24 de mar de 2011

"Cabo-de-guerra gravitacional",

O trio de galáxias NGC 7173, NGC 7176 e NCG 7174 em intenso jogo de forças. No final do "jogo" as estrelas da NGC 7174 ficarão completamente reagrupadas dentro de uma gigantesca "ilha universal", dez vezes maior que a Via Láctea. Credito: Hubble Sapce Telescope/Nasa/ESA.
Há uns 100 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Peixes, três galáxias estão brincando de cabo-de-guerra. O jogo pode levar, até mesmo, à fusão delas em apenas uma enorme entidade. Uma nova imagem do Telescópio Hubble, da NASA, permite que os astrônomos vejam o movimento de gases de galáxia para galáxia, revelando as intrincadas relações entre elas.  As três galáxias fotografadas — NGC 7173, NCG 7174 e NGC 7176 – são parte do Grupo Compacto de Hickson. O nome vem de Paul Hickson, astrônomo que catalogou essas galáxias em meados de 1980. NGC 7173 e NCG 7176 são galáxias normais, em formato elíptico, sem muito gás e poeira. Em contraste a NCG 7174 é uma galáxia em formato espiral, quase independente. Uma força gravitacional muito forte entre as três galáxias fez com que algumas estrelas fossem “jogadas” de seu lugar habitual, em suas galáxias “natais”. Essas estrelas agora estão espalhadas pelo complexo, formando um sinuoso componente luminoso nas extremidades do grupo de galáxias.  Ultimamente, os astrônomos têm teorizado que as estrelas perdidas de NCG 7174 formarão uma gigante ilha, cem vezes maior do que nossa Via Láctea.
Fontes: Science Daily.com / Hypescience.com

A luz curva de um quasar

     Uma galáxia é a causa desse efeito
O e-Merlin, um conjunto de radiotelescópios no Reino Unido, começou a funcionar efetivamente. A primeira imagem produzida (ao lado) exibe a luz emitida por um tipo de galáxia conhecida como quasar, um objeto astronômico muito energético (à direita, na imagem), que libera centenas de vezes mais luz que uma galáxia inteira com bilhões de estrelas. A imagem mostra que a luz do quasar se curva ao redor de uma galáxia, exemplificando a curvatura do espaço prevista por Einstein. A curvatura do espaço resulta em uma lente gravitacional, que produz várias imagens do mesmo quasar. A luz do quasar viajou 9 bilhões de anos antes de alcançar a Terra. O e-Merlin, formado por sete radiotelescópios espalhados por até 220 quilômetros que funcionam como um só, reúne 300 astrônomos de 20 países interessados em estudar, entre outros temas, o nascimento e a morte de estrelas, buracos negros, evolução de galáxias e planetas jovens.
Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br

Auroras de Saturno são visíveis simultaneamente em foto

                                        Créditos da Imagem: NASA/ESA/STScI/University of Leicester
O grande planeta dos anéis, Saturno é um dos mais intrigantes corpos que orbitam o Sol. Essa imagem foi feita pelo Telescópio Espacial Hubble em 2009 e mostra Saturno com os seus anéis de lado e com ambos os polos visíveis, oferecendo uma impressionante imagem das auroras em Saturno em ambos os polos. riadas pela interação do vendo solar com o campo magnético do planeta, as auroras de Saturno são análogas às auroras, ou luzes do norte e do sul observadas na Terra. Nessa época, quando o Hubble fez essa imagem, Saturno estava se aproximando do equinócio então ambos os polos estavam sendo igualmente iluminados pelos raios solares. Numa primeira olhada a luz mostra que as auroras de Saturno aparecem simétricas nos dois polos. Contudo os astrônomos descobriram que existem sutis diferenças entre as auroras do norte e do sul e essa diferença revela importante informação sobre o campo magnético de Saturno. A aurora do norte é oval e ligeiramente menor e mais intensa que a aurora do sul, implicando que o campo magnético de Saturno não é distribuído de forma igual através do planeta, ele é um pouco não revelado e mais forte no norte do que no sul.
Fonte: http://www.nasa.gov/

A Superlua Nascendo Sobre Boston

                                        Créditos da Imagem & Copyright: Dennis Di Cicco (TWAN)
A última Lua Cheia ocorrida em 19 de Março de 2011 foi difícil de não ser notada, ela aconteceu uma hora depois da Lua ter passado pelo perigeu, ou seja, o ponto em sua órbita mais perto da Terra. Como resultado dessa combinação a Lua apareceu algo em torno de 14 por cento maior e 30 por cento mais brilhante do que Lua Cheia que ocorre no apogeu, o ponto oposto, ou seja, o ponto da órbita mais distante da Terra. Nessa image, aqui reproduzida, além de estar no perigeu a Lua ainda aparece baixa no horizonte e é distorcida pela refração atmosférica, à medida que nasce sobre a cidade de Boston nos EUA. A paisagem noturna telescópica aqui apresentada foi conseguida com a foto sendo tirada desde o Prospect Hill em Waltham em Massachusets, aproximadamente 10 milhas de Boston. À esquerda do disco lunar laranja, pode-se observar a torre de comando do Aeroporto Internacional Logan em Boston. Com as luzes no topo, as torres gêmeas altas que sustentam a ponte estaiada Zakim Bridge que cruza o Rio Charles também são vistas nessa imagem. Se por acaso você perdeu essa Lua Cheia no perigeu, aproveite e faça uma anotação no seu calendário. A sua próxima chance de observar a Lua Cheia, grande e brilhante apenas a alguns minutos do perigeu acontecerá no dia 6 de Maio de 2012.

Quem veio antes a galáxia ou o buraco negro no seu centro?

A maioria das galáxias, senão todas elas, inclusive a nossa Via Láctea, possivelmente possuem buracos negros supermassivos nos seus centros.  Mas será que os buracos negros vieram antes, ajudando a formar as galáxias puxando o material ao seu redor ou eles surgem no centro de galáxias já formadas?  Esta questão preocupou os cientistas por muito tempo, mas uma nova pesquisa, enfocada no primeiro bilhão de anos da história do universo indica que a primeira opção possivelmente é a verdadeira.  “Parece que os buracos negros vieram primeiro”, afirma o Dr. Chris Carilli, Observatório Nacional de Radio Astronomia dos EUA, que participou do estudo. “A evidência está se acumulando.”  Estudos anteriores revelaram uma ligação intrigante entre as massas dos buracos negros e o “amontoado” de estrelas e gás nas galáxias. Geralmente a massa de um buraco negro comum representa apenas a milésima parte da massa de um buraco negro supermassivo, que costuma ter o tamanho de um sistema solar inteiro. Isso indicou uma “relação interativa” entre o buraco negro e o amontoado de estrelas. O que não estava claro é quando qual veio antes, ou se cresceram juntos.  Novas observações de radiotelescópios que conseguem enxergar quase o nascimento das primeiras galáxias podem não responder esta questão. Estas galáxias jovens e distantes tinham buracos negros muito maiores em relação ao amontoado de massa central do que galáxias mais velhas e mais próximas.  “A implicação é que os buracos negros começaram a crescer antes”, disse o Dr. Fabian Walter, cientista do Instituto Max-Planck de Radioastronomia na Alemanha.  O próximo desafio é descobrir como o buraco negro e o amontoado de massa afetam mutuamente seu crescimento, disseram os astrônomos. Telescópios poderosos que estão em construção ajudarão a resolver o mistério. O Dr. Chris disse que “para entender como o universo chegou a tomar a forma atual nós temos que entender como as primeiras estrelas e galáxias se formaram quando o universo era jovem.”  “Com os novos observatórios que teremos nos próximos cinco anos, nós teremos a oportunidade de aprender detalhes importantes da era quando o universo era apenas uma crianças comparado com a idade adulta atual.”
 [Telegraph]

Confira uma nova foto do centro de nossa galáxia

O centro da Via Láctea é difícil de ver no espectro normal de luzes, isso porque a poeira espacial bloqueia a nossa visão. Mas a visão infravermelha do telescópio Spitzer pode penetrar pela poeira e tirar fotos do centro da nossa galáxia. Segundo a Nasa, a paisagem que vemos na foto acima é imensa: horizontalmente, tem 2.400 anos luz e, verticalmente, 1.360 anos luz. A parte mais brilhante é o aglomerado de estrelas central, que fica a cerca de 26 mil anos luz da Terra. As áreas verdes e vermelhas são de poeira espacial, associadas com regiões de formação de estrelas. O centro representa um grande conjunto estrelas relativamente próximas orbitando um buraco negro supermassivo, mas ele está tão distante que a luz toda se funde, formando uma única imagem.
Fonte:http://hypescience.com
(PopSci)
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