16 de mar de 2011

Histórias de galáxias

Um estudo de mais de 2000 estrelas em quatro galáxias anãs, vizinhas da Via-Láctea, parece mostrar que estas têm uma composição química distinta das estrelas da nossa galáxia. Este resultado coloca dúvidas sobre o papel que este tipo de objectos pode ter tido na formação da Via-Láctea. O Sol é uma pequena estrela no meio de centenas de milhões, que juntamente com nuvens de gás e poeira compõem a Via-Láctea, uma enorme galáxia espiral, cujos braços se espraiam numa estrutura relativamente plana: o "disco" da Galáxia. Nas regiões centrais desta, existe uma estrutura esférica, o "bojo". A rodear tudo isto existe ainda o chamado "halo" esférico da Galáxia. A rodear a Via-Láctea encontram-se outras pequenas galáxias satélites. Algumas destas são vulgarmente denominadas de galáxias anãs esferóides, devido à sua forma "arredondada" (mas irregular). Estas pequenas galáxias são, em comparação com a nossa Via-Láctea, extremamente pequenas e pouco brilhantes.
Imagem de uma galáxia anã esferóide (pontos azuis). Os pontos brilhantes são estrelas na nossa própria galáxia Cortesia de E. Grebel (U. Washington) e P. Guhathakurta (UCO/Lick).


O papel deste tipo de galáxias pode no entanto ter sido fundamental para o nascimento das grandes galáxias como a nossa. Os modelos cosmológicos actuais prevêem que as pequenas galáxias se terão formado primeiro, e aos poucos foram-se juntando em estruturas maiores. Assim, como no início o Universo era constituído essencialmente por hidrogénio e hélio (quase todos os outros elementos foram formados no interior das sucessivas gerações de estrelas), as estrelas nas pequenas galáxias deviam ter abundâncias muito reduzidas de elementos pesados (vulgo metais). Uma equipa internacional de astrofísicos parece agora ter colocado esta ideia em causa. Usando o espectrógrafo FLAMES, num dos telescópios do VLT (ESO, Chile), a equipa observou cerca de 2000 estrelas individuais em quatro galáxias anãs esferóides. As quatro galáxias observadas foram a Fornax, Sextans, Sculptor e Carina (os seus nomes coincidem com os das constelações sobre as quais se projectam). A partir da análise dos espectros obtidos, os astrofísicos puderam estudar a composição química das estrelas. Os resultados mostram que existem diferenças significativas entre a composição química das estrelas estudadas e as estrelas do halo da nossa galáxia (a região mais pobre em metais). Embora em média as abundâncias do halo da Via-Láctea sejam semelhantes às encontradas nas galáxias anãs estudadas, nestas últimas não encontramos estrelas muito pobres em metais, tal como acontece na Via-Láctea. Este resultado mostra que o gás que deu origem às estrelas agora observadas nestas galáxias passou anteriormente por um processo de enriquecimento em metais. Mais ainda, as medidas sugerem que o halo das grandes galáxias como a Via-Láctea pode não ter sido formado a partir da aglomeração de pequenas galáxias anãs esferóides.

Fonte: http://www.oal.ul.pt/oobservatorio

Galáxia Abell 383 a 12,8 bilhões de anos luz da Terra está nos fornecendo pistas sobre os primeiros anos de vida do universo

Para fazer a descoberta foram usados dados ópticos e infravermelhos do Hubble e do Spitzer. A galáxia na imagem mostra como ela era quando o universo tinha 950 milhões de anos
A descoberta de uma galáxia pequena, mas distante 12,8 bilhões anos-luz da Terra está fornecendo pistas importantes sobre os primeiros anos de vida do universo. Ao medir a idade das estrelas na galáxia, os astrônomos da Europa e dos EUA dizem que a galáxia começou a brilhar quando o universo tinha apenas entre 150 e 300 milhões de anos.
Créditos: Astrofísicos.com.br

O Drama do Nascimento Estelar

Esta imagem muito detalhada de cores falsas da ESO Very Large Telescope mostra os efeitos dramáticos de estrelas muito jovens sobre o gás e poeira a partir da qual elas nasceram na região de formação de estrelas NGC 6729. As estrelas bebês são invisíveis na imagem, escondido por nuvens de poeira no canto superior esquerdo da foto, mas o material que eles estão ejetando está falhando na atmosfera a velocidades que podem atingir um milhão de quilômetros por hora. Esta foto foi tirada pelo instrumento instrumento FORS1 e registra a cena à luz de hidrogênio incandescente e enxofre.
Uma nova imagem obtida com o Very Large Telescope do ESO permite-nos ver de perto os efeitos dramáticos que as estrelas recém nascidas têm no gás e poeira a partir dos quais se formam. Embora as estrelas propriamente ditas não sejam visíveis, o material que ejetam colide com as nuvens de gás e poeira circundantes criando uma paisagem surrealista de arcos, manchas e riscas brilhantes. A região de formação estelar NGC 6729 faz parte duma das maternidades estelares mais próximas da Terra e é por isso uma das melhor estudadas. Esta nova imagem obtida com o Very Large Telescope do ESO dá-nos uma visão detalhada de uma parte desta estranha e fascinante região (uma imagem de campo largo está disponível em eso1027). Os dados foram selecionados a partir do arquivo ESO pelo participante do concurso Tesouros Escondidos Sergey Stepanenko. A imagem de NGC 6729 de Sergey ficou classificada em terceiro lugar neste concurso.
Este gráfico mostra a localização de uma região rica de formação de estrelas na constelação de Corona Australis (Coroa Austral). Este mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições e na região de formação de estrelas NGC 6729, e seus arredores, são marcados como um círculo vermelho. Embora a maior parte deste berçário estelar é escondido pela poeira, as nebulosas mais brilhantes reflexões são pouco visíveis em telescópios de tamanho moderado.
A formação de estrelas no interior de nuvens moleculares e os primeiros estádios do seu desenvolvimento não podem ser observados por meio de telescópios óticos, devido ao obscurecimento por parte da poeira. Nesta imagem temos estrelas muito jovens no canto superior esquerdo que, embora não se possam ver diretamente, dominam a imagem pelos distúrbios que geram na sua vizinhança. Jatos de matéria lançados pelas estrelas bebés viajam a velocidades tão altas como um milhão de quilómetros por hora chocando violentamente com o gás circundante e criando ondas de choque. Estes choques fazem com que o gás brilhe intensamente e criam brilhantes e coloridos arcos e manchas de forma estranha, conhecidos como objetos Herbig-Haro. Nesta imagem os objetos Herbig-Haro formam duas linhas que marcam as direções prováveis do material ejetado. Uma estende-se da região superior esquerda ao centro inferior, terminando no grupo circular brilhante de arcos e manchas que aí se encontra. A outra começa próximo do canto superior esquerdo da imagem estendendo-se em direção ao centro direito. A estranha mancha brilhante em forma de cimitarra situada em cima à esquerda deve-se muito provavelmente à radiação estelar que é refletida pela poeira, não sendo por isso um objeto Herbig-Haro. Esta imagem a cores foi criada a partir de imagens obtidas com o instrumento FORS1 montado no Very LargeTelescope do ESO. As imagens foram obtidas através de dois filtros diferentes que isolam a radiação que vem do hidrogénio brilhante (a laranja) e do enxofre ionizado brilhante (a azul). As diferentes cores nas diferentes partes desta região de formação estelar violenta refletem condições diferentes - por exemplo, onde o enxofre ionizado está a brilhar intensamente (a azul) as velocidades do material que colide são relativamente baixas - ajudando os astrónomos a compreender o que se está a passar nesta cena dramática.

Veja foto de abismo que está na calota polar de Marte

                       Chasma Boreale é um abismo formado por camadas de gelo e areia; paredões podem ter até 1.400 metros
A sonda Mars Odyssey (Odisseia Marte) realizou uma das missões mais longas na região ártica de Marte entre dezembro de 2002 a fevereiro de 2005. Durante esse período, fotografou o planeta vermelho em vários ângulos. Uma dessas imagens foi divulgada pela Nasa (agência espacial americana) na segunda-feira e mostra um abismo, ou mais propriamente um cânion, o Chasma Boreale. Localizado ao norte, na calota polar de Marte, o Chasma Boreale pode ter "paredões" que chegam à altura de até 1.400 metros. A formação do abismo é uma combinação de camadas de gelo e tempestades de areia que acontecem no planeta.
Fonte:Folha .com
(Nassa.gov)

A Galáxia Espiral NGC 3628 Vista de Lado

 Linhas de poeira escura cruzam o meio dessa bela ilha do universo, da qual se tem uma forte pista de que a NGC 3628 seja uma galáxia espiral, mas que está sendo observada de lado. Localizada a aproximadamente 35 milhões de anos-luz de distância na constelação primaveril do norte Leo, a NGC 3628 sustenta a distinção de ser o único membro do bem conhecido conjunto de galáxias Leo Triplet que não está no famoso catálogo feito por Charles Messier. Além de ter o tamanho similar ao da Via Láctea, o disco da NGC 3628 é claramente visto como se abrisse próximo das extremidades. Um braço apagado de material se estende para a porção superior esquerda. A forma distorcida e a cauda de maré apagada sugere que a NGC 3628 está interagindo gravitacionalmente com outras galáxias espirais do conjunto Leo Triplet, a M66 e a M65. O disco empoeirado da NGC 3628 também é salpicado com regiões de formação de estrelas com tonalidades avermelhadas e que podem ser vistos nessa imagem telescópica detalhada.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110316.html

A Beleza Azulada da Nebulosa Polaris

Centrada na Estrela Polaris do Norte, essa imagem cobre parte de um complexo de nuvem de poeira difusa que se localiza alta no plano da nossa Via Láctea. A luz combinada das estrelas da Via Láctea são refletidas pelas cirros galácticas empoeiradas, a luz das estrelas refletidas têm o mesmo tom azul das nebulosas de reflexão. Mas essa imagem profunda colorida também registra uma apagada luminescência avermelhada causada pelas moléculas orgânicas complexas conhecidas como PAHs (hidrocarbonetos aromáticos policíclicos), um constituinte comum da poeira interestelar.
(dailygalaxy.com)
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