25 de abr de 2011

Com um gigantesco S moldando sua forma a galáxia NGC 157 é vista no espectro de luz infravermelho

Com um "S" moldando sua forma NGC 157 é vista no infravermelho com brilho fraco - cerca de magnitude 11, mas pode ser visto pela maioria dos telescópios amadores.
Será que a galáxia NGC 157 pode voar sobre altos edifícios com um único salto, parar uma bala ou dobrar o aço em suas mãos? Esta galáxia relativamente calma tem uma varredura central de estrelas que nos lembra um gigantesco "S", quase como o símbolo do herói dos quadrinhos o Superman. A imagem foi tirada pela HAWK-I (High-Acuity Wide-field banda K-Imager) no Very Large Telescope no Chile. O HAWK-I olha na luz infravermelha, permitindo-nos ver através do gás e da poeira que normalmente obscurece a nossa visão óptica simples e ver peças da NCG 157 que de outra forma estaria oculto de nossa visão óptica. Olhando para esta e outras galáxias como ela, os astrônomos podem aprender sobre a formação de estrelas, os mesmos processos de fusão de materiais e criação de estrelas em NGC 157 também aconteceu cerca de 4,5 bilhões de anos atrás na Via Láctea para formar nossa própria estrela, o Sol . NGC 157 tem brilho fraco na visão óptica - cerca de magnitude 11, mas pode ser visto pela maioria dos telescópios amadores. Ele está localizado na constelação de Cetus (o monstro do mar).

NGC 4038/39 – Galáxias da Antena vistas pelo Hubble

Crédito: Brad Whitmore (STScI) & NASA.
Telescópio: Hubble Space Telescope (NASA/ESA).
Instrumento: Wide Field Planetary Camera 2 (WFPC2).
As Galáxias da Antena encontram-se a 63 milhões de anos-luz, na constelação austral do Corvo, e constituem o exemplo mais próximo e jovem de um par de galáxias em colisão. Conhecidas formalmente por NGC 4038 e 4039, o nome de Galáxias da Antena deve-se às suas extensas caudas luminosas que lembram as antenas de um insecto. Mas, nestas imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble, não se vêem as antenas, pois estamos a observar a zona central deste par de galáxias. Os respectivos núcleos centrais aparecem como manchas alaranjadas, cujos detalhes se podem observar nas ampliações do lado direito desta composição de imagens. As regiões escuras que envolvem e unem os centros das galáxias são filamentos e nuvens de poeira. O padrão em forma de espiral delineado pelos aglomerados de estrelas azuis brilhantes, cujos pormenores se podem ver nas ampliações do lado esquerdo, resulta dos surtos de formação de estrelas causados pela colisão das galáxias. As barras de escala desenhadas no topo das imagens equivalem a 1500 anos-luz.

Evidências do Big Bang sumirão daqui 1 trilhão de anos

Os cientistas ainda não sabem dizer exatamente como o universo começou. E, se demorarem um pouco mais, nós nunca vamos descobrir. Segundo um novo estudo, no futuro distante, a maioria das provas do “Big Bang” irá desaparecer. O rastreamento de sinais da explosão que pôs o universo para funcionar há 13,7 bilhões de anos terá desaparecido completamente daqui um trilhão de anos. Na verdade, daqui um trilhão de anos a nossa própria galáxia, Via Láctea, terá colidido com a galáxia vizinha, Andrômeda, para criar a galáxia “Lactomeda”, portanto, não temos tantos milhões de bilhões de anos assim. Quem sabe com a tecnologia avançada e uma compreensão mais sofisticada da ciência nós conseguiremos aproveitar os últimos vestígios de evidências que sobraram do Big Bang.

Caso isso não dê certo, os pesquisadores já estão pensando em maneiras dos nossos futuros descendentes (se a humanidade ainda estiver por aqui daqui milhões de anos) traçarem a história do universo. Hoje, os astrônomos podem observar galáxias mais de 13 bilhões de anos de distância, formadas apenas há milhões de anos após o início do universo. Eles também podem estudar a chamada radiação cósmica de fundo, uma luz difusa no cosmo criada pelo Big Bang, que ainda sobrevive. No entanto, no futuro distante, estes indícios não serão mais visíveis para os cientistas (na Terra ou em seu entorno próximo). A luz cósmica de fundo terá desaparecido, “esticada” até o ponto em que suas partículas de luz, chamadas fótons, terão comprimentos de onda mais longos do que o universo visível. Como o universo está se expandindo, as galáxias antigas, hoje dentro do nosso campo de visão, estarão muito longe para serem vistas da Terra.

 O sol e muitas outras estrelas terão “queimado” (morrido), e nossa vizinhança cósmica será muito mais vazia do que é hoje. Calma; nem tudo está terrivelmente perdido. Os próximos astrônomos poderão ser capazes de estudar o Big Bang através das estrelas “hipervelozes”, que foram arremessadas para fora da galáxia “Lactomeda” (ainda para existir, claro). Essas estrelas serão as fontes visíveis mais distantes para os astrônomos em nossa galáxia, no ano 1 trilhão d.C. Essas estrelas é o que vai permitir que os moradores da “Lactomeda” aprendam sobre a expansão cósmica, e reconstruam o passado. Estrelas hipervelozes são criadas quando os pares binários de estrelas (um sistema de duas estrelas) passam muito perto do buraco negro supermassivo do centro de sua galáxia.

As forças gravitacionais podem “rasgar” o binário, sugando uma estrela para dentro do buraco negro, e arremessando a outra para fora da galáxia a velocidades superiores a 1,6 milhões de quilômetros por hora. Tendo escapado da galáxia, as estrelas hipervelozes serão aceleradas pela expansão do universo. Ao medir as velocidades das estrelas hipervelozes, os astrônomos do futuro poderão deduzir a expansão do universo, que por sua vez, pode ser rastreada até o Big Bang. Combinando a informação sobre a idade da galáxia Lactomeda, derivada das estrelas no seu interior, os nossos descendentes poderão calcular a idade do universo e outros parâmetros importantes. Será que temos mesmo que ter essa preocupação agora? De qualquer forma, os cientistas garantem (e isso parecer ser importante) que os astrônomos do futuro não terão que simplesmente “acreditar” no Big Bang. Eles ainda terão meios para medir cuidadosamente e encontrar provas sutis para traçar a história do universo.
[LiveScience]

4C +00.58: Buraco Negro Tem Seu Eixo de Rotação Alterado Duas Vezes

Essa imagem mostra os efeitos de um gigantesco buraco negro que tem se contorcido duas vezes, fazendo com que seu eixo aponte para uma direção diferente do que apontava anteriormente. A grande imagem óptica, do Sloam Digital Sky Survey, está centrada na rádio galáxia conhecida como 4C +00.58. A imagem menor à direita mostra uma visão detalhada dessa galáxia em raios-X (em dourado) com dados obtidos pelo Observatório de Raios-X Chandra em ondas de rádio (em azul) com dados obtidos pelo Very Large Array. No centro da 4C +00.58 existe um buraco negro supermassivo que está ativamente puxando uma grande quantidade de gás. O gás cai em movimento espiralado em direção ao buraco negro formando um disco ao redor dele, gerando fortes froças eletromagnéticas que empurram parte do gás para longe do disco a alta velocidade, produzindo assim os jatos de ondas de rádio. Uma imagem de rádio dessa galáxia mostra um brilhante par de jatos apontando da esquerda para a direita e um mais apagado, uma linha mais distante de emissão de rádio aproximadamente se espalhando da parte superior para a parte inferior da imagem. A imagem anotada mostra esses dois conjuntos de emissão de ondas de rádio. Essa galáxia pertence à classe de galáxias em forma de X, que têm essa forma devido a delimitação das emissões de rádio.
A imagem de raios-X do gás quente dentro e ao redor da 4C +00.58 revela quatro diferentes cavidades - regiões de emissão de raios-X mais baixa que a média - ao redor do buraco negro. Essas cavidades aparecem aos pares: um na parte superior direita da imagem e na parte inferior esquerda (chamada de cavidade #1 e #2, respectivamente) e outro na parte superior esquerda e na parte inferior direita (chamadas de cavidades #3 e #4, respectivamente). Um processamento especial foi aplicado à imagem para fazer com que as cavidades parecessem mais óbvias. De acordo com o cenário apresentado por um novo estudo, o eixo de rotação do buraco negro corre ao longo de uma linha diagonal da parte superior direita para a parte inferior esquerda da imagem. A galáxia então colidiu com uma galáxia menor. Uma possível evidência dessa colisão é vista na imagem óptica, em forma de uma concha estelar. Após essa colisão, um jato energizado pelo buraco negro sopra gaás para fora para formar as cavidades #1 e #2 no gás quente. Como o gás está caindo dentro do buraco negro não está alinhado com o eixo de rotação do buraco negro, esse eixo rapidamente muda de direção, e os jatos então apontam da parte superior esquerda para a direção inferior direita da imagem, criando assim as cavidades #3 e #4 e a emissão de rádio nessa direção. Assim, uma fusão de dois buracos negros centrais de galáxias em colisão, ou o fato de mais gás estar caindo dentro do buraco negro faz com que o eixo de rotação se distorça em torno da direção da esquerda para a direita.

A Nebulosa Planetária do Olho de Gato Vista Pelo Hubble

Créditos:NASA, ESA, HEIC, and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA)
Encarando através do espaço interestelar, a encantadora nebulosa do Olho de Gato, localiza-se a 3000 anos-luz de distância da Terra. Representando o que há de mais clássico em termos de nebulosas planetárias, a Olho de Gato, ou NGC 6543, representa uma fase final, breve e gloriosa na vida de uma estrela parecida com o Sol. A estrela central moribunda dessa nebulosa pode ter produzido o simples, padrão externo de conchas concêntricas empoeiradas, pela ejeção de suas camadas mais externas por meio de uma série de convulsões regulares. Mas a formação da bela e mais complexa estrutura interna ainda não é muito bem entendida. Visto com clareza somente nessa imagem nítida feita pelo Telescópio Espacial Hubble, o verdadeiro olho cósmico tem mais de meio ano-luz de diâmetro. Logicamente, que estudando o Olho de Gato, os astrônomos podem ver o destino que o Sol terá, ou seja, criará sua própria nebulosa planetária na sua fase final de evolução em aproximadamente 5 bilhões de anos.

Um Par Galáctico Perturbado

As galáxias deste par cósmico, imagem obtida com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros no Observatório de La Silla, Chile, apresentam algumas características interessantes, demonstrando que cada membro do par está suficientemente perto para sofrer distorção devido à influência gravitacional do outro. O puxão gravitacional originou uma forma em espiral distorcida numa das galáxias, NGC 3169 e fragmentou as camadas de poeira da sua companheira NGC 3166. Entretanto, uma terceira galáxia mais pequena, situada em baixo à direita, NGC 3165, está na fila da frente da influência gravitacional das suas vizinhas maiores. Este grupo de galáxias, situado a cerca de 70 milhões de anos-luz de distância na constelação do Sextante, foi descoberto pelo astrónomo inglês William Herschel em 1783. Os astrónomos modernos calcularam que a distância entre NGC 3169 (à esquerda) e NGC 3166 (à direita) são uns meros 50 000 anos-luz, uma separação que é apenas cerca de metade do diâmetro da Via Láctea. Em sítios tão apertados como este, a gravidade pode bem começar a devastar a estrutura galáctica.

Este gráfico mostra a localização do par de galáxias NGC perturbado 3169 e NGC 3166 na constelação de Sextante (A Sextante). Este mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu, em boas condições, e as galáxias são marcados como elipses vermelhas dentro de um círculo vermelho. Através de um telescópio de médio porte amador desses objetos pode ser facilmente visto como dois brilho fraco.

As galáxias espirais como NGC 3169 e NGC 3166 têm tendência a ter estrelas que rodopiam de forma ordenada e poeira em rotação em torno dos seus centros brilhantes. Encontros próximos com outros objetos de grande massa podem alterar esta configuração clássica, sendo muitas vezes esta devastação um prelúdio da fusão de galáxias numa galáxia maior. Até agora, as interações entre NGC 3169 e NGC 3166 apenas originaram alguma "má disposição" em ambas. Os braços da NGC 3169, brilhando devido a estrelas azuis, grandes e jovens, foram desmembrados e muito do gás luminoso foi arrancado do disco. No caso da NGC 3166, as camadas de poeira que geralmente delineiam os braços em espiral estão desordenadas. Contrariamente à sua companheira mais azul, NGC 3166 não está a formar muitas estrelas jovens. NGC 3169 distingue-se igualmente pelo ponto amarelo ténue que brilha através de um véu de poeira escura que se encontra à esquerda e próximo do centro da galáxia. Este flash é o resto de uma supernova detectada em 2003, conhecida como SN 2003cg.

Pensa-se que uma supernova deste tipo, classificada como supernova de Tipo Ia, ocorre quando uma estrela quente e densa chamada anã branca - o resto de estrelas de tamanho médio como o nosso Sol - atrai gravitacionalmente gás de uma estrela companheira próxima. Este gás a mais provoca eventualmente uma explosão de toda a estrela numa reacção de fusão em cadeia. A nova imagem aqui apresentada baseia-se em dados selecionados por Igor Chekalin para o concurso de astrofotografia Tesouros Escondidos do ESO 2010. Chekalin ganhou o primeiro prémio do concurso e esta imagem ficou classificada em segundo lugar num total de quase 100 imagens concorrentes.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1114/

Maior lua de Saturno pode ter um oceano “escondido”

Os astrônomos se perguntam há anos qual o motivo de a lua Titã, o maior dos 61 satélites naturais de Saturno, ter uma órbita irregular em torno do planeta dos aneis. Uma das teorias vem ganhando força entre os cientistas: a de que existe um vasto oceano de água em estado líquido sob a superfície de Titã. O satélite tem algumas características curiosas já comprovadas, tais como um vulcão de gelo e lagos de metano. Estes lagos, aparentes na superfície, eram tidos até há pouco tempo como matéria predominante na formação de Titã. Mas a missão não-tripulada Cassini (um projeto de parceria entre a Nasa e a Agência Espacial Europeia), que está na órbita de Saturno desde 2004, constatou que a superfície de Titã é mais densa que o seu próprio núcleo. Como isso seria possível? É aí que entra a nova teoria: Titã não seria um planeta sólido. A conformação do satélite, grosso modo, seria o seguinte: na superfície, uma camada de gelo, um núcleo gasoso, e entre eles, supõe-se, um gigantesco oceano de água em estado líquido. Tal oceano, se realmente existir, é um ambiente propício ao desenvolvimento de microorganismos. Poderia, portanto, haver vida na maior lua de Saturno. Mas esta ideia ainda está no campo teórico. O próximo desafio da Sonda Cassini é confirmar ou refutar essa teoria. Para isso, os cientistas esforçam-se para tentar mensurar qual a profundidade da camada superficial de Titã. Uma teoria alternativa para explicar a órbita incomum de Titã seria a passagem de um asteroide próximo ao satélite.
Fonte: http://hypescience.com/
[PopSci]

Fotos amadoras identificam rota de um cometa

Aficcionados que costumam tirar fotos do céu, e observar fenômenos astronômicos interessantes, podem se tornar importantes colaboradores da ciência na era da Internet. Dois astrônomos profissionais conseguiram traçar a órbita ainda desconhecida de um cometa, no último mês, graças a uma série de fotos amadoras disponíveis na web às quais eles tiveram acesso. Um dos astrônomos é da Universidade de Princeton (EUA) e o outro de um instituto astronômico em Heidelberg, na Alemanha. Em outubro de 2007, o cometa 17P/Holmes foi considerado pela astronomia o corpo celeste mais brilhante do sistema solar, o que levou uma legião de curiosos a tentar fotografá-lo. Usando um simples mecanismo de busca na Internet, eles encontraram 2.476 fotos do Holmes. A partir de um site especializado em astronomia, 1.299 delas foram consideradas fotos noturnas legítimas, nas quais se podia estudar. Calculando onde cada foto situou o cometa no tempo e no espaço, foi possível identificar a rota completa por onde passa o Holmes, e a astronomia agora já conhece sua órbita. A dupla de astrônomos parece animada com os resultados obtidos. Tanto é que já planejam o próximo trabalho baseado exclusivamente em fotos amadoras da rede mundial. Será para definir o itinerário de outro cometa, o Hayakatuke, que aparece em 3.500 fotos diferentes apenas no site Flickr.
[Pop Sci]

Os Monstros da Nebulosa IC 1396

Créditos e direitos autorais : Geert Barentsen & Jorick Vink(Armagh Observatory)& the IPHAS Collaboration
Existe um monstro na IC 1396? Conhecida para alguns como a Nebulosa da Tromba do Elefante, partes das nuvens de gás e da poeira brilhante dessa região de formação de estrelas pode parecer assumir formas em primeiro plano, algumas parecidas com formas humanas. A nebulosa inteira pode até mesmo parecer com o rosto de um monstro. Na realidade o único monstro real aqui, contudo, é uma estrela jovem e brilhante muito longe da Terra para causar algum perigo. A luz energética dessa estrela está soprando para longe a poeira dos escuros glóbulos cometários na parte superior direita da imagem. Jatos e ventos de partículas emitidos dessa estrela estão também empurrando para longe o gás e a poeira ambiente. Localizada a aproximadamente a 3000 anos-luz de distância, o complexo da IC 1396 é relativamente apagada e cobre uma região no céu com uma largura aparente de mais de 10 Luas cheias. Recentemente, mais de 100 estrelas jovens têm sido descobertas se formando nessa nebulosa.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110425.html

Atmosfera de Marte teria sido mais densa e contido água, revela estudo

Cientistas americanos descobriram que a atmosfera de Marte pode ter sido mais densa do que é hoje e com água em estado líquido, aponta um estudo recentemente publicado na revista "Science". Os fragmentos de gelo seco (dióxido de carbono congelado) encontrados na região do polo sul de Marte provariam essa tese. Os pesquisadores, liderados pelo professor Roger J. Phillips, analisaram as medições feitas pelo radar da nave de reconhecimento da Nasa (Mars Reconnaissance Orbiter) para calcular a profundidade e a densidade dos depósitos de gelo seco. Pesquisas prévias tinham sugerido que o polo sul de Marte estava quase completamente formado por água e que o gelo seco só cobria a camada superior. No entanto, as novas medições revelam que poderia haver grandes quantidades de dióxido de carbono atmosférico em pedaços de gelo seco. Estas novas descobertas apontam para a evidência de que o polo sul abriga 30 vezes mais gelo seco do que se pensava anteriormente.  Os depósitos de gelo seco podem ser cruciais para ajudar os cientistas a entenderem a evolução da atmosfera de Marte. Os autores do estudo revelam que, durante os períodos de alta inclinação polar, a maioria do dióxido de carbono congelado poderia ter derretido, sendo liberada para a atmosfera. Quando o eixo de Marte se inclina, seus pólos recebem luz solar suficiente para descongelar qualquer gelo. O dióxido de carbono liberado teria tornado a atmosfera mais densa, devido à formação de frequentes e intensas tempestades de pó, e permitido que a água líquida permanecesse sem ferver em mais regiões da superfície marciana, apontam os pesquisadores. O Mars Reconnaissance Orbiter gira em torno do planeta vermelho como complemento do trabalho realizado pelos veículos Spirit e Opportunity. Ele foi lançado em 12 de agosto de 2005 com o objetivo de estudar a distribuição de água e minerais em Marte, assim como suas características geológicas.

Hubble celebra 21 anos com foto de galáxia em forma de rosas

Fenômeno é derivado da interação de duas galáxias e tem formato espiral.
A galáxia UGC 1810 e a UGC 1813 formam o grupo de galáxias Arp 273.Foto: Nasa/Divulgação
Para celebrar os 21 anos do telescópio espacial Hubble, astrônomos da agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) resolveram apontar o próprio telescópio para um grupo fotogênico de galáxias interativas chamado Arp 273, localizado na constelação de Andrômeda. A maior das galáxias em espiral, conhecida com UGC 1810, tem um disco que se parece com o formato de uma rosa, formado pela atração gravitacional da galáxia logo abaixo, a UGC 1813. A imagem divulgada hoje foi tirada em 17 de dezembro de 2010, com três filtros separados que permitem um alcance maior de comprimentos de onda que cobrem o ultravioleta, o azul e porções de vermelho. O Hubble foi lançado ao espaço em 24 de abril de 1990, a bordo da missão STS-31 da Discovery. "Por 21 anos, o Hublle tem mudado profundamente nossa visão acerca do universo, permitindo-nos olhar profundamente o passado para abrimos nossos olhos e percebermos tudo de majestoso e maravilhoso que nos rodeia", disse Charles Bolden, administrador da Nasa.

Revolução espacial

O telescópio Hubble foi lançado no dia 24 de abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery, na missão STS-31. As descobertas do Hubble revolucionaram quase todas as áreas de pesquisa astronômicas, da ciência planetária à cosmologia. A imagem que comemora os 21 anos do telescópio mostra uma grande galáxia espiral, chamada UGC 1810, com um disco que está distorcido, ganhando o formato de uma rosa. A distorção se deve à atração gravitacional de maré da galáxia companheira abaixo dela, conhecida como UGC 1813.
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