4 de jul de 2011

O Nascer do Sol Na Cratera Tycho na Lua

© NASA (imagem do nascer do Sol na cratera Tycho na Lua)
Recentemente, a sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) registrou uma impressionante imagem do nascer do Sol na cratera Tycho na Lua. A cratera Tycho é um alvo muito popular para os astrônomos amadores e está localizada em 43,37°S, 348,68°E e tem aproximadamente 82 quilômetros de diâmetro. O cume do seu pico central se ergue a 2 quilômetros acima do interior da cratera, e esse interior se localiza a aproximadamente 4,7 quilômetros abaixo do anel da cratera. Muitos clastos de tamanho variando de 10 metros até centenas de metros estão expostos nos taludes do pico central. Foram esses distintos afloramentos formados como o resultado de um choque e deformação da rocha à medida que o pico central crescia no interior da cratera? Ou eles representam camadas de rochas pré-existentes que ficaram intactas na superfície? As feições observadas na cratera Tycho são tão íngremes e definidas pelo fato dessa cratera ser considerada jovem com relação aos padrões lunares, ela tem somente 110 milhões de anos de vida. Com o passar do tempo, meteoritos irão se chocar com essa região provocando a erosão desses taludes íngremes, transformado-os em montanhas suaves.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_1987.html

Constelação de ANDRÔMEDA

 Mapa da Constelação de Andromeda/Foto: Reprodução
Andrômeda é vizinha de Pégaso. Uma das constelações gregas originais, figura a filha da rainha mítica Cassiopéia, representada pela constelação ao seu norte. A cabeça de Andrômeda é assinalada por Alfa Andrômeda, que também forma um ângulo do Quadrado de Pégaso – outrora essa estrela era considerada partilhada com Pégaso.
 
Galáxia de Andrômeda

O mais distante objeto normalmente visível a olho nu, esta galáxia aparece como mancha tênue e enevoada, alongada por estar inclinada num ângulo para nós. Binóculos revelam mais de sua extensão e com telescópio se divisam seus braços espirais.

Traços de Interesse:

GAMA ANDROMEDAE: Espetacular estrela dupla composta de uma estrela gigante laranja de magnitude 2,3 em contrate com companheira azul de magnitude 4,8; facilmente separável com telescópio pequeno.

M31 (GALÁXIA DE ANDRÔMEDA): Enorme galáxia espiral a cerca de 2,5 milhões de anos-luz, similar em tamanho e natureza à Via Láctea.

NGC 752: Aglomerado de estrelas aberto visível com binóculo e espalhado por uma área maior que a da Lua cheia. Um telescópio pequeno é necessário para revelar suas estrelas individuais, que são de 9ª magnitude e menos brilhantes.

NGC 7662: Uma das nebulosas planetárias mais fáceis de se ver. Com telescópio pequeno de baixa ampliação, parece uma brilhante estrela azul; potências maiores mostram sua forma de disco.

Curiosidades sobre Vênus

Vênus realiza uma volta em torno de seu próprio eixo num período maior que o necessário para completar uma volta em torno do Sol. Pense bem acerca dessa afirmação: isso significa que um dia em Vênus é maior que um ano. A rotação de Vênus se dá no sentido oposto à maioria dos outros planetas. Assim, em Vênus o Sol surge do Oeste e se põe no Leste. Porém, a velocidade de rotação é muito lenta. Do nascer ao pôr-do-sol são quase 116 dias terrestres. Por outro lado, enquanto a nossa atmosfera leva cerca de 24 horas para dar a volta no planeta, acompanhando a rotação, em Vênus bastam 4 dias terrestres, contra os 243 de sua rotação completa. É a super-rotação da atmosfera, provocando ventos de altíssima velocidade. Vênus reflete 2/3 da luz que recebe do Sol, um esplendor que lhe valeu o apelido deestrela-d’Alva. Povos antigos imaginavam tratar-se de dois astros: Lúcifer, a estrela da manhã, e Vésper, a estrela da tarde. Em latim, Lúcifer significa “o que leva a luz” e apenas na tradução cristã ele é associado ao mal. Mas afinal Lúcifer talvez fosse um nome mais apropriado para o planeta Vênus, um mundo mais próximo de uma visão do inferno que da personificação do amor. A densa atmosfera de Vênus contribui para uma luminosidade escassa na superfície (como um dia nublado na Terra). Mas a densidade não é homogênea e produz refrações múltiplas, originando várias imagens de um mesmo objeto: do solo de Vênus é possível ver dois ou três sóis.  A superfície de Vênus foi inteiramente mapeada por radar, revelando duas regiões que poderiam ser chamadas de continentes, pois estão acima do nível médio do terreno. Numa região chamada Terra de Ishtar (que significa Vênus para Assírios e Babilônios) ficam os Montes Maxwell, com 11.000 m, e na Terra de Afrodite, maior que o continente africano, há imensos cânions com até 280 km de largura. É provável que tenham existido oceanos em Vênus num passado remoto. A fúria de um Sol ainda jovem fez evaporar esses mares e expôs as rochas então submersas, liberando dióxido de carbono e dando início a um contínuo processo de aquecimento. Toda a água da superfície acabou desaparecendo.  Vênus não possui placas tectônicas, apenas uma crosta sólida e maciça, isso exerce uma grande pressão sobre o manto de magma derretido, que quando escapa, gera uma explosão absurda. Em 1672, Giovanni Cassini observou um objeto que ele acreditou ser uma lua de Vênus, mas não relatou essa observação. Em 1686 ele viu novamente esse objeto e o apresentou como a tal lua. O objeto nunca teve a existência comprovada, mas muitas observações já foram feitas, inclusive quando foi observado um pequeno pontinho seguindo Vênus em sua travessia na frente do Sol (que pode ser observada daqui da Terra). Existem várias teorias para explicar esse objeto como um planetóide, um meteoro ou até uma ilusão de ótica causada por uma estrela qualquer, mas ninguém tem certeza. 

Artigos Científicos Discutem O Evento LHB na Lua e as Suas Consequências na Determinação da Idade do Nosso Satélite

Imagem deixada por Alexandros Diamantis, Grécia e imagem da direita por Howard Eskildsen, Florida
Uma das questões sobre a ciência lunar que causa grandes debates é a realidade do chamado bombardeamento pesado final, ou na sigla em inglês LHB. Essa teoria propõem que a maior parte das bacias de impacto na Lua e as grandes crateras se formaram num furor de colisões ocorridas a aproximadamente 3.9 bilhões de anos atrás. Assim, bacias morfologicamente jovens como a Orientale e a Imbrium podem ser somente 10 milhões de anos mais jovens do que bacias mais degradadas como o Mar Serenitatis. A interpretação mais velha é que ocorreu um grande declínio na taxa de formação de crateras entre 4.4 e 3.9 bilhões de anos atrás isso daria centenas de milhões de anos de diferença entre as bacias. Dois diferentes tipos de evidências foram apresentados na Lunar & Planetary Science Conference em Houston em Março de 2011 sobre a questão LHB. No primeiro trabalho mostrado abaixo os cientistas alemães M.Fischer-Gödde e H. Becker determinaram pela primeira vez a idade precisa por meio da datação Re-Os do material derretido por impacto e amostrado pelos astronautas da Apollo 16, mais precisamente eles analisaram a amostra chamada de 67935 que foi coletada no anel da cratera North Ray. A datação radiométricas Re-Os (Rênio-Ósmio) é difícil de ser feita mas é menos afetada pelos últimos eventos de choque do que acontece com a datação Ar-Ar que dataram a amostra 67935 com 3.9 bilhões de anos. A nova idade obtida com a dataçãoo Re-Os deu uma idade de 4.21 bilhões de anos, mais ou menos 0.13 bilhões de anos, fazendo com que a Bacia Nectaris seja 300 milhões de anos mais velha do que a Imbrium. No segundo trabalho mostrado abaixo os autores Paul Spudis, Don Wihelms e Mark Robinson adotaram uma abordagem diferente para entender a idade do Mar Serenitatis, uma bacia morfologicamente antiga. Eles usaram mosaicos obtidos pela câmera WAC da sonda LRO para examinar em detalhe as chamadas Colinas Sculptured localizadas entre o Mar Serenitatis e o Mar Crisium. A resolução melhorada das imagens levou os autores a reconhecerem que os depósitos das colinas estão sobrepostos a antigas crateras formadas depois do Serenitatis e por isso não podem ser resultado do material ejetado na formação desse mar. O material derretido por impacto e amostrado pela missão Apollo 17 que tem idade da Imbrium deve ser na verdade resultado do material ejetado pela Imbrium e não pela Serenitatis, removendo assim a evidência de que o Mar Serenitatis se formou essencialmente na mesma época do Imbrium. De fato, o material derretido por impacto coletado pelas missões Apollo 16 e Apollo 17 não podem ser confidencialmente relacionados como vindos do Nectaris ou do Serenitatis e assim nós não temos idades convincentes para essas bacias. Mas parece que algumas das principais evidências para o evento LHB desapareceram.

R 136: As Estrelas Massivas da 30 Doradus

Créditos: J. Trauger (JPL), J. Westphal (Caltech), N. Walborn (STScI), R. Barba' (La Plata Obs.), NASA
No centro da região de formação de estrelas 30 Doradus localiza-se um enorme aglomerado que possui as maiores, mais quentes e mais massivas estrelas conhecidas. Essas estrelas, conhecidas como o aglomerado de estrelas R136, e parte da nebulosa ao redor são capturadas nessa bela imagem na luz visível feita pelo Telescópio Espacial Hubble. As nuvens de gás e poeira na 30 Doradus, também conhecida como Nebulosa da Tarântula, têm sido esculpidas tomando uma forma alongada graças aos poderosos ventos e à radiação ultravioleta desse quente aglomerado de estrelas. A Nebulosa 30 Doradus localiza-se dentro da galáxia vizinha, da Grande Nuvem de Magalhães, localizada a meros 170000 anos-luz de distância da Terra.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap051211.html
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...