14 de abr de 2011

Estrelas de Nêutrons e Buracos Negros Além da Compreensão

A imagem em raios-X feita pelo Chandra da galáxia elíptica NGC 4261 revela dezenas de buracos negros e estrela de nêutrons penduradas em uma corrente de dezenas de milhares de anos-luz de comprimento como pérolas numa corrente. A estrutura espetacular, que não é aparente a partir de imagens ópticas da galáxia, acredita-se que seja remanescente de uma colisão entre galáxias ocorrida a alguns bilhões de anos atrás. De acordo com essa teoria, uma galáxia menor foi capturada e empurrada para longe pela força gravitacional da NGC 4261. À medida que essa galáxia menor caia em direção a galáxia maior, grandes correntes de gás eram empurradas em longas caudas de maré. Ondas de choque nessas caudas dispararam a formação de inúmeras estrelas massivas. Com o passar de milhões de anos, essas estrelas evoluíram em estrelas de nêutrons ou buracos negros. Algumas dessas estrelas colapsadas possuíam estrelas companheiras e tronaram-se então brilhantes fontes de emissão de raios-X à medida que o gás dessas estrelas companheiras foi capturado pelos seus intensos campos gravitacionais. A visão atual é que essas galáxias elípticas são produzidas pelas colisões entre galáxias espirais. Simulações de computador que mostram a colisão entre as galáxias suportam essa ideia, e as evidências ópticas das caudas, conchas, ondas, arcos e outras estruturas tem sido interpretadas como evidências dessa teoria. Contudo, como mostram as imagens, a evidência óptica desaparece rapidamente dentro do fundo estrelado da galáxia, onde as assinaturas de raios-X se prolongam por centenas de milhões de anos. A imagem do Chandra da NGC 4261 mostra que as observações de raios-X podem ser o melhor caminho para identificar antigas partes remanescentes de fusões entre as galáxias.
Créditos: http://www.cienctec.com.br/

Gran Telescopio Canarias

Gran Telescopio Canarias, também conhecido como GRANTECAN ou GTC, é o maior telescópio e de tecnologia mais avançada do mundo, construído sob a direção do Instituto de Astrofísica de Canarias, no sítio astronômico conhecido como Observatorio del Roque de los Muchachos, próximo a um vulcão extinto na ilha de La Palma, Ilhas Canárias, Espanha. Com um espelho refletor de 10,3 metros de diâmetro, o telescópio, que levou sete anos para ser construído a um custo de 130 milhões de euros, situa-se a 2267 m de altura, num dos melhores locais do mundo para a observação astronômica, pelas condições de tempo sempre claro e sua altitude acima das nuvens. O projeto empregou mais de mil homens e cem empresas em sua construção, desde o início de seu planejamento, em 1987, por uma cooperativa de empresas da Espanha, México e da Universidade da Flórida. O telescópio foi inaugurado formalmente pelos reis da Espanha em 24 de julho de 2009. Os astrônomos europeus esperam que o GTC possa proporcionar um maior conhecimento sobre os buracos negros, exoplanetas, estrelas e galáxias mais distantes do universo, e que realize importantes avanços em todos os campos da Astrofísica.

Dados técnicos
O interior do telescópio gigante.  
O Gran Telescopio, que fez suas primeiras observações experimentais em 2007 com metade da capacidade agora inaugurada, recebe a luz vinda do espaço em seu gigantesco espelho refletor, segmentado através de 36 peças hexagonais de vidro e cerâmica, totalmente controladas por um recém-desenvolvido sistema de controle chamado de 'ativo-ótico', que faz com que todas as peças trabalhem juntas como um único vidro refletor. Essas peças têm 1,90 m entre os vértices, espessura de 8 cm e massa de 470 kg cada uma. Com esta qualidade de equipamento ótico, o GTC tem um poder de visão e luminosidade equivalente a quatro milhões de pupilas humanas, podendo distinguir com precisão os faróis de um automóvel situado a vinte mil quilômetros do ponto de observação, a mesma que separa a Espanha da Austrália.

A Farta Região da Nebulosa de Emissão Gum 19

Os astrônomos acreditam que essa nebulosa de expansão é a parte remanescente de uma explosão de supernova ocorrida a mais de um milhão de anos atrás.
Leia a postagem completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=10505
Créditos: Ciência e Tecnologia 

Estrelas Jovens na Nuvem Rho Ophiuchi

Créditos e direitos autorais : NASA, JPL-Caltech, WISE Team
Nuvens de poeira e estrelas recém nascidas embutidas brilham nos comprimentos de onda do infravermelho nessa composição espetacular em cor falsa feita pelo o WISE, o Wide-field Infrared Survey Explorer. A aquarela cósmica mostra uma das regiões de formação de estrelas mais próxima da Terra, parte do complexo de nuvem da Rho Ophiuchi que está a aproximadamente 400 anos-luz de distância perto da borda sul da constelação de Ophiuchus. Após serem formadas em um grande nuvem de gás hidrogênio molecular, as jovens estrelas aquecem a poeira ao redor para produzir o brilho em infravermelho. As estrelas em processo de formação, chamadas de objetos estelares jovens ou do inglês YSOs estão mergulhadas em compactas nebulosas rosadas observadas aqui, mas por outro lado estão escondidas da visão dos telescópios ópticos. Uma exploração da região através da penetrante luz infravermelha detecta estrelas emergindo e estrelas recentemente formadas que possuem uma idade média de 300000 anos. Se comparada ao Sol que tem 5 bilhões de anos elas são extremamente novas. A proeminente nebulosa avermelhada na parte inferior direita ao redor da estrela Sigma Scorpii é uma nebulosa de reflexão produzida pela poeira que dispersa a luz das estrelas. Essa visão do WISE se espalha por quase 2 graus e cobre aproximadamente 14 anos-luz considerando a distância estimada da nuvem Rho Ophiuchi.

Destino: Titã

Em 14 de janeiro de 2005, uma pequena nave espacial em forma de disco surgiu da turbulência ardente de uma atmosfera a um bilhão de quilômetros da Terra. Um pára-quedas se abriu e a nave começou a descer lentamente através dos ventos. Com temperaturas oscilando em menos 180° C, finalmente pisou na superfície fria de um mundo distante. A nave espacial da história é a sonda européia Huygens, e o mundo distante, a superfície da maior lua de Saturno, Titã.
O pouso foi o culminar de cerca de 20 anos de trabalhos de cientistas e engenheiros – um verdadeiro desafio. Um novo documentário, “Destino Titã” (nome original: Destination Titan), mostra as atribulações de uma pequena equipe de cientistas britânicos que tinham a difícil tarefa de projetar o experimento que faria as primeiras medidas na superfície de Titã. Para o professor John Zarnecki, a viagem à Titã foi uma odisséia pessoal. Desde menino, quando Yuri Gagarin, um famoso cosmonauta, visitou Londres em 1961, John desejava uma carreira em ciência espacial. Depois de assumir um posto na Universidade de Kent, surgiu a oportunidade do professor fazer parte da missão conjunta Cassini-Huygens da NASA. A Cassini era para ser a nave principal que iria entrar na órbita de Saturno e suas luas, enquanto Huygens, uma embarcação de desembarque, pegaria carona a bordo da Cassini até o momento em que tivesse que descer em Titã. A equipe passou os próximos seis anos tentando planejar como trabalhar em uma superfície cuja composição na época era completamente desconhecida. O dinheiro era pouco. A equipe pediu a ajuda da Polônia, e utilizou alunos para trabalhar em diferentes aspectos do projeto. Outro expert da equipe foi Ralph Lorenz, que tinha a tarefa de projetar o penetrômetro de Huygens, a parte da espaçonave que faz o primeiro contato com a superfície de Titã. Era um componente-chave do projeto, mas como o cientista brincou, basicamente todo mundo estava improvisando, porque ninguém tinha construído algo que havia pousado em Titã antes. Apesar de alguns contratempos graves, a experiência foi finalmente entregue, e em 15 de outubro de 1997 a Cassini-Huygens foi lançada. Depois de uma viagem de sete anos, a sonda Huygens finalmente chegou à superfície da lua no dia de Natal de 2004. Demorou um pouco, mas logo dados começaram a surgir da sonda. O mundo finalmente teve uma vista deslumbrante da superfície de Titã. Especialmente preocupantes eram as imagens de um campo de gelo, tiradas após o desembarque pela nave. De volta ao laboratório, a equipe analisou os dados que chegavam de seu instrumento. Ralph Lorenz lembra que o registro do penetrômetro indicou uma espécie de crosta, que a sonda empurrou para a superfície sem muita resistência. John Zarnecki fez uma observação sobre a superfície de Titã, dizendo que ela parecia um “Crème Brûlée” (francês para “creme queimado”, uma sobremesa), uma analogia cientificamente imprecisa, mas maravilhosamente descritiva. Nos seis anos desde que a Huygens pousou em Titã, a nave-mãe Cassini continua a desvendar os segredos deste mundo intrigante, revelando um lugar muito semelhante ao que os cientistas pensam que a Terra primitiva poderia ter sido. Imagens de radar recentes provaram que lagos e mares de metano líquido existem na superfície da lua, e que tempestades de chuva super-frias sazonais desta substância estão ocorrendo sobre as regiões polares de Titã. Não devem haver futuras missões à lua de Saturno tão cedo, segundo os cientistas. Por enquanto, porém, a sonda Huygens continua a ser o posto mais distante da humanidade no sistema solar.
Fonte: http://hypescience.com
[BBC]
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