8 de abr de 2011

Zoológico de Planetas


Gigantes quentes”, um enigma


Como um planeta enorme, 280 vezes maior do que a Terra e seis vezes mais próximo de sua estrela do que Mercúrio está do Sol, consegue se formar e continuar existindo? Essa questão não pára de intrigar os astrônomos desde que, há um ano e meio, foi descoberto um planeta rondando a estrela 51 da Constelação de Pégaso. Peg-51, para os íntimos. Os astrônomos imaginavam, até então, que um corpo celeste com esses traços estaria fadado a desaparecer, sugado pela imensa força gravitacional da estrela vizinha. “Trata-se de um bicho raro no zoológico planetário”, comentou o astrônomo Geoffrey Marcy, um dos autores da descoberta. O espanto dos cientistas se tornou ainda maior quando foi achado, pouco depois, outro planeta com as mesmas características, ao redor de uma estrela na Constelação de Rho de Câncer. Atualmente, os bichos raros já somam quatro, e os astrônomos calculam que nada menos do que 5% de todos os planetas da nossa Galáxia sejam desse tipo. Para explicar os “Gigantes quentes”, ou “Júpiter Quentes”, como dizem os cientistas, surgiu uma nova teoria. Alguns astrônomos especulam que esses planetas não se formaram nas imediações da estrela, mas foram empurrados para lá numa colisão com outro planeta.

Planeta ou anã marrom?

A descoberta de planetas nos confins do Universo colocou os astrônomos perante um dilema teórico: como definir, exatamente, o que é um planeta? Exemplo: por que o planeta gigante encontrado na galáxia de HD 114762 é catalogado como planeta e não como uma nuvem de gás ou uma anã marrom? As anãs marrons são estrelas muito pequenas para desencadear uma reação de fusão nuclear e, dessa forma, emitir luz, como é esperado das estrelas convencionais. O problema é que, na hora de definir quem é quem, tamanho não é documento. Ou seja, um planeta graúdo pode ser maior do que uma anã marrom que seja realmente nanica. Já se pensou em diferenciar os dois tipos de corpo celeste pela sua composição química. Impossível. Ambos são formados pelos mesmos elementos, hidrogênio e hélio. A única diferença entre uma anã marrom e um planeta está no seu miolo: os planetas são formados de rochas e gelo, enquanto a anã marrom é composta apenas por gases. Mas é impossível, com os equipamentos disponíveis, descobrir do que são feitos os planetas extra-solares. Enquanto não se descobre um jeito de viajar até lá, o único critério que os cientistas estão conseguindo aplicar baseia-se na excentricidade de cada um dos objetos – uma estrela anã teria uma órbita mais elíptica do que a de um planeta. Se for assim, o HD 114762 pode girar tranqüilo. Sua órbita continua sendo a de um planeta.

Em Busca da “zona habitável”


Escala de uma região do espaço que teoricamente poderia haver zonas habitáveis composta por estrelas de diferentes tamanhos (nosso sistema solar está no centro).

Tudo bem, já se sabe que o nosso Sol não é a única estrela a possuir planetas ao seu redor. Mas não é exatamente este o motivo principal que leva a humanidade a apontar telescópios para o céu. Os planetas só constituem um foco de interesse na medida em que apenas eles podem abrigar seres vivos.  Não há chance de se encontar organismos vivos em cometas, nem em estrelas, nem na maioria dos planetas encontrados. O que estamos procurando são planetas na chamada “zona habitável” – isto é, com condições semelhantes às existentes na Terra. Não podem estar muito longe de sua respectiva estrela, o que os tornaria gelados como Saturno ou Netuno, nem demasiado perto, sob pena de virar verdadeiras fornalhas, como Mercúrio ou Vênus.

Objetos do tipo “Júpiter quente” são, como a expressão indica, tão pouco hospitaleiros quanto ele próprio. O máximo que se pode dizer a favor dos planetas recém-descobertos é que dois deles – um ao redor de 47 da Ursa Maior e o outro na Constelação 70 de Virgem – podem possuir água. “Para ser honesto”, admite Marcy, “ne-nhum desses planetas têm condições de abrigar lagos ou oceanos, como na Terra”. Sem água, nada feito. Não há seres vivos, pelo menos como a conhecemos. Marcy acredita que o único obstáculo que impede a descoberta de mais planetas na “zona habitável” é a tecnologia. “Não tenho dúvida de que existem planetas com água líquida e moléculas orgânicas”, acrescenta.

A dupla Butler e Marcy escolheu mais de 400 estrelas parecidas com o Sol para investigar com a ajuda do poderoso telescópio Keck, no Havaí. No Texas, dois outros astrônomos, William Cochran e Artie Hatzes, vasculham 150 estrelas no aglomerado de Hyades. Significativamente, a última reforma no Telescópio Espacial Hubble serviu para trocar os velhos instrumentos por dois sensores novinhos em folha, destinados a perscrutar no infravermelho objetos pequenos e difíceis de enxergar na luz visível. Um dos recursos usados pelos cientistas é o Efeito Doppler, que aponta variações na cor dos astros de acordo com seus movimentos. Eles ficam mais azulados quando estão se aproximado da Terra e mais avermelhados quando se distanciam.

Um vagalume ao lado de uma explosão

A maior dificuldade na procura de planetas na chamada “zona habitável” é que o brilho da estrela costuma ofuscar qualquer coisa nas proximidades. Marcy compara o desafio ao de “ver um vagalume perto de uma explosão nuclear”. É uma tarefa impossível na luz normal, mas há outros meios. Os cientistas apostam nos radares infravermelhos, capazes de identificar corpos com temperatura muito baixa. Outra técnica consiste em trabalhar ao mesmo tempo com dois telescópios voltados para a mesma direção. É a chamada interferometria, o método escolhido pelo Projeto Origins, da Nasa, o mais importante dentre todos os projetos de pesquisa espacial. Vários pequenos telescópios operando em conjunto serão lançados nos próximos sete anos para esquadrinhar o céu em busca de novos planetas. É um empreendimento caro, mas o diretor da Nasa, Daniel Goldin, acredita que vale a pena. “Nenhum esforço é grande demais para provar a existência de vida em outros planetas”, comenta o cientista.

Promessa de água

Para ser indicado como candidato a hospedeiro de seres vivos, um planeta deve preencher certos pré-requisitos, como a presença de água em estado líquido e uma temperatura amena – nem quente demais, nem fria demais. O planeta ao redor da estrela 70 da Constelação de Virgem se enquadra nesse perfil. Sua temperatura de 85 graus, comparável à de uma xícara de café quente, é excessiva para os padrões humanos, mas não chega a ser incompatível com a existência de seres vivos. Ninguém sabe se há água na sua superfície, mas os cientistas estão esperançosos.

O mais "normal"

O planeta gigante na órbita da estrela 47 da Constelação da Ursa Maior foi descoberto pelos astrônomos Marcy e Butler no início do ano passado. Com três vezes e meia a massa de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, ele gira ao redor da estrela a uma distância de 190 milhões de quilômetros, quase igual à que existe entre a Terra e o Sol. Gasoso, como Júpiter, este planeta é um dos que mais se aproximam do figurino clássico desse tipo de corpo celeste. Na ilustração, ele aparece no canto direito, ao alto, com uma lua orbitando ao seu redor.

Planeta derretido

O planeta de 51 de Pégaso foi o primeiro a ser descoberto fora do Sistema Solar. Com um tamanho 280 vezes maior do que a Terra, está praticamente colado à sua estrela. Os eventuais visitantes podem escolher a temperatura: 1000 graus numa das faces e, na outra, centenas de graus abaixo de zero. Não existe dia e noite, pois a gravidade da estrela impede o planeta de girar. O Peg-51 está a 42 anos-luz da Terra.

Galáxia do Escultor - galáxia espiral NGC 253

A Galáxia do Escultor (NGC 253) é uma galáxia espiral intermediária na constelação do Escultor. É uma das galáxias mais próximas além de nossa vizinhança local de galáxias. Galáxia NGC 253 apresenta estruturas complexas, tais como nuvens de gás, faixas de poeira escuras e aglomerados de estrelas jovens luminosas. Esses elementos são típicos de galáxias espirais. Proximidade da galáxia com Via Láctea, a torna um alvo ideal para astrônomos amadores para aqueles interessados ​​em aprender mais sobre a composição dessas cidades impressionante de estrelas. A Galáxia do Escultor está actualmente a atravessando um período de formação de estrelas vigoroso que o torna também uma galáxia starburst. Apenas uma supernova foi detectada dentro da Galáxia do Escultor, apesar do fato de que as supernovas são geralmente associados com as galáxias starburst, Galáxia do Escultor, que lembra um pouco visualmente, como Andrômeda, visto próximo à borda, seus braços espirais são carregados com poeira interestelar, tornando-o difícil de estudar, pelo menos quando não estiver utilizando outros comprimentos de onda de luz visível.
Distância da Terra: ~ 13 milhões anos luz.
Fonte:http://panoramicuniverse.com/sculptor-galaxy-spiral-galaxy-ngc-253/

Telescópio da NASA Procura Por Exoplanetas Que Podem Ser Imageados Diretamente

Os astrônomos têm uma nova maneira de identificar estrelas próximas e apagadas com o satélite Galaxy Evolution Explorer da NASA. A técnica deve ajudar na caça por planetas que se localizam além do nosso Sistema Solar, e pelo fato de estarem próximas elas podem ser o lar de exoplanetas mais fáceis de serem identificados.

Leia a postagem completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=10228
Créditos:Ciência e Tecnologia

Satélite observa oscilações de luz em estrelas parecidas com o Sol

Estudo destas diferenças pode levar à descoberta de novos planetas
Gabriel Diaz/Instituto de Aastrofisica de Canarias
O satélite Kepler da Nasa detectou variações na luminosidade de 500 estrelas parecidas com o Sol do nosso sistema. Estas observações, que serão publicadas na edição desta semana da revista Science, auxilia os astrônomos a entenderem a natureza e evolução destes astros. Estas observações dão uma ideia da massa, raio e idades destas estrelas, assim como sua estrutura. Os cientistas já identificaram a oscilação em cerca de 25 estrelas com tamanho, idade e composição similares ao Sol. Mas a principal missão do Kepler é ajudar na localização de planetas parecidos com a Terra, que poderiam ser habitáveis. As oscilações da luz ajudam nesta localização porque podem indicar que há um planeta orbitando estes astros. Para este tipo de observação, o satélite tem um fotômetro, instrumento que mede a intensidade da luz. Este fotômetro inclui um telescópio e uma câmera de 95 megapixel. A expectativa é que seja possível observar 170 mil estrelas em pelo menos três anos e meio. Entre as projetos futuros desta missão está o estudo para determinar a idade de todas estas estrelas e das estrelas próximas aos planetas que poderiam ter vida. O telescópio, lançado em 2009, está orbitando o Sol entre a Terra e Marte, conduzindo um censo planetário e buscando planetas similares à Terra. Ele já descobriu que há mais planetas muito menores que Júpiter - o maior planeta do nosso sistema solar - do que planetas gigantes.
Fonte: http://www.estadao.com.br/

Encontrados sinais de água líquida em cometas

Cientistas encontraram indícios de água líquida no passado dos cometas, desbancando a ideia de que eles nunca experimentaram calor suficiente para derreter o gelo que forma a maior parte de sua massa.
Ao contrário do que se pensava, há um passado quente na história dos cometas, o que permitiu que eles contivessem água em estado líquido. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Poeira de cometas

Os pesquisadores fizeram a descoberta analisando grãos de poeira do cometa Wild-2, trazidos de volta à Terra pela sonda Stardust. Lançada em 1999, a sonda Stardust capturou minúsculas partículas lançadas da superfície do cometa em 2004, usando um material super leve, chamado aerogel, e as trouxe de volta à Terra em uma cápsula que aterrissou no estado de Utah, nos Estados Unidos, dois anos depois. Esta é a segunda vez que os resultados coletados pela Stardust alteram a teoria sobre a formação dos cometas:

Minerais dão sinais de água líquida  

"Na nossa amostra, encontramos minerais que se formam na presença de água líquida," afirma Eva Berger, da Universidade do Arizona, que liderou o estudo. "Em algum ponto da sua história, o cometa conteve 'bolsas' de água."  Os cometas são frequentemente chamados de "bolas de neve sujas" porque são formados principalmente de água congelada, salpicada de fragmentos de rochas e gases congelados. "Quando o gelo derreteu no Wild-2, a água quente resultante dissolveu minerais que estavam presentes naquele momento, precipitando os minerais na forma de sulfetos de ferro e cobre que observamos em nosso estudo", diz Dante Lauretta, coautor do estudo. "Os sulfetos se formaram entre 50 e 200 graus Celsius, muito mais quente do que as temperaturas abaixo de zero previstas para o interior de um cometa." Ao contrário dos asteroides, pedaços extraterrestres formados por rochas e minerais, os cometas apresentam uma cauda formada por jatos de gás e vapor que o fluxo de partículas de alta energia vindas do Sol arranca de seus corpos congelados. Mas os resultados da sonda Stardust também já haviam mostrado que há similaridades entre asteroides e cometas.

Temperatura máxima no cometa

A descoberta dos sulfetos minerais de baixa temperatura é importante para a compreensão de como cometas se formaram - o que, por sua vez, dá informações sobre a origem do Sistema Solar
Os pequenos riscos no aerogel foram causados pelas partículas do cometa, capturadas quando a sonda Stardust voou através de sua cauda. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]
Além de fornecer evidências de água líquida, os ingredientes descobertos colocam um limite superior para as temperaturas que Wild-2 encontrou desde sua origem e ao longo de sua história.  "O mineral que encontramos - cubanita - é muito raro em amostras vindas do espaço", diz Berger. "Ele existe em duas formas, e a que encontramos só existe abaixo de 210 graus Celsius. Isto é emocionante porque nos diz que esses grãos não foram submetidos a temperaturas mais elevadas do que isso."  Cubanita é um sulfeto de ferro e cobre também é encontrado na Terra, em depósitos de minério expostos às águas subterrâneas aquecidas, e em um determinado tipo de meteorito.

Dois cometas

Depois de terminar sua visita ao cometa Wild 2, a sonda Stardust ainda tinha combustível nos tanques, o que fez a NASA redirecionar sua órbita para que ela pudesse observar um segundo cometa, o Tempel 1. Esta visita permitiu que os cientistas tivessem uma imagem precisa da cratera feita nesse cometa por uma outra sonda espacial, chamada Impacto Profundo.

Estudo de Ponta Confirma A Causa das Explosões de Raios-Gamma de Curta Duração

Uma nova simulação de supercomputador mostra que a colisão de duas estrelas de nêutrons podem produzir naturalmente as estruturas magnéticas que acredita-se fornecem energia aos jatos de partículas de alta velocidade associadas com curtas explosões de raios-gamma (GRBs). O estudo fornece uma visão mais detalhada das forças que dirigem algumas das explosões mais energéticas do universo.

Leia a postagem completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=10223
Créditos: Ciência e Tecnologia

Os Ecos das Profundezas de Uma Estrela Gigante Vermelha

Créditos e direitos autorais : Pieter Degroote (Leuven University)
Crédito: Paul Beck, Joris De Ridder, Conny Aerts (Leuven University), et al., ERC, PROSPERITY
Uma jornada ao centro de uma estrela gigante vermelha é algo bem determinado no reino da ficção científica. Já na vida real, a ciência da asterosismologia pode explorar as condições ali existentes. A técnica consiste em medir o tempo das pequenas variações no brilho da estrela registrado pela sonda caçadora de planetas Kepler. Variações regulares indicam oscilações estelares, análogas a ondas de som, que comprimem e expandem o gás gerando as mudanças de brilho. Como foi recentemente descoberto nas estrelas gigantes vermelhas, algumas das oscilações detectadas têm períodos que as fariam penetrar no núcleo estelar. Nesse ambiente extremo elas na verdade se tornam mais intensas e podem retornar até a superfície da estrela. Esses ecos do núcleo das estrelas gigantes vermelhas estão ilustrados nessa imagem obtida a partir de uma animação de uma simulação computacional desses fenômenos. De forma marcante, pode-se notar que os períodos medidos para as oscilações podem indicar como e onde a energia das estrelas gigantes vermelhas é produzida, pela fusão do hidrogênio e do hélio que ali acontecem.

A Evasiva Nebulosa Medusa

Normalmente tênue e difícil de ser encontrada, a Nebulosa Medusa foi captada nesta vista telescópica sedutora e em falsas cores. Ladeada por duas estrelas brilhantes, Mu e Eta Geminorum, aos pés de um gêmeo celeste, a Nebulosa Medusa é a brilhante crista de emissão em arco com tentáculos dependurados abaixo e à direita do centro. Na verdade, a medusa cósmica é considerada parte do remanescente de supernova IC 443 em forma de bolha, a nuvem de escombros em expansão de uma estrela massiva que explodiu. A luz da explosão chegou ao planeta Terra pela primeira vez há mais de 30.000 anos. Da mesma forma que seu primo em águas astrofísicas, o remanescente de supernova Nebulosa do Caranguejo, IC  433 é conhecida por hospedar uma estrela de nêutrons, remanescente de um núcleo estelar que entrou em colapso. A nebulosa de emissão Sharpless 249 preenche o campo acima e à esquerda. A Nebulosa Medusa está a cerca de 5.000 anos-luz de distância. A essa distância, esta imagem teria cerca de 300 anos-luz de extensão. O esquema de cores utilizado na composição em banda estreita ficou popular nas imagens do Telescópio Espacial hubble, com o mapeamento de emissões de átomos de oxigênio, hidrogênio e enxofre em azul, verde e vermelho.
Créditos e direitos autorais : Bob Franke

Asteroide com 400 m de diâmetro passa pela Terra em novembro

Imagem de radar do asteroide 2005 YU55, que vai se aproximar da Terra na data provável de 8 de novembro
Um asteroide com 400 metros de diâmetro vai passar perto da Terra no início de novembro, provavelmente no dia 8, segundo previsões iniciais.  "A aproximação com a Terra do asteroide 2005 YU55 é incomum pela curta distância e pelo seu tamanho. Em média, ningúem esperaria que um objeto deste porte passasse tão perto em 30 anos", comenta Don Yeomans, da Nasa. Pela sua dimensão e trajetória próxima à Terra, o 2005 YU55 entrou para a lista de asteroides "potencialmente perigosos" na definição do centro planetário de Cambridge, em Massachusetts, noticia o site www.space.com. Os cientistas, entretanto, estão ansiosos com a notícia, vista como uma "oportunidade única". "Em um sentido real, fornecerá uma resolução de imagem comparável ou até melhor do que um missão de uma nave espacial', diz Lance Benner, pesquisador do JPL (Laboratório de Jato de Propulsão) da Nasa. Segundo estimativas, a rocha espacial estará a 0.85 distância lunar --menos que os cerca de 384 mil quilômetros que separam a Terra da Lua. A passagem do asteroide, identificado pela primeira vez em 28 de dezembro de 2005, mobilizará um programa extenso de observações por radar, raios infravermelhos e a olho nu.

Telescópios espaciais unem-se para explicar explosão variável

O gráfico mostra as mudanças no brilho do evento, gravados pelo telescópio de raios X Swift.[Imagem: NASA/Swift/Penn State/J. Kennea]

Erupções de raios gama

A NASA convocou toda a sua cavalaria astronômica para tentar entender um fenômeno nunca antes visto no céu. Os telescópios espaciais Hubble, Swift e Chandra X-ray juntaram-se para estudar uma das explosões cósmicas mais intrigantes já observadas - uma super explosão pulsante. Mais de uma semana depois de seu início, a radiação de alta energia que caracteriza o corpo celeste continua a brilhar e esmaecer, seguidamente. Geralmente, as erupções de raios gama marcam a destruição de uma estrela maciça, mas as emissões desses eventos nunca duram mais do que algumas horas. Os astrônomos afirmam que nunca viram nada assim tão brilhante, duradouro e variável antes.
 
Buraco negro giratório

Embora a pesquisa ainda esteja em curso, os astrônomos afirmam que a explosão incomum provavelmente surgiu quando uma estrela passou muito próximo ao buraco negro central da sua galáxia. Intensas forças de maré destruíram a estrela, e seus remanescentes continuam a fluir em direção ao buraco negro. Segundo este modelo, o buraco negro giratório formou um jato efluente ao longo do seu eixo de rotação. O fenômeno estaria sendo observado porque esse jato, que produz uma poderosa explosão de raios X e gama, está apontado na direção da Terra. O evento, catalogado como GRB 110328A - de gamma-ray burst (erupção de raios gama) -, foi descoberto no dia 28 Março, na constelação do Dragão.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias

Astrônomos descobrem asteroide que acompanha a Terra

Astrônomos descobriram que um asteroide está seguindo a Terra em seu movimento ao redor do Sol, pelo menos durante os últimos 250 mil anos. A descoberta, feita por cientistas do Observatório de Armagh, na Irlanda do Norte, indica que este asteroide pode estar intimamente relacionado com a origem do nosso planeta.
O asteroide SO16 tem um movimento orbital ao redor do Sol muito parecido com o da Terra - mas, quando visto da Terra, ele parece lentamente traçar um formato de ferradura no céu.[Imagem: RAS]
 
Ferradura espacial

O asteroide chamou a atenção dos astrônomos Apostolos Christou e David Asher logo depois que ele foi descoberto pelo observatório WISE, da NASA.  "Sua distância média do Sol é idêntica à da Terra", diz o Dr. Christou, "mas o que realmente me impressionou na época foi como a sua órbita se parece com a da Terra." A maioria dos asteroides próximos da Terra têm órbitas muito excêntricas, em formato oval, o que os faz mergulhar rumo ao interior do Sistema Solar e depois se afastar - é isso o que os torna candidatos a uma colisão com os planetas. Mas o novo asteroide, chamado 2010 SO16, é diferente. Sua órbita é quase circular. Assim, ele não pode chegar perto de qualquer outro planeta do Sistema Solar, à exceção da Terra. O SO16 ocupa um estado de "ferradura" em relação à Terra. Nesta configuração, um objeto tem um movimento orbital ao redor do Sol muito parecido com o da Terra - mas, quando visto da Terra, ele parece lentamente traçar um formato de ferradura no céu.

Terrafóbico

O asteroide SO16 leva 175 anos para fazer a viagem de uma ponta da ferradura até a outra. Assim, embora por um lado a sua órbita seja muito semelhante à da Terra, na verdade "este asteroide é terrafóbico," explica Tolis.  "Ele se mantém bem longe da Terra. Tão longe, na verdade, que provavelmente ele está nesta órbita há centenas de milhares de anos, nunca tendo se aproximado do nosso planeta mais do que 50 vezes a distância até a Lua". É neste ponto que ele está agora, perto do fim da ferradura.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/
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