2 de mai de 2011

Ômega do Centauro: uma jóia no céu do hemisfério sul

Quem observa o céu e já perdeu algumas horas contemplando o aglomerado globular Ômega do Centauro não tem dúvidas de que ele é uma das mais belas jóias encravadas no firmamento. Brilhando com 3.7 magnitudes e distante mais de 17 mil anos-luz, o aglomerado contém milhões de estrelas e seu tamanho angular é similar ao da Lua cheia.
 
Aglomerado Globular Ômega do Centauro, com mais de 10 milhões de estrelas é o mais massivo aglomerado da Via-Láctea. Imagem captada com a câmera WFI, pertencente ao ESO - European Organisation for Astronomical Research in the Southern Hemisphere. Crédito ESO/EIS.


Observado através de um telescópio, mesmo dos mais modestos, o cluster se revela ainda mais incrível, aparentando uma esfera densamente povoada por incontáveis estrelas brilhantes. Ômega do Centauro é um show e se ainda não o viu, não sabe o que está perdendo. No entanto, para que os segredos desse aglomerado possam ser revelados em sua plenitude, não basta só contemplá-lo. É preciso ir mais a fundo e estudá-lo. Para isso os astrônomos usam a potência dos poderosos telescópios profissionais, capazes de desvendar ainda mais os mistérios que existem por trás de tanta beleza. A composição acima é uma coleção de dados captados pelo Imageador de campo Largo (WFI) montado no interior do telescópio Max-Planck, de 2.2 metros de diâmetro. O instrumento opera no Observatório de La Silla, construído sobre as áridas montanhas do deserto de Atacama, no Chile. A cena mostra o aglomerado Ômega do Centauro, o mais massivo aglomerado da Via-Láctea, com 150 anos-luz de diâmetro e mais de 10 milhões de estrelas em seu interior.

História

Ômega do Centauro é observado há centenas de anos e tanto o antigo astrônomo grego Ptolomeu e mais tarde Johann Bayer catalogaram o aglomerado como uma estrela. Apenas no século 19 o astrônomo John Frederick William Herschel (filho do descobridor de Urano) percebeu que Ômega do Centauro era na verdade um aglomerado globular. Em tempo: Aglomerado globular, ou simplesmente aglomerado, é o nome que se dá a um tipo de aglomerado estelar cujo formato visual é esférico, com interior muito denso e rico em estrelas antigas, mantidas unidas pela força da gravidade. Normalmente se localizam longe do plano da galáxia e muitas vezes no distante espaço intergaláctico. Os aglomerados globulares são alguns dos mais antigos agrupamentos estelares e podem ser encontrados nos halos que circundam algumas galáxias, entre elas a própria Via Láctea. A idade aproximada de Ômega do Centauro gira em torno de 12 bilhões de anos.

Um impostor?

Pesquisas recentes de Ômega do Centauro sugerem a existência de um buraco negro de tamanho médio em seu centro. Observações feitas pelo telescópio Hubble e pelo Observatório Gemmini mostraram que as estrelas mais próximas ao centro do aglomerado se movem de maneira diferente da usual, o que segundo os astrônomos é causado pelo efeito gravitacional produzido por um massivo buraco negro 40 mil vezes maior que nosso Sol. A presença desse buraco negro é uma das razões que fazem os cientistas suspeitarem de que Ômega do Centauro seja na verdade um impostor. Alguns pesquisadores acreditam que o aglomerado seja de fato o coração de uma galáxia anã, destruída após se chocar com a Via-Láctea. Outra evidência aponta para a existência de diversas gerações de estrelas presentes no aglomerado - o que contraria a regra de que um típico aglomerado seja composto somente de estrelas formadas ao mesmo tempo. A verdade sobre o Ômega do Centauro está para ser revelada. Seja qual for, o aglomerado continuará sendo, por muitos e muitos anos, uma das mais belas jóias existentes no céu do hemisfério sul. Se ainda não viu, não sabe o que está perdendo!

O Olho do Lobo – Nebulosa Planetária NGC 5882

O olho de uma nebulosa brilha na constelação de Lopus, O Lobo nessa imagem feita pelo telescópio Espacial Hubble das Agências NASA/ESA.
Essa nebulosa parece ter duas conchas de material ao redor de uma estrela moribunda. Uma bolha brilhante azul envolve a estrela no interior. Na parte de fora é possível observar uma concha mais apagada quase esférica. Intrigantes nós, filamentos e bolhas podem ser encontrados através da imagem. Enquanto isso no centro da imagem a parte remanescente de uma estrela anã branca brilha intensamente. Nebulosas planetárias aparecem em todas as formas e tamanhos. Se você comparar duas sempre encontrará diferenças entre elas. Elas não tem nada a ver com planetas como sugere o nome, mas recebem essa denominação pois quando observadas de pequenos telescópios se assemelham aos planetas Urano e Netuno. Os astrônomos nos séculos 17 e 18 deram a elas o nome de nebulosas planetárias ma somente no século 19 sua verdadeira natureza como sendo parte de uma estrela que está morrendo foi reconhecida. Na verdade elas representam a morte de uma estrela de tamanho médio como o Sol. Quando o combustível de hidrogênio de uma estrela é esgotado, suas camadas externas esfriam e se expandem. Conchas de gás e poeira são expelidas para o espaço formando bolhas ao redor da estrela. A rotação da estrela normalmente determina a forma da nebulosa planetária. Tudo que acontece depois desse processo é a exposição de um núcleo frio e morto conhecido como uma anã branca. As nebulosas planetárias brilham de forma intensa na radiação ultravioleta devido ao aquecimento do gás e da poeira ao redor causado pela anã branca. Essa estrela está lutando para sobreviver. À medida que ela tenta queimar outros elementos para servir como combustível ela se torna menor e mais quente. Essa estrela possui uma temperatura superficial que é mais de 10 vezes maior que a temperatura na superfície do Sol que é de 70000 graus Celsius. A estrela eventualmente perderá essa batalha à medida que ela consumir todo o seu combustível. Essa batalha pode durar até 50000 anos para que então a nebulosa planetária se apague completamente. O Sol somente passará por um processo parecido daqui a aproximadamente 4 bilhões de anos. A NGC 5882 é encontrada a uma distância aproximada de 7000 anos-luz na direção da constelação do sul Lupus, O Lobo.

A Cara do Sol no Futuro

    Nebulosa NGC 3132 revela a aparência que o sistema solar terá dentro de uns 7 bilhões de anos.
Olhar para essa imagem, é uma das mais espetaculares obtidas pelo telescópio espacial Hubble, no final do ano passado, é mais ou menos como abrir uma janela no tempo. Porque essa é a aparência que o Sistema Solar terá daqui a uns 7 bilhões de anos, depois que o Sol terminar seus dias numa detonação inimaginável, jogar parte de sua massa para o espaço e estilhaçar todos os planetas à sua volta. Como resultado, nossa estrela ficará do tamanho da Terra, envolta por uma imensa nuvem de gás e poeira em rápida expansão o que os astrônomos chamam de nebulosa. A nebulosa da foto, denominada NGC 3132, está crescendo à taxa de 52 000 quilômetros por hora. Ela dá uma boa idéia de como ficará o Sistema Solar no futuro, disse à SUPER o astrofísico Augusto Damineli, da Universidade de São Paulo. A diferença é que a NGC3132 surgiu de um sistema de duas estrelas, e não de um astro solitário como o Sol. A estrela que explodiu ainda aparece na foto mais fraca, acima e à direita de sua companheira fulgurante. Nos próximos milhares de anos, esta última também deverá explodir.
1. Nebulosa é uma concha de gás e poeira feita dos restos de uma estrela que explodiu. Esta, chamada NGC 3132, fica a 2 000 anos-luz da Terra (1 ano-luz mede 9,5 trilhões de quilômetros).
2. A estrela mais apagada, no alto, à direita, tem o tamanho da Terra. Ela explodiu há 10 000 anos e perdeu a maior parte de sua massa. A mais brilhante é mais ou menos como o Sol e também deverá explodir, no futuro.
3. A bolha mede 5 trilhões de quilômetros de diâmetro e continua se expandindo a 52 000 quilômetros por hora.  O diâmetro da órbita de Plutão, que é o mais distante dos planetas, mede aproximadamente 10 bilhões de quilômetros. É muito grande. Mesmo assim, ele é quinhentas vezes menor que o da nebulosa. Uma nave atual, que viaja a uns 50 000 quilômetros por hora, demoraria mais de 10 000 anos para atravessar a imensa massa gasosa.
Fonte:http://super.abril.com.br/superarquivo/1999/conteudo_117297.shtml

Planeta super pesado tem densidade semelhante ao chumbo

Simulação da silhueta do 55 Câncer passando à frente da sua estrela, comparado com a Terra e Júpiter passando à frente do Sol.[Imagem: Jason Rowe/Jaymie Matthews]

Planeta de chumbo

Uma equipe internacional de astrônomos descobriu um exoplaneta "super exótico". O 55 Câncer pertence a um sistema planetário parecido com o nosso Sistema Solar, conforme revelado por uma pesquisa em 2002. O planeta exótico tem um diâmetro 60% maior do que o da Terra, mas tem uma massa oito vezes maior do que a massa do nosso planeta. Com duas vezes a densidade da Terra, ele é quase tão denso quanto o chumbo. Isso o torna o planeta sólido mais denso que se conhece. A uma distância de cerca de 40 anos-luz da Terra, o 55 Câncer tem uma órbita tão próxima de sua estrela - a 55 Câncer A - que seu ano dura menos de 18 horas.

Sol brilhante

A temperatura na superfície do exoplaneta foi calculada em 2.700 graus Celsius, o que torna muito improvável que ele possua uma atmosfera. Se uma pessoa pudesse sobreviver na superfície desse exoplaneta super pesado ela pesaria três vezes mais do que na Terra. Ficar ao sol em 55 Câncer também não seria nada recomendável: seu "sol" brilha 3.600 vezes mais forte do que o nosso Sol e, visto da superfície, parece 60 vezes maior.

Atualizações sobre 55 Cancri E

O super-denso mundo alienígena faz parte de um sistema solar multiplanetário a cerca de 40 anos-luz da Terra, na constelação de Câncer (o Caranguejo). Sua estrela mãe ou sol, 55 Cancri, é brilhante o suficiente para ser visto da Terra a olho nu, segundo os pesquisadores. Desde 1997, os astrônomos descobriram cinco planetas orbitando 55 Cancri (incluindo Canrci 55 E em 2004). Todos os cinco mundos alienígenas foram detectados utilizando a chamada velocidade radial - ou doppler - método que olha para pequenas oscilações no movimento da estrela causadas pelas forças gravitacionais dos planetas que a orbitam. Inicialmente, os astrônomos pensaram que 55 Cancri E orbitasse sua estrela em aproximadamente 2,8 dias. Mas no ano passado, dois pesquisadores - o estudante graduado em Harvard Rebekah Dawson e Daniel Fabrycky da Universidade da Califórnia em Santa Cruz - reanalisaram os dados. Eles sugeriram que o planeta alienígena poderia orbitar em torno de sua estrela mãe muito mais rápido do que isso. Então, Dawson e Fabrycky juntaram se a outros para observar 55 Cancri E mais de perto. Eles se juntaram a uma equipe do Canadá conhecida como MOST (Microvariability & Oscillations of STars) que gerencia um telescópio espacial e estuda a estrela 55 Cancri e os seus planetas, em seguida, eles observaram quedas de brilhos minúsculos causadas quando 55 Cancri E passou em frente - ou transitou - a estrela, sendo vista pelo telescópio. Esta é a mesma técnica usada pelo criativo observatório espacial Kepler da Nasa, que encontrou 1.235 planetas alienígenas desde o seu lançamento março 2009.  A equipe descobriu que esses trânsitos ocorrem como um relógio a cada 17 horas e 41 minutos, assim como Dawson e Fabrycky havia previsto. A luz da estrela é enfraquecida por apenas 0,02 por cento durante cada trânsito, levando os astrônomos a concluírem que o diâmetro do planeta é de cerca de 13.049 milhas (21.000 quilômetros) - 60 por cento maior que a Terra. Usando essa informação, os pesquisadores foram capazes de calcular a densidade de 55 Cancri E. "É maravilhoso se ser capaz de apontar para uma estrela a olho nu e saber a massa e o raio de um dos seus planetas, especialmente um tão distinto como esse", disse o autor Josh Winn, do MIT. A pesquisa foi liberada no site arXiv.org, e enviado para publicação no strophysical Journal Letters.

Um mundo ardente e quente

Pelo fato de 55 Cancri E estar tão perto de sua estrela mãe, ele não seria um lugar muito agradável para se viver.
Vista do céu noturno a olho nu onde se pode ver a estrela 55 Cancri bem próxima a contelação de câncer.
As temperaturas em sua superfície podem ser tão altas quanto 4.892 graus Fahrenheit (2.700 graus Celsius). "Por causa do calor infernal, é improvável que 55 Cancri E tenha uma atmosfera", afirmou Winn. "Portanto, este não é o tipo de lugar onde exobiólogos olhariam prevendo a existência da vida."  Se você pudesse de alguma forma sobreviver ao calor, no entanto, a visão da superfície do planeta seriam exóticas e espetaculares.  "Neste mundo - o mais denso planeta sólido encontrado em qualquer lugar até agora - você pesaria três vezes mais do que na Terra", disse Matthews "ao dia o sol seria 60 vezes maior e brilharia 3.600 vezes mais no céu. "  Mas o apelo de 55 Cancri E não se limita a esses factóides mirabolantes. O fato de ser tão próximo da Terra, o planeta e seu sistema solar deveria inspirar todos os tipos de trabalhos futuros na área da colonização planetária.  "O brilho da estrela produz vários tipos de medições possíveis, fazendo de 55 Cancri E o laboratório perfeito para testar as teorias de formação do planeta, a evolução e sobrevivência", afirmou Winn.
Fontes: http://www.inovacaotecnologica.com.br/
http://www.astrofisicos.com.br/

Hubble Pesa as Estrelas e Gráfico Mostra as Diferentes Escalas

Essa ilustração compara as massas de diferentes estrelas. As estrelas mais leves são as anãs vermelhas. Elas podem ter somente um dozeavo da massa do Sol. Já as estrelas mais pesadas são as supergigantes azuis-brancas. Elas podem ter até 150 vezes a massa do Sol. O nosso Sol está entre as estrelas leves e pesadas. A estrela vermelha que aparece na parte inferior do gráfico é muito maior do que as outras estrelas na ilustração. Sua massa, contudo, pode variar de uma fração da massa solar até a algumas vezes a massa solar. A gigante vermelha é uma estrela inchada que está próxima do fim da sua vida. Nessa breve fase de sua história, o diâmetro da estrela se expande até algumas vezes o tamanho normal de sua circunferência.
Créditos:http://www.cienctec.com.br

Telescópio espacial Planck descobre 20 novos gigantes cósmicos

O telescópio espacial Planck fez mais de 20 detecções novas para a ciência. Entre elas estão algumas das maiores estruturas já vistas no universo, aglomerados de galáxias gravitacionalmente ligadas umas às outras que medem dezenas de milhões de anos-luz de diâmetro. Planck é uma missão lançada em maio de 2009. Ele carrega dois instrumentos que observam o céu através de nove faixas de frequência. O telescópio confirmou também a existência de mais 169 aglomerados de galáxias. Segundo astrônomos, os aglomerados contêm até uma centena de galáxias e cada galáxia tem um bilhão de estrelas. Os aglomerados, avistados em todas as direções, variam de intervalos de cerca de quatro bilhões de anos-luz da Terra. O Planck fez essas descobertas durante sua pesquisa da “luz mais antiga” do cosmos. Essa radiação, relíquia do Big Bang de 13,7 bilhões de anos atrás, preenche todo o céu na parte de microondas do espectro eletromagnético. É referida como a famosa “radiação cósmica de fundo”, ou simplesmente RCF. O registro ultra-preciso desta luz deve proporcionar notáveis detalhes sobre a idade, o conteúdo e a forma do universo. Os astrônomos também estão interessados em tais observações porque elas dizem algo sobre a maneira como o universo está construído: como a matéria é organizada em filamentos e separada por grandes vazios. Não só os aglomerados contêm quantidades colossais de matéria visível (estrelas, gás e poeira), como também tem quantidades ainda maiores da invisível “matéria escura”, ainda não identificada. Muitos dos aglomerados que Planck avistou parecem ser objetos muito perturbados, sugerindo que o telescópio pode estar vendo essas estruturas nos estágios iniciais da sua formação. Os cientistas esperam que as imagens do telescópio também possam provar a teoria da “inflação”, uma ideia de que o cosmos experimentou uma expansão “turbo”, mais rápida que a da luz, em seus primeiros momentos fugazes. Mas para obter uma visão clara de todas estas informações, os cientistas precisam primeiro subtrair a luz emitida por outros fenômenos astrofísicos que brilham nas mesmas frequências. O Planck irá continuar sua varredura do céu pelo menos até o final de 2011, certamente o suficiente para cobrir cinco vezes sua extensão. A equipe que cuida do observatório irá precisar de algum tempo para analisar todos os dados e avaliar o seu significado. Um comunicado formal de imagens e artigos científicos não é esperado antes de janeiro de 2013.
Fonte: http://hypescience.com/
 [BBC]

Endeavour levará ao espaço um caçador de anti-universo

Quando o ônibus espacial Endeavour decolar para sua última viagem, ele estará levando ao espaço um dos experimentos científicos mais esperados de todos os tempos. O Espectrômetro Magnético Alfa - ou AMS (Alpha Magnetic Spectrometer) vai tentar descobrir se a antimatéria e a matéria escura se escondem perto da Terra. O observatório vai verificar sistematicamente os raios cósmicos em busca do anti-universo, um universo formado por antimatéria, antimatéria que deveria ter sido criada pelo Big Bang na mesma proporção que a matéria ordinária.
AMS-02 - Espectrômetro Magnético Alfa, um detector de partículas cósmicas cujo principal objetivo é encontrar indícios da antimatéria.[Imagem: MIT]

Detector de antimatéria

Com nada menos do que 16 nacionalidades, o detector de antimatéria chama-se na verdade AMS-02 - o que indica que este é o segundo de sua espécie. Já em 1998, o AMS-01, que foi embarcado na última viagem do ônibus espacial Discovery à estação russa Mir, fornecia em apenas nove dias uma porção de dados sobre as partículas que constituem os raios cósmicos, que bombardeiam constantemente a Terra vindo do espaço interestelar. O objetivo na época era mostrar principalmente que o aparelho era capaz de resistir às difíceis condições do lançamento e da viagem no espaço. O AMS-02 deve operar dez anos ou mais. Os cientistas o chamam de "Telescópio Hubble dos raios cósmicos". Para detectar esses raios, oriundos do Sol, mas também de estrelas próximas ou de explosões de supernovas das profundezas do Universo, precisamos nos livrar do filtro constituído pela atmosfera terrestre. A 300 quilômetros da terra firme, a Estação Espacial Internacional, que gira mais de 15 vezes em torno da Terra em 24 horas, é o ponto ideal de instalação. O coração do AMS é um grande ímã cilíndrico, com um furo no seu centro, uma espécie de donut gigante, que será usado para separar as partículas de raios cósmicos pela sua carga elétrica. Uma série de sensores ligados a mais de 600 computadores de bordo fará a análise dos dados.

Antipartículas

"Vamos poder fazer um mapeamento completo da radiação da Terra: composição química, variações temporais, variações espaciais... em 100 anos que conhecemos os raios cósmicos, esta é a primeira vez que teremos tantos dados sobre o fenômeno," entusiasma-se Martin Pohl, membro da direção do projeto AMS-02 e responsável da área de física da Universidade de Genebra, na Suíça, que desempenhou um papel central na concepção e na construção do detector de trajetórias de partículas. Além das partículas-padrão, o espectrômetro deve também capturar antiprótons e pósitrons, os componentes básicos da antimatéria. O AMS-01 já havia encontrado esses componentes, mas em quantidades tão pequenas que podiam muito bem ter sido gerados ao longo dos 13 bilhões de anos da história do Universo, por meio da colisão de partículas. Neste caso, eles não têm praticamente nenhuma chance de se unir para formar átomos.

O Espectrômetro Magnético Alfa instalado no compartimento de carga do ônibus espacial Endeavour. [Imagem: Michele Famiglietti/AMS-02 Collaboration]

Antiestrelas

No entanto, o que interessa aos físicos é a antimatéria original, a do início dos tempos. E normalmente ela deve ser encontrada na forma de átomos, pelo menos um dos dois elementos químicos mais simples: o hidrogênio e o hélio.  "O AMS-01 não encontrou nenhum anti-hélio em um milhão de átomos. Se o AMS-02 não encontrar nada em um bilhão, teremos que parar nossa busca," explica Martin Pohl. "Mas se a gente achar alguma coisa, isto significa que há pequenos bolsões de antimatéria que sobreviveram ao Big Bang". E se, além disso, os detectores descobrirem átomos mais pesados, como o do anticarbono, e sabendo que esses itens só podem ser forjados no centro das estrelas, isso significaria que existem, em algum lugar, antiestrelas. Uma hipótese que o físico acha "ainda mais fascinante ... e muito mais improvável".

Mais forte do que o LHC

Quanto à matéria escura, se o componente de base dela for uma partícula, o AMS-02 vai acabar encontrando-a. Eventualmente junto com outras esquisitices, como estados ainda desconhecidos da matéria.
Na verdade, este espectrômetro espacial é perfeitamente complementar ao LHC, o enorme acelerador de partículas do CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear). No Grande Colisor de Hádrons, são recriadas partículas - no espaço elas são observadas em seu ambiente natural. Com a vantagem notável de que, no espaço, as partículas atingem energias ainda fora do alcance do maior acelerador construído na Terra. O CERN está, portanto, profundamente associado ao projeto. Ele realizou os testes dos detectores do AMS-02 e irá processar os dados transmitidos do espaço enquanto espera acolher, em um novo edifício, o centro de controle do experimento.

Dedos cruzados

Tudo isso, é claro, desde que dê tudo certo com o lançamento e a acoplagem na Estação Espacial Internacional, onde o AMS-02 ficará instalado, como se fosse mais um módulo. O AMS-02 faz parte da carga do ônibus espacial Endeavour, que fará seu último voo na tarde desta sexta-feira. Enquanto o Discovery já está a caminho do museu, só fica faltando no programa uma missão do Atlantis. Depois disso, na pendência das futuras naves americanas, só as naves russas Soyuz continuarão servindo de táxi para os passageiros da Estação Espacial. As cargas, por sua vez poderão ser levadas pelas naves automáticas europeia e japonesa.
Concepção artística do AMS já instalado na Estação Espacial Internacional. [Imagem: NASA]

Antimatéria

A antimatéria é a matéria com carga elétrica invertida. Os átomos são feitos de prótons (+) e elétrons (-), enquanto os antiátomos são feitos de antiprótons (-) e de elétrons positivos ou pósitrons (+). Colocadas na presença uma da outra, uma partícula e sua antipartícula se aniquilam, gerando alta energia.

Big Bang

O Big Bang, ao contrário, foi a criação gigantesca de matéria da energia, que produziu quantidades iguais de matéria e antimatéria. Mas essas partículas não se aniquilaram todas mutuamente (caso contrário, nada existiria) e a antimatéria parece ter desaparecido quase por completo, antes mesmo de ter tempo de se organizar em átomos. O mecanismo pelo qual a natureza tenha manifestado essa "preferência pela matéria" permanece desconhecido.

Matéria escura

Ao observar as galáxias, vemos que elas giram bem mais rápido do que deveriam de acordo com a massa visível e as leis da gravidade. Parte da massa delas é formada por algo que não reflete a luz. Trata-se mais provavelmente de partículas ainda desconhecidas. Hoje estima-se que a matéria visível só forma cerca de 4% da massa do universo. O resto é matéria e energia escura.

Energia escura

É a força que faz que, ao invés de frear, o movimento do Universo se acelere. É uma espécie de antigravidade, sobre a qual a ciência ainda não tem nenhuma teoria convincente. No entanto, ela não pertence às áreas de pesquisa do AMS 02.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=endeavour-levara-espaco-cacador-anti-universo&id=010130110429&ebol=sim

A Nasa divulgou imagens de uma das maiores colisões entre quatro galáxias

Bilhões de estrelas trombaram em um dos maiores eventos cósmicos já vistos.
A Nasa divulgou  imagens de uma das maiores colisões cósmicas já registradas, feitas pelo Telescópio Espacial Spitzer (um "irmão" do Hubble que enxerga em infravermelho). Ao todo, quatro galáxias estão envolvidas no evento, reunindo bilhões de estrelas.  "A maioria das fusões de galáxias que já conhecíamos eram como batidas de carros de passeio. O que temos aqui são quatro grandes caminhões carregados de areia colidindo e espalhando areia para todos os lados", explica o astronômo Kenneth Rines, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica. Os cientistas crêem que a colisão vai resultar em uma monstruosa galáxia única, até 10 vezes mais massiva que a nossa Via Láctea. O estudo que revela esse achado será publicado na revista especializada "Astrophysical Journal Letters".

Telescópios Hubble e Swift fotografam colisão de asteroides

Imagens em ultravioleta e visível do telescópio Swift estão mescladas com uma imagem feita pelo Digital Sky Survey da mesma região.[Imagem: NASA/Swift/DSS/D. Bodewits (UMD)]

Sorte grande - No ano passado, astrônomos notaram que um asteroide, chamado Scheila, estava apresentando um brilho repentino e algumas emanações ligeiras, semelhantes aos jatos emitidos pelos cometas. Agora, dados dos telescópios espaciais Hubble e Swift mostraram que esse comportamento inesperado ocorreu porque o Scheila foi atingido por um asteroide até então desconhecido, mas muito menor.  "As colisões de asteroides produzem fragmentos de rochas, de gigantescos blocos até uma fina poeira, que acabam se chocando com os planetas e suas luas," explica Dennis Bodewits, que analisou as imagens do telescópio Swift. "Mesmo sendo comuns, esta é a primeira vez que fomos capazes de observar uma colisão poucas semanas depois do impacto, antes que as evidências se dissipassem."
A imagem do Hubble mostra o asteroide Scheila circundado por uma nuvem de partículas em forma de C, revelando ainda uma cauda linear de detritos. As imagens das estrelas aparecem borradas porque o Hubble acompanhou o movimento do asteroide para fazer uma imagem em superexposição. [Imagem: NASA/ESA/D. Jewitt (UCLA)]
Colisão cósmica - "Os dados do Hubble podem ser explicados por um impacto, a 18.000 km/h, com um asteroide desconhecido medindo cerca de 30 metros de diâmetro," afirmou David Jewitt, que analisou o outro conjunto de dados. Foi o Hubble que detectou a primeira colisão entre asteroides já vista, em 2009, que produziu um rastro espetacular em forma de X. Os astrônomos calculam que o impacto ocorreu em um ângulo de 30 graus, criando uma cratera de 300 metros de diâmetro no asteroide Scheila, o que arremessou para o espaço cerca de 660.000 toneladas de detritos. Isto é 10.000 vezes mais do que o material ejetado quando a sonda Impacto Profundo chocou-se contra o cometa Tempel 1. O asteroide Scheila, que mede pouco mais de 113 quilômetros de diâmetro, foi descoberto em 1906.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br  

Buraco negro da galáxia na morte dispara jatos mortais contra vizinhos

Astrônomos nunca viram um evento cósmico tão violento como este.
Um poderoso jato de matéria e radiação oriundo de um buraco negro supermassivo em 3C321 está devastando uma galáxia vizinha, de acordo com novas descobertas de diversos observatórios da NASA/ESA em um esforço conjunto para estudar o fenômeno. Este evento violento, nunca antes observado, pode ter um profundo efeito nos planetas no percurso do jato e pode fomentar a criação intensa de novas estrelas no âmago de seu rasto destrutivo.
Astrofíscos

Sagitário: olhe o céu em direção ao centro da Via Láctea

Imagem de parte da Via Láctea feita pelos telescópios do projeto 2MASS, que estuda o céu no comprimento de onda do infravermelho. Crédito: 2MASS - The Two Micron All Sky Survey
Quando olhamos à vista desarmada na direção da constelação de Sagitário, pouca coisa se vê. São estrelas e mais estrelas que se multiplicam à medida que binóculos e telescópios mais potentes são empregados. Entretanto, é ao redor desse ponto que nossa Galáxia gira. Quando olhamos para Sagitário estamos observando diretamente o centro da Via Láctea. Estima-se que aproximadamente 200 bilhões de estrelas façam parte desse sistema. Com massa estimada em quase dois trilhões de massas solares, nossa Galáxia tem entre 13.5 e 13.8 bilhões de anos e seu centro está localizado a aproximadamente 30 mil anos-luz de distância da Terra. O centro galáctico é um lugar bastante tumultuado. Observá-lo através da luz visível não é uma tarefa fácil já que a poeira cósmica obscurece praticamente toda a luz emitida, mas quando sondado no comprimento de onda do infravermelho milhões de estrelas podem ser vistas. A imagem acima foi captada nesse seguimento do espectro por dois telescópios do projeto 2MASS, instalados em Monte Hopkins, no Arizona e próximo a La Serena, no Chile. Na cena, o centro da Galáxia aparece em tons brilhante no canto inferior esquerdo da foto, enquanto o plano da galáxia, no qual nosso Sol orbita, é visto na forma de uma faixa diagonal escurecida, composta de poeira cósmica criada nas atmosferas de estrelas gigantes vermelhas.

Buraco Negro

No centro da Galáxia existe uma intensa fonte de emissão eletromagnética, chamada Sagitarius A e até poucos anos atrás sua observação só era possível através de radiotelescópios. No entanto, à medida que os detectores infravermelhos foram aprimorados, os cientistas passaram a enxergar diretamente o núcleo, observando Sagitarius A através da poeira. Com isso puderam realizar medições individuais de estrelas localizadas no centro da Galáxia, seja através de imagens diretas ou técnicas de espectroscopia. Na década de 1990, dois astrônomos alemães chamados Eckart e Genze realizaram medições em mais de 200 estrelas daquela região e concluíram que a densidade central do núcleo galáctico era muito mais alta que a de algum aglomerado estelar. A atração gravitacional era tão intensa que os pesquisadores deduziram que a única possibilidade para tamanha atração era a existência de um buraco negro supermassivo no centro da Galáxia - Sagitarius A - estimado em 2.6^10.6 massas solares.

A Grande Mancha Vermelha de Júpiter pela Voyager 1

Créditos e direitos autorais : NASA, JPL; Processamento Digital: Björn Jónsson (IAAA)
Isso é um furacão que tem o dobro do tamanho da Terra. Esse furacão se mostra feroz, pelo menos enquanto os telescópios podem vê-lo e não mostra nenhum sinal de estar desacelerando. Esse furacão é conhecido como a Grande Mancha Vermelha, a maior tempestade do Sistema Solar. Como a maioria dos fenômenos astronômicos, a Grande Mancha Vermelha não foi prevista e nem entendida num primeiro momento após a sua descoberta. Ainda hoje, detalhes de como e por que a Grande Mancha Vermelha muda sua forma, seu tamanho e sua cor são considerados mistérios. Um melhor entendimento do clima global em Júpiter pode ajudar a contribuir para o melhor entendimento do clima aqui na Terra. A imagem acima, foi recentemente realçada completamente por meio digital usando como fonte uma imagem de Júpiter feita em 1979 pela sonda Voyager 1, à medida que ela se aproximava e fazia imagens detalhadas do maior planeta do Sistema Solar. Atualmente, a uma distância de 117 Unidades Astronômicas, a sonda Voyager 1 é o objetos construído pelo homem que está na maior distância no universo e espera-se que ela deixe a heliosfera do Sistema Solar a qualquer momento.
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