1 de jun de 2011

Galeria de Imagens - A Mais Nova Coleção de Galáxias do WISE


Uma nova e colorida coleção de espécimes de galáxias foi lançada pela missão Wide-field Ifrared Survey Explorer, ou WISE da NASA. Essa coleção apresenta galáxias de vários tipos, desde elegantes espirais até as mais despedaçadas espirais flocosas. Algumas das galáxias possuem o centro arredondado, enquanto outras possuem uma barra alongada central. A orientação das galáxias também varia, com algumas aparecendo bem de frente para nós enquanto que outras só podem ser vistas de lado. A luz infravermelha foi traduzida em cores que nós podemos ver com os nossos olhos, de modo que os comprimentos mais curtos de onda são representados pela cor azul e os mais longos pela cor vermelha. As estrelas mais velhas aparecem azuis enquanto que os pedaços de estrelas recém formadas possuem tonalidades amarelo avermelhadas. A seguir pode-se encontrar um pouco mais de informação sobre cada uma das galáxias pertencentes a nova coleção do WISE.
A Galáxia do Redemoinho, ou Messier 51 (M51)
Conhecida pelos astrônomos como M51, essa bela galáxia espiral é de grande projeto o que significa que ela tem os braços espirais bem definidos. Acredita-se que a sua companheira menor, a galáxia anã chamada de NGC 5195 é que ajudou a definir e a formar os braços espirais da M51, graças à “dança” gravitacional entre elas. A M51, é também conhecida como Galáxia de Lord Ross, já que foi esse o astrônomo a estudar a sua estrutura espiral pela primeira vez nos anos de 1840. Ela está localizada a 25 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Canes Venatici e possui aproximadamente 81000 anos-luz de comprimento.

Galáxia de Bode, ou Messier 81 (M81)
A M81 é outra galáxia espiral de grande projeto, com pronunciados braços espirais ao redor de seu núcleo. O WISE conseguiu destacar áreas onde o gás e a poeira têm sido prensados nos braços levando a formação de novas estrelas. Essa compressão tem sido realçada pela interação da galáxia com a sua parceira, a Messier 82 (não mostrada aqui). Essa galáxia está explodindo com novas estrelas e por isso é conhecida como galáxia de explosão de estrelas. A M81 está a 12 milhões de anos-luz de distância da Terra na direção da constelação da Ursa Major e tem 94000 anos-luz de comprimento.

Galáxia do Cata-Vento Sul, ou Messier 83 (M83)
Com aproximadamente 55500 anos-luz de comprimento, a M83 tem um pouco mais da metade do tamanho da Via Láctea, mas ela é bem similar a nossa galáxia na sua estrutura geral. Como a Via Láctea, a maior parte das estrelas do gás e da poeira da M83 localizam-se no fino disco decorado com grandes braços espirais. Essa galáxia é classificada como espiral barrada, pois em adição ao bulbo central de estrelas ela possui também uma região repleta de estrelas em forma de barra. Ela está localizada a 15 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Hydra.

NGC 628, ou Messier 74 (M74)
Alguns astrônomos chamam essa grande galáxia espiral, a Messier 74 de a espiral perfeita, graças a sua excepcional simetria. Suspeita-se que ela tenha um buraco negro central com massa igual a 10000 sóis. Esse é um dos únicos buracos negros conhecidos com massas intermediárias entre os relativamente pequenos que se formam a partir de estrelas colapsadas e os buracos negros supermassivos que possuem milhões de vezes a massa do Sol. Buracos negros supermassivos são encontrados com maior frequência no centro das galáxias. A Messier 74 está localizada entre 24.5 e 36 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação de Pisces e possui 100000 anos-luz de diâmetro.


NGC 1398
Essa espiral barrada possui um denso anel interno que circunda um centro brilhante. O anel é na verdade dois braços espirais que estão muito próximos um do outro. Em contraste com o seu centro bem definido ela tem braços despedaçados ou flocosos. Ela está inclinada aproximadamente 43 graus e tem um diâmetro de 135000 anos-luz. A NGC 1398 está localizada a aproximadamente 65 milhões de ano-luz de distância da Terra na direção da constelação de Formax e faz parte do Aglomerado de Galáxias de Formax.

NGC 2403
Essa galáxia com aparência difusa é uma galáxia espiral flocosa ou despedaçada. Ela é fortemente velada por gás e poeira quando observada nos comprimentos de onda da luz visível, mas quando observada com o WISE, seus braços são claramente revelados. Em 2004, a NGC 2403 hospedou uma das maiores supernovas das décadas recentes, a SN 2004dj, que foi primeiro observada em 2004 no Japão e ficou visível por 8 meses. A NGC 2403 está localizada a 11.4 milhões de anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Camelopardalis e tem aproximadamente 73000 anos-luz de diâmetro.

Galáxia Splinter ou Lâmina de Faca, ou NGC 5907-
A face dessa galáxia é angulada aproximadamente 90 graus do nosso ponto de vista, desse modo ela aparece de lado e fina como se fosse uma lâmina. Ela foi descoberta pelo astrônomo William Herschel em 1788. Existe um grande complexo de correntes estelares ao redor da galáxia o que não pode ser visto nessa imagem do WISE. Essas correntes são os restos de galáxias menores que foram consumidas. O brilho verde apagado na composição do WISE é devido ao halo de velhas estrelas que circula a região central da galáxia. Essa galáxia está localizada a aproximadamente 53 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação do Draco e tem aproximadamente 200000 anos-luz de comprimento.

Galáxia de Barnard ou IC 4895
A galáxia de Barnard é conhecida como uma galáxia anã devido ao seu pequeno tamanho, ela só tem um por cento da massa da Via Láctea. A forma irregular da galáxia é dominada por uma barra central de estrelas, que em aparência lembra a galáxia satélite da Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães. E é por esse motivo que essa galáxia recebe a classificação de Tipo Magalhães. As proeminentes bolhas amarelas vistas contra o fundo estelar azul são locais onde está ocorrendo formação recente de estrelas. A galáxia de Barnard está localizada a 1.6 milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação de Sagittarius e tem aproximadamente 7000 anos-luz de comprimento.

Galáxia Escondida, ou IC 342
Algumas vezes chamada de galáxia Escondida, essa bela galáxia espiral fica encoberta além da nossa galáxia, a Via Láctea. Astrônomos amadores e profissionais passam por dificuldades tentando ver a galáxia através do brilho da banda de estrelas, da poeira e do gás da Via Láctea. A visão infravermelha do WISE atravessa todos esses problemas oferecendo uma imagem nítida da galáxia. O núcleo é muito brilhante na luz infravermelha, devido a explosão de novas estrelas em formação. A Galáxia Escondida está localizada a 10 milhões de anos luz de distância da Terra na direção da constelação de Camelopardalis, e tem 62000 anos-luz de diâmetro. As cores usadas em todas as imagens representam comprimentos de onda específicos da luz infravermelha. Azul e ciano representam a luz com 3.4 e 4.6 mícron, luz essa principalmente emitida pelas estrelas. Verde e vermelho representam comprimentos de onda de 12 e 22 mícron, luz essa principalmente emitida pela poeira quente.

Cometa Hyakutake

O Cometa Hyakutake (formalmente designado C/1996 B2) é um cometa descoberto em Janeiro de 1996, que passou muito perto da Terra no mês de Março desse mesmo ano. Foi considerado o maior cometa de 1996, e um dos cometas que passaram mais perto do planeta Terra nos últimos 200 anos, o que fez com que fosse facilmente observado no céu nocturno sendo visto por um grande número de pessoas em todo o mundo. O cometa cobriu temporariamente o muito aguardado cometa Hale-Bopp, que se aproximava do interior do Sistema solar, apesar do Hyakutake estar no seu estado mais brilhante por apenas alguns dias. Observações ciêntificas do cometa levaram a algumas descobertas notáveis. A mais surpreendente para os cientistas foi a descoberta de emissão de raios X a partir do cometa, pois foi a primeira vez que essa emissão foi encontrada. Os cientistas acreditam que esta emissão é causada pelas particulas ionizadas de vento solar que interagem com os átomos neutros do cometa. A nave espacial Ulysses também cruzou inesperadamente a cauda do cometa a um distância de mais de 500 milhões de quilómetros do núcleo, mostrando que o Hyakutake tinha a cauda mais longa até então conhecida para um cometa. O Hyakutake é um cometa de período longo, antes desta sua passagem pelo Sistema Solar, o seu período orbital era de cerca de 15,000 anos, mas a influência gravitacional dos planetas gigantes aumentou-o para 72,000 anos.

A descoberta

O cometa foi descoberto a 30 de Janeiro de 1996 por Yuji Hyakutake, um astrónomo amador do sul do Japão. Ele procurou cometas durante alguns anos e foi viver para Kagoshima em parte por causa do céus nocturnos das próximidades das áreas rurais. Ele usava uns potentes binóculos com objectivas de seis polegadas para ver o céu na noite da descoberta. O cometa que ele encontrou era realmente o segundo cometa Hyakutake, o primeiro era o cometa C/1995 Y1, que Hyakutake tinha descoberto apenas algumas semanas antes. Quando re-observava seu primeiro cometa (que nunca se tornou visível a olho nu), Hyakutake olhou para o céu e ficou surpreendido quando viu que havia um outro cometa, quase no mesmo local em que o outro tinha estado. Embora ele mal pudesse acreditar que tinha descoberto um segundo cometa tão próximo do primeiro, Hyakutake, relatou a sua observação na manhã seguinte ao Observatório Astronómico National do Japão. Mais tarde desse mesmo dia, a descoberta foi confirmada por observações independentes.
Fonte: http://pt.wikipedia.org

Dicas de Cores na Lua

Créditos da Imagem de Dmitry Makolkin, Moscou, Rússia
Qual a primeira coisa que você nota ao observar a imagem da Lua, acima? Seria a tonalidade amarela ao redor da cratera Theophilus, o borrão azul próximo do local de pouso da Apollo 16, ou talvez o brilho pálido rosa na parte superior direita? Essas tonalidades são resultado de um processamento de imagem e nos resta agora entender o que significam tais cores. A tonalidade amarela obviamente associada com a cratera Theophilus pode ser devido ao material ejetado por essa cratera. É interessante que o material amarelo é bem definido nos lados norte e leste, de fato parece que o material ejetado foi soprado na direção sudoeste. Como na Lua não existe vento um impacto oblíquo poderia ser o responsável por tal distribuição incomum, mas o material derretido por impacto é maior fora do anel norte da cratera. Pode-se notar também nos raios a leste da Theophilus no Mare Nectaris. Não se sabe se eles vieram da Theophilus. Os raios são na sua maioria conectados com a a cratera Madler, a leste da Theophilus, mas sua distribuição é muito estranha, especialmente o leque truncado a nordeste. Outra estranheza do material dos raios no Mare Nectaris é a corrente de pontos brilhantes que correm paralelos aos raios próximos da Rosse. Não parece que estejam relacionados à Madler, seriam eles aglomerados de raios muito peculiares da Tycho? Como se pôde ver cada análise é algo extenso e complicado de ser feito, pois a medida que se explora cada uma dessas feições novas perguntas vão aparecendo e para muitas delas não existe uma resposta única nem certa. Analisamos somente a cor amarela da imagem, as outras duas poderão ser analisadas posteriormente.
Fonte: https://lpod.wikispaces.com/June+1%2C+2011

Foto: o último passeio da sonda Spirit em Marte

A imagem a seguir foi a última coisa que a nave robô Spirit viu em Marte. Após operar durante anos além das expectativas, Spirit acabou se atolando em solo marciano e, em seguida, sua bateria se esgotou enquanto ele investigava a inusitada superfície do nosso planeta vizinho. Visíveis na foto estão numerosas rochas e pequenos declives ao redor dos Montes Columbia de Marte. A colina estranha, com a parte superior de cor clara, localizada na parte superior da imagem, era o destino futuro de Spirit quando ele atolou. Especula-se que a colina esteja relacionada com o vulcanismo marciano. Na semana passada, a Nasa parou de tentar contatar a sonda Spirit após inúmeras tentativas. A meio mundo de distância, a irmã de Spirit, Opportunity, continua sua expedição rumo à cratera Endeavour, que pode vir a ser a maior cratera já visitada por um robô.
Fonte: http://hypescience.com
[NASA]

Um Postal vindo do Espaço Extragaláctico?

   Uma galáxia espiral parecida à nossa Via Láctea
Esta imagem da galáxia NGC 6744 foi tomada com o Wide Field Imager no telescópio MPG / ESO de 2,2 metros em La Silla. A grande galáxia espiral semelhante à Via Láctea, tornando este olhar a imagem como um cartão postal de nossa própria galáxia enviados a partir do espaço extragaláctica. A imagem foi criada a partir de posições tomadas por meio de quatro filtros diferentes, que passaram azul, amarelo, verde claro, vermelho, eo brilho que vem do gás de hidrogênio. Elas são mostradas na imagem como azul, verde, laranja e vermelho, respectivamente.Créditos:ESO
Os astrónomos do ESO utilizaram o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros para obter esta imagem de NGC 6744. Esta impressionante galáxia espiral situa-se a cerca de 30 milhões de anos-luz de distância na constelação austral do Pavão. A imagem quase que podia ser um postal da nossa Via Láctea enviado por um amigo extragaláctico, uma vez que esta galáxia é muito semelhante à nossa. Nesta imagem vemos a NGC 6744 quase de face, o que significa que podemos observar a estrutura da galáxia como se voássemos por cima dela. Se tivéssemos tecnologia suficientemente avançada para escapar da Via Láctea e a pudéssemos observar a partir do espaço intergaláctico, veríamos algo semelhante ao observado nesta imagem - braços em espiral entrelaçados em torno de um núcleo denso e alongado e de um disco de poeira. Existe inclusivamente uma galáxia companheira distorcida - NGC 6744A, que aparece como uma mancha difusa por baixo e à direita da NGC 6744, que nos faz claramente lembrar uma das vizinhas Nuvens de Magalhães da Via Láctea.
Este gráfico mostra a localização da galáxia espiral NGC 6744 na constelação de Pavo (O Pavão). Este mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições ea galáxia em si é marcado com uma elipse vermelha em um círculo vermelho. Esta galáxia pode ser visto facilmente com um pequeno telescópio.Crédito: ESO IAU e Sky & Telescope
Umas das diferenças entre a NGC 6477 e a Via Láctea é o tamanho. Enquanto que a nossa galáxia mede aproximadamente 100 000 anos-luz de um lado ao outro, a galáxia aqui apresentada estende-se até quase o dobro deste tamanho. No entanto, a NGC 6744 dá-nos a ideia de como um observador distante poderia ver a nossa casa galáctica. Este objecto é uma das galáxias espirais maiores e mais próximas. Embora tenha a brilho de cerca de 60 milhões de sóis, a sua luz estende-se ao longo de uma grande área no céu - cerca de dois terços da largura da Lua Cheia, fazendo com que esta galáxia vista através de um telescópio pequeno apareça como um centro brilhante rodeado por uma neblina difusa. Mesmo assim, é um dos objectos mais bonitos do céu austral, identificado pelos astrónomos amadores como uma forma oval contrastando com um pano de fundo rico em estrelas. Com telescópios profissionais tais como o MPG/ESO de 2.2 metros em La Silla, que obteve esta imagem, a NGC 6744 pode ser observada em todo o seu esplendor. Os braços em espiral com poeira albergam muitas regiões de formação estelar brilhantes (vistas a vermelho) dando a esta galáxia semelhante à Via Láctea a sua forma espiral bem característica. Esta imagem foi captada pelo instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros no Observatório de La Silla do ESO, no Chile. Esta imagem foi compostas através de várias imagens obtidas por quatro filtros diferentes nas radiações azul, amarelo/verde, vermelho e brilho emitido pelo gás de hidrogénio. Na figura as diferentes exposições são mostradas a azul, verde, laranja e vermelho, respectivamente.
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