6 de jun de 2011

Hubble vê um Prólogo Celestial

Créditos:ESA / Hubble e NASA
As duas estruturas laterais nessa imagem da IRAS 13208-6020 feita pelo Telescópio Espacial Hubble das agências espaciais NASA/ESA são formadas por material que está sendo irradiado por uma estrela central. Esse é um fenômeno que possui uma vida relativamente curta, mas que fornece aos astrônomos uma oportunidade de observar os estágios iniciais da formação de uma nebulosa planetária, que recebe o nome de nebulosa protoplanetária ou nebulosa pré-planetária. Nebulosas planetárias, lembrando, nada tem a ver com planetas e o nome surgiu devido a sua semelhança visual entre algumas nebulosas planetárias e os pequenos discos que eram observados nos planetas do Sistema Solar externo, quando observados através dos primeiros telescópios. Esse objeto tem claramente uma forma bipolar, com dois fluxos similares de material em direções opostas e um anel de poeira ao redor da estrela. Nebulosas protoplanetárias não brilham, mas são iluminadas pela luz de uma estrela central que é refletida de volta. Mas como a estrela continua a se desenvolver, ela torna-se quente o bastante para emitir forte radiação ultravioleta, que pode ionizar o gás ao redor fazendo com que ele brilhe como uma espetacular nebulosa planetária. Mas antes da nebulosa começar a brilhar, ventos fortes de material ejetado da estrela continuarão a dar formas intrigantes ao gás ao redor que somente podem ser verdadeiramente apreciados uma vez que a nebulosa comece a brilhar. Essa imagem foi criada a partir de imagens feitas através do High Resolution Channel da Adavenced Camera for Surveys do Telescópio Espacial Hubble. As imagens feitas através do filtro laranja (F606W, foram coloridas em azul), e do filtro do infravermelho próximo (F814W, foram coloridas em vermelho), foram combinadas para gerar essa imagem. Os tempos de exposição foram de 1130s e 150s para cada filtro respectivamente e o campo de visão é de apenas 22 x 17 arcos de segundo.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images/potw1123a/

Duas estrelas perto da morte renascem como uma só estrela na constelação de Cetus a 7.800 anos-luz de distância

Em cerca de 37 milhões de anos elas irão colidir e se fundir em uma única estrela
As anãs brancas são estrelas mortas que compactam a mesma quantidade de matéria que o nosso sol em uma bola do tamanho da Terra. Os astrônomos descobriram há pouco um par incrível de anãs brancas que giram em torno de si uma vez a cada 39 minutos. Este é o período mais curto de par de anãs brancas que se tem registro. Daqui a alguns milhões de anos elas colidirão e fundirão para criar uma única estrela.  "Estas estrelas já viveram uma vida plena. Quando elas se fundem, elas vão literalmente 'renascer' e desfrutar de uma segunda vida", disse o astrônomo Smithsonian Mukremin Kilic (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics), autor da importante descoberta. Das 100 bilhões de estrelas na Via Láctea, apenas um punhado anãs brancas que se fundiram e se tornaram uma única estrela são conhecidas. A maioria foi encontrada por Kilic e seus colegas. A estrela recentemente identificada faz parte de um par binário (J010657.39 e SDSS-100.003,3) e está localizado a cerca de 7.800 anos-luz de distância na constelação de Cetus. O sistema é formado por duas estrelas anãs brancas, uma estrela visível e uma companhia invisível, cuja presença é denunciada pelo movimento da estrela visível ao seu redor. A anã branca visível pesa cerca de 17% da massa do sol, enquanto que a anã branca pesa 43 por cento dela. Os astrônomos acreditam que ambas são compostas de hélio. As duas anãs brancas orbitam a uma distância de 140.000 quilômetros - menor que a distância da Terra à lua. Eles rodopiam em velocidades de 270 quilômetros por segundo (1 milhão de milhas por hora), completando uma órbita em apenas 39 minutos. O destino dessas estrelas já está selado. Pelo fato delas rodarem em torno de si mesmas numa distancia tão próxima uma da outra, fazem com que elas agitem o continua linha do espaço-tempo a sua volta, criando ondas de expansão conhecida como ondas gravitacionais. Essas ondas retiram a energia orbital diminuindo a distância, fazendo com que as estrelas tracem uma espiral cada vez menor. Em cerca de 37 milhões de anos, elas irão colidir e se fundir. Quando algumas anãs brancas colidem, elas explodem como supernovas. No entanto, para explodir as duas estrelas juntas precisariam pesar 40 por cento a mais do que a massa do nosso sol. Este par de estrelas não pesa o suficiente para explodirem numa supernova. Em vez disso, elas vão experimentar uma segunda vida. O remanescente fundido iniciará a fusão de hélio e começará a brilhar como uma estrela normal, mais uma vez. Vamos testemunhar em uma única luz a luz da estrela renascida. Este par binário de anãs brancas foi descoberto como parte de um programa de pesquisa que está sendo feita no Observatório MMT em Mount Hopkins, Arizona. A pesquisa revelou uma dúzia de pares desconhecidos de anãs brancas. Metade delas está se fundindo e pode explodir como supernovas num futuro próximo, astronomicamente falando.

Formação de Estelar no Coração do Cisne

A missão Wide-field Infrared Survey Explorer, ou WISE da NASA, registrou essa imagem que mostra a grande complexidade de nuvens de formação de estrelas e de aglomerados de estrelas encontrados na constelação de Cygnus. Melhor conhecida como a asa do cisne que corta a noite, a constelação de Cygnus é facilmente reconhecida no céu do hemisfério norte durante o verão. A constelação também é conhecida como a Cruz do Norte. A missão WISE fez um estudo detalhado da região ao redor do coração do cisne, revelando ali a presença de vastas nuvens de poeira que brilham no céu quando observadas no infravermelho. Essa imagem cobre uma área do céu dez vezes maior que a área coberta pela Lua cheia em largura e nove vezes maior em altura, sendo 4.93 x 4.47 graus.  O coração do cisne, no centro da cruz, é representado pela estrela Sadr, vista aqui nessa imagem como um brilhante ponto amarelo próximo do ponto onde os filamentos verdes na parte superior da imagem convergem e então viram para baixo para a direção esquerda. O nome da estrela vem da frase Árabe “Al Sadr al Dajājah”, que significa o Peito da Galinha. A estrela Sadr também é conhecida como Gamma Cygni e é a terceira estrela mais brilhante da constelação de Cygnus. Embora a estrela Sadr seja muito brilhante na luz visível, na luz infravermelha ela é sobreposta pelas nuvens de poeira e gás ao redor, incluindo as nebulosas IC 1318, LDN 889 e a NGC 6888. Embora pareça que a estrela Sadr está mergulhada nas nebulosas, ela está na verdade somente a 1800 anos-luz de distância da Terra, enquanto que a nebulosa IC 1318 é muito mais distante se localizando a 4900 anos-luz de distância. A IC 1318 pode ser vista como as nuvens verdes e vermelhas brilhantes que curvam para a esquerda da Sadr. Existem três partes distintas dessa nebulosa que são identificadas como IC 1318 A, B e C. Essa nebulosa é considerada uma nebulosa de emissão pois a radiação das estrelas próximas aquece a nuvem ionizando-a e emitindo luz visível. Quando observada através de telescópios ópticos, um abismo negro separa a IC 1318 B e C. Essa área escura é conhecida como LDN 889 e é classificada como uma nebulosa escura. N luz visível essa nuvem de poeira obscurece a luz das estrelas localizadas atrás fazendo com que pareça que existe um faixa escura atravessando o céu. A WISE detecta essa poeira no infravermelho assim é possível observá-la. LDN é a sigla para Lynds’Dark Nebula, que é um catálogo de nebulosas escuras compilado pelo astrônomo B.T. Lynds. No lado oposto da imagem da WISE, no quadrante do canto superior direito, pode-se ver uma nuvem vermelha curva. Essa é outra nebulosa, a NGC 6888. Mais conhecida como nebulosa Crescente, essa é outra nebulosa de emissão. Essa nebulosa é ionizada por uma estrela muito quente e massiva do tipo Wolf-Rayet, a WR 136. Dispersas através da imagem encontram-se numerosos aglomerados estelares de idades variadas. Um exemplo, é o aglomerado conhecido como M29, que pode ser encontrado à esquerda do centro da imagem. Também conhecido como NGC 6913, esse é um aglomerado aberto de estrelas localizado a aproximadamente 3700 anos-luz de distância da Terra.
Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / Equipe WISE

Fonte: http://wise.ssl.berkeley.edu/gallery_cygnus.html

A estrela brilhante VFTS 682 na Grande Nuvem de Magalhães

Créditos:ESO / M.-R. Cioni / VISTA Magalhães pesquisa Cloud. Agradecimento: Unidade de Pesquisa Astronômica Cambridge
Essa imagem mostra uma parte muito ativa da região de formação de estrela ao redor da Nebulosa da Tarântula na Grande Nuvem de Magalhães, uma pequena galáxia vizinha da Via Láctea. No centro exato dessa imagem localiza-se a brilhante e isolada estrela VFTS 682 e à direita e abaixo o rico aglomerado estelar R 136. As origens das estrelas VFTS não são claras, ela foi ejetada da R 136 ou se formaram de maneira apropriada? A estrela aparece com uma coloraçãoo amarela-avermelhada nessa imagem, que inclui imagens feitas na luz visível e no infravermelho usando o Wide Field Imager acoplado ao telescópio de 2.2 metros MPG/ESO em La Silla e foi usado também o telescópio infravermelho VISTA de 4.1 metros localizado no Paranal, com essa combinação de imagens é possível identificar o efeito da poeira interstelar.

Molécula de açúcar no espaço pode abrir caminho para vida alienígena

Pela primeira vez o Gliceraldeído, um açúcar básico, foi detectado longe
O açúcar orgânico, molécula que está diretamente ligada à origem da vida, foi detectado em uma região da nossa galáxia, onde planetas habitáveis ​​poderiam existir. Utilizaando o rádio telescópio IRAM na França, uma equipe internacional de cientistas descobriram esta molécula em uma região do espaço que é massiva em formação de estrelas, a cerca de 26.000 anos-luz da Terra.  "Esta é uma descoberta importante, primeira vez que o Gliceraldeído, um açúcar básico, tem sido detectado perto de uma região de formação de estrelas, onde os planetas que poderiam abrigar a vida possam existir", disse Serena Viti, uma das autoras da descoberta. Gliceraldeído podem reagir para formar a ribose, um constituinte fundamental do ácido nucléico RNA, que se acredita ser a molécula central na origem da vida.

Gliceraldeído anteriormente só foi detectada perto do centro da nossa galáxia, onde as condições são extremas em comparação com o resto da galáxia. Mas sua descoberta em uma área distante do centro da galáxia em uma área conhecida como G31.41+0.31 sugere que a produção deste ingrediente chave para a vida pode ser comum em toda a galáxia. Esta é uma boa notícia em nossa busca por vida extraterrestre, porque uma ampla gama de moléculas aumenta as chances de que outras moléculas essenciais à vida existam nas regiões em que planetas como a Terra podem existir.

 O professor Keith Mason, chefe executivo do STFC, disse que "a descoberta de uma molécula de açúcar orgânico em uma região de formação de estrelas no espaço é muito interessante e irá fornecer informações extremamente úteis na busca por vida extraterrestre. Pesquisas como esta, combinado com a vasta gama de outros projetos astronômicos que envolvem pesquisadores do Reino Unido, estão em constante expansão a alavanca o nosso conhecimento do Universo, mantendo o Reino Unido na vanguarda da astronomia. "
Fonte: Astrofísicos - http://www.astrofisicos.com.br/tecnologia/molecula-acucar-econtrada-espaco-via-alien-alienigena/index.html

Geometria Sobre o Céu do Wyoming

Créditos e direitos autorais : Robert Arn(Colorado St. U.)
Se você viajar alguns quilômetros além da principal estrada que cruza o estado do Wyoming, você pode ver um cena diferente. Em particular, próximo à cidade de Buford, no estado americano do Wyoming você poderia cruzar o geométrico Monumento Ames, visível à direita e construído ali em homenagem aos financiadores da histórica estrade de ferro transcontinental que cruza a América do Norte. A impressionante imagem acima, que na verdade é um mosaico de várias imagens, registrou também outros desenhos geométricos, muitos deles muito, mas muito mais distantes. À esquerda, por exemplo, está um halo lunar envolvido por uma coroa lunar ao redor da Lua que se põe. À direita, contudo, está o arco da banda central da Via Láctea que envolve a estrutura piramidal. Iluminando o horizonte à direita do monumento estão as luzes da cidade de Cheyenne. O conjunto de imagens usadas para gerar essa composição de 360 graus foram todas feitas durante uma única noite no último mês de Maio de 2011. Devido ao enquadramento e ajuste das imagens obtidas durante longos períodos de exposições alguns artefatos não naturais na Terra como no céu foram criados, fica aqui o desafio de identificá-los.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110606.html

Explosões aceleradas: nova supernova é identificada em galáxia vizinha M51

Supernova está localizada em uma das extremidades do braço da galáxia M51. Crédito: Ilan Manulis, Martin Kraar Observatory.
Uma nova supernova foi observada no céu noturno entre o dia 31 de maio e 1O de junho em um braço espiral de nossa galáxia vizinha M51, a cerca de 26 milhões de anos-luz da Terra. Os primeiros a identificar a supernova foram astrônomos amadores na França e, logo depois, o objeto foi detectado pela Sky Survey PTF e “fotografado” no Martin Kraar Obsevatory, no Weizmann Institute, bem como pelo Tel Aviv University’s Wise Observatory em Mitzpe Ramon. O objeto está sendo estudado por uma equipe internacional de pesquisadores, que já notaram que o material lançado ao espaço depois da explosão contém uma grande variedade de elementos. A mistura que se observa é atípica em eventos semelhantes e em um estágio tão inicial, o que torna a supernova especialmente interessante para estudos. A última observação de uma supernova na galáxia M51 ocorreu em 2005. Acredita-se que supernovas surjam apenas uma vez a cada 100 anos em uma galáxia qualquer. O atual evento pode ser explicado pela interação com outra galáxia muito próxima, que poderia ter feito com que o processo de formação de estrelas massivas tenha acelerado – aumentando também o número de explosões de supernovas.

Explosão de estrelas

Explosões de supernovas são verdadeiras “fábricas” do espaço e da vida: produzem todos os elementos pesados encontrados na imensidão do cosmo e até mesmo em nossos corpos. Grandes explosões são eventos altamente energéticos que podem iluminar o céu noturno e perturbar o equilíbrio entre a gravidade – “força” que puxa a matéria da estrela para o seu interior – e a reação termonuclear no núcleo da estrela – capaz de aquecê-lo a ponto de empurrá-lo para fora. Algumas estrelas mais jovens têm massa de até cem vezes a do sol e nelas a reação nuclear começa com a fusão de hidrogênio em hélio – como ocorre como a nossa estrela do Sistema Solar -, mas a fusão continua produzindo elementos pesados até que não haja mais condições de fundir átomos mais pesados, fazendo com que o equilíbrio entre a gravidade e a atividade termonuclear chegue ao fim. A gravidade então assume o seu papel e a massa da estrela se contrai rapidamente, liberando muita energia no processo posterior à explosão. Assim, a estrela lança suas camadas exteriores para o espaço, e uma nova estrela brilhante toma conta do céu noturno onde antes não havia nada.
Fonte: http://cienciadiaria.com.br/
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