15 de abr de 2011

Vida e Morte de uma Estrela

Arte: A explosão de uma supernova é descomunal. Em poucos dias a estrela libera mais energia que nosso Sol em toda a sua vida. A explosão é tão brilhante que mesmo ocorrendo a centenas de anos-luz de distância pode ser vista da Terra até durante o dia.
 
A morte de uma estrela é predeterminada logo no seu nascimento através do seu tamanho e das características da usina de força que a mantém brilhando durante toda sua vida. As estrelas, entre as quais o nosso Sol, são alimentadas pela fusão dos átomos de hidrogênio que se transformam em hélio sob o intenso calor e pressão encontrados do núcleo estelar. O núcleo do hélio produzido é ligeiramente mais leve que as massas de quatro núcleos de hidrogênio necessários à sua produção. A partir de teoria da relatividade de Einstein (E = MC2), sabemos que a falta dessa massa é transformada em energia.

Estrelas similares ao nosso Sol terminam sua vida quando consomem totalmente suas reservas de hidrogênio, ardendo em uma silenciosa e gigantesca expansão de diâmetro. No entanto, estrelas com oito ou mais vezes a massa solar finalizam sua vida de modo muito mais cataclísmico. A fusão nuclear continua mesmo após a exaustão do hidrogênio, produzindo elementos pesados em diferentes camadas.

O processo continua até que o núcleo estelar se transforme em ferro, quando então outro fenômeno ocorre: devido à descomunal temperatura e pressão, os átomos do ferro também se rompem em seus componentes prótons e nêutrons. Quando isso acontece as camadas superiores ao núcleo desmoronam, lançando ao espaço o resto do material estelar e produzindo um poderoso clarão chamado flash da supernova. A explosão é descomunal. Em poucos dias a supernova libera mais energia do que nosso Sol em toda a sua vida. A explosão é tão brilhante que mesmo ocorrendo a centenas de anos-luz de distância pode ser vista da Terra até durante o dia.

Gravidade Intensa

Ao mesmo tempo em que as camadas externas da supernova são lançadas ao espaço, produzindo flashes de intensidade universal, seu núcleo se desmorona cada vez mais. A gravidade criada durante o colapso se torna tão intensa que os prótons e elétrons se comprimem formando nêutrons e o outrora gigantesco núcleo estelar é reduzido de 10 mil quilômetros para menos de 10 quilômetros de diâmetro. O núcleo se torna tão comprimido que uma caixa cheia de material estelar pesa mais que todo o Sistema Solar. Mas as coisas não param por aí. Se a supernova que acabou de explodir possuir 20 vezes mais massa que nosso Sol, sua gravidade se torna tão forte que nem mesmo a luz, que viaja a 300 mil quilômetros por segundo, consegue escapar de seu interior. Essa ex-estrela, chamada agora buraco negro, se torna então invisível.

100 vezes a Massa do Sol

Até agora, nenhuma supernova que os cientistas estudaram havia excedido 20 vezes a massa solar. Com auxílio das imagens dos telescópios Hubble e Keck, Leonard e Gal-Yam focaram seus estudos em uma região específica do espaço e localizaram uma estrela próxima ao ponto de explosão, calculando sua massa entre 50 e 100 vezes nosso Sol.  A observação revelou que apenas uma pequena parte da massa da estrela foi lançada para fora durante a explosão. A maior parte do material, diz Gal-Yam, foi atraída para a região central do colapso pela violenta atração gravitacional. A sequência de imagens após a explosão mostrou que a estrela havia desaparecido. Em outras palavras, a estrela tornou-se um buraco negro, tão denso que nem mesmo a luz consegue escapar.

Lambda Orionis: A Grande Cabeça de Orion Revelada em Infravermelho Pelo WISE

Na mitologia grega, Orion, foi um caçador que tinha uma vaidade tão grande que ele irritou a deusa Artemis. Como punição, Artemis mandou o caçador para o céu onde ele pode ser visto como a famosa constelação de Orion. Na constelação, a cabeça de Orion é representada pela estrela Lambda Orionis. Quando observada na luz infravermelha, o Wide-field Infrared survey Explorer ou WISE da NASA, revela, uma gigantesca nebulosa ao redor da Lambda Orionis, inflando a cabeça de Orion para imensas proporções.

Leia a matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=10591
Ciência e Tecnologia

Cratera Alongada Forma Impressionante Cicatriz de Impacto em Marte

A sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia (ESA) enviou novas imagens de uma cratera de impacto alongada no hemisfério sul de Marte. Localizada um pouco ao sul da Bacia Huygens, ela poderia ter sido escavada por uma sequência de projéteis que atingiram o planeta com um ângulo raso.

Leia a matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=10540
Ciência e Tecnologia

A Próxima Geração dos Telescópios Espaciais

Créditos da imagem: NASA/MSFC/David Higginbotham
O engenheiro da NASA Ernie Wright observa à medida que os seis primeiros segmentos do espelho primário do Telescópio Espacial James Webb da NASA são preparados para começar o teste criogênico final no Marshall Space Flight Center da NASA. Esses representam os seis primeiros dos 18 segmentos que irão formar o espelho primário do Telescópio James Webb da NASA desenvolvido para fazer observações diretamente do espaço. Os engenheiros começaram o teste criogênico final para confirmar que os espelhos estão respondendo como esperado às extremas temperaturas do espaço antes de integrá-los na estrutura definitiva do telescópio.
http://www.cienctec.com.br/
http://www.nasa.gov/

Haumea - Planeta Anão

Haumea, antes conhecido astronomicamente como 2003 EL61, é um planeta anão do tipo plutóide, localizado a 43,3 UA do Sol, ou seja um pouco mais de 43 vezes a distância da Terra ao Sol, em pleno Cinturão de Kuiper. Haumea possui dois pequenos satélites naturais, Hi?iaka e Namaka, que, acredita-se, sejam destroços que se separaram de Haumea devido a uma antiga colisão. Haumea é um plutóide com características pouco comuns, tais como a rápida rotação, elongação extrema e albedo elevado devido a gelo de água cristalina na superfície. Pensa-se, também, tratar-se do maior membro de uma família de destroços criados num único evento destrutivo.
Apesar de ter sido descoberto em Dezembro de 2004, só em 18 de Setembro de 2008 é que se confirmou tratar-se de um planeta anão, recebendo então o nome da deusa havaiana do nascimento e fertilidade.
Esta deusa é uma divindade primitiva do havaí, geralmente é identificada com Papa, uma antiga deusa mãe. Haumea pôde renascer constantemente, pelo que teve muitos filhos com seus próprios rebentos e descendentes. Também estava relacionada com os frutais sagrados, que produziam frutas segundo a sua vontade. E com a sua varinha mágica ela povoava as águas que rodeiam as ilhas havaianas com grandes cardumes de peixes.

Descobertas e classificações

Astrónomos descobriram um novo conjunto de corpos celestes no Cinturão de Kuiper, uma região do sistema solar além da órbita de Neptuno, fértil em pequenos astros gélidos. É possível que se trate dos destroços de uma enorme colisão sofrida por Haumea. Isso porque, de acordo com o grupo do Instituto de Tecnologia da Califórnia - (Caltech), nos Estados Unidos, os corpos encontrados têm superfície e propriedades orbitais semelhantes às de Atégina/Haumea, cujo tamanho o coloca na categoria dos planetas anões, que inclui Plutão. A equipa de Michael Brown, do Caltech, propõe que os fragmentos descobertos são pedaços da camada de gelo que cobre o planeta-anão, que tem cerca de um terço da massa de Plutão. Essas “famílias” de rochas com órbita e superfície similares já tinham sido observadas no cinturão de asteróides localizado entre Marte e Júpiter, mas esta é a primeira ocorrência de objectos oriundos de colisões registada no cinturão de Kuiper. A descoberta pode fornecer um campo de estudos de choques de astros em grande escala – a teoria mais aceite sobre a formação da Lua diz que o satélite se originou a partir da colisão de um objecto enorme com a Terra. Além disso, esse campo de estudo possibilita análises mais detalhadas dos objectos do cinturão de Kuiper e uma melhor compreensão da história do sistema solar.

Satélites naturais

Haumea possui dois pequenos satélites naturais: Hi?iaka e Namaka. Os seus diâmetros variam entre 100 e 400 quilómetros, e as suas distâncias ao planeta anão entre 9000 e 60000 quilómetros.

Planetas em Zonas Improváveis I – Estrela de neutrões

As anãs brancas são estrelas mortas. Elas, antes de morrer aumentam 100 vezes, tranformando-se de uma estrela normal numa gigante vermelha e apresentam um brilho 100 mil vezes mais do que o Sol.

Leia a matéria completa em em: http://astropt.org/blog/2011/04/13/planetas-em-zonas-improvaveis-i-estrela-de-neutroes/
Créditos:AstroPT

Hubble Descobre Que As Primeiras Galáxias Nasceram Muito Antes do Que Se Pensava Anteriormente

Usando o poder de amplificação das lentes cósmicas gravitacionais, os astrônomos descobriram uma galáxia distante onde as estrelas nasceram de forma inesperada no início da história cósmica. Esse resultado traz uma nova luz sobre a formação das primeiras galáxias, bem como sobre o início da evolução do universo.

Leia a postagem completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=10554
Ciência e Tecnologia

Herschel relaciona formação estelar com"BOOMS" sónicos

Densos filamentos gasosos na nuvem interestelar IC5146. Esta imagem foi obtida pelo observatório espacial infravermelho Herschel, a comprimentos de onda de 70, 250 e 500 micrómetros. As estrelas estão a ser formadas ao longo destes filamentos.Crédito: ESA/Herschel/SPIRE/PACS/D. Arzoumanian (CEA Saclay) para o Consórcio do Programa “Gould Belt survey”.

O observatório espacial Herschel da ESA revelou que nuvens interestelares vizinhas contêm redes de filamentos gasosos entrelaçados. Intrigantemente, cada filamento mede aproximadamente o mesmo, o que aponta para que possam ser o resultado de "booms" sónicos interestelares pela Galáxia. Os filamentos são gigantescos, medem dezenas de anos-luz e o Herschel mostrou que as estrelas recém-nascidas são normalmente descobertas nas suas partes mais densas. Um dos filamentos, fotografado pelo Herschel na região de Águia, contém um enxame com aproximadamente 100 jovens estrelas.

Tais filamentos nas nuvens interestelares já foram observados por outros satélites infravermelhos, mas nunca com detalhe suficiente para poderem ser medidos. Agora, o Herschel mostrou que, apesar do tamanho ou densidade de um filamento, a largura é sempre aproximadamente a mesma. "É uma grande surpresa," afirma Doris Arzoumanian, do Laboratório AIM Paris-Saclay, CEA/IRFU, a autora principal de um artigo científico que descreve as investigações. Em conjunto com Philippe André, do mesmo instituto, e outros colegas, analisou 90 filamentos e descobriu que tinham todos cerca de 0,3 anos-luz de largura, ou cerca de 20.000 vezes a distância da Terra ao Sol. Esta consistência de larguras exige uma explicação.

Ao comparar as observações com modelos computacionais, os astrónomos concluíram que os filamentos são provavelmente formados quando ondas de choque lentas se dissipam nas nuvens interestelares. Estas ondas de choque são pouco supersónicas e o resultado de grandes quantidades de energia turbulenta injectada para o espaço interestelar por estrelas em explosão. Viajam pelo diluído mar de gás na Galáxia, comprimindo-o e varrendo-o para formar estes filamentos.
 
A rede de filamentos interestelares em Polaris, observada pelo observatório espacial Herschel da ESA, em comprimentos de onda infravermelhos de 250, 350 e 500 micrómetros. Crédito: ESA/Herschel/SPIRE/Ph. André (CEA Saclay) para o Consórcio do Programa “Gould Belt survey” e A. Abergel (IAS Orsay) para a Evolução da Poeira Interestelar.
 
As nuvens interestelares são normalmente extremamente frias, cerca de 10 K acima do zero absoluto, e isto torna a velocidade do som aí relativamente lenta, apenas 0,2 km/s, em oposição aos 0,34 km/s na atmosfera da Terra ao nível do mar. Estas lentas ondas de choque são o equivalente interestelar dos "booms" sónicos. A equipa sugere que à medida que estes ruídos sónicos viajam pelas nuvens, perdem energia e, onde finalmente se dissipam, deixam para trás estes filamentos de material comprimido. "Não são provas directas, mas fortes evidências de uma relação entre a turbulência interestelar e os filamentos. Providencia uma restrição muito forte nas teorias da formação estelar," afirma o Dr. André. A equipa fez a ligação ao estudar três nuvens vizinhas, conhecidas como IC5146, Aquila e Polaris, usando os instrumentos SPIRE e PACS a bordo do observatório Herschel. "A ligação entre estes filamentos e a formação estelar parecia não ser clara, mas agora graças ao Herschel, podem na realidade ver a formação estelar como 'contas em colares' nalguns destes filamentos," afirma Göran Pilbratt, cientista do projecto Herschel da ESA.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2011/04/15_herschel_booms_sonicos.htm

Material estelar é 10 bilhões de vezes mais forte que o aço

Concepção artística mostra uma estrela de nêutrons, cuja camada externa é tão densa torna sua resistência 10 bilhões de vezes superior ao aço. As linhas tracejadas mostram a atuação do intenso campo magnético que circunda o objeto. Crédito: Penn State University, department of astronomy and astrophysics.

Praticamente todos sabem que o aço é um material bastante duro e resistente, mas novas simulações feitas por cientistas americanos demonstraram que a camada externa de algumas estrelas pode ser muito mais dura. Segundo os pesquisadores, a crosta das estrelas de nêutrons pode ser até 10 bilhões mais forte que o aço. "Por incrível que pareça, é verdade", disse o físico Charles Horowitz, ligado à universidade de Indiana e autor do estudo publicado no periódico Physical Review Letters. De acordo com Horowitz, a crosta das estrelas de nêutrons é tão densa que pode aguentar facilmente mais de 10 bilhões de vezes a pressão requerida para partir o aço. Em outras palavras, esse tipo de estrela abrigaria o material mais resistente do Universo. Para chegar a essa conclusão, Horowitz e sua equipe fizeram uma série de simulações em supercomputadores e calcularam que uma simples colher desse material estelar pesaria aproximadamente 100 milhões de toneladas. As simulações também apontaram que o único objeto mais denso que uma estrela de nêutrons seria um buraco negro. De acordo com Horowitz, as simulações foram aplicadas a uma pequena área da camada externa de uma estrela de nêutrons, onde foram rastreados os deslocamentos individuais de mais de 12 milhões de partículas. "Conseguimos calcular com bastante precisão a deformação exercida sobre a crosta estelar, que apenas se rompe sobre regiões 'montanhosas' da estrela", disse o pesquisador. Essas montanhas seriam, no entender de Horowitz, irregularidades na superfície da estrela capazes de produzir ondas gravitacionais que, ao menos em teoria, alterariam o espaço-tempo.

Estrela de Nêutrons

Uma estrela de nêutrons é o que resta quando uma estrela de grande massa esgota seu combustível nuclear e desmorona, produzindo um núcleo muito pequeno e altamente denso. A gravidade criada durante o colapso se torna tão intensa que até mesmo os prótons e elétrons se comprimem formando nêutrons, transformando o gigantesco núcleo estelar a menos de 10 quilômetros de diâmetro. O núcleo se torna tão comprimido que uma simples colher desse material estelar pesaria mais de 100 milhões de toneladas e seria, de acordo com Horowitz, 10 bilhões de vezes mais forte que o aço. O período de rotação de uma estrela desse tipo varia desde 5 revoluções por segundo a mais de 700 revoluções por segundo.
Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com.spacenews.php/?posic=dat_20090515-085114.inc

Messier 101

Créditos e direitos autorais : Hubble Legacy Archive, ESA, NASA; Processamento e imagens adicionais - Robert Gendler
A grande e bela galáxia espiral M101 é uma das últimas no famoso catálogo de Charles Messier, mas definitivamente não é das menos importantes. Com cerca de 170.000 anos-luz de extensão, esta galáxia é enorme, quase duas vezes o tamanho da nossa galáxia, a Via Láctea. M101 também foi uma das nebulosa espirais originais observadas pelo grande telescópio do século XIX, o Leviatã, de propriedade de Lord Rosse, localizado em Parsontown. Este mosaico de M101 foi montado com dados do Arquivo do Legado Hubble. Dados adicionais obtidos no chão foram acrescentados para definir ainda mais as emissões avermelhadas que dão pistas do gás hidrogênio atômico nas regiões de formação estelar desta deslumbrante galáxia. A nítida imagem mostra formidáveis características no disco de estrelas e poeira da galáxia que está de frente para nós, ao longo de galáxias de fundo, algumas visíveis através da própria M101. Também conhecida como Galáxia do Catavento, M101 está dentro das fronteiras da constelação boreal da Ursa Maior, a cerca de 25 milhões de anos-luz de distância.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br/apod.php
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