28 de mar de 2011

NGC 6888 - Nebulosa Crescente

Crédito: T.A. Rector (NRAO/AUI/NSF & NOAO/AURA/NSF).
Esta imagem de campo largo da nebulosa NGC 6888, também conhecida por Nebulosa Crescente, na constelação do Cisne, foi obtida com o telescópio de 90 cm da National Science Foundation localizado no Observatório de Kitt Peak, no Arizona (EUA). Trata-se de uma camada gasosa que se encontra sob o intenso campo de radiação produzido pela estrela WR 136, a estrela brilhante que se pode distinguir no centro da nebulosa. WR 136 é uma estrela do tipo Wolf-Rayet. Estrelas Wolf-Rayet são estrelas de massa elevada e extremamente quentes que ejectam as camadas mais externas da sua atmosfera para o espaço. Esta imagem foi criada por combinação de imagens obtidas nas riscas de emissão Hα do átomo de hidrogénio (a vermelho), [O III] do átomo de oxigénio (a azul), e [S II] do átomo de enxofre (a amarelo). A câmara de CCD utilizada (MOSAIC) permite obter um campo de visão no céu próximo de 1 grau (59 minutos de arco), com uma resolução espacial de 0,43 segundos de arco por pixel (0,43"/pix).

PSR J0108-1431:Pulsar Geriátrico Ainda Arrebenta

A imagem composta à esquerda mostra uma imagem feita desde o Observatório de Raios-X Chandra, da NASA em roxo e uma imagem óptica feita pelo Very Large Telescope do European Southern Observatory em vermelho, azul e branco. A fonte de raios-X captados pelo Chandra no centro da imagem é o antigo pulsar PSR J0108-1431 (ou somente J0108 para facilitar), localizado a aproximadamente 770 anos-luz de distância da Terra. O objeto alongado imediatamente acima a direita é uma galáxia de fundo que não está relacionada com o pulsar. Como o J0108 está localizado muito longe do plano da nossa galáxia, muitas galáxias distantes são vistas na imagem óptica de maior escala. A posição do pulsar visto pelo Chandra nessa imagem do começo de 2007 é um pouco diferente da posição de rádio observada no início de 2001, implicando que o pulsar está se movendo a uma velocidade de aproximadamente 440000 milhas por hora na direção mostrada pela seta branca na imagem. A detecção desse movimento permite uma estimativa de onde o J0108 deveria estar localizado na imagem feita pelo VLT em 2000. A estrela azul apagada um pouco acima da galáxia é a possível detecção óptica do pulsar. A impressão artística à direita mostra que o J0108 pode parecer diferente se for observado de perto. A radiação proveniente de partículas que estão em movimento espiral ao redor dos campos magnéticos é mostrada juntamente com áreas quentes ao redor dos polos magnéticos da estrela de nêutrons. Ambos os efeitos são capazes de gerar emissões de raios-X. A maior parte da superfície da estrela de nêutrons deve ser muito fria para produzir raios-X, porém ela deve produzir radiação no comprimento de ondas do óptico e do ultravioleta. Essas observações de múltiplos comprimentos de onda são importantes para fornecer uma imagem completa desses exóticos objetos. Com uma idade de aproximadamente 200 milhões de anos, esse pulsar é o mais velho pulsar isolado já detectado em raios-X. Entre os pulsares isolados - aqueles que não pertencem a sistemas binários - ele é mais de 10 vezes mais velho do que o anterior detectado por meio de raios-X. Esse pulsar está se desacelerando à medida que fica mais velho e converte parte da energia que está sendo perdida em raios-X. A eficiência desse processo para o J0108 é maior do que a observada em qualquer outro pulsar.
(Chandra / Cienctec)
http://www.cienctec.com.br/

Astrônomos flagram duas estrelas se fundindo

Pela primeira vez, cientistas foram capazes de observar diretamente a fusão de duas estrelas vizinhas com o objetivo de formar apenas uma. Especialistas sugerem que há décadas que tais estrelas – que giram tão próximos uma das outras que as suas camadas exteriores realmente se tocam – estão nesse processo de “mistura”. O novo trabalho de Romuald Tylenda e colaboradores, do Centro Astronômico Nicolaus Copernicus, em Torun, na Polônia, pegou as estrelas no flagra. O relato dos investigadores de terem pego as estrelas do ato “não é apenas plausível, é convincente”, opina Robert Williams, do Instituto Científico Telescópio Espacial, de Baltimore, Estados Unidos, que não esteve envolvido no estudo. Os resultados, que será publicado na próxima edição da revista internacional “Astronomia e Astrofísica”, complementa informações a trabalhos anteriores que tentam compreender a natureza do par de estrelas, conhecidas como V1309 Scorpii. V1309 Scorpii foi descoberta em 2008, quando entrou em erupção com um clarão brilhante. A partir daquele momento, os astrônomos propuseram várias explicações para a explosão, porém, sem chegar a um consenso. A mais recente descoberta veio após um golpe de sorte: Tylenda percebeu que o telescópio do Experimento de Lentes Ópticas Gravitacionais da Universidade de Varsóvia – um projeto que busca encontrar matéria escura desde meados dos anos 1990 – apontava para a região da V1309 Sco no céu por anos. Depois de mais de 2 mil observações feitas entre os anos de 2002 e 2010, ele e seus colegas descobriram variações de luz que sugerem que a V1309 Sco foi originalmente uma estrela binária de contato, um par de estrelas que circulam e se tocam a cada 1,4 dias. Com o tempo, essa variação periódica foi ficando cada vez menor à medida em que as camadas das estrelas foram se unindo e criaram um casulo abrangendo ambas as órbitas das estrelas. Nesse ponto, o objeto ficou cada vez mais brilhante. A intensidade de sua luz dobrava a cada 19 dias até o final de agosto de 2008, quando atingiu seu ápice luminoso por 10 dias. A explosão final da V1309 Sco ocorreu naquele mês, quando os núcleos das estrelas finalmente foram mesclados e a energia combinada irrompeu para fora. Tornou-se 10 mil vezes mais brilhante que sua luminosidade original e mais de 30 mil vezes mais brilhante que o sol e então rapidamente perdeu o brilho e, ao longo, de alguns meses voltou à sua luminosidade original. A melhor explicação para essas variações é a fusão de um sistema binário de contato, segundo Tylenda e seus colegas. Enquanto o objeto resultante deve ser uma estrela – embora com uma estrutura interna estranha e com uma rápida rotação -, o material expelildo durante a fusão dos corpos celestes bloqueia quase por completo a visão da V1309 Scopii. Por isso, os astrônomos ainda não podem ver como a nova estrela se parece. Os astrônomos já solicitaram mais tempo no telescópio espacial Hubble para observar o objeto, conta Williams. “Entretanto, pode levar anos até que o disco de material diverso se dissipe”, nota Stefan Kimeswenger, cientista da Universidade de Innsbruck, Áustria.
Fonte: http://hypescience.com

Região central da nebulosa da Trífida (M 20)

                      Crédito: NASA, ESA, The Hubble Heritage Team (AURA/STScI). Telescópio: Hubble Space Telescope.
A nebulosa da Trífida, também designada por M 20 ou NGC 6514, é uma conhecida região de formação de estrelas da nossa galáxia situada a cerca de 9000 anos-luz de distância na direção da constelação do Sagitário. Esta nova imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble permite-nos ver o centro da nebulosa, local onde se encontra um grupo de estrelas de elevada massa recentemente formadas. Estas estrelas iluminam o gás e a poeira, fazendo com que algumas regiões sejam esculpidas nas mais diversas formas devido à forte radiação ultra-violeta emitida por estas estrelas.

A Última Luz do WISE

                                                  Créditos da Imagem: NASA/JPL-Caltech/UCLA
Na manhã do dia 1 de Fevereiro de 2011, o WISE, ou Wide-field Infrared Survey Explorer, fez sua última foto do céu. Essa última imagem mostra a parte remanescente da primeira imagem feita pelo WISE, 13 meses antes. A imagem final do WISE mostra milhares de estrelas em um pedaço da Via Láctea, cobrindo uma área que é três vezes o tamanho da Lua Cheia na constelação de Perseus. Após ter esgotado seu líquido resfriador em Outubro de 2010, o WISE sofreu um aquecimento de −436 para −328 Fahrenheit (-260 para −200 graus Celsius). Essa imagem contém dados coletados por dois detectores que não foram seriamente afetados pelo aquecimento. Essa região do céu tem sido observada pelo WISE anteriormente com todos os quatro detectores como parte da pesquisa inicial do WISE. Não existem diferenças notáveis na qualidade entre essa primeira imagem e essa nova que foi imageada nos comprimentos de onda de 3.4 e 4.6 mícron. Nos curtos 13 meses de pesquisa do céu o WISE produziu milhões de imagens infravermelhas. Ele cobriu todo céu em quatro bandas do espectro e cobriu o céu duas vezes nos comprimentos de 3.4 e 4.6 mícron. Agora que a pesquisa está completa o WISE está sendo colocado no estado de hibernação. Enquanto o satélite dorme e circula a Terra numa órbita a mais de 500 quilômetros de altura a equipe do WISE está cheia de serviço preparando os dados para dois grandes lançamentos públicos, um em Abril de 2011 e o lançamento final dos dados na primavera de 2012.
Fonte: http://www.nasa.gov

Imagens em Infravermelho e em Raios-X Mostram que a Galáxia de Andromeda é o Lar de Mais de Um Trilhão de Estrelas

A detalhada imagem do Telescópio Espacial Spitzer acima, mostra a luz infravermelha emitida da poeira (vermelho) e das estrelas velhas (azul) que constituem a galáxia de Andromeda, uma galáxia espiral massiva a apenas 2.5 milhões de anos-luz de distância da Terra. De fato, com mais do dobro do diâmetro da Via Láctea, Andromeda é a galáxia próxima mais brilhante. A população de estrelas jovens brilhantes da Andromeda define seus braços espirais na luz visível, mas nessa imagem o infravermelho mostra claramente os aglomerados de poeira aquecidos pelas jovens estrelas, mesmo em regiões mais próximas do centro. Construída para explorar o brilho infravermelho de Andromeda e as populações estelares, o mosaico completo é composto por mais de 3000 imagens individuais. Duas pequenas galáxias companheiras, a NGC 205 (abaixo) e a M32 (acima) também são incluídas nos campos combinados. Os dados confirmam que a galáxia de Andromeda, também conhecida como M31, é o lar de aproximadamente 1 trilhão de estrelas, para comparação a Via Láctea hospeda 400 bilhões de estrelas.
A imagem feita em raios-X pelo Chandra,  mostra a porção central da galáxia de Andromeda. O ponto azul no centro da imagem é uma fonte de raios-X surpreendente fria na casa do um milhão de graus de natureza ainda desconhecida. Um pouco acima dessa fonte fria está um fonte (amarela) que acredita-se ser devido aos raios-X emitidos pela matéria que circunda um buraco negro supermassivo no centro da galáxia em movimento espiral. Esse buraco negro contém a massa de 30 milhões de sóis. Numerosas outra fontes de raios-X também estão aparente na imagem. A maior parte dessas fontes se deve a sistemas binários onde uma estrela de nêutrons ou um buraco negro está perto de uma estrela normal.

Valles Marineris: O Grand Canyon de Marte

                                                                       Créditos:Viking Project, USGS, NASA
Denominado de Valles Marineris, o grande vale se estende por mais de 3.000 quilômetros, se espalha por aproximadamente 600 quilômetros de largura e tem mais de 8 quilômetros de profundidade. Para se ter uma idéia comparativa o Grand Canyon, da Terra localizado no estado americano do Arizona, tem 800 quilômetros de extensão, 30 quilômetros de largura e 1.8 quilômetros de profundidade. A origem do Valles Marineris ainda é misteriosa, embora a principal hipótese assegura que ele teve seu início como uma fratura a bilhões de anos atrás à medida que o planeta se resfriava. Alguns processos geológicos têm sido identificados no cânion. O mosaico acima foi criado a partir de mais de 100 imagens de Marte, feitas pelas sondas orbitais Viking na década de 1970. O vale de Marte tem esse nome em homenagem a sonda Mariner que foi a primeira a identificar tal importante e gigantesca feição na superfície do Planeta Vermelho.
Fonte:http://apod.nasa.gov/apod/ap110327.html

3C58: Jovem Pulsar Revela Pista Para Supernova

A imagem feita pelo Chandra da 3C58, a parte remanescente de uma supernova observada na Terra em 1181 DC, mostra uma estrela de nêutrons com rotação muito rápida mergulhada em uma nuvem de partículas de alta energia. Os dados revelaram que a estrela de nêutrons, ou pulsar, está rodando aproximadamente 15 vezes por segundo, e está ficando cada vez mais lenta a uma taxa de aproximadamente 10 microssegundos por ano. Uma comparação da taxa com que esse pulsar está desacelerando com a sua idade indicam que o pulsar 3C58, um dos pulsares mais jovens conhecidos está rodando tão rápido agora quanto quando ele se formou. Esse é um exemplo contrastante por exemplo, em relação ao pulsar do Caranguejo, que se formou girando muito mais rápido e já desacelerou para aproximadamente metade de sua velocidade original. Além disso, a luminosidade total de raios-X do pulsar 3C58 e a sua nebulosa ao redor é mil vezes mais fraca que a do Caranguejo e sua nebulosa respectiva. Os cientistas esperam que estudos posteriores das similaridades e diferenças no comportamento desses dois pulsares, que têm aproximadamente a mesma idade, tragam uma luz no processo pelo qual eles se formaram e como eles bombeiam energia no espaço por milhares de anos após a explosão que os originou.
http://www.cienctec.com.br/
(Chandra / Cienctec)

Matéria escapa de buraco negro em túnel magnético

O buraco negro suga a maior parte da matéria de sua vizinha, mas uma parte usa túneis magnéticos perpendiculares para escapar.[Imagem: ESA]

O observatório de raios gama Integral, da Agência Espacial Europeia, detectou matéria extremamente quente apenas um milésimo de segundo antes que ela mergulhasse para sempre dentro de um buraco negro. Mas será que essa matéria está realmente condenada para sempre?

Fuga do buraco negro

As observações sugerem que a sentença definitiva parece não valer para toda a matéria, e que uma parte dela está empreendendo uma grande fuga do maior bicho-papão do Universo. Ninguém gostaria de estar tão perto de um buraco negro. Apenas algumas centenas de quilômetros de sua superfície mortal, o espaço é um turbilhão de partículas e radiação. Vastas tempestades de partículas estão entrando no seu próprio inferno, quase à velocidade da luz, elevando a temperatura a milhões de graus. Normalmente, leva apenas um milésimo de segundo para que as partículas atravessem esse corredor final, mas parece restar um fio de esperança para uma pequena parte delas.

Tecido magnético

Graças às novas observações do Integral, os astrônomos agora sabem que esta região caótica é dominada por uma malha de campos magnéticos. Esta é a primeira vez que campos magnéticos foram detectados tão perto de um buraco negro. Mais importante ainda, o observatório Integral relevou que esses campos magnéticos são altamente estruturados e estão formando um túnel de fuga para algumas das partículas. Os dados indicam que o campo magnético é forte o suficiente para arrancar algumas partículas das garras gravitacionais do buraco negro e afunilá-las rumo ao exterior, criando jatos de matéria que disparam para o espaço.

Radiação síncrotron

As partículas nesses jatos assumem trajetórias em espiral conforme ascendem pelo campo magnético rumo à liberdade, e isso está afetando a propriedade da sua radiação na faixa dos raios gama conhecida como polarização. Um raio gama, como a luz comum, é um tipo de onda e a orientação da onda é conhecida como a sua polarização. Quando uma partícula rápida espirala em um campo magnético, ela produz um tipo de luz, conhecida como radiação síncrotron, que apresenta um padrão característico de polarização.
Foi essa polarização que a equipe do Integral encontrou nos raios gama. E não foi fácil.
"Tivemos que usar quase todas as observações já feitas pelo Integral de Cignus X-1 para fazer essa detecção", disse Philippe Laurent, um dos membros da equipe. Cignus X-1 é um buraco negro não muito distante de nós, que está destruindo uma estrela e se alimentando do gás que emana de seus destroços.

Jatos de matéria

Feitas ao longo de sete anos, as observações repetidas do buraco negro agora totalizam mais de cinco milhões de segundos - o equivalente a uma única imagem com um tempo de exposição de mais de dois meses.  "Nós ainda não sabemos exatamente como a matéria em queda se transforma em jatos. Há um grande debate entre os teóricos; essas observações irão ajudá-los a decidir," diz Laurent. Jatos em torno de buracos negros já foram vistos antes por radiotelescópios, mas tais observações não conseguem ver o buraco negro com detalhes suficientes para saber exatamente o quão perto do buraco negro os jatos se originam. Isso dá a estas novas observações um valor inestimável.

T Tauri e a nebulosa variável de Hind

                                      Créditos da Imagem & Copyright: Adam Block, Mt. Lemmon SkyCenter, U. Arizona
A estrela amarelada próximo do centro dessa impressionante paisagem telescópica é a T Tauri, um protótipo da classe de estrelas variáveis T Tauri. Próximo dali está uma nuvem cósmica amarelada historicamente conhecida como Variável Nebulosa de Hind, ou NGC 1555. A mais de 400 anos-luz na borda da nuvem molecular, tanto a estrela como a nebulosa são vistas com seu brilho variando intensamente mas não necessariamente no mesmo tempo, adicionando assim um mistério para essa região. As estrelas T Tauri são normalmente reconhecidas como estrelas jovens do tipo do Sol, com menos de alguns milhões de anos de vida ainda nos estágios iniciais de formação. Para complicar um pouco mais a figura, observações em infravermelho indicam que a T Tauri por si só é parte de um sistema múltiplo e sugere-se que a Nebulosa de Hind associada pode também conter objetos estelares bem jovens. Essa imagem da região da T Tauri é colorida naturalmente e a imagem se expande por aproximadamente 4 anos-luz se considerarmos a distância estimada da estrela.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110326.html
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