23 de mar de 2011

Formação estelar

Formação estelar é o nome dado ao processo de formação de uma estrela. Normalmente este processo é complexo e muito violento, além de ocorrer de diferentes formas em diferentes regiões do espaço. Tipicamente, a maioria das estrelas se formam a partir de grandes nuvens moleculares. Quando em algum local da nuvem há uma certa densidade de moléculas massivas, essas tendem a entrar em colapso e a densidade central tende então a aumentar rapidamente, enquanto a densidade nas partes externas permanece praticamente constante. No momento em que a densidade central se tornar opaca a temperatura vai começar a subir e conseqüentemente aumentar a pressão, terminando enfim o colapso e alcançando um equilíbrio hidrostático; está formado então o núcleo estelar. Quando a estrela está nesse estágio de sua evolução ela é chamada de protoestrela. Após isso as camadas externas continuam sendo acrescentadas ao núcleo e a temperatura continua a subir.
Em um certo momento temperatura alcançará 2000 K e o hidrogênio vai se dissociar de sua forma molecular, usando-se para isso da energia de contração da protoestrela, acabando com o equilíbrio hidrostático e fazendo-a entrar em colapso novamente. O núcleo só vai se equilibrar novamente quando todo o hidrogênio dele estiver na forma atômica. Nesse estágio o corpo celeste ainda é denominado protoestrela.  A temperatura continuará a subir a medida em que mais matéria vai se unindo ao núcleo estelar; se não houver mais matéria nas proximidades a protoestrela pode nunca se tornar uma estrela. Normalmente em meados dos 4500 K na superfície da protoestrela a fotosfera já atingiu a superfície do núcleo em equilíbrio hidrostático. Inicia-se então a fusão nuclear. A partir desse momento a evolução da estrela vai definir seu tipo estelar. Os rumos da evolução de uma estrela, normalmente dependem da quantidade de matéria presente no local em que a estrela está se formando. Os elementos químicos que farão parte da composição da estrela e a presença de uma ou mais estrelas companheiras são fatores secundários na definição do tipo estelar.
Fontes: http://www.pt.wikipedia.org/ / http://www.if.ufrgs.br/ 

Cassini Descobre Sinais de Rádio Misturados Provenientes de Saturno

                                          Como um adolescente petulante, Saturno está enviando sinais misturados.
Dados recentes da sonda Cassini da NASA mostram que a variação nas ondas de rádio controladas pela rotação do planeta é diferente nos hemisférios norte e sul. Mais ainda, as variações rotacionais do norte e do sul também parecem mudar de acordo com as estações do planeta e os hemisférios têm na verdade trocado as taxas.
Leia a matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=9600
Cienctec.com.br

Galáxia espiral NGC 1232

Esta imagem espectacular da galáxia espiral NGC 1232 foi obtida em 21 de setembro de 1998, durante um período de boas condições de observação. Baseia-se em três exposições em ultra-violeta, azul claro e vermelho, respectivamente. As cores das diferentes regiões são bem visíveis: a área central contêm estrelas mais velhas de cor avermelhada, enquanto os braços espirais são povoadas por jovens, estrelas azuis e muitas regiões de formação estelar. Observe a galáxia companheira distorcidas sobre o lado esquerdo, em forma de "teta" letra grega. NGC 1232 está localizado a 20 º ao sul do equador celeste, na constelação de Eridanus (o rio). A distância é de cerca de 100 milhões de anos-luz, mas a excelente qualidade óptica do VLT e FORS nos permite ver uma incrível riqueza de detalhes. À distância indicada, à beira do campo mostrado corresponde a cerca de 200.000 anos-luz, ou cerca de duas vezes o tamanho da galáxia Via Láctea.  A imagem é uma composição de três imagens tiradas por trás de três filtros diferentes: U (360 nm, 10 min), B (420 nm, 6 min) e R (600 nm; min 2:30) durante um período de 0,7 segundos de arco vendo. O campo mostrado medidas 6,8 x 6,8 minutos de arco. Norte é para cima; Oriente é para a esquerda.
Fonte: http://www.eso.org/public/images/eso9845d/

Telescópio terá escudo com Fator de Proteção Solar de 1.000.000

       Cada uma das cinco camadas do escudo tem uma espessura equivalente à metade da espessura de uma folha de papel. [Imagem: NASA]

Super protetor solar

Quando o Telescópio Espacial James Webb subir ao espaço, seus instrumentos terão que ser protegidos do calor e da luz do Sol. Esse escudo solar funcionará exatamente como um guarda-sol de praia, mas os sensíveis instrumentos do telescópio precisarão de uma proteção bem mais rigorosa. A saída foi construir um guarda-sol espacial com nada menos do que cinco camadas. "Cada uma das cinco camadas do escudo tem uma espessura equivalente à metade da espessura de uma folha de papel. Elas trabalham em conjunto para oferecer um Fator de Proteção Solar de 1.000.000," conta John Durning, gerente do projeto do telescópio James Webb. E será um belo guarda-sol também em dimensões: quando aberto, ele cobrirá uma área equivalente à de uma quadra de tênis.

Escudo solar

O principal material desse escudo solar chama-se Kapton, capaz de suportar temperaturas de -237 a 377°C. As folhas de Kapton são recobertas com uma camada de alumínio, que reflete a radiação infravermelha.
As duas camadas mais internas são recobertas com um revestimento eletricamente condutor, à base de silício, para evitar o acúmulo de cargas elétricas e minimizar o calor absorvido do Sol. Quando em órbita, o guarda-sol do James Webb criará um diferencial de temperatura de 330 K entre a camada mais quente e a camada mais fria.  O uso de múltiplas camadas permite que a maior parte da radiação seja refletida de volta para o espaço antes de alcançar a próxima, criando uma queda sensível de temperatura entre uma camada e a próxima.

Guarda-sol espacial

Durante o lançamento, o guarda-sol ficará dobrado dentro de uma caixa. No espaço ele será aberto por um braço telescópico, com um princípio de funcionamento parecido com o de um guarda-chuva comum. As cinco camadas serão abertas e mantidas afastadas umas das outras por um sistema de barras metálicas e cabos. Dois motores elétricos, um de cada lado do telescópio, vão puxar os cabos para manter o escudo aberto e bem estendido.

Observatório espacial comprova existência de tsunami solar

Imagem captada pelo satélite de observação solar STEREO mostra a gigantesca onda se propagando pelo disco solar após ejeção de massa coronal ocorrida em fevereiro de 2009. No detalhe, imagem captada pelo observatório Soho mostra uma proeminência que parece dançar no limbo solar (parte superior esquerda). Instantes depois uma ejeção de massa coronal é lançada ao espaço. Crédito: Nasa/Solar and Heliospheric Observatory (SOHO)/STEREO (Solar Terrestrial Relations Observatory).
Alguns anos atrás, os físicos solares testemunharam pela primeira vez uma gigantesca onda de plasma se propagando pela superfície do Sol. A dimensão do fenômeno era tão grande que apesar de estarem presenciando o evento, não podiam acreditar no que viam. Naquela ocasião, a enorme onda ergueu-se mais alto que a Terra para em seguida despencar sobre a superfície, formando padrões circulares de milhões de quilômetros de circunferência. Céticos, diversos observadores sugeriram que o fenômeno poderia ser alguma sombra ou ilusão de ótica provocada por efeitos atmosféricos. Aquilo poderia ser tudo, menos uma onda real. O tempo passou e diversos estudos foram feitos, mas uma imagem captada em fevereiro de 2009 pelo satélite Stereo deu um xeque-mate no problema. A imagem mostrava uma gigantesca explosão próxima à mancha solar 11012, arremessando uma nuvem de mais de 1 bilhão de toneladas de gás aquecido ao espaço, provocando uma gigantesca onda na superfície do Sol. "Agora nós sabemos", disse Joe Gurman, do Laboratório de Física Solar do Centro Espacial Goddard, da Nasa. "Os tsunamis solares realmente existem".
"Aquilo foi definitivamente uma onda", disse Spiros Patsourakos, ligado à universidade de Mason e autor do paper publicado esta semana no periódico Astrophysical Journal Letters. "Não é uma onda comum, de água. É uma gigantesca onda de plasma e magnetismo", explicou. O nome técnico para o novo fenômeno é Onda Magneto-hidrodinâmica de Modo Rápido, ou MHD e foi captado com grande precisão por um dos satélites Stereo, que estuda o Sol. Na imagem, a gigantesca ejeção de massa coronal, CME, atinge 100 mil km de altitude e se desloca a 250 km/s, com energia igual a nada menos que 2.4 gigatoneladas de TNT, o equivalente a 150 mil bombas atômicas similares às que caíram sobre Hiroshima em 1945.  Os tsunamis solares foram descobertos em 1997 através de imagens captadas pelo Telescópio Solar e Heliosférico SOHO e desde então foram motivos de diversas controvérsias entre os cientistas. Em maio de 2009, outra ejeção de massa coronal explodiu em uma região ativa na superfície do Sol e foi registrada pelo satélite SOHO como uma gigantesca onda que praticamente atravessou a superfície do Sol.  Os tsunamis solares não representam uma ameaça direta à Terra, mas são extremamente importantes para o estudo do astro-rei. "Podemos usá-los para diagnosticar as condições atuais do Sol e tentar prever quando as tempestades solares podem ocorrer. Ao observar como as ondas se propagam, podemos coletar informações sobre as camadas mais baixas da atmosfera solar e que de outra forma não seriam possíveis", disse Gurman.
Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20091125-115709.inc

MWC 922: A Nebulosa do Quadrado Vermelho

                                              Créditos & Copyright: Peter Tuthill (Sydney U.) & James Lloyd (Cornell)
O que poderia fazer uma nebulosa parecer um quadrado? Ninguém sabe ao certo. O sistema estelar quente conhecido como MWC 922, contudo, parece estar mergulhado em uma nebulosa com a forma de um quadrado. A imagem mostrada acima, combina exposições em infravermelho do Hale Telescope no Monte Palomar na Califórnia e do Keck-2 Telescope em Mauna Kea no Havaí. A hipótese mais defendida para a nebulosa em forma de quadrado é que a estrela central ou outras estrelas expeliram cones de gás durante o seu estágio final de desenvolvimento. Para o MWC 922, esses cones acabaram por incorporar ângulos praticamente retos e sendo visíveis dos lados. Uma evidência que suporta a hipótese do cone inclui feições radiais na imagem que parecem atravessar as paredes dos cones. Os pesquisadores especulam que os cones observados de outro ângulo apareceriam similares a gigantescos anéis como os observados na Supernova 1987A, indicando possivelmente que uma estrela do MWC 922 poderia um dia ter explodido em uma supernova similar.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110323.html

Um Par de Anãs Castanhas Muito Frias

Impressão artística mostra o par de anãs marrons chamado CFBDSIR 1458 10. Observações com o ESO Very Large Telescope e dois outros telescópios têm mostrado que este par é o melhor par de anãs marrons encontrado até agora. O mais frio dos dois componentes (mostrado no fundo) é um candidato para a anã marrom com a temperatura mais baixa já encontrado - a temperatura da superfície é semelhante à de uma chávena de chá acabado de fazer. Os dois componentes são aproximadamente do mesmo tamanho que o planeta Júpiter.
Observações obtidas com o Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul em conjunto com mais dois telescópios mostram que existe um novo candidato para a estrela mais fria conhecida: uma anã castanha num sistema duplo com aproximadamente a mesma temperatura que uma chávena de chá acabado de fazer - quente em termos humanos, mas extraordinariamente frio para a superfície de uma estrela. Este objeto é suficientemente frio para começar a atravessar a linha ténue que separa as estrelas pequenas frias dos planetas grandes quentes. As anãs castanhas são essencialmente estrelas falhadas: não possuem massa em quantidade suficiente para que a gravidade dê origem às reações nucleares que fazem as estrelas brilhar. A anã castanha agora descoberta, identificada como CFBDSIR 1458+10B, é o membro mais ténue de um sistema binário de anãs castanhas situado a apenas 75 anos-luz da Terra. O poderoso espectrógrafo X-shooter montado no Very Large Telescope do ESO (VLT) foi utilizado para mostrar que o objeto composto era muito frio quando comparado com anãs castanhas típicas. “ Ficámos muito entusiasmados ao descobrir que este objeto tinha uma temperatura tão baixa, mas estávamos longe de imaginar que era um sistema duplo e que possuía uma componente ainda mais fria, tornando-o assim ainda mais interessante,” diz Philippe Delorme do Institut de Planétologie et d´Astrophysique de Grenoble (CNRS/Université Joseh Fourier), co-autor do artigo científico que relata estes novos resultados. CFBDSIR 1458+10 é o binário de anãs castanhas mais frio encontrado até hoje.
Esta imagem de uma anã marrom binário CFBDSIR 1458 10 foi obtida utilizando a Laser Guide Star (LGS) Adaptive Optics sistema no telescópio Keck II, no Havaí. A óptica adaptativa cancela muito da interferência da atmosfera terrestre, melhorando a nitidez da imagem por um fator de dez anos e que permite a separação binário muito pequeno para ser resolvido. Este é o melhor par de anãs marrons encontrado até agora, mais frio e redutor das duas componentes é um candidato para a anã marrom com a temperatura mais baixa já encontrado. Esta imagem a cores foi criado a partir de imagens obtidas por meio de quatro filtros diferentes em comprimentos de onda do infravermelho próximo.
Descobriu-se agora que a mais ténue das duas anãs castanhas tem uma temperatura de cerca de 100º Celsius - o ponto de ebulição da água, não muito diferente da temperatura dentro de uma sauna. “A tais temperaturas esperamos que a anã castanha tenha propriedades que são diferentes das anãs castanhas conhecidas e mais próximas das de exoplanetas gigantes - poderia inclusivamente possuir nuvens de água na sua atmosfera,” diz o autor principal do artigo, Michael Liu do Instituto de Astronomia da Universidade do Hawaii. “De facto, assim que começarmos a obter, num futuro próximo, imagens de planetas gasosos gigantes em torno de estrelas semelhantes ao Sol, penso que muitos deles se parecerão com CFBDSIR 1458+10B”. Para desvendar os segredos deste objeto tão invulgar foi necessário combinar observações obtidas por três telescópios diferentes. Descobriu-se inicialmente que CFBDSIR 1458+10 era um binário utilizando o sistema de Estrela Guia Laser de Óptica Adaptativa do Telescópio Keck II, situado no Hawaii. Liu e colegas utilizaram seguidamente o Telescópio Canada-France-Hawaii, também situado no Hawaii, para determinar a distância ao duo de anãs castanhas utilizando uma câmara infravermelha. Finalmente, o VLT do ESO foi utilizado para estudar o espectro infravermelho do objeto e medir a sua temperatura. A busca de objetos frios é um tópico astronómico muito quente. O Telescópio Espacial Spitzer identificou recentemente dois outros objetos muito ténues como possíveis candidatos às anãs castanhas mais frias conhecidas, embora as suas temperaturas não tenham sido medidas com tanta precisão. Observações futuras determinarão melhor como é que estes objetos se comparam a CFBDSIR 1458+10B. Liu e colegas estão a planear novas observações de CFBDSIR 1458+10B para determinar melhor as suas propriedades e começar a mapear a órbita do binário a qual, depois de uma década de monitorização, deverá permitir aos astrónomos determinar a massa do binário.

Beleza cósmica: Nebulosa da Tarântula

Hubble tomou esta deslumbrante imagem de uma parte da Nebulosa da Tarântula. Esta região de formação estelar de gás de hidrogênio ionizado está na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia pequena vizinha a Via Láctea. Crédito: NASA / ESA
O Telescópio Espacial Hubble capturou recentemente uma imagem do famoso objeto estelar conhecido como Nebulosa da Tarântula. A Tarântula é o exemplo mais luminoso do tipo que os astrônomos têm observado no universo. Alguns acreditam que seus braços se parecem com pernas de aranha, dando ao objeto seu nome. A nebulosa é uma vasta nuvem de gás e poeira formadora de estrelas, que fica em nossa galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães. Na nova foto, é possível checar um close da região central da Tarântula, brilhando intensamente com gases carregados e estrelas jovens. As estrelas, recentemente formadas a partir do abastecimento de gás hidrogênio, brilham com luz ultravioleta intensa, que energiza o gás, tornando-o uma luz vermelha. A luz é tão intensa que, embora esteja há cerca de 170.000 anos-luz de distância da Terra, fora da Via Láctea, a Nebulosa da Tarântula é visível sem telescópio em uma noite escura para observadores nas fronteiras do planeta. A parte da nebulosa visível nesta imagem está entrecruzada com poeira e gás agitados pelas recentes explosões de estrelas, as supernovas. Estes restos de supernova incluem NGC 2060, visível acima e à esquerda do centro da imagem, que contém a estrela pulsante, ou “pulsar”, mais brilhante conhecida. Perto da borda da nebulosa, abaixo e à direita, também repousam os restos da supernova SN 1987a, a supernova mais próxima da Terra, que é observada desde a invenção do telescópio no século 17. Desde que ela explodiu em 1987, uma onda de choque se expande em torno da estrela, criando uma “pérola”, como um colar de brilhantes de bolsas de gás ao redor dos restos da supernova.  Além disso, um aglomerado de estrelas compactas e extremamente brilhantes, chamado RMC 136, encontra-se acima e à esquerda do campo de visão da imagem, proporcionando grande parte da radiação que alimenta o brilho multi-colorido.  Até recentemente, os astrônomos debatiam se a fonte de luz intensa era um aglomerado de estrelas estritamente vinculado, ou um tipo desconhecido de super-estrela muito maior que o sol. Somente nos últimos 20 anos, com pequenos detalhes revelados pelo Hubble e pela última geração de telescópios terrestres, que os astrônomos foram capazes de provar que o objeto era, de fato, um aglomerado de estrelas.
Fonte: http://hypescience.com
http://www.livescience.com/

Terzan 5 - Um Fóssil Massivo da Via Láctea

Não é o nome de um filme japonês de ficção científica. Os cientistas têm detectado fósseis estelares no centro da Via Láctea, aglomerados globulares orbitando o bulbo central da galáxia parecem ter vindo de outro lugar. Como todos os fósseis eles são evidências vitais para se entender o processo evolucionário que deixou tudo como o que vemos hoje. Terzan 5 é uma massiva bolha com mais de um milhão de estrelas empacotadas de forma bem apertada, com um volume de de mais de 10000 estrelas por ano-luz cúbico. Examinando esse aglomerado com o poder do Very Large Telescope, que consegue combinar a luz captada por quatro telescópios com oito metros de abertura como se fosse um único instrumento com abertura efetiva de duzentos metros, os cientistas são capazes de detectar assinaturas estelares distintas tanto das estrelas velhas como das estrelas novas.
Essa composição indica que o Terzan 5 desenvolveu sua população estelar como uma galáxia anã e precisou em um determinado momento ter sido bem maior do que é agora. À medida que as estrelas velhas explodem em supernovas elas espalham material criado a imensas distâncias no espaço - assim as estrelas subsequentemente formadas começam com mais desses elementos distintos. Mas as explosões são tão violentas e tão gigantescas que elas lançam material de estrelas recém nascidas para fora do atual aglomerado globular, indicando que o Tersan 5 e outros aglomerados como esse foram em algum momento da história galáxias de fato. Aparentemente o massivo bulbo da Via Láctea e de outras galáxias crescem com o tempo à medida que galáxias anãs são erodidas e engolidas pelas galáxias maiores ao passarem na frente delas.
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