8 de jun de 2011

A Nebulosa da Cabeça do Cavalo e a Grande Nebulosa na Constelação de Orion

Esse mosaico constituído de quatro imagens mostra dois dos mais famosos objetos no céu de inverno do hemisfério norte, localizados na constelação de Orion, a Nebulosa da Cabeça do Cavalo na parte central esquerda da imagem e a Grande Nebulosa de Orion na parte superior direita. Eles estão a aproximadamente 1500 anos-luz de distância e são bem conhecidos por serem verdadeiros berçários estelares onde novas estrelas se formam a uma elevada taxa. Eles também são suficientemente brilhantes para serem observados usando binóculos poderosos ou até mesmo pequenos telescópios. Em imagens de longa exposição, como essa acima, pode-se ver que a Nebulosa da Cabeça do Cavalo e a Grande Nebulosa de Orion estão na verdades conectadas e são parte do mesmo imenso sistema de nebulosa. É possível notar ainda na parte superior esquerda duas estrelas brilhantes que são duas das três estrelas do Cinturão de Orion. A estrela da esquerda, Alnilam (na parte superior esquerda) é aproximadamente 375000 vezes mais luminosa que o nosso Sol.
Fonte: Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/?p=12869
 http://epod.usra.edu

Luas como a da Terra podem ser comuns

Segundo um novo estudo, cerca de um cada dez planetas rochosos que ficam em torno de estrelas como o nosso sol pode hospedar uma lua proporcionalmente tão grande quanto à da Terra. Antes, os cientistas achavam que a nossa lua era desproporcionalmente grande (mais de um quarto do diâmetro da Terra), e que isso era raro. Agora, através de simulações computadorizadas de formação de planetas, os pesquisadores mostraram que os impactos grandiosos que resultaram na nossa lua podem ser na verdade comuns. Os cientistas criaram uma série de simulações para observar como os planetas se formam a partir de gases e pedaços de rocha, chamados planetesimais.

A teoria mais comum é de que nossa lua se formou no início da história da Terra, quando um planeta do tamanho de Marte se chocou conosco, resultando em um disco de material fundido que rodeia a Terra (eventualmente esse material se uniu para formar a lua como a conhecemos). A equipe usou os resultados do estudo inicial para descobrir a probabilidade de eventos de grande impacto formarem grandes satélites da mesma forma. Os resultados mostram que há cerca de 1 em 12 chances de gerar um sistema composto por um planeta mais de metade da massa da Terra e uma lua com mais de metade da nossa lua (levando em conta erros na simulação, a gama completa de probabilidades é de 1 em 45 e 1 em cada 4).

Os resultados também podem ajudar a identificar outros planetas favoráveis à vida. Sebastian Elser, da Universidade de Zurique, disse que as novas estimativas para a probabilidade de satélites como a lua poderiam ser úteis à caça de planetas fora do sistema solar. Essas grandes luas podem confundir as medidas que descobrem planetas; sabendo que os satélites de grande porte podem ser comuns pode tornar essas medições mais fáceis. Além disso, a nossa lua estabiliza a inclinação do eixo da Terra – ou a sua obliquidade – que poderia variar drasticamente em tempos relativamente curtos (o que por sua vez causaria mudanças drásticas na forma como o calor do sol é distribuído em todo o planeta).

Assim, pode-se dizer que a presença da lua torna um ambiente mais estável em que a vida possa evoluir. “Verificar a possibilidade de uma lua estabilizadora é uma coisa boa para descobrir quantos mundos habitáveis estão lá fora, na galáxia”, disse Elser. Já o especialista em formação de planetas Eiichiro Kokubo alerta que devemos tomar cuidado com o novo estudo. Segundo ele, há vários parâmetros ainda desconhecidos que afetam grandemente a formação e evolução lunar e, portanto, a probabilidade de um planeta hospedar uma grande lua. Por exemplo, ainda é impossível colocar números nos efeitos de um planeta antes do impacto, ou como o disco de material é formado e evolui depois desse impacto. “Eu acho que devemos assumir o estudo como uma possível ideia, um cálculo com base no que sabemos sobre a formação de planetas terrestres e luas atualmente”, explica Kobuko.

Mapa detalhado da lua revela seu passado violento

Cientistas da NASA desenvolveram um mapa detalhado das mudanças nos contornos da lua de polo a polo, e esse conjunto completo de mapas dos declives e crateras da superfície lunar está revelando pistas sobre a história – violenta – da nossa lua. Segundo os pesquisadores, estudar a rugosidade dessas características revela mais sobre a idade e formação do satélite. Ao contrário da Terra, onde o vento e a água frequentemente moldam as características geológicas, a paisagem da lua é menos volátil. Características de centenas de milhões ou até bilhões de anos atrás ainda estão visíveis. Já outros eventos são recentes, como as crateras que se formaram quando cometas e asteroides colidiram com a lua. O mapeamento da superfície fornece pistas da idade dos locais de impacto. As bordas das crateras mais velhas mudaram mais e mais conforme rochas espaciais as bombardearam, enquanto as mais novas têm uma borda nítida mais definida. Outros processos ocorreram de forma gradual. As partes escuras mais lisas da lua, conhecidas como maria, se formaram através do vulcanismo. Conforme essas áreas envelhecem, elas mudam suas propriedades de aspereza. Fluxos de lava mais recentes são mais suaves do que os mais velhos. Mesmo deslizamentos de terra podem revelar a atividade lunar do passado. Lunamotos (terremotos lunares) e impactos de objetos grandes podem fazer com que materiais lunares deslizem, ou até se rompam e caiam de um penhasco. Examinar a inclinação dessa pilha de entulho pode dar pistas sobre o evento que mudou essa paisagem. Além de dicas sobre o passado lunar, os dados topográficos detalhados podem ajudar a localizar potenciais áreas com gelo, ou seja, regiões estáveis onde a água pode congelar.
Fonte: http://hypescience.com

Tempestade solar pode causar interferências eletromagnéticas

A violenta explosão solar ocorrida nas primeiras horas de terça-feira arremessou ao espaço uma das maiores cargas de massa coronal já registrada. Apesar de não representar qualquer perigo, esperam-se distúrbios de radiopropagação nas faixas de baixa frequência e desvios significativos em bússolas localizadas principalmente no hemisfério norte.
Animação registrada pelo observatório solar SOHO mostra a gigantesca explosão solar ocorrida às 06h17 UTC do dia 7 de junho de 2011. Os pontos que parecem brilhar de forma aleatória são partículas altamente carregadas - prótons e elétrons - que atingiram o CCD do instrumento de observação a bordo do satélite. O ponto que se desloca da esquerda para direita é planeta Mercúrio, que no momento cruza o campo de observação do telescópio. Crédito: Nasa/ESA/SOHO/Apolo11.com.
A poderosa explosão ocorreu às 03h17 de terça-feira e teve como origem a mancha solar 1226, localizada na borda do disco solar. Devido a essa posição limítrofe, a maior parte das partículas carregadas foi ejetada em direção ao espaço, mas uma pequena parcela deverá atingir a Terra nas próximas 48 horas. Segundo modelos de previsão de clima espacial, a explosão acelerou as partículas a 1100 km/s e é nesta velocidade que se chocarão contra a magnetosfera da Terra. A primeira consequência é a possibilidade de auroras boreais nas latitudes mais elevadas, provocadas pela ionização dos átomos de nitrogênio e oxigênio na atmosfera superior. Excitado, o nitrogênio emite fótons no comprimento de luz verde enquanto o oxigênio emite luz no espectro do vermelho. Com relação às telecomunicações, as principais interferências ocorrem nos comprimentos de onda de frequências muito baixas - VLF - onde operam equipamentos de navegação e orientação de barcos e aeronaves. No entanto, devido à redundância de instrumentos utilizados para orientação e o uso de sistemas inerciais de orientação, esse seguimento é pouco afetado por tempestades solares. Embarcações que utilizam exclusivamente GPS para orientação poderão também perceber pequenos erros de posicionamento. O motivo é que esses instrumentos baseiam-se no tempo que as ondas eletromagnéticas chegam até o receptor. Durante as tempestades geomagnéticas a ionosfera terrestre se torna mais densa no comprimento de onda utilizado pelo sistema GPS, retardando em alguns microssegundos a recepção dos sinais. No entanto, modelos conhecidos como Ionosferic Delay permitem aos operadores do sistema levar em conta esse atraso, introduzindo correções para que o erro seja minimizado. Tempestades solares intensas também são responsáveis por danificar equipamentos a bordo de satélites e aumentar o arrasto deles na atmosfera, tornando frequente a necessidade de reposicionamento para que seja mantida a órbita programada. O setor elétrico também sofre com as perturbações do Sol, que geram correntes elétricas induzidas nas linhas de transmissão. Dependendo da intensidade da tempestade e da região do planeta, as correntes induzidas podem danificar transformadores e em casos mais graves até mesmo explodir equipamentos, principalmente se localizados nas latitudes elevadas.

As Primeiras Imagens do VLT Survey Telescope

O VST e a OmegaCAM de 268 milhões de pixels começam as operações
A imagem VST lançado pela primeira vez mostra a espectacular região de formação estelar Messier 17, também conhecida como Nebulosa Omega ou da Nebulosa do Cisne, como nunca foi visto antes.Créditos: ESO/INAF-VST/OmegaCAM. Acknowledgement: OmegaCen/Astro-WISE/Kapteyn Institute
 
O VLT Survey Telescope (VST), recentemente instalado no Observatório do Paranal do ESO, divulgou as suas primeiras imagens do céu austral. O VST é um telescópio de 2,6 metros de última geração, que dispõe de uma enorme câmara de 268 megapixels, a OmegaCAM. Esta câmara foi concebida para mapear o céu de modo rápido e com uma excelente qualidade de imagem. É um telescópio que trabalha no visível e que complementa perfeitamente o VISTA, o telescópio de rastreio no infravermelho do ESO. As novas imagens da Nebulosa Ómega e do enxame globular Omega Centauri demonstram bem o poder deste novo instrumento.

Um novo telescópio e uma nova câmara

O VLT Survey Telescope (VST) é o mais recente telescópio instalado no Observatório do Paranal do ESO, no deserto do Atacama, no norte do Chile. Situa-se mesmo ao lado dos quatro telescópios que compõem o VLT, no cimo do Cerro Paranal, sob os céus límpidos de um dos melhores locais de observação sobre a Terra. O VST é um telescópio de rastreio de campo largo, com um campo de visão duas vezes maior que a Lua Cheia. É o maior telescópio do mundo concebido para mapear o céu no visível de forma exclusiva. Nos próximos anos, o VST e a sua câmara OmegaCAM farão vários rastreios muito detalhados do céu austral. Todos os dados serão tornados públicos. “Estou muito contente por ver estas primeiras imagens tão impressionantes do VST e da OmegaCAM.

A combinação única do VST e do VISTA, o telescópio de rastreio no infravermelho, permitirá a identificação de muitos objetos interessantes, os quais serão posteriormente observados detalhadamente com os potentes telescópios que compõem o VLT,” diz Tim de Zeeuw, o Diretor Geral do ESO.  “O projeto VST superou imensas dificuldades mas agora está sem dúvida a compensar todo esse trabalho, com a sua excelente qualidade de imagem, as expectativas da comunidade astronómica e os esforços de muitas pessoas no INAF envolvidas na sua construção. Estou muito contente por ver o VST a funcionar,” acrescenta Tommaso Maccacaro, o Presidente do Instituto Nacional de Astrofísica italiano (INAF).

O VLT Survey Telescope (VST) é o mais novo telescópio para ser adicionada ao ESO no Observatório de Paranal, no deserto de Atacama, no norte do Chile. Trata-se alojados em um compartimento imediatamente ao lado dos quatro telescópios VLT Unidade no cume do Cerro Paranal. O VST é um telescópio de 2,6 metros pesquisa de campo amplo com um campo de visão duas vezes tão larga quanto a Lua cheia. É o maior telescópio do mundo dedicado a pesquisas do céu em luz visível. O VST foi projetado e construído pelo INAF-Osservatorio Astronomico di Capodimonte, em Nápoles, na Itália, como parte de uma joint venture entre INAF e ESO.
Créditos: ESO / G. Lombardi

O projeto VST é uma colaboração entre o INAF–Osservatorio Astronomico di Capodimonte, Nápoles, Itália  e o ESO. O INAF concebeu e construiu o telescópio com a colaboração da indústria italiana e o ESO é responsável pela cúpula e pelos trabalhos de engenharia civil efetuados no local. A OmegaCAM, a câmara do VST, foi concebida e construída por um consórcio que inclui institutos na Holanda, na Alemanha e na Itália com contribuições importantes do ESO. A nova infraestrutura será operada pelo ESO, que também irá arquivar e distribuir os dados obtidos pelo telescópio. O VST é um telescópio de vanguarda com uma abertura de 2,6 metros, que possui um sistema de óptica ativa que lhe permite manter os espelhos posicionados sempre de modo perfeito. No seu interior, por trás de enormes lentes que garantem a melhor qualidade de imagem possível, encontra-se a OmegaCAM de 770 kg, construída em torno de 32 detetores CCD, selada em vácuo, que cria imagens de 268 milhões de pixels.

As primeiras imagens
Tanto o telescópio como a câmara foram concebidos para tirarem o melhor partido da alta qualidade do céu no Paranal. “As esplêndidas imagens que nos estão a chegar do VST e da OmegaCAM são um tributo ao trabalho árduo de muitos grupos na Europa ao longo de muitos anos. Estamos agora na expectativa de obter uma rica colheita científica e fazer descobertas inesperadas a partir dos rastreios do VST,” acrescenta Massimo Capaccioli, investigador principal do projeto VST. A primeira imagem divulgada mostra a região de formação estelar Messier 17, também conhecida como Nebulosa Ómega ou Nebulosa do Cisne, como nunca foi vista antes. Esta região de gás, poeira e estrelas quentes jovens situa-se no coração da Via Láctea, na constelação de Sagitário. O campo de visão do VST é tão grande que toda a nebulosa, incluindo as suas zonas exteriores mais ténues, foi captada com uma incrível nitidez em toda a imagem.
Esta montagem mostra seis recortes da imagem do novo VST da região de formação estelar Messier 17, também conhecida como Nebulosa Omega ou Nebulosa do Cisne. Embora o amplo campo abrange a nebulosa inteira e seu entorno, a VST e OmegaCAM fornecer imagens mais nítidas que mostram muitos detalhes fascinantes.Crédito:ESO / VST-INAF / OmegaCAM. Agradecimento: OmegaCen / Instituto Kapteyn Astrowise /

A segunda imagem é possivelmente a melhor fotografia do enxame globular Omega Centauri jamais conseguida. É o maior enxame globular no céu, mas o campo de visão muito grande do VST e da OmegaCAM consegue captar até as regiões exteriores mais ténues deste objeto. Esta imagem, que inclui cerca de 300 000 estrelas, demonstra bem a excelente resolução do VST.

Os rastreios

Esta montagem mostra nove pequenos recortes da imagem VST de Omega Centauri. Embora cada um deles mostra apenas cerca de 0,3% de toda a imagem que eles ainda são ricamente detalhados e mostrar a qualidade da imagem requintada do telescópio e câmera. O painel superior esquerdo mostra o núcleo do Omega Centauri, onde as estrelas estão no seu mais denso. Os cortes são então retiradas de regiões de diminuir a densidade estelar e os da parte exterior mostram muitos ténues galáxias muito além do cluster. Crédito:ESO / VST-INAF / OmegaCAM. Agradecimento: A. Grado Observatório / INAF-Capodimonte

O VST fará três rastreios públicos nos próximos cinco anos. O rastreio KIDS mapeará várias regiões do céu longe da Via Láctea. Será dedicado ao estudo da matéria escura, energia escura e evolução de galáxias e encontrará muitos enxames de galáxias e quasars a grande desvio para o vermelho. O rastreio ATLAS cobrirá uma maior área do céu e está mais direcionado para o estudo da energia escura, ao mesmo tempo que apoiará estudos mais detalhados que utilizam o VLT e outros telescópios. O terceiro rastreio, o VPHAS+, obterá imagens do plano central da Via Láctea com o intuito de mapear a estrutura do disco galáctico e a sua história de formação estelar. O VPHAS+ compilará um catálogo de cerca de 500 milhões de objetos e descobrirá muitos novos exemplos de estrelas invulgares em todos os estádios da sua evolução.

O volume de dados produzidos pela OmegaCAM será enorme. Serão produzidos cerca de 30 terabytes de dados brutos por ano, que irão ser encaminhados para diferentes centros de dados na Europa para processamento. Um novo e sofisticado sistema de software foi desenvolvido em Groningen e Nápoles para o tratamento de tão vasta quantidade de dados. O produto final do processamento serão enormes listas dos objetos encontrados, assim como imagens, que estarão disponíveis aos astrónomos de todo o mundo para análise científica. “A combinação do grande campo de visão, da excelente qualidade de imagem e do modo de operação muito eficiente do VST produzirá uma enorme riqueza de informação que fará certamente avançar muitos campos da astrofísica,” conclui Konrad Kuijken, chefe do consórcio OmegaCAM.
Fonte:http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1119/

Fotos mostram região polar de Marte durante a primavera

A missão de monitoramento da superfície de Marte pela sonda Mars Express completou oito anos. Para comemorar a data, a ESA (sigla de Agência Espacial Europeia) divulgou nesta terça-feira fotos da região sul polar do planeta. Atualmente é verão em Marte e o inverno só começará em março de 2012, quando as temperaturas vão cair novamente e haverá maior acúmulo de gelo. A Mars Express deve fazer mais fotos no local quando tiver início a estação.

As imagens, produzidas em janeiro deste ano, retratam a primavera marciana

Missão de monitoramento do solo marciano, pela sonda Mars Express, completou oito anos
Cores em roxo indicam regiões baixas do solo marciano e as cinzas, as altas
Foto tirada da superfície da região polar de Marte em janeiro deste ano
Depósitos de gelo em falésia marciana; frio deve aumentar em março de 2012, quando começa o inverno
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia
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