13 de jun de 2011

Galáxia "sorri" com dois buracos negros

Telescópios da Nasa descobriram formação rara de dois buracos negros na mesma galáxia
Galáxia Markarian 739 tem dois buracos negros e na imagem se parece com uma rosto sorridente/Foto: SDSS
Astrônomos encontraram um segundo e enorme buraco negro no centro de uma galáxia incomum, vizinha à Via Láctea. A galáxia conhecida como Markarian 739 or NGC 3758 fica a 425 milhões de anos-luz de distância da constelação de Leão. Apenas cerca de 11 mil anos-luz separam núcleos dos buracos negros, e formam, perantes as lentes dos telescópios Chandra e Swift, da Nasa, uma formação que parece um rosto sorridente, com a dupla de núcleos acima de um arco. Astrônomos já sabiam que o núcleo oriental da Markarian 739 continha um buraco negro ativo e que gera muita energia. O estudo, que será publicado no periódico científico The Astrophysical Journal Letters, mostra na parte ocidental há outro buraco negro ativo. Isto faz da galáxia um dos casos mais próximos e claros de galáxia com dois buracos negros.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/

Remanescente de uma supernova a 1987A, começa a brilhar novamente

Em 1987, a luz da explosão de uma estrela em uma galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães, chegou a Terra. Chamado de Supernova 1987A, foi à explosão testemunhada de supernova mais próxima em quase 400 anos, permitindo aos astrônomos estudar em detalhes sem precedentes sobre sua evolução. Hoje, uma equipe de astrônomos anunciou que os restos da supernova, que desapareceu ao longo dos anos, estão se iluminando novamente. Isso mostra que uma fonte de energia diferente começou a brilhar dos escombros deixados pela estrela, e marca a transição de uma supernova a um resíduo de supernova. "A Supernova 1987A tornou-se a mais jovem supernova remanescente visível para nós", disse Robert Kirshner, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (CFA). Kirshner conduz um estudo de longo prazo da SN 1987A com o Telescópio Espacial Hubble. Desde o seu lançamento em 1990, o Hubble forneceu um registro contínuo de mudanças na SN 1987A. Como mostra a imagem que o acompanha, SN 1987A é cercada por um anel de material estrelar de sua progenitora, que explodiu a milhares de anos antes de SN 1987A explodir. O anel é de cerca de um ano-luz (6 trilhões de quilômetros) de largura. Dentro desse anel, as "entranhas" da estrela estão sendo atiradas para fora em uma nuvem de detritos em expansão. A maior parte da luz de uma supernova é proveniente de decaimento radioativo de elementos criados na explosão. Como resultado, ele desaparece com o tempo. No entanto, os restos da SN 1987A começou a brilhar novamente, sugerindo que uma nova fonte de energia está a acendê-lo. "Só é possível ver este brilho da SN 1987A porque ela está muito perto e o Hubble tem uma visão bastante aguçada", disse Kirshner. Um remanescente de supernova é constituído de material ejetado de uma estrela explodida, bem como do material interestelar que ela varre pelo caminho. Os destroços da SN 1987A estão começando a impactar o anel ao redor, criando ondas de choques poderosas que geram raios-X que foram observados com telescópio Chandra. Os raios-X estão iluminando os restos da supernova aquecendo-a com ondas de choque e assim fazendo-a brilhar. O mesmo processo já foi visto em outro remanescente de supernova em nossa galáxia como a Cassiopeia A. Porque é tão jovem, o remanescente da SN 1987A ainda mostra a história dos últimos milhares de anos de vida da estrela gravada nos nós e espirais de gás. Ao estudá-la ainda mais, os astrônomos podem decodificar essa história.  “Restos de um supernova jovem é dotado de personalidade", diz Kirshner.  Eventualmente, essa história será perdida quando a maior parte dos detritos em expansão atingirem o anel estrelar que o cerca. Até então, a SN 1987A continuará a oferecer uma oportunidade sem precedentes de assistirmos uma mudança no objeto cósmico ao longo de uma vida humana. Poucos outros objetos no céu evoluem em uma escala de tempo tão curta.

M64: A Galáxia da Bela Adormecida

Creditos: NASA and the Hubble Heritage Team (AURA/STScI), S. Smartt (IoA) & D. Richstone (U. Michigan) et al.
A Galáxia da Bela Adormecida de parecer um lugar tranquilo à primeira vista, mas ela está na verdade girando e se movimentando. Num movimento inesperado, observações recentes mostram que o gás nas regiões externas dessa espiral fotogênica está girando em direção oposta ao movimento de rotação que todas as estrelas executam dentro da galáxia. Colisões entre o gás existente nas regiões internas e externas estão criando muitas estrelas azuis quentes e nebulosas de emissão rosas que podem ser vistas colorindo a galáxia. A imagem acima foi feita pelo Telescópio Espacial Hubble em 2001 e lançada em 2004. Acredita-se que os fascinantes movimentos internos que ocorrem na galáxia M64 também conhecida como NGC 4826 se devem a uma grande colisão cósmica entre uma galáxia menor e uma grande galáxia, colisão essa que ainda gera efeitos pelo fato de ainda não ter atingido um estado estacionário.
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