30 de jun de 2011

Curiosidades sobre Netuno

No caderno de anotações de Galileu consta a curiosa observação de uma estrela que ele chamou de Fixa. Isso foi em 28 de dezembro de 1612. Alguns dias mais tarde Galileu voltaria a observá-la, e dessa vez teria como referência uma outra estrela, que chamou de a. Analisando suas notas, hoje guardadas na biblioteca de Florença, percebemos que Galileu reparou algo essencial: Fixa estava se aproximado de a. Mas infelizmente, nos dias que se seguiram o tempo não permitiu a continuidade das observações e Galileu perdeu as estrelas de vista. Foi assim que, por um triz, Galileu não descobriu que Fixa era, na verdade, o planeta Netuno. O último dos planetas gigantes do Sistema Solar ainda teve de esperar até 23 de setembro de 1846, quando foi descoberto por Johann Gottfried Galle, no Observatório de Berlim. Frequentemente os créditos dessa descoberta vão para o inglês John Couch Adams e o francês Urbain Le Verrier, que não o observaram, mas previram a sua existência matematicamente. O Núcleo de Netuno é bastante semelhante ao de Urano, consistindo num amálgama de silício, ferro e outros elementos pesados, mas com propriedades físicas diferentes das rochas comuns. Acima do núcleo há um manto gelado de água, metano e amoníaco sobre o qual se estende uma camada mais externa, a atmosfera propriamente dita.  Essa atmosfera contém proporções variadas de microscópicos cristais de gelo, cuja composição ainda não foi esclarecida. A luminosidade do planeta varia ligeiramente com o ciclo de atividade solar, sendo que os períodos de máximo coincidem com uma redução do brilho.  A belíssima cor azulada característica de Netuno deve-se ao metano, que absorve a radiação vermelha. Em sua atmosfera notam-se, ainda, nuvens cirros prateadas que se estendem por milhares de quilômetros.  Netuno é o nome latino de Poseidon, deus dos mares da mitologia grega. Sua cor azulada, como as águas de uma praia tropical, ajuda a recordar o seu nome, evitando confundir com o vizinho Urano, mais esverdeado.  Uma poderosa fonte interna de calor – que emite quase o triplo da energia recebida pelo Sol – garante os movimentos convectivos da atmosfera de Netuno, responsáveis pelos ventos mais velozes de todo o Sistema Solar, por volta de 2.000 km/h.  Em Netuno existe um ciclone maior que a Terra chamado Grande Mancha Escura. Ele leva 10 dias para completar uma rotação em torno do planeta, no sentido anti-horário. No centro desse gigantesco furacão uma grande massa de nuvens brancas lhe dá a aparência de um olho gigante.

Sistema Binário Estranho Produz Imensas Quantidades de Raios-Gamma Durante Encontro Imediato

Em Dezembro de 2010, um par de estrelas não ajustadas localizadas na constelação do sul Crux, passaram uma pela outra a uma distância menor do que a distância entre o Sol e o planeta Vênus. O sistema possui uma mistura única de uma estrela quente e massiva com um pulsar compacto e que possui uma rotação muito rápida. O encontro mais próximo entre o par ocorre a cada 3.4 anos e cada um desses encontros é marcado por um considerável aumento nos raios gamma, a forma mais extrema da luz.
Leia a matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=14021
Ciência e Tecnologia

Bom Trabalho desenho mostra Detalhes da Lua de mais de 100 anos

Imagem deixada por Michael Wirths (Baja Dark Skies Inn, Baja California, México) e direito de Krieger como mostrado no livro Sudários da Noite
Johann estava certo com seu desenho da Lua. As observações feitas por Johann Krieger de delicados canais na Lua a mais de 100 anos atrás podem ser comparadas com imagens obtidas por telescópios, como é feito acima e assim mostrar que Krieger, apesar das limitações da época fez um belo trabalho. Diferente dos mapeadores da Lua anteriores que iam fazer as observações levando uma folha de papel em branco, Krieger levava consigo ampliações de fotografias obtidas com grandes telescópios. Pelo fato de se precisar de fotos feitas com longas exposições a resolução das imagens era sacrificada, mas elas eram úteis principalmente para mostrar a correta posição das maiores e mais destacadas paisagens da Lua. Assim, com as grandes feições mostradas na foto, Krieger poderia se concentrar nas pequenas feições, como esses canais que ele desenhou na região do Lacus Somniorum. A comparação feita com uma imagem obtida por telescópio (a imagem à esquerda na comparação mostrada acima) mostra que tanto o grande Canal G. Bond como os canais mais estreitos e menores da região foram corretamente mostrados por Krieger em seu desenho. Para darmos o verdadeiro valor ao desenho de Krieger, basta lembras que a maioria dos mapas feitos a 100 anos atrás normalmente não mostravam os detalhes corretamente. Krieger conseguiu fazer isso, pelo menos nessa área da Lua.
Fonte: https://lpod.wikispaces.com/June+30%2C+2011

Os Gigantescos Segredos da Galáxia Anã NGC 6822

A NGC 6822 localizada na constelação de Sagittarius é um dos objetos do chamado céu profundo favoritos de muitos astrônomos amadores ao redor do mundo. A galáxia anã irregular foi descoberta em 1884 e é uma das poucas galáxias anãs que pode ser observada por astrônomos amadores. Além disso, ela é imensa, se espalha no céu por uma área aparente igual a metade da Lua cheia. A NGC 6822, está localizada a uma distância de 1.7 milhão de anos-luz da Terra, fazendo com que esse objeto seja mais próximo da Terra do que a galáxia de Andrômeda. Seu brilho é de magnitude 10, apesar desse número nesse caso não ser muito importante pelo fato da NGC 6822 ser muito difusa.

Devido ao brilho super baixo da superfície dessa galáxia, a galáxia anã pode se apresentar maravilhosa através de oculares de campo vasto, mas as vezes desaponta quando é observada por telescópios de grande abertura, fazendo com que ela seja um belo desafio a ser observado por meio de telescópios amadores. De fato, Edwin Hubble comentou certa vez que quando observada em um telescópio de 4” a galáxia era muito bela, porém era quase que impossível vê-la através da ocular do telescópio refletor de 100 polegadas do Observatório de Monte Wilson, onde só era possível perceber sua presença sem identificar detalhes. Esse caráter da NGC 6822 já desafiou muitos amadores nas chamadas star parties espalhadas pelo mundo.

Muitos que sabiam desse detalhe de observação da galáxia anã conseguiam até ganhar um dinheiro em opostas com colegas que desconheciam essa característica. Porém, com o avanço tecnológico dos observatórios astronômicos espalhados pelo mundo os segredos da NGC 6822 não são mais tão valiosos assim, como eram antigamente. Isso pode ser provado pela imagem apresentada acima, que mostra a NGC 6822 como foi fotografada pelo telescópio Blanco de 4 metros de diâmetro localizado no Observatório Inter-Americano de Cerro Tololo no Chile. Essa imagem da NGC 6822 foi obtida como parte de uma pesquisa do National Optical Astronomy Observatory que tinha como objetivo coletar registros compreensíveis visuais de todas as galáxias “próximas” da Terra e que abrigam regiões de formação de estrelas.

 Na imagem da NGC 6822 é possível observar numerosas nebulosas e incontáveis estrelas massivas quentes. Particularmente nessa imagem pode-se notar as impressionantes bolhas de gás hidrogênio ionizado de cor roxa que se localizam nas imediações da estrutura principal da galáxia. Essas bolhas são feições sutis e que veem desafiando os astrônomos por décadas. Há mais de 50 anos atrás os astrônomos amadores sabem que existe algo especial nessa galáxia difusa, esses segredos agora puderam ser desvendados só confirmando o porque ela é um dos objetos favoritos de se observar no céu noturno profundo. Esse artigo saiu na revista Sky and Telescope de Junho de 2002. Há nove anos atrás muita coisa era diferente mas os segredos e mistérios do universo não mudam jamais, o que muda é a nossa capacidade de entender, ver e analisar esses segredos.
Fonte: Ciêncie e Tecnologia: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=14016

A Fábrica de Estrelas Messier 17

Créditos e direitos autorais : ESO, INAF-VST, OmegaCAM.Agradecimentos: OmegaCen/Astro-WISE/Kapteyn Institute
Esculpida pelos ventos estelares e pela radiação, a fábrica de estrelas conhecida como Messier 17 (M17) localiza-se a aproximadamente 5500 anos-luz de distância da Terra na constelação de Sagittarius, que é uma constelação rica em nebulosas. Nessa distância, esse campo vasto de um grau mostrado na imagem acima se espalha por quase 100 anos-luz. A imagem acima foi feita pelo novo VLT do ESO e a sua OmegaCAM. A imagem nítida mostrada acima falsamente colorida inclui tanto dados ópticos como infravermelho que são capazes de mostrar os detalhes mais apagados das regiões de gás e poeira contra um plano de fundo formado por estrelas da Via Láctea. Ventos estelares e a luz energética de estrelas quentes e massivas formadas a partir do estoque de gás e poeira cósmica da M17 veem cavando vagarosamente uma região no material interestelar remanescente produzindo a aparência cavernosa e ondulada. A M17 também é conhecida como Nebulosa Omega, ou Nebulosa do Cisne.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110630.html
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