1 de jul de 2011

Galeria de Imagens - Restos de Supernovas

Um resto de uma supernova é constituído por materiais deixados para trás por uma gigantesca explosão de uma estrela, numa supernova. Existem dois possíveis caminhos para este fim: ou uma estrela massiva cessa de gerar energia de fusão no seu núcleo, e colapsa para dentro sobre a força da sua própria gravidade, ou uma anã branca pode acumular material de uma estrela companheira até que atinge uma massa crítica, ocorrendo uma explosão termonuclear. De qualquer caso, a explosão de supernova resultante expele muito do ou a quase totalidade do material estelar com grande força. Nesta imagem acima, pode-se visualisar os restos de uma estrela Super Nova, que já foi enorme no passado. Parte da energia expelida pelos gases da estrela, é liberada na forma de energia visivel entre o infravermelho 380 nm até o ultra violeta 780 nm, nanometros, sendo que 1nm=10exp-9 m=10Å, e um Angstrom é 1Å =10exp-10 m.
A 500,000 quilómetros por hora, uma onda de choque de uma supernova viaja pelo espaço interestelar. Esta é conhecida como Nebulosa do Lápis, ou NGC 2376, e faz parte do resto de supernova da Vela, uma concha em expansão de uma estrela que explodiu há cerca de 11,000 anos atrás. Inicialmente a onda de choque movia-se a milhões de quilómetros por hora, mas o peso de todo o gás que arrastou diminuiu a sua velocidade consideravelmente. Na imagem do lado, a onda de choque move-se de esquerda para direita, tal como pode discernido pela falta de gás à esquerda. A região coberta é de cerca de um ano-luz, uma pequena parte da área de 100 anos-luz da totalidade da Vela. Esta imagem foi capturada pelo Telescópio Espacial Hubble em Outubro de 2002.Crédito: Hubble Heritage Team (STScI/AURA), W. Blair (JHU) & D. Malin (David Malin Images), NASA
Há dez mil anos atrás, antes do começo da História, uma nova luz deve ter subitamente aparecido no céu nocturno e posteriormente apagado-se nas semanas seguintes. Hoje sabemos que esta luz foi uma estrela que explodiu e deixou para trás a colorida nuvem conhecida como Nebulosa da Vela. Na imagem do lado encontra-se a secção Oeste desta nebulosa conhecida tecnicamente como NGC 6960, também denominada Nebulosa Vassora da Bruxa. O gás ganha as suas cores ao impactar e excitar o gás vizinho. O resto da supernova situa-se a 1,400 anos-luz de distância na direcção da constelação de Cisne. A Vassora da Bruxa mede na realidade mais que o diâmetro aparente da Lua Cheia. A brilhante estrela 52 Cygnus é visível a olho nu a partir de um local escuro mas não tem relação com a antiga supernova.Crédito: T. A. Rector (U. Alaska), WIYN, NOAO, AURA, NSF
Normalmente ténue e elusiva, a Nebulosa da Alforreca é apanhada na rede desta espectacular imagem telescópica. Flanqueada por duas estrelas amareladas na base de dois gémeos celestiais - Mu e Eta Geminorum - a Nebulosa da Alforreca é o arco mais brilhante de emissão com os seus tentáculos para a direita do centro. A alforreca cósmica faz parte do resto de supernova em forma de bolha IC 443, os detritos nebulares de uma estrela que explodiu há uns 5,000 anos atrás. Também na imagem, a nebulosa de emissão IC 444 preenche o campo para cima e para a esquerda, salpicada por pequenas nebulosas de reflexão azuis. Tal como o seu primo em águas astrofísicas, a Nebulosa do Caranguejo, sabe-se que IC 443 contém uma estrela de neutrões, o núcleo colapsado de uma estrela massiva que explodiu há mais de 30,000 anos atrás.Crédito: Johannes Schedler (Observatório Panther)
Estas nuvens de gás são tudo o que resta de uma estrela da Via Láctea. Há muitos milhares de anos atrás, a estrela explodiu numa supernova deixando a Nebulosa da Vela, na imagem do lado. Ao mesmo tempo, a nuvem em expansão foi provavelmente tão brilhante como uma Lua Crescente na direcção da constelação de Cisne, visível durante semanas para aqueles que viviam no começo da História. Os restos da supernova situam-se a cerca de 1,400 anos-luz de distância e cobrem cerca de cinco vezes o tamanho da Lua Cheia. A nuvem à direita é conhecida como a Nebulosa Vassora da Bruxa e pode ser observada com um pequeno telescópio. A Nebulosa da Vela é também conhecida como o Laço de Cisne.Crédito: Robert Gendler
Um milhão de segundos de dados em raios-X foi o necessário para construir esta imagem do resto de supernova Cassiopeia A, uma nuvem de detritos em expansão originária da explosão de uma estrela. A imagem bem detalhada registada pelo Observatório Chandra permite uma exploração sem precedentes do destino catastrófico que aguarda estrelas muito mais massivas que o Sol. Vista em cores falsas, o anel exterior de Cassiopeia A, com mais ou menos 10 anos-luz em diâmetro, marca o local original da explosão de supernova. Às cerca das 10 horas na imagem, uma estrutura expande-se para fora, prova de que a explosão inicial pode também ter produzido jactos energéticos. Ainda brilhando em raios-X, o pequeno ponto perto do centro de Cassiopeia A é uma estrela de neutrões, os restos colapsados do núcleo estelar. Situada a cerca de 10,000 anos-luz de distância, a luz da supernova chegou pela primeira vez à Terra há pouco mais de 300 anos.Crédito: U. Hwang (GSFC/UMD), J.M. Lamming (NRL), et al., CXC, NASA
O que está provocando estes estranhos anéis na supernova 1987A? Em 1987, a mais brilhante supernova da História recente ocorreu na Grande Nuvem de Magalhães. No centro da imagem está um objecto central aos restos da violenta explosão estelar. Quando o Telescópio Espacial Hubble estava apontado para este objecto em 1994, no entanto, a existência destes curiosos anéis foi confirmada. A origem destes anéis é ainda um mistério. Há quem diga que são jactos emanados pela densa estrela que resta da supernova, ou uma sobreposição de dois ventos estelares ionizados pela explosão de supernova.Crédito: (ESA/ STScI), HST, NASA
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia

Astrônomo consegue medir o período exato de rotação de Netuno pela primeira vez

Medir com precisão o período rotacional de um planeta gasoso em nosso Sistema Solar é uma façanha ímpar. A dificuldade é tanta que o planeta Júpiter foi o único contemplado até então. Agora, um cientista do planetário da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos conseguiu medir a duração exata de um dia em Netuno, um planeta ainda mais distante de nós. O resultado deve-se ao estudo minucioso de imagens captadas durante vinte anos. O artigo sobre o estudo foi publicado na revista Icarus da American Astronomical Society.
Nesta imagem, as cores e contrastes foram modificados para destacar as características atmosféricas do planeta. Os ventos na atmosfera de Netuno podem atingir a velocidade de som ou mais. A grande mancha escura de Netuno se destaca como a característica mais proeminente do lado esquerdo. A mancha mais fraca (Dark Spot2) e a Estrutura Polar do Sul estão presas à rotação do planeta, fato que permitiu a Karkoschka determinar com precisão quanto tempo um dia dura em Netuno. Crédito: Erich Karkoschka.
Planetas rochosos como Mercúrio, Vênus, Terra e Marte se comportam como bolas sólidas girando de uma maneira bastante simples. O mesmo não acontece com os planetas gasosos Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Estes últimos giram como bolhas gigantes de líquido. Os astrônomos supõem que planetas gasosos sejam constituídos por gelo e gás girando ao redor de um núcleo sólido relativamente pequeno. Por esta razão, suas rotações envolvem muita instabilidade, rodopios e agitações que dificultam a obtenção de referências estáveis para calcular com exatidão quão rápido estes planetas giram. Para obter o período de rotação de Netuno, o cientista Erich Karkoschka rastreou características atmosféricas mais estáveis do planeta e com os dados na mão pode determinar com exatidão a duração de seu dia em 15 horas, 57 minutos e 59 segundos. Segundo Karkoschka, o período de rotação de um planeta é uma de suas propriedades fundamentais. Consequentemente, os astrônomos procuram medir esta propriedade nos planetas. Quando se olha para a Terra a partir do espaço, por exemplo, é fácil ver montanhas e outras estruturas em sua superfície girando com bastante regularidade, mas o mesmo não acontece quando se observa nuvens na atmosfera, porque mudam de posição constantemente. E quando se observa um planeta gasoso, o que se vê não é uma superfície, mas uma atmosfera espessa de nuvens.  “Em Netuno, tudo o que você vê são nuvens e estruturas se movendo na atmosfera do planeta. Alguns se movem de forma mais rápida, outros mais lenta, outros ainda aceleram, mas você realmente não pode saber qual é o período de rotação se não houver qualquer núcleo sólido interno girando”. Karkoschka argumenta que Netuno tem duas estruturas observáveis com o telescópio espacial Hubble que permitem traçar a rotação interior do planeta. Nada semelhante havia sido observado antes em nenhum dos quatro planetas gigantes. As duas estruturas, conhecidas por Estrutura Polar do Sul e Onda Polar do Sul, são parecidas com vórtices rodando na atmosfera, semelhante à famosa Mancha Vermelha de Júpiter, que pode durar por muito tempo devido ao atrito desprezível. Karkoschka foi capaz de rastreá-las ao longo de mais de 20 anos, analisando 500 imagens tiradas pelo Hubble e imagens de definição bem maior enviadas pela Voyager. Um observador assistindo o planeta maciço girar de um ponto fixo no espaço iria ver as duas estruturas exatamente a cada 15.9663 horas, com menos de alguns segundos de variação.
Fonte: http://cienciadiaria.com.br/

Spitzer Mostra Que Galáxias no Início do Universo Não Cresceram Através de Colisões Mas Sim Se Alimentando Continuamente de Gás

As galáxias uma vez já foram pensadas como sendo tigres vorazes mas de acordo com um novo estudo usando o Telescópio Espacial Spitzer da NASA, os astrônomos chegaram a conclusão de que elas se parecem mais com vacas graciosas. Os astrônomos descobriram que as galáxias no universo distante inicial ingeriram de forma continua seu combustível de formação de estrelas por longos períodos de tempo. Essa nova hipótese, vai contra as teorias anteriores que diziam que as galáxias devoravam seu combustível em rápidas explosões (como ataques de tigres) após terem se fundido com outras galáxias.
Leia a matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=14077
Ciência e Tecnologia

Espelhos do futuro maior telescópio do mundo estão prontos

Cientistas da Nasa testam o espelho que será usado no telescópio James Webb.Foto: Nasa/Divulgação
Os espelhos do telescópio James Webb, que a Nasa deve lançar ao espaço em 2014 para estudar o Universo em frequência infravermelha, já estão prontos para observar as primeiras galáxias, informou na quinta-feira a agência espacial americana em comunicado. Os espelhos são parte essencial de um telescópio e a qualidade deles é crucial para o bom uso do objeto. Por isso, a conclusão do processo de elaboração de todos os espelhos que farão parte do telescópio espacial representa um "importante marco", segundo a Nasa. O telescópio Webb é composto por quatro tipos de espelhos. O principal tem uma área de aproximadamente 25 m², e permitirá aos cientistas capturar a luz mais fraca dos objetos distantes no universo, de maneira mais rápida que qualquer observatório anterior. Os espelhos são feitos de berílio (elemento químico metálico, utilizado para endurecer ligas de outros metais) e serão usados para transmitir as imagens do céu às câmeras do telescópio. O telescópio James Webb, elaborado para ser o telescópio espacial mais moderno do mundo, será o sucessor do Hubble, lançado ao espaço em 1990. O tamanho de seu espelho principal é nove vezes maior que o do seu antecessor. Uma vez construído, será o mais potente do mundo, mas por enquanto mais de 75% de seu hardware ainda está em fase de produção ou de testes. Os cientistas esperam poder observar os objetos mais distantes no universo e ter imagens das primeiras galáxias formadas, assim como estudar planetas que rodeiam estrelas distantes.
Fonte: http://noticias.terra.com.br

Observatório desafia física pós-Einstein

O Telescópio de Raios Gama Integral, da Agência Espacial Europeia, revelou novos resultados que vão afetar drasticamente a busca pela chamada "física pós-Einstein". Os dados do observatório espacial mostraram que qualquer "granulação" quântica do espaço deve ter uma escala muito menor do que se previa.

O GRB 041219A ocorreu em 19 de dezembro de 2004 e foi imediatamente classificado no topo da lista dos GRBs em brilho.[Imagem: ESA/SPI Team/ECF]

Granularidade do espaço

A Teoria Geral da Relatividade de Einstein descreve as propriedades da gravidade e assume que o espaço é um tecido suave e contínuo. No entanto, a teoria quântica sugere que o espaço deve ser granulado quando visto em uma escala suficientemente pequena, como a areia em uma praia. Uma das maiores ocupações dos físicos na atualidade está na tentativa de casar estes dois conceitos, criando uma única teoria da gravitação quântica. Agora, o Integral colocou novos limites muito mais rigorosos para o tamanho desses "grãos" quânticos no espaço, mostrando que eles devem ser muito menores do que algumas ideias sobre a gravidade quântica vinham sugerindo.

Polarização da luz

Segundo os cálculos, os minúsculos grãos poderiam afetar a forma com que os raios gama viajam pelo espaço.
Os grãos devem "torcer" os raios de luz, mudando a direção na qual eles oscilam - uma propriedade chamada polarização. Os raios gama de alta energia devem ser torcidos mais do que os raios gama de energias mais baixas, e a diferença na polarização pode ser usada para estimar o tamanho dos grânulos do espaço.
As observações do Integral são cerca de 10.000 vezes mais precisas do que qualquer medição anterior e mostram que qualquer grão quântico deve estar na casa dos 10-48 metro ou menor. [Imagem: ESA/Medialab]

Explosão de raios gama - Philippe Laurent e seus colegas usaram dados do instrumento IBIS, a bordo do observatório Integral, para procurar diferenças de polarização entre raios gama de alta e baixa energia, emitidos durante uma das mais poderosas explosões de raios gama (GRBs) já vistas. As GRBs vêm de algumas das explosões mais energéticas conhecidas no Universo. Acredita-se que a maioria delas ocorra quando estrelas muito maciças, durante uma supernova, colapsam para formar estrelas de nêutrons ou buracos negros. Esse colapso gera um gigantesco pulso de raios gama, com duração de poucos segundos até alguns minutos - mas, durante esse tempo, o pulso ofusca o brilho de galáxias inteiras. O GRB 041219A ocorreu em 19 de dezembro de 2004 e foi imediatamente classificado no topo da lista dos GRBs em brilho. Ele foi tão brilhante que o Integral foi capaz de medir a polarização dos seus raios gama com precisão.

Tamanho dos grãos do espaço - Os cientistas então procuraram diferenças na polarização a diferentes energias, mas não encontraram nenhuma dentro dos limites de precisão dos dados. Algumas teorias sugerem que a natureza quântica do espaço - sua "granularidade" - deve manifestar-se na chamada escala de Planck: a 10-35 metro. Para comparação, um milímetro, a menor divisão que se pode ver em uma régua escolar, equivale a 10-3 metro. No entanto, as observações do Integral são cerca de 10.000 vezes mais precisas do que qualquer medição anterior e mostram que qualquer grão quântico deve estar na casa dos 10-48 metro ou menor.  "Este é um resultado muito importante em física fundamental e descarta algumas teorias das cordas e teorias da gravidade quântica em loop," afirmou o Dr. Laurent. Agora, a bola volta para os teóricos, que deverão reexaminar suas teorias à luz deste novo dado.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

VAR!

Créditos e direitos autorais : E. Hubble, NASA, ESA, R. Gendler, Z. Levay and the Hubble Heritage Team

Nos anos de 1920, examinando chapas fotográficas do telescópio de 100 polegadas do Observatório de Monte Wilson, Edwin Hubble determinou a distância até a então chamada Nebulosa de Andrômeda, demonstrando de forma decisiva a existência de outras galáxias no universo além da Via Láctea. Suas anotações estão evidentes na imagem da chapa histórica colocada no destaque da parte inferior direita da imagem acima mostrada no contexto com imagens obtidas por telescópios baseados em Terra e pelo Telescópio Espacial Hubble da mesma região aproximadamente 90 anos depois.

Comparando as diferentes chapas, Hubble pesquisou pelas chamadas novas, estrelas que experimentam um repentino aumento em seu brilho. Ele descobriu algumas na chapa e as marcou com a letra N. Mais tarde, ele descobriu que uma dessas estrelas, a do canto superior direita (marcada com linhas) era na verdade um tipo de estrela variável conhecida como cefeída, ele então riscou a letra N e escreveu no lugar VAR!

Graças ao trabalho da astrônoma de Harvard, Henrietta Leavitt, as cefeídas, que são estrelas que variam sua pulsação de forma regular, poderiam ser usadas como padrão de indicadores de distância. A identificação dessas estrelas permitiu ao Hubble mostrar que a galáxia de Andrômeda não era um pequeno aglomerado de estrelas e gás dentro da nossa galáxia, mas sim uma grande galáxia por si só localizada a uma substancial distância da Via Láctea. A descoberta de Hubble é responsável por estabelecer o nosso conceito moderno de que o universo está preenchido com galáxias.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110701.html
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