipe é baseado nas mais recentes observações científicas do fenômeno, obtidas com o satélite Swift. Swift medições revelam que o motor a jato central opera cerca de 10.000 segundos, que é muito mais do que o que pode explicar o padrão de neutrinos. Esta disparidade é considerado por especialistas de Leeds Univesidad só pode ser explicado quando se postula uma origem eletromagnética para os jatos. Sua velocidade e foco pode ser produzido por spin do buraco negro.
"Os neutrinos modelo não pode explicar as observações do explosões de raios gama muito longa e rápida, como a velocidade com que o buraco negro engole a estrela de baixo muito rapidamente, fazendo com que o mecanismo ineficaz de neutrinos, mas está ao alcance mecanismo magnético. Nosso conhecimento da quantidade de matéria girando em torno do buraco negro e da velocidade de rotação da estrela que nos permite calcular a duração desses flashes muito tempo, e os resultados correspondem muito bem com as observações de satélite " diz o professor de matemática Serguei Komissarov.

Onde estarão as manchas solares?

Manchas solares são regiões frias e escuras na superfície do sol, dominadas por intensos campos magnéticos. Estas são as sedes de tempestades de partículas carregadas que geram belas auroras na Terra, mas que também podem devastar a eletrônica no espaço, afetando o transporte aéreo sobre as regiões polares, e as redes de energia na Terra.

Agora, os cientistas parecem ter descoberto a fonte de uma “seca” de manchas solares nos últimos anos. O sol passa periodicamente por um fluxo e refluxo no número de manchas solares, um ciclo que dura aproximadamente 11 anos. No entanto, perto do final do ciclo solar 23, que chegou em 2001, a atividade solar entrou em um longo “mínimo”, com um grande número de dias sem manchas solares e um campo magnético polar muito fraco.

 A não ser que se voltasse quase 100 anos, não seria possível encontrar um mínimo solar com um número maior de dias sem manchas. No entanto, esta “seca” finalmente acabou em 2009. O sol chegou a seu ciclo seguinte, o ciclo solar 24. Para entender como o sol “perdeu” suas manchas, os cientistas desenvolveram simulações em computador do campo magnético do astro, que simulou 210 ciclos de manchas solares. Ao mesmo tempo, eles variaram a velocidade do sol de norte a sul, ou “meridional”, a circulação de plasma super quente no interior do sol.

Os pesquisadores descobriram que o fluxo meridional rápido na primeira metade de um ciclo solar, seguido por um fluxo mais lento no segundo semestre, levou a um mínimo de manchas solares, efetivamente reproduzindo o ciclo mínimo de 23 ao qual o sol foi submetido. Anteriormente, os dias de seca levaram alguns cientistas a sugerir que poderia ter ocorrido uma repetição do Mínimo de Maunder, um período de 50 anos de manchas solares frias que alguns investigadores ligaram à Pequena Idade do Gelo do século 17.

Os pesquisadores ainda não sabem como esses fluxos meridionais induziram a mudança de velocidade que causou a seca de manchas solares. A circulação meridional é impulsionada em parte pela energia obtida a partir do interior solar e pequenas diferenças de temperatura entre o equador e os pólos solares. Variações em sua circulação podem ser causadas por mudanças nesses fatores ou pelo feedback de fortes campos magnéticos nos fluxos. Só que os cientistas ainda não compreendem a complexidade destes processos com grande detalhe.

Segundo os pesquisadores, os resultados são importantes porque demonstram como pequenas mudanças na dinâmica interna do sol podem afetar profundamente a sociedade atual de base tecnológica. Em princípio, o modelo desenvolvido pode ser estendido, em conjunto com as observações dos fluxos de plasma solar, para fazer previsões de curto prazo da atividade solar. Os pesquisadores podem prever se haverá tempo bom no espaço, ou sobre as regiões polares, por um período sustentado de tempo e usar esse conhecimento para planejar missões espaciais e de tráfego aéreo nas rotas polares.
           [LiveScience]

Supernova 1006

Supernovas são estrelas que explodem e comumente brilham mais do que galáxias inteiras no nosso céu. A supernova mais brilhante da história foi vista na constelação Lobo no ano 1006. A extraordinária explosão dourada conhecida hoje como SN 1006 ocorreu a cerca de 7.100 anos-luz de distância em uma parte relativamente próxima da galáxia. Ela foi forte o suficiente para criar sombras e permitir que as pessoas lessem durante a noite, permanecendo visível por meses durante o dia.

Você já ouviu falar em uma estrela anã marrom?

Em astronomia, quando um corpo celestial tem a composição como a de uma estrela, mas tem massa entre a de um planeta gigante e a de uma estrela pequenina. Ele é chamado de Anã Marrom. Este corpo é muito pequeno para iniciar reações nucleares pela qual as estrelas brilham, então, brilha no infravermelho. São conhecidas também como “estrelas falhadas”. Imagina-se que elas também sejam incrivelmente quentes. Como as estrelas maiores, as anãs são resultado do colapso de nuvens de gás, mas elas não são grandes o suficiente para manter reações nucleares. Ao invés disso, elas brilham vermelho por causa do calor da sua formação, depois esmorecem. 

Mesmo assim, as anãs menos quentes já conhecidas poderiam “assar” aventureiros do espaço que se aproximassem. Contudo, cientistas da Universidade da Pensilvânia detectaram, por meio de um telescópio da NASA, o brilho do que parece ser uma anã marrom com temperatura de 30°C. O objeto espacial gira em torno de uma estrela localizada a 63 anos-luz da Terra e tem massa sete vezes maior que a de Júpiter. 

Com esta massa, ele seria considerado um planeta. Mas os planetas são discos de gás e poeira que permanecem em torno de estrelas recentemente formadas e os cientistas dizem que este corpo, denominado WD 0806-661 B, está muito longe da estrela (quase 2500 vezes a distância da Terra para o Sol), então, chamá-lo de planeta acabou sendo descartado. O WD 0806-661 B é mais quente que Júpiter, que chega a temperatura de – 149°C, mas mais frio que as anãs marrons conhecidas, é uma incógnita para os pesquisadores.
 [NewScientist]

M87 - Um jato extragaláctico

Crédito: NASA & The Hubble Heritage Team (STScI/AURA).
Emanando a alta velocidade a partir do centro da galáxia M87, este jato cósmico é um dos fenómenos mais espectaculares da Natureza. Constituído por electrões e outras partículas sub-atómicas, este jacto, que se desloca quase à velocidade da luz, é alimentado por um buraco negro que reside no centro da galáxia. Numa primeira análise, M87, também conhecida por NGC 4486, parece ser uma galáxia elíptica gigante normal. Contudo, desde 1918 que se havia notado a existência de um "raio de luz curioso" emanando do centro de M87. Na década de 50, quando o ramo da radioastronomia se encontrava em desenvolvimento, foi descoberta uma fonte de rádio extremamente forte associada a M87 e ao seu jacto. Após décadas de investigação, descobriu-se que a fonte desta actividade intensa é um buraco negro colossal no centro da galáxia com uma massa de, aproximadamente, 2 mil milhões de massas solares. M87 situa-se a cerca de 50 milhões de anos-luz de distância. Apesar de parecer bastante distante, o seu jacto extragaláctico é o mais bem conhecido e estudado.

Astrônomos medem expansão do universo com precisão de 3,3%

Teoria alternativa à matéria escura foi descartada depois que cientistas da Nasa recalcularam taxa com precisão sem precedentes
Esta é a galáxia NGC 5584, que os astrônomos usaram para fazer as novas medições - eles medem a velocidade de expansão do Universo rastreando estrelas variáveis conhecidas como Cefeidas. [Imagem: NASA/ESA/Z. Levay]
Uma teoria alternativa à matéria escura foi descartada depois que astrônomos da Nasa recalcularam a taxa de expansão do universo com precisão sem precedentes usando o Telescópio Hubble da Nasa. As novas medições têm margem de erro de apenas 3,3%, enquanto as anteriores - apresentadas em 2009 - eram de até 30%. Os resultados serão publicados na revista Astrophysical Journal em abril. Há tempos os cientistas tentam explicar a expansão do universo a taxas crescentes. Uma das teorias, a da matéria escura, explica que existe um tipo de matéria que não pode ser detectada, mas que tem efeito oposto ao da gravidade. Acredita-se que ela forme cerca de um quarto do universo. A hipótese concorrente, descartada após este último estudo, postulava que uma "bolha" enorme de espaço relativamente vazio de oito bilhões de anos-luz rodeia nossa vizinhança galáctica. Se vivêssemos perto do centro desse vácuo, observações de galáxias sendo empurradas para fora a velocidades crescentes seriam uma ilusão. Adam Riess, que liderou o estudo, conseguiu descartar essa última hipótese usando as observações do Hubble para uma melhor caracterização do comportamento da matéria escura. Os dados ajudaram a determinar um número muito mais preciso para a taxa de expansão do universo, o que ajudará os astrônomos a determinar questões como o formato do universo.  "Estamos usando a nova câmera instalada no Hubble como um radar de trânsito para pegar o universo ultrapassando a velocidade permitida", afirmou Riess em nota divulgada pela Nasa. "Parece que é a matéria escura que está apertando o acelerador." Para a pesquisa, inicialmente a equipe teve que determinar com precisão as distâncias de galáxias próximas e distantes da Terra. Então, eles compararam essas distâncias com a velocidade a que as galáxias estão aparentemente diminuindo devido à expansão do Espaço. Eles usaram esses dois valores para calcular a "constante de Hubble", número que relaciona a velocidade a que uma galáxia parece "diminuir" a sua distância da Via-Láctea.  Vale lembrar que os astrônomos não podem medir fisicamente a distância de uma galáxia até a Via-Láctea. Sendo assim, eles usam estrelas ou supernovas como pontos de referência confiáveis. Esses objetos têm um brilho intrínseco - seu brilho real, não diminuído pela distância, pela poeira ou pela atmosfera - e um brilho real - visto da Terra. Sua distância pode então ser medida de maneira confiável pela comparação desses dois brilhos.
Fonte: http://www.estadao.com.br/

Estudo: 'devorador' de estrelas criou bolhas de raios gama

                      Imagem feita por telescópio da Nasa mostra bolhas de raio gama na Via Láctea.Foto: Nasa/Divulgação
Uma equipe de astrônomos analisou as imagens feitas por um telescópio da NASA em novembro de 2010 e anunciou que gigantes bolhas de raios gama na Via Láctea são formadas pela erupção do buraco negro no centro da nossa galáxia. Um modelo criado pelo pesquisador Cheng KS, da Universidade de Hong Kong, e descrito na revista Astrophysical Journal Letters aponta que o buraco negro "devora" as estrelas, liberando grande quantidade de energia. Segundo o modelo de Cheng, apenas 50% da massa das estrelas são "engolidas" pelo buraco, a outra metade é liberada para o espaço em grandes explosões. Nessas explosões, o plasma quente é lançado para fora com grande quantidade de energia, aumentando a temperatura e provocando a criação das bolhas. Cheng estima que a energia liberada seja até 100 vezes maior do que a criada por uma explosão de supernova (explosão que ocorre no final da vida de estrelas de grande massa).  "Estimamos ter uma mapa teórico da distribuição dos raios gama no buraco negro da galáxia nos próximos seis a nove meses", disse o pesquisador ao anunciar as primeiras descobertas sobre as estruturas misteriosas.
Fonte:Noticias.terra
          (Physics World)
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