22 de jun de 2011

A Ursa Menor acima do plano da nossa galáxia a Via Láctea em imagem inédita

São vários os nomes dado a Ursa Menor, Pequena Panela, Pequena Concha, o Pequeno Carro, entre outros.
De 2ª magnitude, Polaris está longe de ser a estrela mais brilhante no céu noturno. Mas é a estrela mais brilhante à esquerda, neste bem composto mosaico estrelado cobrindo cerca de 23 graus pelo asterismo do céu do norte apelidado de a Pequena Panela*. Polaris é conhecida como a estrela Polar Norte, uma amiga para os navegadores e também os astrofotógrafos, mas não ela está localizada exatamente no Polo Norte Celestial (PNC) também. Ela está atualmente deslocada do PNC por 0,7 graus. Polaris e o PNC serão exibidos ao mover seu cursor sobre a figura, assim como outras estrelas da Ursa Menor. As estrelas são exibidas com seus nomes próprios precedidos por sua designação em alfabeto grego na constelação anciã da Ursa Menor. Nuvens de poeira suspensas acima do plano de nossa galáxia, a Via Láctea também são fracamente visíveis através deste grande campo de visão. * N.T.: Em português, são vários os nomes do asterismo da Ursa Menor. Além da Pequena Panela, também se conhece como a Pequena Concha, o Pequeno Carro, entre outros.
Fonte: Astrofísicos - http://www.astrofisicos.com.br/constelacoes/ursa-menor-vista-acima-plano-via-lactea-pequena-panela-pequena-concha-pequeno-carro/index.html

Astrônomos brasileiros descobrem detalhes de aglomerado de galáxias

Grupo participou de pesquisa com equipe internacional de cientistas. Objeto estudado foi o Aglomerado de Pandora.
Uma equipe internacional de astrônomos - com a presença de três pesquisadores brasileiros - divulgou um estudo nesta quarta-feira (22) que dá pistas sobre a origem de uma das maiores formações do Universo: o aglomerado de galáxias Pandora (ou Abell 2744, no nome técnico). Os cientistas Renato Dupke, do Observatório Nacional, Laerte Sodré Jr. e Eduardo Cypriano, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, ajudaram a revelar como esse objeto conseguiu ficar unido, após uma série de colisões que duram - até hoje - 350 milhões de anos.
Centro do Aglomerado de galáxias Abell 2477 foi formado a partir da colisão de quatro grupos de galáxias menores, como indica o estudo com participação brasileira do ESO. (Foto: ESO)
 
Aglomerados de galáxias são as maiores estruturas do Universo conhecidas, muito maiores que aglomerados de estrelas. No caso de Pandora, as galáxias presentes representam apenas 5% da massa. O restante é composto por gás (20%) e matéria escura (75%) - completamente "invisível" já que não emite, reflete ou absorve radiação. Para Sodré Jr., uma das importâncias do estudo está na possibilidade de compreender mais sobre a própria vizinhança da Terra a partir do aprendizado com objetos como Abell 2477. "A Via Láctea, a galáxia de Andrômeda e mais umas 30 'satélites' formam o que chamamos de Grupo Local.

O que mantém esse nosso aglomerado unido é exatamente a matéria escura."  A teoria da matéria escura é usada pelos astrônomos para explicar o motivo para os aglomerados de galáxias não se "desmancharem" - ou seja, para as galáxias escaparem uma das outras. Segundo o especialista, é uma evidência estudada desde a década de 1930 para explicar a massa de objetos tão grandes, com milhões de anos-luz de diâmetro - um ano-luz é igual a quase 10 trilhões de quilômetros.  "Compreendê-la vai nos ajudar a entender mais sobre o Grupo Local e a própria Via Láctea, já que a maior parte da matéria em nossa galáxia também é a matéria escura", diz Sodré Jr.

"Batida" cósmica

Uma colisão cósmica entre 4 aglomerados de galáxias menores é a explicação oferecida pela equipe para explicar as formações incomuns encontradas pelos especialistas na região de Pandora. Esse encontro teria durado 350 milhões de anos, segundo os pesquisadores. As observações foram feitas com informações colhidas por quatro telescópios: o japonês Subaru, o VLT ("Very Large Telescope", ou "Telescópio Muito Grande" , em inglês), do Observatório Europeu do Sul (ESO), o Telescópio Espacial Hubble, das agências norte-americana (Nasa) e europeia (ESA), e o Observatório de Raios X Chandra. 

"Como o campo de visão do Hubble é pequeno, nós contamos também com dados de observações anteriores feitas por nós, durante o doutoramento de Eduardo Cypriano, sob minha orientação", explica o professor do IAG. Esses estudo anteriores foram feitsocom o telescópio VLT, de propriedade europeia, mas localizado no Chile. "As imagens mostram apenas a parte central do aglomerado, pois ele é muito extenso", diz Eduardo Cypriano. "A extensão desse corpo é de 2 megaparsecs (aproximadamente 6,5 milhões de anos-luz), mas as bordas não são muito bem definidas."

Matéria escura vs matéria escura

Para Renato Dupke, autor da proposta de estudo do aglomerado de Pandora ao responsáveis por coordenar o Hubble, o Aglomerado de Pandora oferece a chance de entender melhor não só a essência da matéria escura, mas como os corpos feitos com ela interagem entre si. "A colisão de aglomerados como esse permite saber onde a matéria escura. Isso ajuda a tentar determinar o que é a matéria escura, que tipo de partícula ela teria", explica o cientista do Observatório Nacional.  "Alguns dos fenômenos observados nesse aglomerado acontecem a mais de 50 milhões de graus, quando os átomos não existem mais na forma que os conhecemos, apenas restam íons e elétron que compõem aquilo conhecido como plasma", diz Dupke.

"Existe todo um ramo da física a ser explorado e melhor compreendido a partir daí."  Cypriano resume bem a ideia por trás da sucessão de estudos sobre aquilo que pode representar não só uma fração, como a maior parte do Universo em que vivemos. "Uma das grandes dúvidas que nós temos é sobre o que a matéria escura é. Ela está aqui na Terra, nas salas que habitamos", explica o astrônomo do IAG.  "Há um século que nós sabemos da matéria escura, mas até agora não sabemos do que ela é feita. Ainda que o Grupo Local, nosso aglomerado, seja bem diferente de Pandora, ele também é feito matéria escura."
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/

Nasa apresenta imagem mais completa da Lua

Parte desses dados foram divulgados em março sem ter sido processados pelos instrumentos da sonda LRO
Imagens divulgadas pela Nasa são as mais completas que se tem da Lua até agora
A Agência Espacial Americana (Nasa) apresentou nesta terça-feira, 21, a imagem mais completa feita até agora da Lua, graças aos dados transmitidos pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO). Com os 192 terabytes de dados coletados pelos sete instrumentos que compõem a sonda, a LRO configurou a imagem mais precisa do satélite natural da Terra. Como curiosidade, a Nasa explicou que essa quantidade de informação equivale a cerca de 41 mil DVDs. "Esta é uma grande conquista", garantiu Douglas Cooke, diretor-adjunto do Diretório de Missões de Sistemas de Prospecção (ESMD) da Nasa em entrevista coletiva em Washington. A sonda LRO foi lançada ao espaço em junho de 2009 e, desde que começou a enviar suas primeiras imagens, mostrou a face oculta da Lua, desenhando um mapa completo de suas crateras. "E isso foi só o começo", assegurou Cooke. O objetivo principal da missão era buscar possíveis locais para o pouso de naves tripuladas que pudessem viajar no futuro e permitir uma prospecção "segura" e "efetiva" da Lua, mas a missão "mudou nossa compreensão científica", disse Michael Wargo, cientista-chefe de pesquisas da Lua do ESMD. O Altímetro Laser do Orbitador Lunar (LOLA) realizou mais de 4 bilhões de medições, cem vezes mais que todos os dados enviados até agora por todos artefatos empregados pela Nasa para investigar a Lua, e que abrem "um mundo de possibilidades" para o futuro da ciência. Outro instrumento, a Câmera do Orbitador de Reconhecimento Lunar (LROC), revelou imagens detalhadas de quase 5,7 milhões de quilômetros quadrados da superfície da Lua durante a fase de prospecção. A nitidez das imagens transmitidas permite distinguir detalhes nunca antes vistos. "Com esta resolução, o LRO facilmente poderia detectar uma mesa de piquenique na Lua", disse o cientista do projeto Richard Vondrak, do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa em Greenbelt, Maryland. Os dados apresentados nesta terça-feira representam a fase de prospecção da missão, mas ainda restam dois anos de pesquisa. "Mais dois anos de maravilhas científicas estão por vir", prometeu Vondrak.

Mancha Vermelha de Júpiter

No século XVII, quando os astrónomos olharam pela primeira vez para Júpiter com telescópios, repararam numa mancha vermelha na superfície deste planeta gigante. Hoje, mais de 300 anos volvidos, essa mancha ainda se encontra presente, constituindo a maior tempestade que se conhece no Sistema Solar. Com um diâmetro de 24 800 km, a Mancha Vermelha de Júpiter é quase o dobro do tamanho da Terra, e é um sexto do diâmetro de Júpiter. Trata-se de um sistema de alta-pressão, pois roda no hemisfério Sul no sentido contrário aos ponteiros do relógio, com um período de 6 dias. Os ventos dentro da Mancha atingem velocidades de 430 km/h. A longa duração da tempestade pode dever-se ao facto de Júpiter ser, essencialmente, um planeta gasoso e não possuir uma superfície sólida que dissipe a energia da tempestade, como acontece com os furacões quando se deslocam do oceano para terra. A Mancha Vermelha vai alterando a sua forma, tamanho e cor com o tempo, por vezes drásticamente.
Crédito: NASA & The Hubble Heritage Team (STScI/AURA).
Fonte: http://www.portaldoastronomo.org/npod.php?id=3185
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