21 de jun de 2011

Estrelas rebeldes

Era uma vez uma estrela jovem. Cresceu rápido, muito quente, brilhou cedo e muito forte. No seu berçário, o Trapézio de Órion, várias outras como ela também nasceram e cresceram de maneira parecida. Ela morava em Órion, com uma companheira, mas onde há muita estrela deste tipo as coisas podem não acabar bem. De maneira inesperada, alguém explodiu por perto e as duas se separaram definitivamente! Hoje, uma delas viaja pela constelação de Auriga e a sua ex-companheira cruza a constelação de Columba. As estrelas com temperamento assim são chamadas de estrelas massivas, porque têm, no mínimo, 10 vezes a massa do Sol . A rebelde desta historinha é AE Aurigae, uma estrela com quase 20 massas solares. E essa rebeldia toda tem causa? Sim, mas ninguém tem muita certeza. AE Aurigae nasceu no aglomerado do Trapézio, localizado em Órion.

Essa região é uma conhecida maternidade de estrelas massivas. Essa classe de estrelas, por terem muita massa, nascem, crescem e morrem muito rapidamente. Elas são estrelas quentes, brilham forte e morrem espetacularmente como uma supernova. Imaginem o caos quando várias dessas estrelas ficam juntas em um “pequeno” espaço. Pequeno em termos astronômicos, é claro. Junto com a intensa radiação emitida pelas estrelas massivas, o meio em que estão com fortes ventos estelares também são influenciados. Para outras estrelas menores é algo como estar no meio de uma briga entre dois gigantes. as, voltando à pergunta lá de cima, por que AE Aurigae fugiu de casa? Certeza, ninguém tem, mas duas teorias são as preferidas. A primeira diz que, na região, uma dessas estrelas massivas explodiu como uma supernova e a força da explosão desfez o par AE Aurigae e Mu Columbae, jogando cada uma para fora do Trapézio.

 A segunda teoria diz que houve uma colisão entre o sistema binário com uma, ou mais estrelas e nessa colisão, o par se defez e cada uma tomou um rumo diferente, tanto que estão em regiões diferentes do céu. Casos como esses não são raros entre as estrelas massivas, mas o interessante com AE Aurigae é que ela gosta de dizer por onde anda. Nessa imagem no infravermelho obtida com o telescópio espacial WISE, as nebulosas “acendem” por causa da presença de uma estrela tão quente. Com tanta radiação, essa rebelde viajante ioniza o gás da região criando uma nebulosa de emissão (a parte esverdeada da nebulosa), mas parte da radiação acaba espalhada e refletida pela poeira (a parte em tons rosa). A própria estrela desta história está imersa na nebulosa rosada e aparece como o ponto mais brilhante dela.
Créditos: Cássio Leandro Dal Ri Barbosa
http://g1.globo.com/platb/observatoriog1/2010/11/25/uma-estrela-rebelde/

Imagens feitas por telescópio em órbita do sol revelam detalhes do espaço

Nasa divulga imagens em infra-vermelho, que não são vistas a olho nu, coletadas por telescópio
Desde que foi lançado, em 2003, o Telescópio Espacial Spitzer, da agência espacial americana (Nasa), tem registrado belas imagens do espaço. Em órbita ao redor do sol, o telescópio de US$ 800 milhões tem instrumentos que coletam radiação infra-vermelha emitida por nebulosas, estrelas e galáxias. Entre as mais recentes imagens captadas pelo Spitzer e divulgadas pela Nasa está a da nebulosa do "anel esmeralda". O brilho verde do anel em torno da nebulosa RCW 120, localizada a 4,3 mil anos-luz da Terra, não pode ser visto pelo olho humano, mas representa a luz infra-vermelha vinda de minúsculos grãos de poeira chamados hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.
Em outra imagem feita pelo Spitzer, é possível ver detalhes de um berçário de estrelas localizado dentro da constelação de Órion. Uma montagem feita com informações coletadas pelo telescópio Spitzer e pelo Galaxy Evolution Explorer também revelou três exemplos de colisões entre galáxias. Inicialmente, esperava-se que o Spitzer operasse por apenas 30 meses, já que seus instrumentos precisavam ser resfriados por hélio líquido e os cientistas acreditavam que a substância acabaria em 2006. Na verdade, o hélio do telescópio durou até maio de 2009, quando a maior parte de seus instrumentos teve de ser desligada. Uma câmera, no entanto, continua a operar e a registrar o universo em infra-vermelho.
Esta montagem mostra como a aparência da nebulosa norte-americana pode mudar dramaticamente quando se usa diferentes combinações de observações visíveis e em infra-vermelho.
Este grande aglomerado de galáxias elípticas contém tanta matéria escura (que não conseguimos ver), que sua gravidade afeta a luz.
Os vários segmentos da galáxia Girassol, conhecida também como Messier 63, aparecem claramente nesta imagem feita pelo Spitzer.
Uma montagem feita com informações coletadas pelo telescópio Spitzer e pelo Galaxy Evolution Explorer também revelou três exemplos de colisões entre galáxias.
À esquerda, a imagem visível pelo olho humano mostra apenas um jato. À direita, o infra-vermelho revela também o segundo jato (em verde).
O Spitzer conseguiu observar dois jatos idênticos saindo de uma estrela em formação.
Na foto, um aglomerado de jovens galáxias em formação, a 12,6 bilhões de anos-luz da Terra.
Fontes:http://www1.folha.uol.com.br
http://www.estadao.com.br

Imagem da região de formação estelar Messier 17 pelo VST

Créditos:ESO / INAF-VST / OmegaCAM. Agradecimento: OmegaCen / Astro-WISE / Instituto Kapteyn
A primeira imagem lançada pelo VST mostra uma espetacular região de formação de estrelas na Messier 17, também conhecida como Nebulosa Omega ou Nebulosa do Cisne de uma maneira que nunca tinha sido vista antes. Essa vasta região de gás e poeira e de estrelas jovens e quentes se localiza no coração da Via Láctea na constelação de Sagittarius (O Arqueiro). O campo de visão do VST é tão grande que a nebulosa como um todo, incluindo suas partes mais apagadas podem ser registradas – além disso a espetacular resolução pode ser mantida em toda a imagem. Os dados foram processados pelo programa Astro-WISE, desenvolvido por E.A. Valentijn e colaboradores em Groningen e em outros lugares.
Fonte: http://www.eso.org/public/images/eso1119a/  

Sol atinge o trópico de Câncer e é inverno no hemisfério Sul


 Exatamente às 14h16 dessa terça-feira, a Terra completa mais uma etapa em sua jornada ao redor do Sol. Nesta hora os raios solares atingirão a máxima declinação desde a linha do equador e fará com que noite seja a mais longa do ano. Prepare-se: o inverno chegou ao hemisfério Sul do planeta!
Também chamado de solstício de junho ou de inverno, a data também marca a chegada do verão no hemisfério norte, onde o Sol atingirá a menor declinação, tornando esta a noite mais curta e o dia mais longo do ano. Ao contrário do que muitos pensam, as estações do ano nada tem nada a ver com a aproximação maior ou menor entre a Terra e o Sol. O solstício é causado por dois fenômenos astronômicos e naturais: a translação da Terra ao redor do Sol e a inclinação do eixo terrestre.
A figura acima ajuda a compreender o fenômeno. Para dar uma volta ao redor do Sol, a Terra leva 365 dias e mais seis horas. Durante essa viagem, a inclinação do eixo não muda e sempre parece apontar para a mesma posição no espaço. Essa inclinação, que é de 23.5 graus, faz com que os hemisférios recebam a incidência de raios solares de forma diferente durante o ano. Durante o solstício de inverno a inclinação do eixo é mínima no hemisfério Sul (lado direito do gráfico), fazendo com que as regiões abaixo da linha do Equador fiquem menos expostas aos raios do Sol. Ao mesmo tempo, o hemisfério Norte do planeta estará sendo mais favorecido, com maior incidência solar. Ou seja, enquanto nós comemoramos a chegada do inverno, os habitantes do hemisfério norte comemoram o início do verão. Pelo gráfico é possível ver que a situação se inverte no mês de dezembro, quando teremos o Solstício de Verão, marcando o início da temporada da estação quente abaixo do equador e o início do inverno no hemisfério norte.
Trópicos

As linhas dos trópicos de Câncer e Capricórnio vistas em um mapa foram definidas em função dos solstícios. Durante o solstício de inverno no hemisfério Sul os raios de Sol incidem perpendicularmente à Terra na linha do trópico de Câncer, lá no hemisfério norte. Isso se inverte no mês de dezembro, quando ocorre o solstício de verão no hemisfério Sul. Neste dia os raios solares atingem a Terra perpendicularmente à linha do trópico de Capricórnio.

Hubble Mostra Que A Galáxia Espiral da Hélice Apresenta Rotação Tanto no Sentido Horário como no Sentido Anti-Horário

Nessa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das agências espaciais NASA e ESA da NGC 7479 – criada a partir de observações dos comprimentos de onda do visível e do infravermelho próximo – os braços da galáxia espiral criam a forma de um “S” invertido à media que eles giram no sentido anti-horário. Contudo, no comprimento de ondas de rádio, essa galáxia, as vezes chamada de Galáxia da Hélice, gira no outro sentido, com um jato de radiação que se entorta na direção oposta das estrelas e da poeira presente nos braços da galáxia. Os astrônomos acreditam que o jato de rádio na NGC 7479 foi colocado em rotação contrária seguindo uma fusão dessa galáxia com outra. O processo de formação de estrelas é reiniciado pelas colisões galácticas, e na verdade, a NGC 7479 está sob uma grande atividade de formação de estrelas, com muitas estrelas jovens e brilhantes visíveis nos braços espirais e no disco da galáxia. As três estrelas brilhantes na imagem, contudo são estrelas localizadas no primeiro plano da imagem, registradas pelas câmeras pois estão localizadas entre o Hubble e a Galáxia da Hélice. Essa espetacular galáxia é fácil de ser observada em telescópios de tamanho médio como um pedaço difuso alongado de luz. Os braços espirais podem ser vistos com mais dificuldade em telescópios maiores e em excelentes condições de iluminação, ou seja, lugares escuros longe da poluição luminosa. Essa imagem foi criada a partir de imagens feitas com o Wide Field Channel da Advanced Camera for Surveys do Hubble. As imagens através do filtro amarelo, F555W, foram coloridas de azul e foram combinadas com as imagens obtidas com o filtro do infravermelho próximo, o F814W que foram coloridas em vermelho. O tempo total de exposição foi de 520 s por filtro e o campo de visão da imagem é de 2.7 arcos de minutos de diâmetro.
Créditos:ESA / Hubble & NASA
Fonte: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=13519
http://www.spacetelescope.org/images/potw1125a/

Luar Eclipsado

Créditos e direitos autorais : Javier Algarra
Um prelúdio celeste para o solstício de hoje, o eclipse lunar total  de 15 de Junho foi um dos mais duradouros dos últimos anos. Foi também um dos mais escuros, mas não completamente escuro. Mesmo durante a totalidade, um sombrio e vemelho disco lunar pôde ser visto no céu estrelado, refletindo a luz avermelhada que incide em sua superfície. Vendo sob uma perspectiva lunar, a iluminação corada vem de todos os pôres e nasceres do Sol ao redor da silhueta da Terra. Nesta nítida foto da Lua eclipsada vista em Granada, na Espanha, a borda da Lua reflete um tom azulado à medida que emerge da sombra umbral da Terra. A luz mais azulada ainda é filtrada pela atmosfera da Terra, mas se origina dos raios de sol que atravessam as camadas altas da estratosfera superior. Esta luz é colorida pelo Ozônio que absorve a luz vermelha e transmite as matizes azuis.  
Fonte: http://apod.astronomos.com.br/apod.php
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