12 de abr de 2011

Imagem do Instrumento THEMIS da Sonda Mars Odyssey, Mostra Marte Em Cor Verdadeira



Essa imagem espetacular de abismos iluminados pelo Sol e dunas de areia basáltica no sul da região conhecida como Melas Chasma mostra Marte de uma maneira raramente vista: em cores reais. A colorização é o resultado da colaboração entre os membros da equipe do THEMIS na Cornell University e do artista espacial Don Davis, que é especialista em renderizar em cores reais objetos astronômicos e planetários. Davis começo com a calibração e com o coregistro dos arquivos de radiância multi banda do THEMIS VIS, produzidos pelo grupo de Cornell. Usando como guia as imagens em cores reais feitas pelo Telescópio Espacial Hubble e com sua própria experiência observacional adquirida no Monte Wilson e em outros observatórios, ele realizou um balanço de cores manual para ajustar as cores àquelas anteriormente observadas em Marte. Ele também fez alguma suavização manual e aplicou outros processamentos à imagem com o objetivo de minimizar os efeitos da dispersão residual da luz nas imagens. O resultado é uma visão de Marte que nos convida a comparar com as fotos da Terra; uma cena que poderia ser observada da janela de qualquer avião voando sobre algumas partes do nosso planeta como no sudoeste dos EUA. As dunas basálticas são um lugar comum em Marte mas são feições raras de se ver na Terra. Os nós arredondados e os platôs no interior do cânion mostram um estilo de erosão exótico como o observado no Bryce Canyon em Utah. Embora a inóspita atmosfera marciana não possa ser vista nessa paisagem surpreendente essas imagens só seriam possíveis de serem captadas ao vivo por astronautas muito bem protegidos.

Primeiras galáxias nasceram muito antes do esperado

A galáxia recentemente descoberta indica que essas cidades estrelas estavam se formando cerca de 200 milhões de anos após o Big Bang.

O aglomerado de galáxias elípticas gigantes.NASA / ESA / J. Richard (CRAL) e JP Kneib (LAM), aviso: Marc Postman (STScI)
Usando o poder de amplificação de uma lente gravitacional, os astrônomos descobriram uma galáxia distante, cujas estrelas nasceram de forma inesperada no início de sua existência cósmica. Este resultado lança nova luz sobre a formação das primeiras galáxias, assim como sobre a evolução inicial do Universo. "Nós descobrimos uma galáxia distante, que começou a formar estrelas, apenas a 200 milhões de anos depois do Big Bang", disse Johan Richard do Observatório de Lyon, na França. Esta teoria pode auxiliar na compreensão de quanto tempo as galáxias se formaram e evoluíram nos primeiros anos do Universo.

A equipe realizou observações recentes da galáxia através dos telescópios espaciais Hubble e Spitzer, e mediu a distância utilizando o Observatório WM Keck, no Havaí. A galáxia é visível através de um aglomerado de galáxias chamado Abell 383, cuja poderosa gravidade dobra os raios de luz quase como uma lupa. Sem essa lente gravitacional, a galáxia apresentaria demasiadamente fraca para ser observada, mesmo com os maiores telescópios atuais. Observações espectroscópicas foram feitas com o telescópio Keck II, no Havaí. Espectroscopia é a técnica de dividir a luz em suas cores componentes.

A detecção em infravermelho do Spitzer mostrou que a galáxia era composta de estrelas surpreendentemente antigas e relativamente fracas, indicando que a galáxia era composta de estrelas com cerca de 750 milhões de anos, empurrando para trás a época da sua formação para cerca de 200 milhões de anos após o Big Bang! "Graças à amplificação da luz da galáxia pela lente gravitacional, temos alguns dados de excelente qualidade", disse Dan Stark da Universidade de Cambridge, Reino Unido.

A descoberta tem implicações para além da questão de quando as galáxias se formaram, e podem ajudar a explicar como o Universo se tornou transparente à luz ultravioleta no primeiro bilhão de anos após o Big Bang. Nos primeiros anos do cosmos, uma névoa difusa de gás hidrogênio neutro bloqueou a luz ultravioleta no Universo. Uma fonte de radiação pode ter progressivamente ionizado o gás difuso, para torná-lo transparente aos raios ultravioleta, como é hoje. Este processo é conhecido como reionização. Os astrônomos acreditam que a radiação que impulsionou esta reionização deve ter vindo de galáxias. Mas até agora, não foram encontrados o suficiente para fornecer a radiação necessária.

Esta descoberta pode ajudar a resolver este enigma.  "Parece provável que haja de fato galáxias muito mais lá fora, no início do Universo do que o estimado anteriormente. Nos próximos anos, o Telescópio Espacial James Webb, previsto para lançamento no final desta década, vai se especializar em alta resolução de observações distantes, objetos altamente desviados para o vermelho.
Fonte:http://www.astronomy.com/

O que é o Buraco Negro?

O buraco negro é um corpo cósmico hipotético de extrema densidade gravitacional, do qual nenhuma matéria ou energia, nem mesmo a luz, consegue escapar. O conceito é formulado pela primeira vez em 1783, pelo inglês John Michell. A compreensão moderna do buraco negro é baseada na Teoria da Relatividade Geral, completada em 1916 pelo físico Albert Einstein (1879-1955). O buraco negro é formado partir dos restos da explosão de uma estrela com massa dezenas de vezes superior à do Sol. Esse processo ocorre quando a estrela esgota seu combustível termonuclear interno, passando a se contrair e elevar intensamente a temperatura. O resultado é uma grande explosão (a supernova) e resíduos extremamente condensados. Caso essa massa remanescente seja superior duas ou três vezes à massa do Sol, sua densidade passa a crescer indefinidamente. O campo gravitacional criado torna-se tão forte que não deixaria nenhum tipo de radiação escapar, caracterizando o buraco negro. A absorção de toda a radiação luminosa torna muito difícil a detecção dos buracos negros. Entretanto, essa tarefa é facilitada quando a estrela que dá origem ao buraco negro faz parte de um sistema binário (formado inicialmente por duas estrelas).

Nesse caso, o buraco negro pode ser percebido pela matéria que ele extrai da outra estrela desse sistema. Ao entrar em seu campo gravitacional, essa matéria é aquecida a altíssima temperatura, dando origem a uma forte emissão de raios X antes de ser tragada e desaparecer. Já foram encontradas evidências de mais de dez buracos negros. O primeiro, descoberto em 1972, Cygnus X-1, estaria localizado a cerca de 6 mil anos-luz da Terra. Ele seria um dos componentes de um sistema binário, integrado por uma estrela supergigante azul, catalogada como HDE 226.868. Os buracos negros ainda representam um mistério no estudo do Universo, porém muito já se conhece sobre suas propriedades.

Hoje eles são utilizados como um laboratório de pesquisa para novas teorias do Cosmos, já no século XVIII havia idéias sobre corpos celestes diferentes dos convencionais, como estrelas que, de tão compactas, não deixariam nem mesmo a luz escapar de sua força de gravidade. Estas estrelas seriam os buracos negros. Hoje sabemos que os buracos negros correspondem a fenômenos que ocorrem quando as estrelas estão morrendo. Se uma estrela possui massa aproximadamente quatro vezes a do Sol ou maior, sua atração gravitacional será tão intensa que irá superar a repulsão existente na matéria comum. Desta forma, a estrela entra em colapso e torna-se uma estrela tão densa e compacta que nem mesmo a luz sairia de seu interior.

Além disso, ela é capaz de atrair corpos próximos e triturar toda a matéria. Um buraco negro de um centímetro seria suficiente para destruir a Terra. Se pudéssemos compactar a Terra a um centímetro de diâmetro ele se transformaria em um buraco negro. Se o Sol tivesse cerca de seis quilômetros com toda sua massa ele seria um buraco negro. Para a Teoria da Relatividade de Einstein, os buracos negros correspondem a posições onde o espaço-tempo de quatro dimensões curva-se para o infinito, transformando este local em um mistério para a ciência moderna.
Fonte: http://www.presenteparahomem.com.br

Como se detecta um buraco negro se eles não emitem luz?

Apesar de não liberarem luz, os buracos negros continuam exercendo força gravitacional. Um meio de acha-los é observar os fenômenos à sua volta. Nos sistemas de estrelas duplas, os buracos negros têm uma estrela como companheira. Ambos ficam se orbitando enquanto o buraco negro vai engolindo matéria da companheira até ela sumir. A gravidade do buraco negro faz com que sua estrela companheira gire ao seu redor, assim quanto mais forte a gravidade, mais rápida será a órbita. O desvio luminoso produzido pela aproximação ou afastamento da fonte revela a velocidade orbital da estrela e conseqüentemente a massa do buraco negro. A massa dos dois corpos indica como eles orbitam um em torno do outro. No caso do buraco negro ter mais massa que a estrela que circula ao seu redor, o centro de gravidade ou ponto de equilíbrio fica mais próximo do buraco. Nos pares com massas semelhantes, o ponto de equilíbrio fica no meio. No caso de a estrela ter mais massa, o centro de gravidade fica em seu interior. Como resultado a super gigante apenas oscila, o que torna difícil calcular a massa do buraco negro. É muito difícil ver um buraco negro quando cercado de matéria luminosa, mas os cientistas conseguem localizá-los no centro da atividade gravitacional. A força gravitacional imensa do buraco negro suga o gás da estrela companheira, que acaba formando uma faixa brilhante acelerando a velocidade do gás conforme se aproxima do buraco negro. O fluxo do material da estrela em direção ao buraco negro choca-se com o gás que já está ao redor dele criando o que os cientistas chamam de “mancha quente”.  A matéria que irá ser engolida ruma em direção ao buraco negro em trajetórias espirais, como a água que escoa pelo ralo. Esse fenômeno é chamado de disco de acreção. Nas partes internas do disco de acreção, próximas do buraco negro o gás está tão aquecido que emite raios X antes de desaparecer.
Fonte: http://www.presenteparahomem.com.br 

50 Anos Atrás: O Planeta de Yuri

Créditos e direitos autorais : ISS Expedition 7 Crew, EOL, NASA
 Em 12 de Abril de 1961, o cosmonauta soviético Yuri Alexseyevich Gagarin, tornou-se o primeiro homem no espaço. Sua nva Vostok 1, remotamente controlada, o lançou a uma altitude de 200 milhas e o levou para uma volta ao redor da Terra. Quando atingiu o espaço seu primeiro comentário foi: “O céu é muito escuro; e a Terra é a azul. Tudo pode ser visto com muita clareza”. A visão que ele teve pode ser lembrada em inúmeras imagens, como essa feita em 2003 direto da Estação Espacial Internacional. Alan Shepard, o primeiro astronauta americano, só seria lançado ao espaço um mês depois e num voo mais curto suborbital. Nascido em 9 de Março de 1934, Gagarin foi piloto militar antes de ser escolhido para compor o primeiro grupo de cosmonautas em 1960. Como resultado de seu histórico voo ele se tornou um herói internacional e uma lenda. Morto quando seu jato Mig caiu durante um voo de treinamento em 1968, Gagarin foi enterrado com honras de herói, suas cinzas estão no Kremlin Wall. Vinte anos depois, em outro dia 12 de Abril, mas de 1981, a NASA lançou ao espaço o primeiro ônibus espacial.

Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110412.html

Foto espacial: um close em uma mancha solar

Era um dia calmo na superfície do Sol – o que não quer dizer que tudo estava parado por lá, como é possível ver nessa imagem. Retratada aqui está a grande mancha solar AR9169. Mostradas em ultravioleta, as áreas escuras são mais frias que, mesmo assim, têm temperaturas de milhares de graus Celsius. O gás que você vê fluindo para fora da mancha tem temperatura estimada de um milhão de graus Celsius. A razão de temperaturas tão altas é desconhecida, mas suspeita-se que seja relacionada às mudanças no campo magnético que canalizam o plasma solar.
Fontes: www.nasa.gov 
 http://hypescience.com
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