4 de abr de 2011

A Beleza da Assimetria da Nebulosa Planetária NGC 5882

O telescópio espacial Hubble das agências NASA/ESA registrou uma nebulosa planetária com uma excepcional qualidade que não é convencional. Nebulosas planetárias são sinais da morte de estrelas de tamanho médio (aproximadamente 8 vezes maior do que o Sol em massa), quando o combustível hidrogênio da estrela é totalmente esgotado, suas camadas externas se expandem e esfriam criando um casulo de gás e poeira. Esse gás então brilha à medida que ele é atingido pela forte radiação ultravioleta emitida pela estrela central. A NGC 5882 é um exemplo brilhante, porém pequeno de uma nebulosa planetária que se localiza na na porção sul da Via Láctea na direção da constelação Lupus (O Lobo). As nebulosas planetárias as vezes têm uma aparência perfeitamente simétrica, com o gás sendo expelido desde a estrela moribunda em todas as direções igualmente. Contudo esse não é o caso da NGC 5882, como a imagem do Hubble mostra. Ela parece ter duas regiões distintas mas não uniformes, uma concha mais interna alongada de gás e uma concha não esférica mais apagada que a circunda. A imagem detalhada do Hubble revela intrigantes nós, filamentos e bolhas dentro dessas conchas. Mas é a estrela moribunda no centro da nebulosa planetária que domina a imagem, brilhando intensamente com uma incrível temperatura superficial de aproximadamente 70000 graus Celsius, para se ter uma comparação a temperatura na superfície do Sol é de aproximadamente 5500 graus Celsius. A alta temperatura superficial da anã branca é um resultado da luta da estrela pela sobrevivência, onde ela tentou encontrar novas maneiras de prevenir seu colapso sobre a própria gravidade. Essa imagem foi feita a partir de imagens obtidas pela Wide Field Planetary Camera 2 do Hubble. A luz emitida pelo oxigênio ionizado é colorida em azul (foi registrada por meio do filtro F502N), a luz amarela e verde (obtida através do filtro F555W) é mostrada em verde, a luz emitida pelo hidrogênio brilhante (capturada pelo filtro F656N) é mostrada em vermelho escuro e a luz do nitrogênio brilhante é mostrada em vermelho claro (capturada pelo filtro F658N). Os tempos de exposição foram de 320 s, 104s, 140s e 1200s, respectivamente e o campo de visão é de apenas 29 segundos de arco de diâmetro.
            http://spacetelescope.org/images/potw1114a/

As luas de Saturno, Dione e Titã, vistas da Cassini

Créditos e direitos autorais : NASA/JPL/SSI;Color composite:Emily Lakdawalla
Como seria ver um céu com várias luas? Tal é o caso do céu sobre Saturno. Quando aparecem perto umas das outras, as luas apresentarão uma fase semelhante. Uma vista com duas das mais famosas luas de Saturno na fase quase cheia foi capturada mês passado pela nave espacial robótica Cassini que agora orbita Saturno. Titã, à esquerda, é uma das maiores luas no Sistema Solar e está perpetuamente envolvida em nuvens. Em 2005, a sonda Huygens pousou em Titã e deu à humanidade sua primeira visão da superfície incomum da lua. Dione, à direita, tem menos de um quarto do diâmetro de Titã e não tem atmosfera significativa. A imagem acima, não calibrada, foi tirada no dia 10 de Abril, depois que a Cassini deu um rasante em cada uma das luas na semana anterior.

Enxame Estelar NGC 1850

A uns meros 168,000 anos-luz de distância, este grande e lindo enxame estelar, NGC 1850, está localizado perto dos arredores da estrutura central barrada da nossa vizinha galáxia, a Grande Nuvem de Magalhães. Um primeiro olhar a esta imagem do Telescópio Espacial Hubble, sugere que o tamanho e forma do enxame são reminiescentes dos velhos enxames globulares que vagueiam pelo halo da nossa Via Láctea. Mas as estrelas de NGC 1850 são jovens... o que torna este enxame globular único e sem homólogo na nossa Galáxia. NGC 1850 é também um enxame duplo, com um segundo e compacto enxame de estrelas visível para baixo e para a direita do grande central. Estima-se que as estrelas tenham uma jovem idade de 50 milhões de anos, e que as do enxame mais compacto sejam ainda mais jovens, com uma idade de 4 milhões de anos. De facto, o enxame mais pequeno contém estrelas T-Tauri, estrelas de baixa massa como o Sol ainda em formação. A nebulosa à esquerda, tal como os restos de supernovas na nossa Galáxia, testemunha as violentas explosões estelares, um sinal que estrelas massivas e de vida curta também existiram em NGC 1850.
Crédito: M. Romaniello (ESO) et al., ESA, NASA
Fonte:ESO

A Galáxia Gigante NGC 6872

Com mais de 400000 anos-luz de diâmetro a NGC 6872 é uma enorme galáxia espiral no mínimo 4 vezes maior que a Via Láctea. Localizada a aproximadamente 200 milhões de anos-luz de distância da Terra na direção da constelação do sul Pavo, o Pavão, a forma marcante esticada da galáxia se deve a interações gravitacionais que estão em curso, provavelmente levando a uma eventual fusão com a galáxia próxima e menor, a IC 4970. A IC 4970 é vista abaixo e a direita do núcleo da galáxia gigante nessa paisagem cósmica feita utilizando o telescópio de 8 metros, Gemini Sul no Chile. A ideia de fazer a imagem dessa colisão galáctica titânica veio de ensaio vencedor submetido em 2010 para o Observatório Gemini pela Sydney Girls High School Astronomy Club. Em adição aos aspectos de inspiração e estética, os membros do clube argumentaram que a imagem colorida seria mais do que uma bela imagem Em seu ensaio vencedor eles notaram que “Se dados coloridos suficientes são obtidos na imagem eles podem revelar facilmente informações acessíveis sobre as diferentes populações estelares, estrelas em formação, a taxa de formação relativa devido a interação e a extensão do gás e da poeira presente nas galáxias”.


Créditos da Imagem: Sydney Girls High School Astronomy Club, Travis Rector (Univ. Alaska), Ángel López-Sánchez (Australian Astronomical Obs./ Macquarie Univ.), Australian Gemini Office

Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110403.html

WISE Revela Um Tesouro de Belezas na Região da Estrela Rho Ophiuchi

                                              Créditos da Imagem: NASA/JPL-Caltech/WISE Team
Uma rica coleção de objetos astronômicos coloridos é revelada nessa pitoresca imagem do complexo de nuvens da estrela Rho Ophiuchi feita pelo Wide-field Infrared Explorer, ou WISE da NASA.

Ciência e Tecnologia

Aglomerado estrelar G 1



Este enxame de estrelas, conhecido como G1, é o mais brilhante enxame estelar de todas as galáxias do Grupo Local. Também com o nome de Mayall II, orbita o centro da maior galáxia vizinha: M31 (Galáxia de Andrómeda). G1 contém mais de 300,000 estrelas e é quase tão velho quanto o próprio Universo. De facto, as observações deste enxame mostram ser tão velho quanto os mais velhos enxames globulares da Via Láctea. Duas estrelas aparecem no pano da frente da imagem tirada pelo Hubble em Julho de 1994. Mostra um detalhe comparável a observações terrestres de outros enxames da nossa Galáxia.

Crédito: M. Rich, K. Mighell e J. D. Neill (Universidade de Columbia), e W. Freedman (Observatórios Carnegie), NASA
 
Fonte: ccvalg.pt

Verona Rupes:O Mais Alto Despenhadeiro Conhecido no Sistema Solar

                                                            Créditos: Voyager 2, NASA           
Será que você sobreviveria se caísse no abismo mais profundo do Sistema Solar? Muito provavelmente sim. O Verona Rupes localizado na lua de Urano, Miranda tem uma profundidade estimada de 20 quilômetros, ou seja, dez vezes a profundidade do Grand Canyon na Terra. Devido a baixa gravidade de Miranda, você levaria aproximadamente 12 minutos para cair desde o topo até a base a uma velocidade de 200 km/h. Mesmo assim, a queda poderia não ser mortal devido a uma própria proteção. A imagem acima do Verona Rupes foi feita pela sonda Voyager 2 em 1986. Como o abismo foi formado ainda é um mistério, mas possivelmente sua origem esteja relacionada a algum evento de impacto gigantesco ou a movimentos tectônicos da superfície do satélite.

Fonte: http://apod.astronomos.com.br/apod.php

Os segredos do interior de estrelas gigantes

                                                     © ESO (concepção artística da estrela supergigante Betelgeuse)
Um grande avanço no estudo estrelas velhas, as gigantes vermelhas, foi feito por astrofísico da Universidade de Sydney. O artigo foi publicado na última edição da revista Nature. Usando medições de alta precisão do brilho captado pela sonda Kepler, os cientistas foram capazes de distinguir diferenças profundas no interior do núcleo das estrelas. A descoberta possibilita desvendar novas informações sobre a evolução das estrelas, incluindo o nosso próprio Sol. As gigantes vermelhas são estrelas que esgotaram o suprimento de hidrogênio em seus núcleos durante a geração de hélio na fusão nuclear, e então entra em colapso gravitacional e sua luminosidade aumenta. O próximo estágio da reação nuclear seria a produção de carbono.
                                                                      © Thomas Kallinger (evolução estelar)
"As mudanças de brilho na superfície de uma estrela é um resultado de movimentos de turbulência no interior que causam tremores estelares contínuos, criando ondas sonoras que se deslocam para o interior e retornam à superfície", disse o professor Tim Bedding da Universidade de Sydney. Sob condições propícias, estas ondas interagem com outras ondas presas dentro do núcleo da estrela composta de hélio. São estes modos de oscilações que são a chave para a compreensão do estágio de vida de uma estrela. Medindo cuidadosamente características muito sutis das oscilações no brilho da estrela, foi possível observar que algumas estrelas, que esgotaram o hidrogênio no centro e agora queimando hélio, estão numa fase posterior de sua evolução.
                                                     © Travis Metcalfe (a idade das estrelas)
O astrônomo Travis Metcalfe do Centro Nacional para a Pesquisa Atmosférica dos EUA destaca a importância da descoberta, e diz: "Durante certas fases na vida de uma estrela, seu tamanho e brilho são notavelmente constante, mesmo quando profundas transformações estão ocorrendo no interior profundo".
O professor Tim Bedding e seus colegas trabalham em um campo em expansão chamado astrossismologia. "Da mesma forma que os geólogos usam terremotos para explorar o interior da Terra, usamos terremotos estelares para explorar a estrutura interna das estrelas", explicou. O satélite Kepler possui o objetivo principal de encontrar planetas do tamanho da Terra que pode ser habitável, mas também nos proporcionou uma excelente oportunidade de aprimorar a nossa compreensão deste tipo de estrelas.
Fonte: http://www.nasa.gov/mission_pages/kepler/news/giant_stars.html

Foto espacial: eclipse solar “artificial”

Sabe por que o Sol está tão bonito e estranho na foto? Porque ele está passando por um eclipse – e não um eclipse normal, como vemos aqui na Terra, quando a Lua se coloca entre nosso planeta e a estrela. A imagem foi tirada pelo Solar Dynamic Observatory, da Nasa, que fica no espaço. A cada seis meses o SDO passa pelo que os cientistas da Nasa chamam de “temporada de eclipses”. Por mais de uma hora por dia, o observatório fica atrás da Terra – então o Sol fica atrás do nosso planeta. É por isso que um pouco menos da metade do Sol está escura. O contorno do nosso planeta, no entanto, não fica tão definido. Isso acontece porque a Terra tem uma atmosfera (que a lua não tem , deixando sua sombra bem definida nos eclipses), e que distorce sua sombra.
Fonte: http://hypescience.com
 [Gizmodo]

ESA fotografa fumaça de gelo passando por vulcão em Marte

                    Fumaça de gelo (à esquerda) passando por vulcão que se pensava inativo; a fumaça desapareceu depois
A sonda Mars Express, da ESA (Agência Espacial Europeia), fez uma foto de vulcões vizinhos, que ficam um ao lado do outro, no hemisfério norte de Marte. A imagem, divulgada nesta sexta-feira, foi tirada durante três órbitas da sonda ao redor do planeta vermelho --entre novembro de 2004 e junho de 2006 --, noticia o site da ESA. No meio da viagem, a sonda registrou uma fumaça de gelo passando no topo de um dos vulcões (à esquerda na foto), que se pensava estar inativo, mas na última órbita, ela havia sumido. O mais alto deles, o Ceraunius Tholus (à esquerda na foto), tem 5,5 quilômetros de altura, e o menor, o Uranius Tholus (à direita), 4,5 quilômetros.
               Ceraunius Tholus e Uranius Tholus em perspectiva; os dois vulcões estão localizados ao norte de Marte
As laterais do Ceraunius Tholus são íngremes e há material macio e erosivo, com camadas formadas por cinzas, que provavelmente foi depositado com a erupção do vulcão. Também é possível ver as áreas demarcadas pelo impacto de meteoritos no flanco dos vulcões. O topo do Ceraunius Tholus é formado por uma depressão, cujo interior é plano (primeira foto), e por causa desse formato acredita-se que tenha abrigado um lago quando a atmosfera de Marte era densa.

Fonte: http://www.folha.uol.com.br/
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