9 de mai de 2011

Eclipse Total da Lua Sobre o VLT

Créditos:ESO/Y. Beletsky
Um eclipse total da Lua é um espetáculo de expressão. Mas ele também fornece uma outra oportunidade de observação: um céu escuro livre do brilho da Lua Cheia. No Cerro Paranal no Deserto de Atacama no Chile, um dos lugares mais remotos da Terra, longe das fontes de poluição luminosa faz com que o céu seja ainda mais impressionante durante um eclipse total da Lua. Essa foto panorâmica foi feita pelo Embaixador Fotográfico do ESO Yuri Beletsky, e mostra a visão de um céu estrelado desde o local onde se situa o Very Large Telescope do ESO no Cerro Paranal, imagem essa feita durante o eclipse total da Lua do dia 21 de Dezembro de 2010. O disco avermelhado da Lua é visto na parte direita da imagem, enquanto que a Via Láctea desenha um arco através do céu com toda a sua beleza. O outro brilho de luz mais apagado também é observado, envolvendo o brilhante planeta Vênus na parte inferior esquerda da imagem. Esse fenômeno é a luz zodiacal e é produzido pela reflexão da luz do Sol na poeira interplanetária do Sistema Solar interno. Esse brilho é tão discreto que normalmente ele é obscurecido pela luz da Lua ou pela poluição luminosa. Durante o eclipse total da Lua, a sombra da Terra bloqueia a luz direta do Sol vinda da Lua. A Lua ainda está visível, avermelhada pois somente os raios de luz na parte vermelha, ou seja, na parte final do espectro são capazes de atingir a Lua após serem redirecionados através da atmosfera da Terra, a luz verde e a luz azul são dispersadas de maneira muito mais intensa. De forma interessante, a Lua, que aparece acima de uma dos Unit Telescopes, o UT2 do VLT foi observada nessa noite pelo UT1. O UT2 e o UT1 são conhecidos como Antu (que significa O Sol em Mapudungun, umas das línguas chilenas nativas) e Kueyen (A Lua), respectivamente.

A Sombra de Um Robô Em Marte

Créditos: Mars Exploration Rover Mission, JPL, NASA
E se você viu uma sombra em Marte e ela não era humana? Então podia ser a sonda Opportunity que explora o planeta. A Opportunity e a sua irmã gêmea, a sonda Spirit estão explorando Marte, desde 2004, encontrando evidência de água e mandando imagens sensacionais desse planeta sempre misterioso. Na foto acima, a sonda Opportunity está olhando para a direção oposta do Sol na Cratera Endurance e assim consegue ver sua própria sombra. Duas rodas estão visíveis na parte inferior esquerda e direita, enquanto que o interior e as paredes de uma cratera invulgar são visíveis no plano de fundo. Embora a Spirit esteja presa e provavelmente morta na superfície de Marte, a sonda Opportunity continua sua jornada de exploração que tem como objetivo atingir a Cratera Endeavour.

O Que Acontece Quando Duas Galáxias Se Chocam?

Uma galáxia típica possui aproximadamente 100 bilhões de estrelas, o que pode parecer muito, mas as galáxias são muito grandes. Uma galáxia espiral como a nossa, a Via Láctea, tem aproximadamente 100000 anos-luz de comprimento e 3000 anos-luz de espessura. Isso faz com que a densidade média seja de uma estrela para cada 225000 anos-luz cúbicos. Assim, quando duas galáxias colidem é como se dois enxames de abelha estivessem se chocando. Mas para colocarmos na escala em que estamos falando em cada enxame a distância entre as abelhas seria de aproximadamente 6000 quilômetros. Se as galáxias fossem feitas somente de estrelas elas passariam uma através da outra sem qualquer interação entre elas. Mas o espaço entre as estrelas contém significantes quantidades de gás e poeira. Efeitos gravitacionais e de fricção aquecem e distorcem a forma de ambas as galáxias à medida que elas se atravessam fazendo assim com que surjam novas regiões de formação de estrelas.
Outros efeitos oriundos da colisão de galáxias são a formação de pontes de material entre os dois indivíduos, a distorção e até mesmo a destruição de braços espirais, ou a própria destruição de uma galáxia no caso dessa colisão ocorrer entre uma galáxia muito maior que a outra. Essas colisões logicamente não são instantâneas, e esses efeitos levam milhões de anos para serem processadas, até que o par de galáxias assuma sua forma e característica definitiva.
Fonte: Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/?p=11505

Nasa revela imagem do asteróide que passará pela Terra a distância menor que a Lua em 8 de novembro de 2011

Nasa descarta colisão e minimiza efeito gravitacional do objeto. YU22 ficará a uma distância de apenas 325 mil quilômetros do planeta

A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou que um asteroide de 400 metros de diâmetro irá passar perto da Terra, a uma distância menor do que a do planeta em relação à Lua. O asteroide é chamado YU22 e deve se aproximar em 8 de novembro de 2011, ficando a apenas 325 mil quilômetros da Terra. Esse valor é menor que a distância média da Lua para o planeta: aproximadamente 385 mil quilômetros. Mas para os especialistas, é comum a cada 25 anos a chegada de um objeto do tamanho de YU22 e passando à mesma distância. Segundo o programa da Nasa responsável pela detecção e estudo de objetos que passam perto da Terra (Near-Earth Object Program, em inglês), não há risco de colisão com a Terra. A agência também minimiza o efeito gravitacional do asteroide, afirmando que não seria possível sequer medi-lo. Um impacto entre a Terra e YU22 também está descartado pelos próximos 100 anos, segundo o chefe do programa Don Yeomans. Mas outro objeto com esse tamanho a passar tão perto do planeta só deverá existir em 2028. O asteroide foi visto pela primeira fez em dezembro de 2005 pelo astrônomo Robert McMillan, chefe de um trabalho de monitoramento do céu financiado pela Nasa e realizado na Universidade do Arizona. No começo do 2010, as melhores imagens do objeto foram feitas, quando YU22 estava bem mais longe: a 2,3 milhões de quilômetros de distância da Terra. Para os astrônomos, o interesse está na oportunidade de poder estudar com detalhes da composição mineral e do formato do asteroide.

Nasa divulga imagens inéditas do Sol em alta definição

Cada dia, satélite capta o equivalente a 1,5 terabyte de dados sobre o Sol.
Imagem do Sol capturada pelo satélite Observador Dinâmico Solar (SDO, em inglês) (Foto: Nasa)
A agência espacial americana Nasa divulgou novas imagens do Sol capturadas pelo seu satélite chamado Observador Dinâmico Solar (SDO, em inglês). A Nasa está trabalhando em conjunto com a universidade central de Lancashire (UCLan), na Grã-Bretanha, para monitorar detalhes inéditos sobre o campo magnético do astro e a coroa solar. As imagens têm qualidade dez vezes superior ao de uma televisão em alta-definição. A UCLan é um dos centros europeus que estuda dados coletados pelo SDO.
Na Grã-Bretanha, é o único instituto que fornece fotos com estudos sobre o Sol. O telescópio do satélite faz 80 imagens do Sol a cada minuto, gerando o equivalente a 1,5 terabyte de dados por dia, o equivalente a meio milhão de músicas baixadas no iTunes. Além do interesse científico, as imagens também serão usadas como inspiração para uma obra do artista digital Chris Meigh-Andrews, que é professor da mesma universidade. As imagens captadas estão sendo projetadas em um telão em uma das ruas da cidade britânica de Preston até o final desta semana.
Fonte: http://g1.globo.com

Cientistas descobrem que o "céu está caindo" em lua de Saturno

Imagem registrada pela sonda Cassini em 2009 mostra a diferença de iluminação nos hemisférios de Titã
Foto: Nasa/JPL/Divulgação
Observações feitas pela sonda Cassini-Huygens, das agências espaciais americana (Nasa) e europeia (ESA), indicam que "o céu está caindo" em uma lua de Saturno. Uma camada de neblina que cobre a maior parte da superfície de Titã caiu de uma altitude de 500 km para 380 km entre os anos de 2007 e 2010. Segundo os cientistas, a queda indica uma mudança de estação em Titã e mostra que a lua é um mundo dinâmico. Os pesquisadores acreditam que o estudo desse fenômeno pode ajudar a entender melhor a meteorologia na Terra, Marte e outros locais do Sistema Solar. Os cientistas da Nasa afirmam que a neblina é um fenômeno comum em todo o Sistema Solar, seja na Terra ou nos polos de Marte, certas regiões de Saturno ou em Titã, onde nos impede de observar diretamente a superfície. Contudo, de acordo com Bob West, pesquisador que participa da missão Cassini-Huygens, a neblina dessa lua está se comportando de maneira incomum, nunca observada antes no Sistema Solar. Com a mudança de estação, ela simplesmente caiu para menores altitudes. As atmosferas da Terra e dessa lua têm muitas semelhanças - como tempestades sazonais e nuvens cirros -, mas Titã tem vários aspectos incomuns ao nosso planeta: a atmosfera é muito mais massiva e densa e as camadas superiores rodam mais rapidamente que a própria rotação da lua. Além disso, ela é rica em moléculas orgânicas, mas com um ambiente muito mais frio que o nosso. A lua ainda não tem um campo magnético próprio para se proteger, mas está dentro do campo de Saturno (na maior parte do tempo). Todas essas diferenças, afirmam os pesquisadores, transformam esse satélite natural em um laboratório para entender as propriedades meteorológicas da Terra e de outros planetas.

Sete anos de primavera

As mudanças de estação em Titã estão ligadas à órbita de Saturno - um ano no planeta é equivalente a 29 anos e meio na Terra. A primavera (ou outono, dependendo do hemisfério) nessa lua começou em 11 de agosto de 2009. Voos das sondas Voyager mostram que os hemisférios do satélite natural ficam mais escuros ou iluminados - e os cientistas acreditam que isso seja causado pela quantidade da neblina no norte e no sul. A "queda do céu" em Titã ocorreu em poucos meses e se acelerou próximo ao equinócio. A mudança na iluminação dos hemisférios dura mais de sete anos (da Terra), o equivalente a uma estação em Saturno, e se completa com o solstício em Titã. Nesse momento, o hemisfério que está no inverno fica mais escuro, devido ao aumento da densidade da neblina na região.

Herschel fotografa tempestade cósmica varrendo galáxia

Galáxia infravermelha ultra-luminosa revela os gigantescos ventos cósmicos capazes de varrer o gás molecular que alimentaria a formação de novas estrelas na galáxia.[Imagem: ESA/AOES Medialab]
Ventos cósmicos

O Telescópio Espacial Herschel detectou tempestades gigantescas de gás molecular varrendo os centros de várias galáxias. Algumas dessas correntes maciças atingem velocidades de mais de 1.000 quilômetros por segundo - milhares de vezes mais rápido do que os furacões terrestres. As observações mostram que as galáxias mais ativas contêm ventos descomunais, que podem esvaziar o reservatório de gás de uma galáxia inteira, inibindo tanto a formação de estrelas quando o crescimento do buraco negro central. Esta descoberta é o primeiro indício conclusivo da importância dos ventos galácticos na evolução das galáxias, mostrando que eles não são meros coadjuvantes ou "componentes menores".
Esquema mostra como os fluxos de gás molecular podem ser detectados no espectro das galáxias usando o Telescópio Espacial Herschel. Os astrônomos usam uma linha espectral particular da molécula hidroxila (OH), que apresenta um formato característico, resultado de uma combinação de emissões do buraco negro central da galáxia e da própria nuvem molecular. [Imagem: ESA/AOES Medialab]
Ao detectar correntes no gás molecular frio a partir do qual nascem as estrelas, podemos finalmente testemunhar o seu impacto direto sobre a formação das estrelas," afirmou Eckhard Sturm, um dos autores do estudo. "A formação de estrelas é interrompida quando o gás que alimenta o processo é soprado para fora dos centros das galáxias com uma taxa de até mil massas solares por ano."

Evolução das galáxias

As observações são inéditas ao revelar um estágio intermediário da evolução das galáxias, passando de galáxias de disco com muitas estrelas jovens e uma grande quantidade de gás para galáxias elípticas com estrelas mais velhas e pouco gás. Além disso, elas podem explicar uma outra propriedade empírica: A massa do buraco negro no centro das galáxias e a massa de estrelas nas regiões do interior de uma galáxia parecem estar correlacionadas. Essa correlação pode ser explicada como uma consequência natural dessas correntes de gases moleculares agora identificadas, que removem o reservatório de gás, inibindo assim tanto a formação de estrelas quanto o crescimento do buraco negro galáctico.

Maravilha e Mistério Sobre o Very Large Telescope



Créditos e direitos autorais : Yuri Beletsky (ESO)
O que é esse ponto laranja brilhante sobre o grande telescópio na parte direita da imagem? Mesmo aqueles entusiastas sazonais possam ponderar sobre o que é esse estranho ponto laranja, para descobrir veja a imagem abaixo que está detalhada. Essa imagem foi feta em Dezembro de 2010, e talvez a identificação dos objetos conhecidos possa nos ajudar. Para começar, na parte esquerda está uma faixa diagonal de luz conhecida como luz zodiacal, que nada mais é que a reflexão da luz solar nas partículas de poeira que o orbitam o Sistema Solar interno. O ponto brilhante branco à esquerda acima do horizonte é Vênus, que também brilha devido à reflexão da luz do Sol. Nascendo diagonalmente desde o solo à direita de Vênus, está a faixa da Via Láctea. Na imagem, a faixa que normalmente se estica de forma dramática sobre as nossas cabeças parece se arquear sobre a paisagem chilena. Abaixo do arco da Via Láctea, à esquerda, estão tanto a Pequena como a Grande Nuvem de Magalhães, as galáxias satélites da Via Láctea, enquanto que à direita localiza-se a constelação de Orion envolta pelo anel vermelho conhecido como Arco de Barnard. No solo, cada um dos quatro telescópios que constituem o complexo do Very Large Telescope estão ocupados com os olhos no universo distante. E finalmente o ponto laranja, nada mais é que a Lua. A imagem foi feita durante o eclipse total da Lua quando o brilho normal da Lua Cheia se transforma em um brilho laranja, fenômeno esse que acontece devido a interferência da atmosfera da Terra.

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