28 de jun de 2011

Galeria de Imagens - Galáxias elípticas

As galáxias elípticas são um tipo de galáxia que apresentam forma esférica ou elipsoidal, e não têm estrutura em forma de espiral. A grande maioria dessas galáxias têm pouco gás, pouca poeira e poucas estrelas jovens. De uma forma mais expressa elas se parecem muito com o núcleo e halo das galáxias espirais. Algumas são bem alongadas e outras bem achatadas se vistas da Terra. Embora pareçam simples acredita-se que galáxias elípticas sejam o resultado da complexa união de duas galáxias espirais. As galáxias elípticas variam muito de tamanho, algumas são super-gigantes com diâmetro de milhões de anos-luz, entretanto outras são anãs, tendo apenas alguns poucos milhares de anos-luz de diâmetro. As elípticas gigantes são raras e exóticas, já as elípticas anãs são o tipo mais comum de galáxias.
M32 (NGC 221), galáxia elíptica do tipo E2, a 2.9 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Andrómeda. Magnitude aparente de 8.1. Esta galáxia é uma companheira da grande galáxia de Andrómeda, pertencente ao Grupo Local. Foi descoberta em 1749 por Le Gentil.Crédito: Jim Burnell

M49 (NGC 4472).Galáxia elíptica do tipo E4, a 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Virgem. Magnitude aparente de 8.4.Descoberta por Charles Messier em 1771.Crédito: NOAO/AURA/NSF

M59 (NGC 4621).Galáxia elíptica do tipo E5, a 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Virgem.Magnitude aparente de 9.6.É uma das maiores galáxias elípticas do enxame de Virgem. Crédito: NOAO/AURA/NSF
M60 (NGC 4649).Galáxia elíptica do tipo E2, a 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Virgem. Magnitude aparente de 8.8. É um membro do enxame galáctico de Virgem. A galáxia para a direita e para cima é NGC4647. Crédito: NOAO/AURA/NSF

M87 (NGC 4486).Galáxia elíptica do tipo E1, a 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Virgem. Magnitude aparente de 8.6.É uma das maiores galáxias conhecidas. A sua relativa pequena distância faz dela um preferido alvo para o estudo do seu núcleo, que se pensa que contenha um buraco negro gigante.Crédito: Robert Gendler

M89 (NGC 4552).Galáxia elíptica do tipo E0, a 60 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Virgem.Magnitude aparente de 9.8.Pertencente ao enxame de galáxias de Virgem, foi descoberto por Charles Messier em 1781.Crédito: NOAO/AURA/NSF

M105 (NGC 3379).Galáxia elíptica do tipo E1, a 38 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Leão.Magnitude aparente de 9.3.É a galáxia elíptica mais brilhante do grupo Leão I ou M96 (M95 está à direita, NGC 3384 para cima e um pouco para a esquerda e NGC 3379 no canto inferior esquerdo).Crédito: NOAO/AURA/NSF

M110 (NGC 205). Galáxia elíptica do tipo E6p, a 2.9 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Andrómeda.Magnitude aparente de 8.5. É a segunda companheira de M31, em conjunto com M32. Foi descoberto em 1773 por Charles Messier. Crédito: NOAO/AURA/NSF
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/

DAWN Aproxima -se de estadia de um ano em Asteróide Gigante

A sonda Dawn da NASA está a caminho da primeira visita prolongada a um grande asteróide. Espera-se que a missão entre em órbita de Vesta no dia 16 de Julho e comece a recolher dados científicos no princípio de Agosto. Vesta reside na cintura principal de asteróides e pensa-se que seja a fonte de um grande número de meteoritos que caem na Terra.
A sonda Dawn da NASA obteve esta imagem durante a sua aproximação ao protoplaneta Vesta, o segundo objecto mais massivo na cintura de asteróides. A imagem foi obtida a 20 de Junho de 2011.Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/PSI
"Está mesmo no alvo," afirma Robert Mase, gestor do projecto Dawn no JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA. "Ansiamos explorar este mundo desconhecido durante a estadia da Dawn, com a duração de um ano, em órbita de Vesta."  Após viajar durante quase quatro anos e 2,7 mil milhões de quilómetros, a Dawn encontra-se aproximadamente a 155.000 quilómetros de Vesta. Quando Vesta capturar a Dawn para a sua órbita a 16 de Julho, estará a cerca de 16.000 quilómetros do astro. Nesta altura, estará a 188 milhões de quilómetros da Terra. Depois de entrar em órbita de Vesta, os engenheiros precisarão de vários dias para determinar a hora exacta da captura. Ao contrário de outras missões onde uma manobra propulsora dos motores resulta numa inserção orbital em torno de um planeta, a Dawn tem usado durante anos o seu sistema de propulsão iónico para formular subtilmente um percurso que coincidirá com a órbita de Vesta em torno do Sol. As imagens da câmara da Dawn, obtidas para propósitos de navegação, mostram o lento progresso na direcção de Vesta. Também mostram a sua rotação em cerca de 65 graus. As imagens têm o dobro da resolução das melhores fotos já obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble, mas os detalhes da superfície que a Dawn irá obter permanecem por enquanto um mistério.
Estas imagens do protoplaneta Vesta foram obtidas pela sonda Dawn e pelo Telescópio Hubble.Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/PSI e NASA/ESA/STScI/UMd
"As imagens de navegação da câmara da Dawn proporcionaram-nos pistas intrigantes acerca de Vesta, mas estamos ansiosos pela missão principal, quando começarmos oficialmente a recolha de dados científicos," afirma Christopher Russell, investigador principal da Dawn. "Mal podemos esperar para que a Dawn 'descasque' as camadas do tempo e revele mais detalhes sobre a história do Sistema Solar."  Os três instrumentos principais da Dawn estão em perfeito estado e parecem estar devidamente calibrados. O espectrómetro visível e infravermelho, por exemplo, começou a capturar imagens de Vesta quando este media ainda poucos pixéis em tamanho. Durante a órbita inicial de reconhecimento, a aproximadamente 2700 quilómetros, a sonda irá capturar uma visão global de Vesta com imagens a cores e dados de diferentes comprimentos de onda. A sonda irá mover-se para uma órbita de mapeamento, cerca de 600 km por cima da superfície, para sistematicamente mapear as partes da superfície de Vesta iluminadas pelo Sol; recolher imagens em estéreo para discernir altos e baixos topográficos; obter dados com maior resolução para mapear tipos de rocha na superfície; e aprender mais acerca das propriedades termais de Vesta. A Dawn irá então mover-se para ainda mais perto, a uma órbita de mapeamento a baixa altitude de aproximadamente 200 km. Os objectivos principais desta órbita são a detecção de biprodutos dos raios cósmicos que atingem a superfície para ajudar os cientistas a determinar os vários tipos de átomos aí presentes, e estudar a estrutura interna do protoplaneta. À medida que a Dawn espirala para longe de Vesta, irá novamente atingir uma órbita de mapeamento a alta altitude. Dado que o ângulo do Sol na superfície terá mudado, os cientistas serão capazes de observar terreno previamente escondido enquanto obtêm diferentes vistas das características superficiais.  "O nosso ano em Vesta está recheado de observações científicas para nos ajudar a desvendar os seus mistérios," afirma Carol Raymond, vice-investigadora principal da Dawn no JPL. Vesta é considerado um protoplaneta, ou um corpo que nunca se tornou realmente num planeta. A Dawn foi lançada em Setembro de 2007. Após um ano em Vesta, a sonda irá partir para o seu segundo alvo, o planeta anão Ceres, em Julho de 2012.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2011/06/28_dawn_vesta.htm

Djorgovski 1: Um Aglomerado Rico Em Estrelas

Aglomerado globular Djorgovski 1.Créditos:ESA/Hubble & NASA
O Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA obteve imagem de uma área do céu tão cheia de estrelas que inunda a escuridão do espaço. Essa imagem mostra o aglomerado globular de estrelas conhecido como Djorgovski 1, que foi descoberto em 1987. Djorgovski 1 está localizado próximo do centro da Via Láctea, dentro de seu bulbo. Se a galáxia é pensada como uma cidade por analogia, então esse bulbo seria o centro da cidade. A proximidade do aglomerado Djorgovski 1 desse centro explica porque a imagem é tão cheia de estrelas. Aglomerados globulares como o Djorgovski 1 formou no início da história da Via Láctea. Contudo, com tanto material no caminho a obtenção de dados precisos sobre esse aglomerado é algo praticamente impossível. Para piorar as coisas, essas estrelas são muito apagadas. Mesmo as estrelas mais luminosas do Djorgovski 1 são mais apagadas do que as estrelas gigantes mais brilhantes do bulbo. Outro dilema nesse caso se torna aparente: como saber quais estrelas pertencem ao aglomerado Djorgovski 1 e quais pertencem ao bulbo galáctico? Para determinar isso, os astrônomos estudam a composição química das numerosas estrelas na área. Estrelas com uma composição similar provavelmente pertence ao mesmo grupo, como parentes em uma família. Essa técnica tem fornecido com sucesso informações que permitem distinguir as estrelas do Djorgovski 1 e as do bulbo da galáxia. Esses estudos também revelam que as estrelas do Djorgovski 1 contém hidrogênio e hélio, mas não muito. Em termos astronômicos elas são descritas como pobres em metal. De fato, parece que o Djorgovski 1 é um dos muitos aglomerados pobres em metal no interior da Via Láctea. Não é claro o porque disso, mas pesquisas adicionais poderão trazer luz a essa questão. Essa imagem foi criada a partir de múltiplas imagens feitas com a Wide Field Camera da Advanced Camera for Displays do Hubble. As exposições feitas através do filtro amarelo/laranja, F606W foram coloridas em azul e as imagens obtidas através do filtro de infravermelho próximo, F814W, são mostradas em vermelho. O tempo total de exposição por filtro foi de 340s e 360s, respectivamente e o campo de visão é de 2.7 por 1.5 arcos de minuto.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images/potw1126a/

Asteroide 2011 MD Passa de Raspão na Terra

Um asteroide do tamanho de um ônibus passou hoje, dia 27 de Junho de 2011 tão perto da Terra, que ele estará mais perto do que alguns satélite do nosso planeta. O pedaço de rocha, denominado de asteroide 2011 MD, passou a apenas 12000 km acima da Terra, fazendo uma curva bem fechada, forçada pela gravidade da Terra antes de voltar a vagar pelo espaço novamente. O ponto mais próximo da órbita do asteroide com relação a Terra ocorreu às 14:00, hora de Brasília.
Trajetória do asteróide 2011 MD  em 27 de junho de 2011. CRÉDITO: NASA
Não existe nenhum risco de impacto, disseram os cientistas da NASA. A rocha espacial tem um tamanho estimado entre 9 e 30 metros e é muito pequena para sobreviver à jornada pela atmosfera da Terra caso um impacto acontecesse. Um asteroide desse tamanho, se for constituído principalmente de rochas, se quebraria e queimaria antes de atingir a superfície da Terra. Rochas espaciais constituídas de ferro sobrevivem melhor ao processo de reentrada. Além disso, os cálculos mostraram que o asteroide 2011 MD fez uma curva fechada na Terra e voltou a sua órbita. Não existe chance do asteroide 2011 MD se chocar com a Terra, mas os cientistas aproveitarão essa proximidade para estudá-lo em detalhe”, disseram os astrônomos da NASA do Asteroid Watch Program no JPL. Na sua maior aproximação com a Terra o asteroide passou sobre a costa da Antártica. Ele passou bem abaixo da órbita de satélite geosincronizados que orbitam o nosso planeta a 35786 km de altura. Especialistas dizem que é mínima a chance do asteroide atingir um satélite, simplesmente porque existe um espaço muito grande entre eles e uma quantidade relativamente pequena de satélites. O asteroide passou bem acima da órbita da Estação Espacial Internacional que fica a 354 km acima da Terra. Objetos do tamanho do 2011 MD normalmente fazem passagens próximas da Terra como evento de hoje a cada seis anos aproximadamente, estima a NASA. Contudo, nem todos eles são descobertos. Esse pedaço de rocha foi descoberto no dia 22 de Junho de 2011. A passagem mais próxima de um asteroide em relação à Terra ocorreu no dia 4 de Fevereiro de 2011 quando o 2011 CQ1 passou a 5471 km acima da superfície da Terra. O asteroide 2011 MD, pelas estimativas seria visível com telescópios médios e por observadores experientes que fossem capaz de encontrar o objeto se movendo. Mesmo a NASA não espera ver muito o asteroide.

Betelgeuse e Sua Poeira Estelar

Créditos e direitos autorais : ESO, Pierre Kervella (LESIA, Observatoire de Paris), et al.
Uma expansiva nebulosa de poeira é vista ao redor da estrela supergigante vermelha Betelgeuse nessa impressionante imagem de alta resolução, feita em infravermelho pelo VLT do European Southern Observatory (ESO). A estrela Betelgeuse propriamente dita é delimitada pela pequeno e vermelho círculo central. Se fosse colocada no Sistema Solar, seu diâmetro chegaria até a órbita de Júpiter. Mas o envelope maior da poeira interestelar se estende alguns 60 bilhões de quilômetros no espaço, o equivalente a 400 vezes a distância da Terra ao Sol. A poeira é provavelmente formada à medida que conchas de material atmosférico da estrela supergigante são expelidas no espaço, numa fase final da evolução de uma estrela massiva. Misturada com o meio interestelar, a poeira poderia posteriormente formar planetas terrestres rochosos como a Terra. A porção brilhante central da imagem externa foi mascarada para que se pudesse revelar a extensão de estruturas mais apagadas. O campo de visão da imagem é de 5.63 arcos de segundo.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110628.html
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