15 de jun de 2011

Galáxia “pouco evoluída” mostra realidade das galáxias primordiais

Um exemplo único de uma das galáxias de brilho superficial mais baixo no universo foi encontrado por uma equipe internacional de astrônomos liderada pelo Instituto Niels Bohr, Dinamarca. A galáxia tem menor quantidade de elementos mais pesados do que outras galáxias conhecidas deste tipo. A descoberta significa que pequenas galáxias com brilho superficial baixo podem ter mais em comum com as primeiras galáxias formadas logo após o Big Bang do que se pensava. Os resultados foram publicados no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
A ESO 546G-34 é uma galáxia anã pequena, fraca e pouco evoluída de baixo brilho de superfície, o que a torna um pouco semelhante à Pequena Nuvem de Magalhães (galáxia companheira da Via Láctea) em aparência. Por sua baixa quantidade de elementos mais pesados e conter 50 % de gás, esta galáxia é semelhante às pequenas galáxias que eram abundantes no universo primordial. Crédito: ESO.
Como o nome indica, as galáxias são fracas e, portanto, difíceis de serem encontradas e observadas. A galáxia denominada ESO 546-G34 foi observada há quase 20 anos atrás e chamou pouca atenção. A observação foi analisada recentemente usando novos métodos e somente agora os astrônomos perceberam como ela é especial. “A galáxia nos dá uma ideia de como as galáxias deveriam parecer antes da formação estelar realmente tomar seu curso”, explica Lars Mattsson, um astrofísico no Dark Cosmology Centre do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhague. A descoberta foi feita em colaboração com astrônomos da Universidade de Uppsala, Suécia, e do Observatório Astronômico em Kiev, Ucrânia.

A evolução de galáxias

Uma galáxia é composta de muitos milhões ou bilhões de estrelas. Estrelas são formadas quando nuvens gigantes de gás condensam e formam uma bola de gás incandescente – uma estrela. Uma estrela produz energia através da fusão de hidrogênio em hélio, que se funde em carbono e oxigênio e, assim prosseguindo, vai se transformando em elementos cada vez mais pesados. O processo de conversão de gases em elementos mais pesados leva de centenas de milhares de anos a bilhões de anos. A maioria das galáxias conhecidas que formaram apenas pequenas quantidades de elementos pesados são galáxias jovens que estão passando por gigantescas explosões de formação estelar. Isso as torna extremamente brilhantes e mais fáceis de derem observadas. Um tipo de galáxia com explosões de formação estelar é chamado de galáxias azuis compactas – estrelas recém-formadas emitem uma luz azulada.

Em comparação com outras galáxias desse tipo, a ESO 546 G-24 tem um teor muito baixo de oxigênio, nitrogênio e quantidades extremamente pequenas de elementos mais pesados. Ela contém pelo menos 50% de gás, uma porcentagem várias vezes mais elevada que a de uma grande galáxia evoluída como a Via Láctea. Também a quantidade de estrelas é baixa. Crédito: Lars Mattsson.

Galaxia anã “pouco evoluída”

A galáxia que foi observada é pequena e contém apenas pouquíssima quantidade de elementos mais pesados. O fato de ser constituída principalmente por gases de hidrogênio e hélio, e ser tão fraca, significa que só agora começou a formar estrelas.  “Nossa análise mostra que, enquanto uma galáxia grande e madura como a nossa Via Láctea é composto de aproximadamente 15 a 20 por cento de gás. Já esta pequena galáxia fraca é composta de até 50% de gás e é muito pobre em elementos mais pesados. Isso significa que é muito pouco evoluída”, explica Lars Mattsson. A teoria é a de que galáxias fracas muito pequenas colidem entre si e a maior concentração do material gasoso, associado aos distúrbios dinâmicos, impulsiona a formação de estrelas. Assim se formam as maiores galáxias compactas e azuis. “ESO 546-G34 é uma galáxia anã à parte que não parece ter colidido com outras galáxias. Isso nos dá uma perspectiva única sobre como as primeiras galáxias no universo poderiam ter se parecido”, explica Lars Mattsson.
Fonte: http://cienciadiaria.com.br/

Calmaria no Sol: manchas solares devem desaparecer em 2020

Sol deve atingir nível mais baixo de atividade do século
Cientistas afirmam que o Sol está indo em direção a um período de calmaria fora do comum. Eles acreditam que serão os níveis mais baixos de atividades solares do século e que perto de 2020, a as manchas solares podem desaparecer por décadas.
Mínima solar acontece aproximadamente a cada 11 anos quando poucas manchas solares aparecem no Sol.Foto: NASA/Goddard Space Flight Center
As previsões se referem especificamente ao ciclo solar que começa em 2020. Antes disto, está previsto o próximo período de pico de atividade solar, em 2013. Cientistas afirmam que o fato não é motivo de preocupação. Efeitos no campo magnético da Terra provocados pelo Sol são geralmente inofensivos, tendo como sinal mais óbvio de sua presença a aparição de auroras boreais, próximas dos Polos. No entanto, em casos extremos, podem provocar problemas de comunicação e nas transmissões de energia. Efeitos de um Sol calmo são normalmente bons, tendo como resultado menos interrupções em satélites e sistemas de energia. Três coisas ajudam a determinar quanto de energia das atividades do Sol é transferida para a magnetosfera da Terra por meio dos ventos solares: a velocidade do vento solar, a força do campo magnético fora da Terra (conhecida como campo magnético interplanetário) e para que direção ela está apontando. Um time que inclui Walter Gonzalez e Ezequiel Echer do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, examinou cada um destes componentes para chegar a tal conclusão. Desde 1611, o homem tem registrado as idas e vindas das manchas que aparecem no Sol. O número de manchas solares cresce e decresce em ciclos de aproximadamente onze anos. Mais mancha solar geralmente significa mais atividade e erupção solar. O número pode variar de ciclo para ciclo, e 2008 foi o ano em que o mínimo solar foi mais fraco e mais longo desde que a atividade solar é monitorada com instrumentos espaciais.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia

Sonda Curiosity

Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech
Tirada durante o teste de mobilidade feito no dia 3 de Junho de 2011, essa imagem mostra a nova sonda que irá explorara o planeta Marte, chamada de Mars Science Laboratory, ou simplesmente Curiosity dentro do Spacecraft Assembly Facility no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, em Pasadena na Califórnia.
Os preparativos continuam para que a sonda seja mandada para o Kennedy Space Center da NASA na Flórida em Junho de 2011, para o seu lançamento que está previsto para ocorrer no final de 2011.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_1975.html

Milhões de Estrelas em Omega Centauri

Crédito de imagem e direitos autorais: Mandell Gordon
Essa excelente e nítida imagem telescópica mostra o aglomerado globular de estrelas Omega Centauri, também conhecido como NGC 5139, ou como Omega Cen que está localizado a aproximadamente 15000 anos-luz de distância da Terra. Com aproximadamente 150 anos-luz de diâmetro, o aglomerado é composto por algo em torno de 10 milhões de estrelas muito mais velhas que o Sol. Omega Cen é o maior dos 200 aglomerados globulares conhecidos que preenchem o halo da Via Láctea. Acredita-se que a maior parte dos aglomerados sejam formados de estrelas com a mesma idade e composição, o enigmático Omega Cen, por sua vez, exibe a presença de diferentes populações estelares com uma variedade de idades e de abundâncias químicas. De fato, o Omega Cen pode ser a parte remanescente do núcleo de uma pequena galáxia que em um passado remoto se fundiu com a Via Láctea.

Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110615.html

Brasil verá a Lua nascer eclipsada hoje

Fenômeno astronômico pode ser observado a olho nu entre o pôr do sol e às 19 horas
A maioria dos brasileiros verá a Lua nascer eclipsada nesta quarta-feira, 15. O fenômeno ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua estão alinhados, com nosso planeta no meio. A observação do fenômeno poderá ser feita com binóculos, lunetas e telescópios amadores. A olho nu, embora possível, a observação será dificultada pela sombra na Lua. "Desta vez a Lua estará dentro do eclipse e vai estar nascendo e ao mesmo tempo que o sol estará se pondo. A Lua vai começar a ser visível quando já estiver eclipsada, então o grande desafio para os observadores será notar que a Lua já está lá. Ela vai estar bem apagada," avisa o astrônomo e professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Paulo Sérgio Bretones. Durante um fenômeno como este, a Lua ganha um tom avermelhado devido a refração da luz, mas dada as condições e horário em que ele ocorrerá no Brasil, a percepção da mudança na coloração do satélite precisará de mais atenção dos observadores. As regiões que poderão observar o eclipse do início ao fim estão na África, no Oriente Médio, na Ásia e na Oceania. Norte-americanos não conseguirão ver o fenômeno e os europeus, assim como os brasileiros, só verão o fim. A última ocorrência de um eclipse como este, com o tempo de duração semelhante, foi em julho de 2000, de acordo com informação da Nasa. Paulo Sérgio Bretones explica que o eclipse lunar desta quarta-feira se iniciará por volta das 15h22, o que significa que não será percebido no Brasil porque a Lua não terá nascido no horizonte. Por volta das 16h22 a Lua cheia estará totalmente coberta pela sombra da Terra. Em São Paulo, por exemplo, a Lua ficará visível por volta das 17h25, quando já estará eclipsada. Dois minutos depois, o Sol vai se por. Portanto, o satélite estará escuro, mas o crepúsculo ainda iluminará o céu por alguns minutos. Às 18h02 a Lua começará a deixar a sombra e às 19h02 ela estará novamente iluminada pela Sol. Este é um dos dois eclipses lunares deste ano, mas o único que será visível para os brasileiros. O outro ocorrerá em dezembro. Além destes, teremos ainda dois eclipses solares, um em 1º de julho e outro em 25 de novembro. O próximo eclipse lunar que poderá ser visto no Brasil por completo está previsto apenas para setembro de 2015.

Fotografia

Como a observação do fenômeno será dificultada no Brasil, o professor Paulo Sérgio Bretones dá dicas de como fotografar o fenômeno e conseguir boas imagens do eclipse lunar. "Para fotografar o eclipse com câmera digital, pode-se fixá-la num tripé, em modo de foco infinito, paisagem ou cenário (landscape). Como se pode verificar o resultado da imagem obtida, é fácil experimentar o tempo de exposição durante o eclipse. Na fase de totalidade, pode-se usar sensibilidade de ISO 100 ou 200 e exposições entre 1s a 5s.
Também pode-se aumentar o ISO e diminuir o tempo de exposição," explica o astrônomo. "Para exposições depois da totalidade, geralmente a câmera consegue se adaptar as condições de luz automaticamente, bastando apertar o botão de disparo para efetuar a foto nesta fase. Para as câmeras com opções manuais, pode-se usar exposições rápidas de 1/350 a 1/125 com ISO 100 para aberturas pequenas como 1:5,6 ou 1:8. Em suma, pode-se utilizar mais de uma abertura e velocidade de disparo para garantir fotos de boa qualidade. Com a câmara fixa, apoiada em tripé, deve-se disparar manualmente em intervalos de três, cinco minutos ou mais."  "De qualquer forma, vale a pena reunir a turma, procurar um local alto e com o horizonte livre. Pode-se observar o pôr do Sol e tentar ver a Lua nascendo eclipsada, em contraste com a claridade do crepúsculo e ainda na sombra do nosso planeta. Com o passar do tempo, a Lua estará cada vez mais alta, irá saindo da sombra e voltará a estar cheia e totalmente iluminada pelo Sol," finaliza o pesquisador.
Fonte: http://www.estadao.com.br
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