27 de mai de 2011

Galeria de Imagens - Galáxias Anulares

Uma galáxia anular é uma galáxia com uma aparência tipo-anel. Este anel consiste de massivas e relativamente jovens estrelas azuis, extremamente brilhantes. A região central contém matéria relativamente pouco luminosa. Os astrónomos acreditam que as galáxias em forma de anel são formadas quando uma galáxia mais pequena passa pelo centro de outra maior.

Devido às galáxias serem maioritarimente constituídas por espaço vazio, esta "colisão" raramente resulta concretamente em colisões entre estrelas. No entanto, os distúrbios gravitacionais causados por tais eventos podem iniciar uma onda de formação estelar, onda esta que se irá mover pela galáxia maior. O objecto de Hoag, descoberto em 1950 por Art Hoag, é um bom exemplo de uma galáxia de este tipo.
 
Galáxia anular conhecida como Objecto de Hoag. No lado de fora encontra-se um anel dominado por brilhantes estrelas azuis, enquanto que no centro se encontram muito mais avermelhadas e por isso muito mais antigas. Entre as duas estruturas está uma divisão quase completamente escura. Como este objecto se formou, é ainda um mistério. Certas hipóteses incluem uma colisão galáctica há milhares de milhões de anos atrás e interacções gravitacionais perturbativas envolvendo um núcleo de forma irregular. A foto acima foi tirada pelo Telescópio Espacial Hubble em Julho de 2001. O Objecto de Hoag mede 100,000 anos-luz em diâmetro e situa-se a 600 milhões de anos-luz na constelação de Serpente. Por coincidência, visível na divisão está ainda outra galáxia anular que fica ainda muito mais distante. Crédito: R. Lucas (STScI/AURA), Hubble Heritage Team, NASA


Por acaso, uma colisão de duas galáxias originou uma forma surpreendentemente reconhecível numa escala cósmica. A galáxia Cartwheel faz parte de um grupo de galáxias a aproximadamente 500 milhões de anos-luz de distância na constelação do Escultor. Duas galáxias mais pequenas do grupo são visíveis à esquerda na foto. O anel de Cartwheel é uma imensa estrutura com um diâmetro de 100,000 anos-luz composta por estrelas extremamente brilhantes e massivas. Quando as galáxias colidem, passam uma pela outra -- as suas estrelas individuais raramente entram em contacto. Os campos gravitacionais das galáxias, no entanto, podem sofrer grandes perturbações devido à colisão. De facto, a estrutura anular é o resultado destes distúrbios gravitacionais causados por uma pequena galáxia passando pela maior, comprimindo o gás interestelar e pó, e provocando uma onda de formação estelar. Crédito: S. Lee & D. F. Malin, AAO


Como é que uma galáxia fica com a forma de um anel? A estrutura anular da galáxia mede 150,000 anos-luz em diâmetro e é composta por estrela jovens, extremamente brilhantes e massivas. Esta galáxia, AM 0644-741, sofreu uma grande colisão galáctica. Quando as galáxias colidem, passam uma pela outra. A forma do anel é a consequência dos distúrbios gravitacionais causados pela galáxia instrusa. AM 0644-741 situa-se a 300 milhões de anos-luz de distância.Crédito: Hubble Heritage Team (AURA / STScI), J. Higdon (Cornell) ESA, NASA


NGC 4650A parece uma galáxia 2 em 1. Um tipo raro de galáxia conhecido como Anel Polar, NGC 4650A é composta por um grupo central de estrelas velhas e um anel de estrelas jovens. Ambos os componentes são claramente visíveis nesta imagem do Telescópio Hubble. Ainda se está a investigar o que cria este tipo de galáxias, mas pensa-se que seja devido a uma colisão entre duas galáxias distintas num passado distante. Estas galáxias permitem que os astrónomos estimem a quantidade de matéria escura ao medir o período de rotação do extenso anel. Pensa-que exista um tipo desconhecido de matéria escura, porque o anel regularmente gira depressa demais para se manter constante apenas pelas estrelas visíveis.Crédito: J. Gallagher (UW-M) et al. & the Hubble Heritage Team (AURA/ STScI/ NASA)

Telescópio capta chuva de cristais em estrela em formação

O Telescópio Espacial Spitzer captou uma chuva de cristais de um mineral verde, chamado olivina, caindo sobre a proto-estrela HOPS-68. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/University of Toledo]

Cristais de olivina

Minúsculos cristais de um mineral verde, chamado olivina, estão caindo como chuva sobre uma estrela nascente, de acordo com observações do Telescópio Espacial Spitzer. Esta é a primeira vez que se vê cristais nas nuvens de poeira e gás que colapsam em torno das estrelas em formação. Os astrônomos ainda estão debatendo como os cristais chegaram lá, mas os responsáveis mais prováveis são jatos de gás expelidos pela própria estrela embrionária. "Você precisa de temperaturas tão quentes quanto a lava de um vulcão para fazer estes cristais," afirmou Tom Megeath, da Universidade de Toledo, nos Estados Unidos. Segundo o pesquisador, o mais provável é que "os cristais foram criados perto da superfície da estrela em formação e, em seguida, ejetados para dentro da nuvem, onde as temperaturas são muito mais frias e, finalmente, caem de volta", na forma de uma chuva de cristais.
Os cristais devem ter sido formados na estrela, ejetados para a nuvem de poeira e gás ao redor, e agora estão novamente caindo na estrela na forma de chuva. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/University of Toledo]
Chuva verde

Os detectores de infravermelho do Spitzer detectaram a chuva de cristal em torno de uma distante estrela embrionária semelhante ao Sol - uma proto-estrela - conhecida como HOPS-68, na constelação de Órion.
Se fosse possível ir até lá para experimentar a chuva de cristais, o que se veria seria um ambiente muito escuro, por causa da nuvem de poeira e gás, pontilhada dos cristais verdes que, ao cair, são iluminados pelas emissões da estrela abaixo. Os cristais estão na forma de forsterita. Eles pertencem à família dos minerais silicatados olivina, e podem ser encontrados em toda parte, em um crisólito semi-precioso, nas areias verdes das praias do Havaí ou em galáxias remotas. As sondas espaciais Stardust e Impacto Profundo detectaram esses cristais em cometas.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php

Aglomerado de estrelas NGC 2259 é captada em infravermelho pelo WISE

Aglomerado de estrelas NGC 2259 tem entre 300 milhões e 700 milhões
 Aglomerados de estrelas, como as Plêiades são considerados alguns dos mais belos objetos no céu. Nesta imagem obtida pela Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE) da NASA, o aglomerado de estrelas NGC 2259 é ofuscada pela poeira e estrelas vizinhas que brilham na luz infravermelha. Aglomerados de estrelas são grupos de estrelas que se mantem juntas pela gravidade. Aglomerados de estrelas maiores, com centenas de milhares ou milhões de estrelas tendem a assumir formatos esféricos e são chamados de aglomerados globulares.

Aglomerados estelares abertos com até alguns milhares de estrelas são de formato mais irregulares. NGC 2259 é um exemplo de um aglomerado aberto onde as estrelas estão ligeiramente desorganizadas. Visto na luz visível através de um telescópio, a NGC 2259 aparece como um punhado de estrelas vagamente agrupado em um grupo irregular. Já na luz infravermelha captada por detectores WISE, o gás nas proximidades e as nuvens de poeira escuras na luz visível, emerge em vista, junto com estrelas cuja luz visível são afetadas por blocos de nuvens.

 Ver mais estrelas, gás e poeira no infravermelho faz o aglomerado de estrelas parecer vivo. No comentário da imagem, NGC 2259 está localizado dentro do círculo branco. Um dos objetos mais proeminentes nesta imagem é a estrela azul brilhante visto do lado esquerdo. Esta estrela é RH 258. Embora pareça ser uma estrela única, é na verdade um sistema binário, ou duplo sistema de estrelas. As duas estrelas são também conhecidas como CCDM J00549 2337 A & B.

 A uma distância de 127 anos-luz, este sistema de estrelas é muito maior do que o aglomerado de estrelas NGC 2259, que está a cerca de 12.000 anos-luz da Terra. O aglomerado de estrelas NGC 2259 tem centenas de milhões de anos, entre 300 milhões e 700 milhões. Embora isso pareça muito tempo, é muito mais jovem que a idade do nosso Sol, que tem 5,5 bilhões de anos de idade. No entanto, a NGC 2259 é muito mais antiga do que a objetos de cor visto nesta imagem, estrelas vermelhas muito jovens que normalmente tem apenas alguns milhões de anos.

Em plena atividade e espalhados ao redor da imagem, essas estrelas jovens estão se formando dentro das nuvens de gás e poeira. As cores usadas na imagem representam determinados comprimentos de onda da luz infravermelha. Azul e turquesa representam 3,4 e 4,6 mícrons de luz, principalmente emitida por estrelas quentes. Verde e vermelho representam 12 - e 22 microondas, principalmente a luz emitida da poeira quente.
Fonte: Astrofísicos

A fábrica de supernovas

Logo aqui ao lado, a uns 7.500 anos-luz de distância, uma verdadeira fábrica de supernovas está em pleno funcionamento. Mais ainda, ela mostra sinais de que está aumentando sua produção!  Trata-se da Nebulosa da Carina, uma região de formação de estrelas com muita massa, localizada no braço de Sagitário-Carina da nossa Galáxia. Essa região é um dos alvos favoritos dos astrônomos, sendo observada por meio de raios-X e até ondas de rádio. Estrelas com muita massa são abundantes nesta parte da Via Láctea, concentradas em aglomerados jovens, iniciando suas curtas vidas.

A Nebulosa de Carina abriga também uma personagem ilustre: Eta Carinae. Essa hóspede é na verdade um sistema duplo de estrelas com pelo menos 70 massas solares cada. De cinco em cinco anos, as duas estrelas se aproximam tanto que a interação entre elas provoca um verdadeiro “apagão” em algumas linhas do espectro. Como esse tipo de estrela tem um tempo de vida muito curto, da ordem de 5 milhões de anos, elas rapidamente queimam seu hidrogênio em elementos químicos mais pesados e logo explodem como supernovas. Com tanta “mãe” dando origem a supernovas, a Nebulosa de Carina se tornou um excelente laboratório para estudos sobre como as estrelas com muita massa se transformam em supernovas.

A própria Eta Carinae está prestes a explodir. Seria um caso de hipernova, uma explosão muito poderosa. Alguns colegas afirmam que ela será o exemplo local das explosões de raios gama que se observa no Universo, mas a distâncias gigantescas. Esses mesmos colegas garantem que estamos todos a salvo e que será apenas um grande espetáculo nos céus. Voltando à Nebulosa de Carina, uma campanha observacional intensa usando o telescópio espacial Chandra fez um levantamento detalhado da emissão de raios-X desta região. Observando a área por quase 2 semanas em 22 apontamentos diferentes, a equipe envolvida conseguiu fazer um balanço entre a emissão proveniente de 14 mil estrelas e a emissão proveniente de nuvens de gás aquecido.

A própria existência dessas nuvens aquecidas já era um indício de que a fábrica de supernovas está funcionando. No aglomerado Tr15, um dos 10 aglomerados da nebulosa, estrelas com 20 a 40 vezes a massa do Sol já não existem mais. Quanto mais massa, menor o tempo de vida. Todas elas explodiram como supernova nos últimos milhões de anos. Outro achado importante foi a detecção de seis estrelas de nêutrons, produto final das explosões das estrelas com muita massa. Estrelas de nêutrons em nebulosas como essa são raras de se encontrar. Essa pequena amostra revela não apenas como a fábrica de supernovas está ativa, como também está aumentando a produção!
Créditos: Cássio Leandro Dal Ri Barbosa

Interior da Lua já teve tanta água quanto camada abaixo da crosta terrestre

Pesquisadores americanos descobriram em amostras de magma lunar cem vezes mais água em comparação a estudo anterior
Estudo revelou que interior da Lua é muito parecido com o da Terra, tornando antigas teorias mais obscuras.Foto: Nasa/ cortesia de Fernando Echeverria
Uma análise dos sedimentos trazidos de volta à Terra pelos astronautas da missão à Lua com a nave Apollo 17, na década de 70, mostrou que o interior do satélite terrestre pode ter muito mais água do que se imaginava anteriormente. A análise dos cientistas americanos, publicados na revista Science, examinou material vulcânico incrustrado em pequenos fragmentos de vidro. Esta análise encontrou cem vezes mais água nos fragmentos em comparação a medidas anteriores e sugere que a Lua já conteve um volume de água comparável ao Mar do Caribe. A teoria predominante afirma que a maior parte da água vista na superfície da Lua chegou ao satélite pelos impactos de cometas cobertos de gelo ou de meteoritos com água. Mas, esta recente pesquisa está ajudando a esclarecer qual a quantidade de água que pode estar no interior da Lua e também dá pistas sobre como e a partir do que esta água se formou. A descoberta dos cientistas do Instituto Carnegie Para Ciência, nos Estados Unidos, também gera dúvidas em relação a alguns aspectos da teoria que explica a formação da Lua.

Pesquisa anterior
Em 2008, uma equipe de pesquisadores do Instituto Carnegie e da Universidade Brown and Case Western, nos Estados Unidos, analisaram água encontrada em amostras de magma lunar, que as missões Apollo trouxeram de volta à Terra. Em um artigo na revista Nature, eles escreveram que as amostras continham dez vezes mais água do que eles esperavam. Mas, o magma que eles estudaram tinha se formado em eventos vulcânicos parecidos com os que ocorrem em alguns lugares da Terra, como o Havaí, por isso, a maior parte da água destas amostras pode ter sido fervida durante o evento. Agora, a mesma equipe descobriu várias "cápsulas do tempo" geológicas entre os fragmentos. "O que fizemos agora foi encontrar amostras de magma que estão presentes como 'inclusões', que estão presas dentro de cristais sólidos chamados olivina", explicou Erik Hauri, um geoquímico do Instituto Carnegie e autor da nova pesquisa.  "Devido ao fato de o magma estar preso dentro de um cristal, durante uma erupção não pode perder sua água, então estas inclusões derretidas preservam o conteúdo original de água do magma", disse Hauri à BBC. A equipe descobriu que estes medalhões de magma lunar continuam cerca de cem vezes mais água do que as amostras anteriores, o que significa que o interior lunar já teve tanta água como a camada da Terra que fica logo abaixo da crosta.

Fotografia optica da amostra do magma contido em pequenos cristais.Foto: Thomas Weinreinch/ Brown University

Formação da Lua
Assim como a pesquisa de 2008, este novo estudo aumenta ainda mais a confusão em relação às teorias sobre a formação da Lua. Acredita-se que um objeto do tamanho de Marte tenha atingido a Terra durante sua formação. Com o impacto, um disco de material fragmentado e derretido se separou da Terra e, com o tempo se aglutinou e formou a Lua. Mas, nesta hipótese, as temperaturas extremas geradas pelo impacto teriam simplesmente fervido a água e a Lua deveria ter começado sua vida como um corpo celeste relativamente seco. Existem provas para dar apoio a este teoria, em termos de modelos de computadores para formações planetárias e também em termos de quantidades comparadas de vários elementos encontrados na Terra e na Lua. Mas, segundo Erik Hauri, algo nesta teoria não está certo.  "Estas coisas não são consistentes com a quantidade de água que encontramos."   "Acho que, em sua forma muito básica, a ideia (da teoria do impacto) provavelmente ainda está certa, mas há algo fundamental a respeito da física do processo que não compreendemos", afirmou o cientista. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Maratona Messier

Créditos e direitos autorais : Babak Tafreshi (TWAN)
 Nesta cena de ação, luzes vermelhas de visão noturna, ponteiros de laser verde, tripés e telescópios em leve silhueta cercam intrépidos observadores do céu embarcados na 10a Maratona Messier realizada anualmente no Ira. Para completar a maratona, é necessário observar todos os 110 objetos do catálogo de Charles Messier, o astrônomo francês do século XVIII, em uma gloriosa jornada observacional do anoitecer ao amanhecer. Pode parecer intimidante, mas muitas vezes há fins-de-semana favoráveis para maratonistas do hemisfério norte completarem a tarefa, coincidindo com noites quase sem lua, próximas ao equinócio de primavera. Com a Via Láctea no fundo, este grupo de cerca de 150 entusiastas da astronomia conduziu a maratona de 2011 numa noite como essa em abril, na área desértica de Seh Qaleh, no leste do Irã. Ao colocar seu cursor sobre a imagem, aparecerá um mapa do formidável céu noturno acima do local de observação remoto e muito escuro. Siga o laser verde na direção dos objetos do catálogo Messier (por exemplo, M8) próximos do centro galáctico. O astrônomo e ex-organizador da Maratona Messier Babak Tafreshi também compôs Sky Gazers, um filme acelerado sobre o evento deste ano.  
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