7 de abr de 2011

O Aglomerado Coma de Galáxias

Créditos e direitos autorais : Dean Rowe
Quase todos os objetos da fotografia acima são galáxias. O Aglomerado Coma de Galáxias, retratado acima, é um dos aglomerados mais densos que se conhece: ele contém milhares de galáxias. Cada uma dessas galáxias é o lar de bilhões de estrelas: da mesma forma que nos nossos próprios aglomerados, a luz do Aglomerado Coma ainda leva centenas de milhões de anos para chegar até nós. De fato, o Aglomerado Coma é tão grande que são necessários milhões de anos simplesmente para que a luz o percorra de um lado a outro! A maioria das galáxias em Coma e outros aglomerados são elípticas, enquanto a maioria das galáxias fora de aglomerados são espirais. A natureza das emissões de raios-X de Coma ainda está sendo investigada.

Buraco espacial intriga cientistas que observavam nuvens na constelação de Órion

O que se imaginava ser uma nuvem escura e fria na constelação de Órion na verdade é um vazio espacial, um verdadeiro buraco sem explicação que tem intrigado cientistas
O trecho escuro na parte esverdeada da imagem é um "vácuo" espacial, recentemente descoberto pelo telescópio Herschel
Um telescópio europeu em órbita encontrou algo inusitado enquanto procurava por estrelas jovens: um verdadeiro buraco espacial. Ele fica na nebulosa NGC 1999, uma nuvem brilhante de gás e poeira na constelação de Órion. A nebulosa brilha com a luz de uma estrela próxima. O telescópio Hubble a fotografou pela primeira vez em dezembro de 1999. Na época, presumiu-se que um ponto escuro da nuvem era uma bolha mais fria de gás e poeira, que de tão densa bloquearia a passagem da luz. Mas novas imagens do observatório Herschel, da Agência Espacial Europeia, mostram que a “bolha” na verdade é um espaço vazio. Isso porque o observatório capta imagens infravermelhas, o que permite que o telescópio veja além da poeira mais densa e enxergue os objetos dentro da nebulosa. Mas até mesmo ao Herschel, o ponto estava preto. Os astrônomos acreditam que o buraco, medindo 0,2 anos-luz, foi feito pelo processo tumultuoso de nascimento de uma estrela embrionária vizinha, chamada V380 Ori. Esta proto-estrela já é 3,5 vezes o tamanho do Sol. O time que fez a descoberta acredita que a V380 Ori está sinalizando sua quase maturidade ao projetar rapidamente colunas de gás de seus pólos, que estão destruindo qualquer material remanescente da formação da estrela.  “Achamos que a estrela está lançando um jato na velocidade de centenas de quilômetros por segundo, e é ele que está causando o ‘buraco’ na nuvem vizinha,” disse Tom Megeath, que coordenou a pesquisa pela University of Toledo, em Ohio, nos Estados Unidos. “Essencialmente, esses jatos de gás estão sendo projetados e eles acabam com todo o gás e poeira.”

Herschel e os buracos

Megeath comentou que o telescópio que descobriu o buraco é batizado em homenagem ao astrônomo William Herschel, que viveu no século XIX. Em suas catalogações do céu noturno, Herschel registrou diversos trechos escurecidos que ele imaginou que fossem buracos, mas na verdade eram apenas nuvens escuras.  “Daí em diante, sempre que se via o que parecia um buraco espacial, se presume que são nuvens,” explicou. “Chega a ser irônico que agora, quase 150 anos depois, um telescópio chamado Herschel viu algo que todos achavam que era uma nuvem, e na verdade era um buraco de verdade”.

Nebulosa Planetária NGC 2438

                                                Créditos e direitos autorais : Daniel López, IAC
A NGC 2438 é uma nebulosa planetária, o escudo de gás emitido por uma estrela parecida com o Sol que está morrendo com bilhões de anos de vida que teve seu reservatório de combustível de hidrogênio exaurido. Localizada a aproximadamente 3000 anos-luz de distância da Terra ela está dentro dos limites da constelação náutica de Puppis. De forma marcante, a NGC 2458 também parece se localizar nos subúrbios do brilhante e relativamente novo aglomerado aberto de estrelas M46. Mas a estrela central dessa nebulosa planetária não é somente muito mais velha que as estrelas da M46, ela se move através do espaço com velocidade diferente das estrelas do aglomerado. A distância estimada também coloca a NGC 2438 mais perto do que a M46 e então a nebulosa parece estar em primeiro plano, isso devido a chance dela estar localizada na mesma linha de visada do jovem aglomerado estelar. Essa imagem profunda da NGC 2438 destaca um halo anteriormente não observado de gás atômico brilhante com mais de 4.5 anos-luz de diâmetro se estendendo além do anel interno mais brilhante da nebulosa. Halos similares têm sido encontrados em imagens profundas de outras nebulosas planetárias, esses halos são produzidos durante as fases ativas iniciais das estrelas centrais.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110407.html

Nascimento Estelar III – O Berçário Estelar

O modelo estelar atual explica como uma estrela nasce a partir núcleo isolado e está conforme as observações. No entanto, a maioria dos nascimentos estelares dá-se em aglomerados e este modelo não tem em conta as influências entre as estrelas próximas e como isso afecta o nascimento.

Leia a postagem completa em: http://astropt.org/blog/2011/04/04/nascimento-estelar-iii-o-bercario-estelar/
Créditos:http://astropt.org

Panorama da Galáxia da Baleia

Créditos e direitos autorais : Nikolaus Sulzenauer
Para ver esta baleia azul de corpo inteiro, role a tela para a direita. NGC 4631 é uma grande e linda galáxia espiral vista de lado a cerca de apenas 30 milhões de anos-luz de distância. Sua forma ligeiramente distorcida de cunha levou ao seu popular apelido de galáxia da Baleia. As escuras nuvens interestelares de poeira e os jovens e brilhantes aglomerados estelares azuis desta baleia destacam esta colorida imagem panorâmica. A faixa de NGC 4631 não apenas parece semelhante à faixa da nossa própria Via Láctea, seu tamanho também é realmente semelhante ao da Via Láctea. A galáxia também é conhecida por ter vertido um halo de gás quente e brilhante detectável em raios-x. A galáxia da Baleia se estende por cerca de 140.000 anos-luz e pode ser vista com um pequeno telescópio na direção da constelação dos Cães de Caça (Canes Venatici).
Fonte: http://apod.astronomos.com.br

O LHC já encontrou algum bruraco negro?

Desde 2008, o Grande Colisor de Hádrons (Large Hadron Collider – LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, está ativo. Seu principal objetivo é obter dados sobre colisões de feixes de partículas. uitos teóricos tinham esperança de que o colisor, baseado perto de Genebra, na Suíça, criasse buracos negros em miniatura, de curta duração. Esses buracos negros não constituiriam uma ameaça a Terra, mas forneceriam evidências de hipotéticas dimensões que poderiam estar fora do mundo 3D que os seres humanos normalmente experimentam.

Se essas dimensões existissem, os grávitons, partículas que transmitem a força da gravidade, poderiam vazar para elas, oferecendo uma explicação muito necessária do por que a gravidade é muito mais fraca do que as outras forças. Nas altas energias criadas no interior do LHC, porém, a colisão de prótons pode ser afetada mesmo por grávitons das dimensões extras, fazendo com que a gravidade seja forte o suficiente para criar buracos negros. Até agora, porém, eles não têm surgido. No interior do LHC, os buracos negros produziriam um excesso de partículas de alta energia em ângulo reto com o feixe de prótons.

No entanto, os pesquisadores afirmam não ter visto esse sinal até o momento. Isto exclui o surgimento de buracos negros em miniatura com energias entre 3,5 e 4,5 trilhões de elétron volts ou TeV. Isso não significa que é impossível existir outras dimensões. Mas os novos resultados excluem algumas variações na hipótese de dimensões extras. Se elas existem, são mais difíceis de detectar do que se pensava anteriormente, uma restrição importante que os teóricos terão de respeitar. Ainda assim, a busca vai continuar normalmente.
Fonte: http://hypescience.com
[NewScientist]

Resfriamento de Marte é duas vezes menor que o da Terra

Diferença está relacionada com a influência das placas tectônicas, ausentes no planeta vermelho. Por isto o manto de Marte se esfria entre 30 e 40 graus a cada mil anos
O manto de Marte se esfria entre 30 e 40 graus a cada mil anos, duas vezes mais devagar que a Terra, revelou nesta quarta-feira o CNRS (Centro Nacional de Pesquisas Científicas) da França. Pela primeira vez os pesquisadores franceses puderam reconstituir "com precisão" a evolução térmica do planeta vermelho há 4.000 anos, por meio do estudo da composição de rochas vulcânicas observadas pela sonda espacial da Nasa Mars Odyssey. Os resultados, publicados na edição digital da revista "Nature", contrastam com os do manto terrestre, cuja temperatura cai entre 70 e 100 graus a cada milênio, um ritmo superior que os autores do estudo atribuem à influência das placas tectônicas, ausentes em Marte. Os pesquisadores do CNRS, que assinam o estudo junto com colegas da Universidade Paul Sabatier de Toulouse, analisaram o silício, o ferro e o tório presentes na superfície marciana, materiais especialmente sensíveis às condições de temperatura. Além disso, ressaltaram que a abundância destes três elementos em várias regiões vulcânicas de Marte constitui um "fantástico registro" dos processos de fusão nas profundezas de seu manto, e evidencia o esfriamento do planeta ao longo do tempo. A redução da temperatura no planeta representa um aumento da profundidade da litosfera, lugar onde se produz a fusão, até que chega um momento em que o magma interior não consegue atravessar a camada, pondo fim à atividade vulcânica. Os resultados oferecem um novo enfoque para abordar questões como as relações entre a atividade vulcânica e a composição da atmosfera no planeta.
Fontes: Folha.com / Astrofísicos.com.br
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...