1 de abr de 2011

SATURNO REGRESSA AO CÉU NOTURNO

O planeta dos anéis, Saturno, está de volta ao céu noturno.
Saturno alcança a oposição - quando se encontra exactamente no lado oposto ao Sol, com a Terra no meio - nas noites de 3 e 4 de Abril. Um efeito colateral deste evento é que Saturno fica no céu toda a noite, nascendo a Este ao pôr-do-Sol, e pondo-se a Oeste quando o Sol nasce. Sendo o mais distante dos planetas visíveis a olho nu (Úrano tecnicamente pode ser observado à vista desarmada, mas é preciso um olho treinado e conhecimento do seu local exacto), Saturno recebe a menor quantidade de luz e por isso reflecte a menor quantidade de luz solar de volta para a Terra. Como resultado, Saturno não é tão brilhante como os outros planetas observáveis a olho nu. Este mapa estelar mostra onde é que o Senhor dos Anéis pode ser observado durante estas noites. Aqui fica outro modo de avistar Saturno: siga o arco da "pega" da Ursa Maior para Arcturo e depois salte para Espiga. Vire para cima de Espiga e aí encontrará Saturno. Qualquer astrónomo amador recorda-se de Saturno como um dos primeiros objectos que observou por um telescópio. Embora muito mais pequeno que a maioria das pessoas espera que seja a partir das imagens que vêm, Saturno e os seus anéis são uma vista única, bela e cativante. Para observar os anéis é necessário um telescópio que amplie pelo menos 20 vezes, mas Saturno lida facilmente com qualquer magnificação acima desse valor. Ao longo dos últimos 2 anos, a maioria das pessoas tem ficado desapontada com os famosos anéis de Saturno, que andam "de lado" na perspectiva da Terra. Os anéis de Saturno estão inclinados na direcção de um ponto do céu em particular e à medida que o planeta orbita o Sol, por vezes os anéis "apontam" na nossa direcção e por outras desaparecem quando a Terra está no mesmo plano que os anéis. Tendo estado quase invisíveis durante os últimos dois anos, os anéis estão agora a revelar a sua superfície norte à Terra. Num telescópio, procure a divisão escura entre os anéis interiores e exteriores. É chamada a Divisão de Cassini, em honra do astrónomo do século XVII, Giovanni Domenico Cassini, o seu descobridor. Cassini também descobriu as quatro luas mais brilhantes de Saturno, e todas podem ser observadas com um telescópio de 4 polegadas. Ele mostrava-se particularmente interessado na lua Japeto, que mostrava variações interessantes à medida que orbitava o planeta. Cassini correctamente inferiu que as variações eram devidas a um hemisfério ser mais escuro que o outro. Isto foi recentemente confirmado pela sonda Cassini, que tem também o nome do astrónomo e que está actualmente em órbita de Saturno. A maior lua de Saturno, Titã, é a única lua no Sistema Solar com uma atmosfera considerável e é facilmente visível em telescópios pequenos. As luas mais pequenas são observáveis com telescópios maiores.

A galáxia NGC 247 e o seu disco de poeira

Galáxia espiral NGC 247. Pensa-se que se encontra a cerca de 11 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Cetus (Baleia). É uma das galáxias mais próximas da Via Láctea e membro do Grupo do Escultor - Crédito: ESO
Nova imagem galáxia espiral NGC 247, obtida com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros no Chile, onde se podem observar nos braços em espiral um grande número de estrelas individuais que compõem a galáxia, assim como muitas nuvens de hidrogénio cor de rosa brilhantes, que marcam regiões de formação estelar ativa. A galáxia espiral NGC 247, uma das galáxias espirais do céu austral mais próximas de nós, faz parte do Grupo do Escultor, um conjunto de galáxias associadas à galáxia do Escultor NGC 253. Este é o grupo de galáxias mais próximo do nosso Grupo Local, onde se encontra a Via Láctea. Para além da própria galáxia (NGC 247), pode observar-se ainda inúmeras outras galáxias a brilhar muito para lá de NGC 247. Em cima à direita, surgem três galáxias espirais proeminentes formando uma linha e mais longe ainda, muito por trás delas, vemos imensas galáxias, algumas a brilhar mesmo através do disco da NGC 247.
Galáxia do Escultor NGC 253, do Grupo Escultor a que pertence NGC 247. Esta´situada a cerca de 13 milhões de anos-luz da Terra, na constelação Escultor do hemisfério sul, conhecida por ser uma galáxia berçário de estrelas e com braços espirais muito empoeirados, onde se observa no infravermelho do Telescópio VISTA, uma série de estrelas vermelhas frias - Crédito: ESO

Esta imagem do Observatório de La Silla do ESO revela de forma muito detalhada esta galáxia espiral bastante inclinada, assim como o seu campo de fundo. No entanto, segundo os astrónomos, esta orientação muito inclinada, quando vista a partir da Terra, explica porque é que a distância à galáxia foi anteriormente sobrestimada. Para medir a distância da Terra à galáxia mais próxima, os astrónomos têm que se basear num tipo de estrelas variáveis chamadas Cefeides, as quais funcionam como um marcador de distância. As Cefeides são estrelas muito luminosas, cujo brilho varia a intervalos regulares. O tempo que a estrela demora a ficar muito luminosa e a diminuir o seu brilho pode ser utilizado numa relação matemática simples para calcular o seu brilho intrínseco. Quando comparamos esse valor com o brilho medido, podemos saber a distância a que a estrela se encontra. No entanto, este método é falível, uma vez que os astrónomos acreditam que esta relação período-luminosidade depende da composição da Cefeide. Existe ainda outro problema que se prende com o facto de alguma da radiação da Cefeide poder ser absorvida pela poeira no seu trajeto até à Terra, fazendo com que pareça menos brilhante do que é na realidade e consequentemente mais afastada. Este é um problema particular no caso da NGC 247, porque como a sua orientação é bastante inclinada, a linha de visão das Cefeides passa através do disco de poeira da galáxia.  No entanto, uma equipa de astrónomos está atualmente a estudar os factores que influenciam estes marcadores de distâncias celestes, num estudo chamado Projeto Araucaria. A equipa já afirmou que NGC 247 se encontra mais próxima da Via Láctea em mais de um milhão de anos-luz do que era suposto anteriormente, o que lhe dá uma distância de um pouco mais de 11 milhões de anos-luz.
Fonte: ESO
Recursos Educativos

Galáxia NGC 3370

Crédito: NASA, Hubble Heritage Team e A. Riess (STScI).
À frente de um conjunto de galáxias mais remotas encontra-se a majestosa galáxia espiral NGC 3370, em primeiro plano nesta imagem obtida pelo telescópio espacial Hubble. Observações recentes realizadas com a Advanced Camera for Surveys revelam uma intrincada estrutura espiral que contém pontos quentes onde ocorre formação estelar. Mas esta galáxia é mais que apenas uma cara bonita. Há dez anos atrás, NGC 3370, localizada na constelação do Leão, albergou uma das supernovas mais próximas e melhor observadas desde o aparecimento dos modernos detectores digitais.

Alerta de Observação: Identificada a Nova Sagitarii 2011 #2

Se você pensa que está olhando para um campo salpicado de estrelas, você está certo. Mas se você olhar com cuidado na imagem verá um apagado círculo com o último fenômeno celeste em seu interior – Nova Sagitarii 2011…#2.  De acordo com o último relatório do AAVSO para imprensa feito por Elizabeth Waagen, “Nós fomos informados pelo Central Bureau for Astronomical Telegram (Central Bureau Electronic Telegram 2679, Daniel W. E. Green, ed.) que Koichi Nishiyama de Kurume no Japão e Kabashima de Myaki também no Japão, relataram a descoberta de uma possível nova com magnitude 11.7 em duas exposições de CCD não filtradas no dia 27 de Março de 2011, por volta das 832 UT. Eles confirmaram o objeto na imagem de 27 de Março de 2011 832 UT. Após ser postado na página Transient Objects Confirmation PAge do Central Bureau (TOCP), o objeto recebeu o nome provisório de PNV J18102135-2305306.
O espectro de baixa resolução feito no dia 28 de Março de 2011 às 7:25 UT por A. Arai, M. Nagashima, T. Kajikawa e C. Naka no Koyama Astronomical Observatory na Kyoto Sangyo University, sugere que a N Sgr 2011 No. 2 é uma nova clássica que está ficando avermelhada pela matéria interestelar”. Com uma magnitude de 12.5, a pequena estrela é difícil de ser identificada no grande campo de estrelas, especialmente pelo fato dela estar próxima do centro galáctico. Como disse Joe, “Ela está bem perto das Nebulosas da Lagoa e da Pata do Gato, assim sendo o campo de imagem é bem cheio mesmo se for uma única exposição de 10 minutos”. Para aqueles que têm mais de 10 minutos para procurar esse objeto, suas coordenadas celestes são: R.A. 18:10:21.35 Dec. -23:05:30.6. A N Sgr 2011 No.2 já entrou no catálogo VSX e foi identificada aí como sendo VSX J181021.3-230530.
Créditos: http://cienctec.com.br/

Antares



Antares (canto superior esquerdo) é uma gigantesca estrela. Pertencente a uma classe chamada supergigante vermelha, Antares tem aproximadamente 700 vezes o diâmetro do nosso Sol, é 15 vezes mais massiva e 10,000 vezes mais brilhante. Antares é a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião e uma das mais brilhantes do céu nocturno. Antares é aqui vista rodeada por uma nebulosa de gás que ela própria expeliu. A radiação da companheira estelar azul de Antares faz o gás nebular brilhar, como visto na foto do lado. Antares está localizada a cerca de 500 anos-luz de distância. A luz azul da estrela Rho Ophiuchi e suas vizinhas reflectem-na mais eficientemente que a luz vermelha. As nuvens estelares de Rho Ophiuchi, bem em frente do enxame globular M4, são mais coloridas que o olho humano consegue observar - as nuvens emitem em comprimentos de onda que variam entre o rádio e os raios-gama.

Investigação Forense Cósmica Associa Ondulações Nos Anéis dos Planetas a Impactos





Como cientistas forenses examinando impressões digitais numa cena de crime cósmico, os astrônomos estão trabalhando com dados das sondas Cassini, Galileo e New Horizons, da NASA buscando por pistas e ondulações nos anéis de Saturno e Júpiter, que possam dizer algo sobre as colisões que esses planetas sofreram com fragmentos cometários nos últimos 10 anos.



Leia a matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=9954

Ciência e Tecnologia

Galáxia Espiral Magnífica

Também conhecida como NGC 123, esta galáxia é dominada fascinante, por milhões de estrelas brilhantes e escuras de poeira, preso em um redemoinho gravitacional de braços espirais girando em torno do centro. Os enxames abertos contêm brilhantes estrelas azuis, pode ser visto ao longo destes polvilhado braços espirais, enquanto  trilhos escuras de poeira interestelar densa pode ser polvilhado entre eles. Menos visíveis, mas perceptibles, são milhares de milhões de tênues estrelas normais e grandes extensões de gás interestelar, que dominam a dinâmica da galaxia interior. Invisível são as quantidades aínfimas de matéria numa forma que ainda não sabemos,  penetrando a matéria escura teve que explicar os movimentos do visível na galaxia exterior.

Matéria escura poderia aquecer um planeta tornando-o habitável

Segundo uma nova pesquisa, a matéria escura poderia tornar planetas normalmente hostis em habitáveis. Em áreas ricas em matéria escura, as partículas poderiam se acumular dentro de planetas que não tem estrela para aquecê-los, aquecendo-os o suficiente para manter água líquida em sua superfície. A matéria escura é literalmente obscura. A única coisa que os astrônomos sabem é que sua atração gravitacional pode ser detectada sobre a matéria normal, por um fator de 5 a 1. Teóricos calculam que a matéria escura pode ser gravitacionalmente capturada por planetas e estrelas. A matéria escura circunda as galáxias nos chamados halos. As partículas de matéria escura sentem a força da gravidade, e orbitam o centro de massa das galáxias.
Muitos pesquisadores acreditam que a matéria escura é feita de partículas chamadas WIMPs, que interagem fracamente com a matéria normal, mas se aniquilam em contato umas com as outras, criando um jato de partículas energéticas. Tal aniquilação poderia produzir calor, se as partículas fossem absorvidas pela matéria circundante.
Agora, os pesquisadores resolveram calcular quanto calor seria produzido dentro de planetas em diferentes ambientes de matéria escura. Quando as partículas de matéria escura em órbita passam através de objetos, tais como planetas, ocasionalmente batem em átomos, perdendo energia e velocidade. Se elas perdessem bastante energia após as colisões, poderiam ficar presas pela gravidade do planeta, em última análise estabelecendo-se em seu núcleo. Lá, elas devem atingir outras partículas de matéria escura e se aniquilar, produzindo calor. Estaria a aniquilação de matéria escura aquecendo a Terra? Não muito. A Terra fica a cerca de 26.000 anos luz do centro da galáxia, longe o suficiente para que a concentração de matéria escura seja demasiado reduzida para ter muito efeito. Entretanto, mais perto do centro da galáxia a concentração de matéria escura é muito maior, de modo que este aquecimento poderia aproximar-se do calor que a Terra recebe do sol, por exemplo. Os pesquisadores descobriram que um planeta com um peso poucas vezes a massa da Terra e dentro de aproximadamente 30 anos-luz do centro galáctico poderia ser bastante aquecido pela matéria escura para manter água líquida em sua superfície. Isso significa que todos os planetas que se afastaram de suas estrelas hospedeiras ainda podem ser habitáveis, apesar de estarem flutuando no espaço frio.  Os cientistas querem realizar experiências de detecção de matéria escura na Terra para descobrir se isso é mesmo possível. Os cálculos são baseados em candidatos a WIMPs, que interagem tão fortemente com a matéria normal quanto é permitido pelas observações atuais. Se os experimentos não conseguirem detectar a matéria escura nos próximos 5 a 10 anos, irá sugerir que ela não interage com força suficiente para produzir aquecimento planetário. E os “loucos” de plantão já começam a visualizar cenários onde essa habilidade seria muito útil. Em um futuro distante, quando as estrelas esgotarem seu combustível nuclear e morrerem, as civilizações remanescentes podem procurar um novo lar, e a melhor opção seriam planetas aquecidos por matéria escura – provavelmente um último grito de vida. Isso até pode ser verdade na teoria, mas os pesquisadores lembram que planetas aquecidos por matéria escura são extremamente raros. As pessoas teriam que procurar um lugar onde a densidade de matéria escura fosse 10 milhões de vezes maior que a estimativa usual (próxima a Terra), ou seja, uma pequena fração de casos são possíveis, de forma que essa ideia vai ficar mais para o acervo de ficção cientifica. Essas áreas ricas em matéria escura são tão distantes – 26.000 anos-luz – que, mesmo que a presença de planetas pudesse ser detectada, os telescópios atuais não seriam capazes de fazer imagens, procurando sinais de água. Os cientistas estão mais interessados em estrelas dentro de cerca de 65 ou 100 anos-luz da Terra, porque no futuro podem construir um grande telescópio que tente fotografar os planetas em torno delas.
Fonte: http://hypescience.com
[NewScientist]

Está Chovendo em Titã

                                  Créditos da Ilustração e Direitos do Autor: David A. (AstroArt) Hardy
Está chovendo em Titã. De fato, está chovendo metano no satélite Titã e isso não é uma brincadeira de 1 de Abril. A cena quase que familiar representada nessa visão artística da superfície da maior lua de Saturno mostrando uma paisagem erodida com um céu carregado de tempestade é provavelmente o que está se passando nesse longínquo mundo agora. Esse cenário é consistente com as tempestades sazonais que temporariamente escurecem a superfície de Titã ao longo da região equatorial da lua, como pôde ser observado pelos instrumentos a bordo da sonda Cassini da NASA. Claro que na congelante Titã, com a temperatura na superfície sendo em média igual a −180 graus Celsius, o ciclo de evaporação, a formação de nuvens e a chuva envolve o metano líquido ao invés da água. A formação de raios também é um fenômeno terrestre que possivelmente ocorre na espessa e rica em nitrogênio, atmosfera de Titã.
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