27 de abr de 2011

Como funcionam as galáxias 2 - Distribuição de galáxias

As galáxias não se distribuem aleatoriamente pelo universo - tendem a existir em aglomerados galácticos. As galáxias nesses aglomerados se mantêm unidas pela gravitação e influenciam umas às outras.
Aglomerados ricos - contêm mil ou mais galáxias. O superaglomerado de Virgem, por exemplo, inclui mais de 2,5 mil galáxias e se localiza a cerca de 55 milhões de anos-luz da Terra.
Aglomerados pobres - contêm menos de mil galáxias. A Via Láctea e a galáxia de Andrômeda (M31) são parte do Grupo Local, que contém 50 galáxias.  Quando os astrônomos Margaret Geller e Emilio E. Falco calcularam as posições das galáxias e aglomerados galácticos no universo, tornou-se claro que os aglomerados galácticos e superaglomerados não se distribuem de maneira aleatória, mas se agrupam em paredes (longos filamentos) entremeados de vazios, o que faz com que o universo tenha uma estrutura semelhante à de uma teia de aranha.  O meio intergaláctico - o espaço entre galáxias e aglomerados de galáxias - não é inteiramente vazio. Não conhecemos a natureza exata do meio intergaláctico, mas é provável que contenha uma densidade relativamente pequena de gás. A maior parte do meio intergaláctico é frio (temperatura de cerca de 2 kelvins), mas recentes observações por raios X sugerem que algumas áreas nele são quentes (temperaturas de milhões de kelvins) e ricas em metais. Uma das áreas mais ativas da pesquisa astronômica atual tem por objetivo determinar a natureza do meio intergaláctico - o que pode nos ajudar a compreender exatamente como o universo começou e como as galáxias se formam e evoluem.
O Efeito Doppler - Quase da mesma maneira como o ruído agudo da sirene de um carro de bombeiros se torna mais grave à medida que se afasta de nós, o movimento das estrelas afeta o comprimentos de onda da luz que delas recebemos. O fenômeno é conhecido como Efeito Doppler. Podemos medir o Efeito Doppler ao medir linhas no espectro de uma estrela e compará-las ao espectro de uma lâmpada padrão. A quantidade de desvio Doppler nos informa quão rápido a estrela está se movendo em relação a nós. Além disso, a direção do desvio Doppler pode nos informar a direção de movimento da estrela. Caso o espectro de uma estrela esteja se desviando para a extremidade azul, ela está se aproximando de nós, mas, caso o espectro se desvie para a extremidade vermelha, a estrela estará se afastando. Observemos uma última propriedade das galáxias e de sua distribuição. Em suas medidas de distâncias galácticas, Edwin Hubble estudou os espectros de luz que as galáxias emitem. Ele reparou que, em todos os casos, os espectros mostravam um desvio Doppler em direção à extremidade vermelha do espectro. Isso indica que o objeto está se afastando de nós. Hubble percebeu que, independente da maneira que observasse, as galáxias estavam se afastando de nós. E quando mais distante a galáxia, maior a velocidade com que se afastava. Em 1929, Hubble publicou um gráfico sobre essa relação, que se tornou conhecida como Lei de Hubble. Matematicamente, a Lei de Hubble determina que a velocidade de recessão (V) é diretamente proporcional à distância galáctica (d). A equação é V = Hd, na qual H é a constante de Hubble, ou constante de proporcionalidade. A estimativa mais atual de H é de 70 quilômetros por segundo por megaparsec. A Lei de Hubble é uma das principais evidências de que o universo está se expandindo e o trabalho desse cientista formou a base da teoria do Big Bang para a origem do universo. Algumas galáxias produzem gases, emitem luz intensa e abrigam buracos negros de imensa densidade de massa em seus núcleos.
Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/galaxias4.htm

Nebulosa NGC 281

                                                                                       Crédito: Robert Gendler
NGC 281 é uma nebulosa na constelação de Cassiopeia e parte do braço espiral de Perseus. Ela inclui o aglomerado aberto IC 1590, e a estrela HD 5005. Coloquialmente, NGC 281 é também conhecida como a Nebulosa do Pacman para sua semelhança com o personagem de video game. A nebulosa foi descoberto em agosto de 1883 por Edward Emerson Barnard, que a descreveu como "uma grande nebulosa fraca, muito difusa." A estrela HD 5005, também chamado de β1, foi descoberto por SW Burnham. NGC 281 é uma fábrica de estrelas muito ocupada. As características mais proeminentes incluem um pequeno enxame aberto de estrelas, uma nebulosa de emissão vermelha, grandes fileiras de gás e poeira escura, e densos nós de material onde ainda podem estar a formar-se estrelas. O enxame aberto IC 1590 visível no centro formou-se apenas nos últimos milhões de anos. O membro mais brilhante deste enxame é na realidade um sistema múltiplo que ajuda a ionizar o gás da nebulosa, provocando o brilho avermelhado. NGC 281 situa-se a cerca de 10,000 anos-luz de distância.

Imagem da Sonda MESSENGER Mostra Mercúrio Parecido com a Lua

Essa imagem de Mercúrio, feita com a Wide Angle Camera (WAC) da sonda MESSENGER, mostra a superfície altamente povoada com crateras da superfície do planeta. Enquanto que a superfície de Mercúrio, pode quase que ser comparada com a superfície da Lua, o planeta e o satélite apresentam diferenças significantes em várias propriedades, incluindo o tamanho do núcleo, a presença de um campo magnético global, e a composição da superfície. O planeta Mercúrio é realmente um mundo único que se move muito próximo do Sol.
Créditos: http://cienctec.com.br

Raios-X da supernova SNR 0540-69.3

Crédito: NASA/CXC/SAO.Telescópio: Chandra.
Esta imagem de raios-X mostra a intensa radiação proveniente da supernova SNR 0540-69.3, o resultado da explosão de uma estrela maciça. Esta explosão catastrófica resultou da implosão inicial do material da estrela até se ter formado uma estrela de neutrões em rápida rotação, com um diâmetro de apenas 10 km. A explosão disseminou a matéria em redor do pulsar formado no centro à incrível velocidade de vários milhões de kilómetros por hora. O pulsar roda cerca de 20 vezes por segundo, gerando uma quantidade enorme de radiação-X e de partículas altamente energéticas. O gás que o envolve encontra-se a cerca de 50 milhões de graus Celsius. Esta supernova situa-se a cerca de 160000 anos-luz de distância.

Nebulosa gigante Lambda Orionis e a cabeça de Órion em imagem grande angular feita pelo telescópio da Nasa

O Anel Meissa nesta região é de interesse para os astrônomos, porque ele contém aglomerados de estrelas jovens e de proto-estrelas
Na mitologia grega, Órion era um caçador cuja vaidade era tão grande que irritou a deusa Ártemis. Como castigo, Artemis baniu o caçador para o céu onde ele pode ser visto como a famosa constelação de Órion Na constelação, a cabeça de Órion é representada pela estrela Lamdba Orionis (ponto vermelho difuso no meio). Quando visto em luz infravermelha, pelo Wide-field Infrared Survey Explorer, ou simplesmente WISE da NASA, mostra uma nebulosa gigante em torno de Lambda Orionis, inflando a
cabeça de Órion em grandes proporções.

Astrofísicos

Astrônomos descobrem o que provoca tipo especial de supernova

Supernova Tipo Ia é usada para determinar distâncias astronômicas devido ao seu forte brilho
Esta nova imagem do resto de supernova de Tycho, contém novas evidências para o que despoletou a explosão de supernova original, observada na Terra em 1572.Crédito: NASA/CXC/Academia Chinesa de Ciências/F. Lu et al
 Astrônomos usando o Observatório Chandra da Nasa disseram ter descoberto a mais provável causa da supernova Tipo Ia, objeto astronômico importante que já foi usado para determinar que o universo se expande a um ritmo acelerado, um movimento atribuído à matéria escura. Os resultados da pesquisa, que também fornecem evidências de que uma estrela pode sobreviver ao impacto de uma explosão de supernova próxima, serão publicados na edição de maio da revista Astrophysical Journal. A histórica supernova Tipo Ia foi observada pela primeira vez pelo astrônomo dinamarquês Tycho Brahe em 1572.

Impressão de artista que mostra uma possível explicação para a origem do arco em raios-X no resto de supernova de Tycho.Crédito: NASA/CXC/M. Weiss
O objeto, apelidado de Tycho, é uma categoria explosão estelar útil para determinar distâncias astronômicas devido ao seu forte brilho. Há também outras categorias de supernovas, as de tipo Ib, Ic e II. Elas têm diferenças de composição. Segundo os pesquisadores, há muito tempo a ciência se pergunta o que provoca as supernovas Tipo Ia e devido ao seu papel crucial na pesquisa astronômica, é importante compreender como elas se formam. Até hoje havia duas principais teorias para explicar as Ia. A primeira teorizava a fusão de duas anãs brancas, estrelas em fase avançada de evolução e com baixa temperatura. Neste caso, nenhuma evidência de estrelas próximas ou material residual poderia existir. A segunda afirma que a anã branca puxa material de uma estrela "normal", ou similar ao Sol, que esteja próxima até que a explosão termonuclear ocorra. Segundo os cientistas, embora ambos os cenários ocorram em condições diferentes, as observações recentes apontam que a segunda teoria explica a supernova Ia. Os pesquisadores observaram um arco de emissões de raios-X remanescentes na supernova. As evidências parecem demonstrar que o arco foi criado quando uma anã branca explodiu, expelindo material para sua estrela vizinha. Além disso, o estudo parece mostrar que essas estrelas próximas têm uma surpreendente resistência à explosão da supernova.
Fontes: http://www.estadao.com.br  

A Torre Negra em Escorpião

     Créditos e direitos autorais : Don Goldman
Com a sua silhueta destacada contra um campo repleto de estrelas na direção da constelação de Scorpius, essa nuvem cósmica empoeirada evoca a imagem de uma torre escura. De fato, aglomerados de poeira e gás molecular que está colapsando para formar estrelas pode estar mergulhado dentro da nebulosa escura, uma estrutura que se espalha por quase 40 anos-luz de comprimento e que foi registrada nessa sensacional imagem feita através de um telescópio. Conhecida como glóbulos cometários, a nuvem varrida, se estende da parte inferior direita até a parte superior esquerda da imagem, ela é formada por intensa radiação ultravioleta da associação OB de estrelas muito quentes localizadas na NGC 6231, fora da parte superior da cena. Essa luz ultravioleta energética também energiza a borda do glóbulo que tem um brilho avermelhado devido a presença do gás hidrogênio. Estrelas quentes mergulhadas na poeira podem ser vistas como nebulosas de reflexão azulada. Essa torre negra, a NGC 6231 e as nebulosas associadas estão localizadas a aproximadamente 5000 anos-luz de distância.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...