31 de mai de 2011

Telescópios Spitzer e Galex da NASA Geram Atlas de Colisão de Galáxias

Daqui a 5 bilhões de anos a nossa Via Láctea irá colidir com a galáxia de Andrômeda. Isso marcará um momento tanto de destruição como de criação. As galáxias irão perder suas identidades únicas à medida que elas se fundirem. Ao mesmo tempo nuvens de gás e poeira cósmica se agruparão, disparando o nascimento de novas estrelas. Para entender o nosso passado e imaginar o futuro nós precisamos entender o que acontece quando duas ou mais galáxias colidem. Mas como as colisões entre galáxias é um processo que dura milhões e até mesmo bilhões de anos para acontecer nós não podemos observar uma colisão desde o começo até o fim. Ao invés disso, nós precisamos na verdade estudar uma grande variedade de colisões entre galáxias, colisões essas que estão em estágios diferentes do processo.

Combinando os dados recentes de dois telescópios espaciais, os astrônomos estão tendo novas ideias sobre esses processos de colisões.  “Nós estamos construindo um atlas de colisão entre galáxias do início até o fim. Esse atlas é o primeiro passo para se ler a história de como as galáxias se formaram, como elas evoluem e crescem”, disse o autor principal do estudo Lauranne Lanz do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (CfA). As novas imagens combinam observações feitas com o Telescópio Espacial Spitzer da NASA que observa a luz infravermelha e a sonda Galaxy Evolution Explorer (GALEX) também da NASA que observa a luz ultravioleta. Analisando a informação de diferentes partes do espectro, os cientistas podem aprender muito mais do que observando um único comprimento de onda, pois diferentes componentes da galáxia podem ser destacados.

 Os dados ultravioleta do GALEX capturam a emissão das jovens estrelas quentes. O Spitzer, por sua vez observa a radiação infravermelha que é a emissão proveniente da poeira aquecida pelas estrelas, bem como da superfície das estrelas. Desse modo, os dados ultravioleta do GALEX e os dados de infravermelho do Spitzer destacam áreas onde as estrelas estão se formando de maneira mais rápida, e juntos os dois conjuntos de dados permitem um censo mais completo das novas estrelas.

De uma maneira geral as colisões entre galáxias disparam o processo de formação de estrelas. Contudo, algumas galáxias em interação produzem menos estrelas novas do que outras. Lanz e seus colegas querem entender que diferenças no processo físico causam essas variações no resultado em termos de formação de estrelas. Seus achados também ajudarão a guiar simulações computacionais de colisões entre galáxias. “Nós estamos trabalhando com os teóricos que nos dão o entendimento sobre os eventos reais que observamos”, disse Lanz. “Nosso entendimento será realmente testado em 5 bilhões de anos, quando a Via Láctea experimentará sua própria colisão”.
Fonte: Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/?p=12555

Astrônomos desenvolvem melhor mapa 3D de nosso universo

Está pronto o mais completo mapa 3D do nosso universo local, que revela detalhes inéditos sobre o lugar do planeta Terra no cosmos. O mapa mostra todas as estruturas visíveis a cerca de 380 milhões de anos-luz, o que inclui aproximadamente 45 mil das nossas galáxias vizinhas – o diâmetro da Via Láctea é de cerca de 100 mil anos-luz.  “O mapa nos dá algumas respostas no sentido de compreender o nosso lugar no universo”, observa Karen Masters, da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra.

“Seria ruim não ter um mapa completo da Terra. Trata-se da mesma situação aqui. É bom ter um mapa completo do lugar onde vivemos”, compara. O mapa foi montado com os dados de dois projetos de pesquisa astronômicos: Two-Micron All-Sky Survey, ou “2MASS” na sigla em inglês, e Redshift Survey, ou “2MRS”. Ambos levaram 10 anos para fazer a varredura completa do céu noturno utilizando luz infravermelha. Os projetos contaram com o auxílio de dois telescópios terrestres, nos EUA e no Chile.

 A radiação infravermelha, que possui um comprimento de onda mais longo que a luz visível, pode penetrar nas nuvens de poeira opacas, comuns nas galáxias. Isso permitiu que o levantamento 2MRS estendesse seus “olhos” para mais perto do plano da Via Láctea do que jamais havia sido possível em estudos anteriores. A área é muito escura devido à poeira e apenas tecnologias como a empregada pelo 2MRS de luz infravermelha conseguem penetrar no local.  “Isso cobre 95% do céu”, conta Masters.

“Com o infravermelho, somos menos afetados pelos componentes da Via Láctea que não nos interessam e, assim, somos capazes de enxergar melhor e mais perto o plano da galáxia”.  O aspecto 3D do mapa vem do fato de que os pesquisadores mediram o desvio de objetos cósmicos, o que indica o quanto da luz foi deslocada para a extremidade vermelha do espectro de cores. Isso acontece por causa do chamado efeito Doppler, que faz com que o comprimento de onda de luz seja ampliado quando a fonte de luz está se afastando de nós.

Tendo em vista que o universo está se expandindo, através da medição do desvio para o vermelho de um objeto e, consequentemente, sua velocidade, os astrônomos podem deduzir sua distância. Isso porque objetos mais distantes se movem mais rapidamente. Além de fornecer um quadro mais completo do nosso lugar no universo, o novo mapa poderia ajudar a resolver o mistério desconcertante do movimento peculiar da Via Láctea. Este movimento, de aproximadamente 600 quilômetros por segundo, ainda tem de ser explicado pela atração gravitacional dos objetos conhecidos perto da nossa galáxia.

“A questão científica mais importante do que possuir um mapa completo do universo é descobrir a fonte do movimento da Via Láctea”, afirma Masters. “Sabemos que a causa de tudo isso é a gravidade. Agora encontrar a fonte da gravidade e onde a massa está tem sido o grande problema, já há algum tempo. Porém, agora que temos um mapa completo de todas as galáxias, devemos ser capazes de explicar esse movimento”, acredita. Por exemplo, foi encontrada uma estrutura até então desconhecida e ainda um tanto misteriosa, que pode exercer uma força gravitacional na Via Láctea. De acordo com os pesquisadores, essa pode ser parte da solução.
[LiveScience]

Telescópio James Webb será a maior máquina do tempo feito pelo homem

Com a construção do telescópio James Webb cientistas tentam rever universo
Se você pudesse construir uma máquina do tempo, com o que ela se pareceria? Talvez, ela deva se parecer com um telescópio. Cientistas americanos estão construindo um telescópio espacial, com o qual eles esperam olhar para trás no tempo, ao longo de distâncias inimagináveis ​​para mostrar o universo bem próximo de seu início. Mas esse passado distante será principalmente visto em luz infravermelha. A luz visível é apenas uma forma de radiação. Hoje, telescópios tiram fotos usando formas de luz invisíveis ao olho humano.

A agência espacial americana (NASA) está agora construindo o maior telescópio espacial de todos. O James Webb Space Telescope, em homenagem ao segundo diretor da NASA, terá um espelho sete vezes maior que o do Telescópio Espacial Hubble. Sua prioridade será o estudo do universo em luz infravermelha. Costumamos entender a luz infravermelha como calor. Mas, se você já usou um controle remoto de TV, você sabe que há muitos usos para ela.

O Telescópio Espacial James Webb é uma obra de engenharia muito complexa. Vai ser enorme - do tamanho de um jato de passageiros. E isso tudo terá de ser super-resfriado. Como o estudo principal do telescópio é o calor infravermelho, o seu espelho deve ser mantido muito perto do zero absoluto. Isso é menos que 273 graus Celsius. A NASA está construindo o telescópio Webb no Goddard Space Center, nos arredores de Washington, DC. A agência espera lançá-lo em 2014. Jonathan Gardner um dos colaboradores do projeto disse: "Nós podemos voltar ao tempo porque a luz leva tempo para chegar até aqui, e que se nós a olharmos bem no seu inicio nós estaríamos realmente olhando para trás no tempo.

E se você olhar o suficiente, você começa abordar o que os cientistas acreditam que este evento deu origem a tudo. Segundo Jonathan Gardner "Nós estamos olhando para o universo quando ele era muito jovem e estamos olhando para trás a maior parte do caminho rumo ao Big Bang."  O telescópio tem três câmeras de infravermelhos altamente sensíveis. Mas talvez a parte mais interessante seja o espelho de 6,5 metros de largura. Feita de berílio leve, o espelho está coberto de ouro, e dividido em dezoito partes encadeadas.

 Este poderoso instrumento científico estará disponível para cientistas de todo o mundo. Jonathan Gardner afirma que "Qualquer astrônomo, em qualquer universidade, em qualquer país pode escrever uma proposta para fazerem estudos do que quiserem com o telescópio."  Jonathan Gardner diz que o Jim Webb Space Telescope irá ajudar os cientistas a aprender como as galáxias se formaram e como elas se pareciam. Pode até mostrar aos cientistas coisas eles nunca previram.
Fonte: Astrofísicos - http://www.astrofisicos.com.br/tecnologia/teslescopio-james-webb-inicio-universo-maquina-tempo/index.html

Cientistas afirmam que o sol “rouba” os cometas de outras estrelas

Segundo uma nova pesquisa, o sol pode ser um ladrão cósmico que rouba a maioria de seus cometas de outras estrelas. As novas simulações de computador sugerem que bilhões de cometas que cruzam o sistema solar (a maioria deles) se originaram longe da nossa “vizinhança”, mas acabaram agarrados e atraídos pela gravidade do nosso sol mais tarde. Esse cenário vai contra o modelo de longa data da evolução dos cometas, que afirma que a maioria dos cometas locais vem de uma mesma região, onde o sol e os planetas se formaram.

 Essa região, conhecida como a Nuvem de Oort, circunda  o sistema solar e se estende muito além de Plutão. Segundo os pesquisadores, no entanto, o modelo padrão não consegue explicar ou chegar ao número de cometas que realmente existem. Cometas são pequenos corpos gelados que se inflamam conforme se aproximam do sol, e a radiação solar vaporiza seu gelo para criar uma cauda brilhante. A distância da Nuvem de Oort da Terra faz com que seja difícil de observar, muito menos fixar, o número exato de cometas que contém.

A quantidade de cometas que existem lá é inferida a partir da observação dos cometas que se acendem ao passar perto do sol.  Mas, com base nesses dados, parece haver em torno de 400.000 milhões de cometas pairando além de Plutão. Em comparação, o modelo convencional prevê apenas 6.000 milhões. Isso é uma enorme discrepância, demasiado grande para ser explicada por erros nas estimativas. Segundo os pesquisadores, só pode haver algo de errado com o modelo em si.

O novo modelo diz que os cometas são resíduos da formação planetária do nosso próprio sistema solar e que nossos planetas, gravitacionalmente, os “chutaram” a enormes distâncias, povoando a Nuvem. Esse processo provavelmente ocorreu também em torno de outras estrelas, e cada uma deu origem à sua própria nuvem de detritos de cometa. Mas as estrelas podem não ter “segurado” suas nuvens de cometas iniciais. Como muitas outras estrelas, o sol nasceu de um agrupamento de estrelas que se desintegrou ao longo do tempo.

Esses aglomerados, normalmente contendo entre dez e mil estrelas atoladas em um espaço minúsculo, têm um raio médio não muito diferente da atual Nuvem de Oort. A proximidade das estrelas dentro desses grupos poderia ter permitido que elas “roubassem” os cometas incipientes das outras. Segundo os cientistas, uma estrela não precisa ser a maior para ser a ladra mais bem-sucedida. Se um cometa passou longe o suficiente da sua estrela-mãe e perto o suficiente do sol, por exemplo, a gravidade do sol poderia prendê-lo mesmo que a estrela fosse significativamente mais maciça.

 Os pesquisadores lembram que as órbitas dos cometas de longo período parecem apoiar a conclusão do novo modelo. Suas órbitas altamente oblongas os levam para longe nas profundezas do espaço. Então, eles não poderiam ter nascido em órbita ao redor do sol, eles tiveram que se formar perto de outras estrelas e, em seguida, serem “sequestrados” por aqui.

Os cometas são geralmente considerados excelentes fotos dos primórdios do sistema solar, porque passam grande parte de suas vidas envoltos em gelo. Mas, se alguns desses cometas vêm de fora do nosso sistema solar, então eles podem falar algo sobre suas estrelas-mãe também. Os pesquisadores querem estudar as órbitas dos cometas e colocar a sua química no contexto de onde e em torno de quais estrelas eles se formaram.
[MSN]

Céu da Austrália une fogos de artifício, raio e cometa

Às vezes, o céu reúne mais atrações do que a cidade inteira. Foi o que aconteceu na noite do dia 26 de janeiro de 2007, na cidade de Perth, Austrália. As pessoas haviam se encontrado em uma praia local para assistir uma queima de fogos de artifício, como parte das comemorações do Dia da Austrália. Porém, a natureza contribuiu com mais elementos para fazer aquele céu ainda mais sensacional. Na extrema direita da imagem, é possível observar um relâmpago, originado por uma tempestade que se aproximava da cidade pelo mar. Já perto do centro da imagem, em meio à aglomeração de nuvens, eis que surge a atração mais inusitada de todas: o Cometa McNaught. O corpo celestre apareceu de forma tão brilhante que ainda permaneceu visível mesmo com a queima de fogos. O cometa agora já retornou ao sistema solar exterior e é visível apenas com um telescópio de grandes dimensões. A imagem acima é na verdade um panorama de três fotografias diferentes tratadas ​digitalmente para reduzir os reflexos do fogo de artifício explodindo. Mas nada que tire a beleza dos três elementos distintos presentes no mesmo céu australiano.
Fonte: http://hypescience.com
[NASA]

Nasa tenta descobrir quais são os elementos principais do universo

Um projeto bilionário lançado no último voo da Endeavour pretende descobir o mistério dos dois mais abundantes ingredientes do universo: a matéria escura e a energia escura
Além de seis tripulantes, o ônibus espacial Endeavour decolou para sua missão final levando ao espaço uma máquina de detecção científica que custou cerca de dois bilhões de dólares, financiado por 16 nações da distribuídas pela Europa, Ásia e América do Norte , o equipamento é o Espectrômetro Magnético-Alfa (AMS, na sigla em inglês). Trata-se de uma sonda de seis toneladas, que será acoplada à Estação Espacial Internacional (ISS) e fará medições de partículas que bombardeiam a Terra, também conhecidas como raios cósmicos. Essas partículas, originadas por diferentes fontes no universo, deixam rastros únicos, que podem dizer aos cientistas do que o universo é realmente feito.
Astrofísicos

Aglomerado Globular M55

Crédito: B. J. Mochejska (CfA), J. Kaluzny (CAMK), Telescópio Swope de 1m
A 55.ª entrada no catálogo de Charles Messier é este bonito enxame globular que contém cerca de 100,000 estrelas. A apenas 20,000 anos-luz de distância na direcção da constelação de Sagitário, M55 parece, aos observadores terrestres, ter quase 2/3 do tamanho da Lua. Os enxames globulares como M55 viajam pelo halo da nossa Galáxia como conjuntos ligados pela gravidade, muito mais velhos que os grupos estelares encontrados no disco galáctico. Os astrónomos que estudam os enxames globulares podem medir com precisão as idades e distâncias destes objectos. Os seus resultados no fim, dão-nos uma idade aproximada do Universo (... tem que ser mais velho que as suas estrelas!), e uma relativa escala cósmica de distâncias.

Supernova expulsa estrela de nêutrons da nebulosa a 8 milhões de km/h

Estrela de nêutrons jogada como uma "bala" pela explosão de outra estrela
O telescópio espacial Chandra da Nasa captou uma imagem em raio-X da nebulosa N49 que mostra uma estrela de nêutrons numa velocidade absurda de mais de 8 milhões de km/h após ser lançada para o meio intergaláctico pela explosão de uma estrela supermassiva o que é comumente chamado de supernova. Segundo astrônomos da Universidade de Penn - que utilizaram o telescópio administrado pela Nasa e pela Universidade de Harvard - a nebulosa fica na Grande Nuvem de Magalhães. De acordo com os cientistas, o telescópio observou a N49 por cerca de 30 horas e identificou uma espécie de "bala" disparada após a supernova. Esse objeto é conhecido como estrela de nêutrons ou repetidor leve de raios gama (SGR, na sigla em inglês), uma fonte de raios gama e X. Além disso, esses corpos possuem campos magnéticos muito poderosos e são muitas vezes criados nessas explosões, ou seja, o SGR certamente foi criado pela supernova. Segundo os cientistas, esse fenômeno mostra como a explosão que destruiu a estrela mais velha foi altamente assimétrica. Os cientistas afirmam ainda que os dados do telescópio Chandra indicam que a nebulosa tem cerca de 5 mil anos e a energia da explosão é estimada em aproximadamente duas vezes o de uma supernova normal.
Fonte: Astrofísicos - http://www.astrofisicos.com.br/estrelas/supernova-expulsa-estrela-de-neutrons-mais-8-milhoes-quilometros-por-hora/index.html

Uma espiral perfeita com um segredo explosivo

O Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA é famoso por fazer imagens de tirar o fôlego de qualquer um e essa imagem que ele fez da NGC 634 é exatamente isso – uma imagem muito detalhada e excepcionalmente perfeita da estrutura espiral da galáxia que é difícil de acreditar que essa é uma foto de verdade e não uma imagem feita de um filme como Guerra nas Estrelas. Essa galáxia espiral foi descoberta no século 19 pelo astrônomo francês Édouard Jean-Marie Stephan, mas em 2008 ela se tornou alvo principal de observações graças a violenta morte de uma estrela do tipo anã branca. A supernova de tipo Ia conhecida como SN2008a foi registrada na galáxia e brevemente rivalizou em brilho com toda a galáxia, mas apesar da energia da explosão, ela não pôde mais ser vista pelo Hubble nessa imagem que foi feita mais ou menos um ano e meio depois desse evento. Acredita-se que as estrelas anãs brancas sejam o ponto final de evolução de estrelas que possuem massa entre 0.07 e 8 massas solares, o que é igual a quase 97% de todas as estrelas na Via Láctea. Contudo, existem exceções a regra, em um sistema binário é possível que uma estrela anã branca agregue material de sua estrela companheira e de forma gradativa ganhe peso. Como uma pessoa que só come junk food, a estrela pode eventualmente crescer totalmente, assim, quando ela excede 1.38 massas solares as reações nucleares começam a produzir uma enorme quantidade de energia e então a estela explode como uma supernova do tipo Ia.
Créditos:ESA / Hubble e NASA
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images/potw1122a/

Telescópio Espacial Hubble da NASA Encontra Raras Estrelas Retardatárias Azuis no Bulbo da Via Láctea

Pesquisando o bulbo central da Via Láctea preenchido por estrelas, o Telescópio Espacial Hubble da NASA descobriu um raro tipo de classe de estrelas estranhas chamadas de retardatárias azuis (blue stragglers), essa é a primeira vez que esses objetos são detectados dentro do bulbo da nossa galáxia. O tamanho e a natureza das estrelas retardatárias azuis detectadas no bulbo galáctico permitirá aos astrônomos entenderem melhor se o bulbo é exclusivamente formado por estrelas velhas, ou por uma mistura de estrelas velhas e jovens. Em adição a isso a descoberta fornecerá um novo caso teste para os modelos de formação das estrelas retardatárias azuis.
Leia a matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=12305
Ciência e Tecnologia

Jatos da Incomum Galáxia Centaurus A

Créditos e direitos autorais : ESO/WFI (visível); MPIfR/ESO/APEX/A. Weiss et al. (microondas); NASA/CXC/CfA/R. Kraft et al. (raios-X); Inset: NASA/TANAMI/C. Müller et al. (rádio)
Jatos de plasma expelidos por um buraco negro central de uma galáxia espiral massiva iluminam essa imagem composta da Centaurus A. Os jatos emanam da Cen A, e têm mais de um milhão de anos-luz de comprimento. Exatamente como o buraco negro expele a matéria é um processo ainda não conhecido. Após iluminarem a galáxia, contudo, os jatos inflam grandes bolhas que emitem radiação no comprimento de ondas de rádio que provavelmente brilham por milhões de anos. Se excitadas por uma frente de onda, essas bolhas podem mesmo acenderem novamente depois de bilhões de anos. A luz de raios-X é mostrada na imagem acima em azul enquanto que as micro ondas são mostradas em laranja. A imagem em detalhe feita com a radiação de ondas de rádio mostra detalhes nunca vistos anteriormente e nem imageados do ano-luz mais interno do jato central.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110531.html
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