6 de jul de 2011

ROVER CURIOSITY PODERÁ SUBIR MONTE COM ALTURA DO KILIMANJARO

Composição colorida da cratera Gale, que tem um monte de sedimentos com cinco quilómetros.
Crédito: NASA/JPL/Malin Space Science Systems
 
No passado dia 24 de Junho, os cientistas da missão Curiosity escolheram os dois possíveis locais de aterragem do rover, de entre uma pequena lista já reduzida para quatro. Num destes locais, o Curiosity terá a difícil tarefa de subir um monte rochoso, tão alto quanto o Monte Kilimanjaro. Há anos que se debate o local de aterragem do veículo, que custou 2,5 mil milhões de dólares e tem lançamento previsto para Novembro. A NASA vai agora reflectir sobre as recomendações dos cientistas da missão, mas não está obrigada e seguir qualquer uma delas.

Um das opções é a cratera Gale com 150 km de diâmetro, que tem no seu centro um monte com cinco quilómetros de altura. Este monte contém argilas e minerais de sulfato que requerem água para se formar, sugerindo que foram dispostos em camadas sedimentares quando a água encheu a cratera ao longo de um período de poucas centenas de milhões de anos, com início há cerca de 3,8 mil milhões de anos atrás.  "Dado que é uma espécie de tijela, tem recolhido evidências do passado de Marte nos sedimentos," afirma Ray Arvidson da Universidade de Washington em St. Louis, que participou em discussões anteriores acerca dos possíveis locais de aterragem. O Curiosity aterraria perto do monte, para então dirigir-se para a sua superfície.

Dado que as rochas mais antigas encontram-se na base do monte, à medida que o rover subisse, podia seguir como a química do planeta - e a habitabilidade pontencial - foi sendo alterada ao longo do tempo. Material orgânico, que poderá ser um sinal de vida, pode estar preservado nas rochas. "Para este estudo, temos literalmente que subir a base de uma montanha," afirma o cientista principal da missão, John Grotzinger do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, EUA.
 

O delta da cratera Eberswalde, visto pela Mars Global Surveyor. Crédito: NASA/JPL/Malin Space Science Systems

Os cientistas da missão esperam poder explorar pelo menos as primeiras centenas de metros desta gigantesca formação. Mas se o rover for como o famosíssimo Opportunity, que está ainda em funcionamento sete anos após a sua garantia de três meses ter expirado, pode bem subir muito mais, afirma Grotzinger. A outra escolha da equipa é outra antiga cratera/lago, Eberswalde, que mostra também sinais de argilas. No passado, desaguava aí um rio, trazendo com ele enormes quantidades de material, sendo depositado no seu chão.

A ligação com o rio dá aos cientistas uma clara compreensão de como os sedimentos foram depositados. "Um delta é um mecanismo natural pelo qual materiais acumulam-se na sua base," afirma Grotzinger. "Se houvesse matéria orgânica na água transportada, tenderia a ficar acumulada onde agora vemos a assinatura de argilas a partir de órbita." Os processos que criaram o monte em Gale não são tão óbvios, afirma. O sedimento pode ter sido depositado quando a água na cratera evaporou-se, ou quando o material em volta escorregou para a base, acrescenta Arvidson.

A água pode também ter preenchido a cratera intermitentemente - talvez devido a chuvas sazonais, quando Marte tinha climas molhados, ou a partir de águas subterrâneas em épocas temporais subsequentes. A formação dos sedimentos em Gale é "menos bem definido," afirma Grotzinger. "Em Eberswalde, temos um alvo muito particular - as camadas que vemos pertencem geneticamente ao contexto de um delta."  Mas a Eberswalde está mais longe do equador e é por isso um local mais frio, por isso o rover poderá precisar de mais energia para aí desempenhar as suas funções, avisa Arvidson.

Os cientistas já escolheram um favorito? Não, afirma Grotzinger - para a equipa da missão, são "ambos valiosos".  O facto de haver escolha é até motivo de celebração, salienta. No passado, a tecnologia limitava os locais para onde podíamos enviar um rover. "Penso que os cientistas sempre se sentiram felizardos por obter algo até com metade desta qualidade," afirma Grotzinger. "Agora temos dois locais com uma riqueza indiscritível."
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/

Tempestade em Saturno tem raios 10 mil vezes mais fortes que os da Terra

Mancha branca começou a se formar em dezembro. Evento é raro e acontece uma vez a cada 30 anos terrestres.
Tempestade gera uma mancha na atmosfera do planeta (Foto: Cortesia/Carolyn Porco/CICLOPS/NASA/JPL-Caltech/SSI" )
Observações feitas com a sonda espacial Cassini e com telescópios terrestres mostram que uma grande tempestade na atmosfera de Saturno tem mais de dez raios por segundo, cada um deles 10 mil vezes mais fortes do que os vistos na Terra, de acordo com resultados de dois trabalhos independentes apresentados nesta quarta-feira (6) na revista científica “Nature”.  Tempestades são comuns na atmosfera do gigante planeta gasoso, tanto quanto na Terra. Elas duram de alguns dias a muitos meses e cobrem uma área média de cerca de 2 mil quilômetros. Mas eventos tão grandes como o analisado agora são chamados de “Grandes Manchas Brancas” e são mais raros: acontecem cerca de uma vez por ano de Saturno – o que equivale a 29,5 anos terrestres. Essa tempestade começou a surgir em dezembro de 2010 e passou de 10 mil quilômetros de área. Ela é a mais intensa observada até agora pelos astrônomos. Os pesquisadores acreditam que eventos do tipo podem se formar com a mudança de estações no planeta. Os trabalhos também mostram que os ventos da alta atmosfera de Saturno são fortes o suficiente para não mudarem de direção, mesmo com a enorme tempestade atravessando o planeta. Segundo os cientistas, isso indica que eles são parecidos com os que são observados no vizinho Júpiter.

Brasil está na lista de países de maior risco de impacto com asteroide

Recentemente, especialistas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, elaboraram uma tabela classificativa dos países mais propensos a sofrer graves perdas de vidas ou danos catastróficos se um grande asteroide atingir a Terra. O relatório surgiu em seguida de uma rocha espacial do tamanho de uma casa passar dentro de 12.000 quilômetros da Terra no início desta semana. A ameaça da Terra ser atingida por um asteroide é cada vez mais aceita como o único grande desastre natural enfrentado pela humanidade. As consequências para as populações humanas e infraestrutura do mundo são enormes. Um exemplo é a devastação causada por um asteroide que caiu em um local remoto perto do rio Tunguska, na Rússia, em 1908, que demonstrou o impacto que tal acontecimento poderia ter em um lugar povoado. Os resultados destacam os países que enfrentam o maior risco desse perigo natural global e, portanto, indicam que as nações precisam estar envolvidas na diminuição dessa ameaça. Também, cientistas acreditam que um asteroide foi o responsável pela extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos: uma rocha de até 16 quilômetros de diâmetro atingiu a Terra a 40.000 quilômetros por hora com uma força de 100 megatons, o equivalente a uma bomba de Hiroshima sobre todo o planeta. A Terra já evitou um evento como esse uma vez, em parte por causa do campo gravitacional de Júpiter, que limita a nossa exposição a rochas espaciais. A nova lista dos especialistas é composta em grande parte de nações desenvolvidas, como China, Japão, Estados Unidos e Itália – por causa do tamanho de suas populações, isso significaria milhões de mortes. Os EUA, China, Indonésia, Índia e Japão estão mais em perigo quanto a vidas. Canadá, EUA, China, Japão e Suécia são os em mais risco em termos de danos potenciais à infraestrutura. Os países mais em risco são: China, Indonésia, Índia, Japão, EUA, Filipinas, Itália, Grã-Bretanha, Brasil e Nigéria.
Fonte: http://hypescience.com/

Cientistas explicam a formação de cometas muito frios por elementos muito quentes

Cometas são corpos gelados constituídos de materiais formados em temperaturas muito elevadas. De onde vêm? Pesquisadores do Centro Nacional da Pesquisa Científica (CNRS) e da Universidade de Franche-Comté, ambos na França, acabam de dar uma explicação física. Eles mostraram como esses materiais migraram das partes mais quentes do interior do Sistema Solar para sua periferia antes de entrar na composição de cometas. Os resultados foram publicados na revista Astronomy & Astrophysics recentemente.
Efeito do fotoforese em uma partícula dentro de uma nebulosa primitiva: a partícula se move na direção oposta ao Sol em razão da variação da pressão do gás que é aquecido no lado do “dia” e arrefecido no lado da “noite”. Crédito: O. Mousis.
Depois de oito anos de viagem, a missão Stardust da NASA (programa Discovery) trouxe poeira do cometa Wild 2 quando regressou à Terra em 15 de Janeiro de 2006. Os cometas são formados a temperaturas muito baixas (- 223 ° C). No entanto, a análise revelou que o cometa Wild 2 era composto de silicatos cristalinos e CAIs (Inclusões ricas em cálcio e alumínio): minerais que são criados em temperaturas muito elevadas (mais de 727 ° C). Como explicar esta composição?  A equipe de pesquisadores de várias instituições do CNRS – universidades Franche-Comté e de Rennes, laboratório de Astrofísica, Instrumentação e Modelagem – em colaboração com a Universidade Duisburg Essen, Alemanha, chegou a uma resposta baseada em um fenômeno físico, a fotoforese. Esta força depende de dois parâmetros: intensidade de radiação solar e pressão de um gás. Durante o nascimento de sistemas solares, os cometas são formados a partir do disco planetário. Este disco pertence a uma estrela jovem e é composto por gás e poeira susceptíveis para formar planetas. O interior do disco apresenta uma mistura de grãos sólidos que vão de alguns micra a vários centímetros de tamanho e são banhados por gás diluído que permite a passagem da luz solar. Segundo os pesquisadores, a fotoforese carregou as partículas para a periferia do disco. Como? Sob o efeito da radiação solar, os grãos apresentavam uma face “muito quente” em relação à outra e, em razão disto, o comportamento das moléculas de gás na superfície destes grãos foi modificado: do lado do Sol, as moléculas de gás se tornavam muito instáveis e se moviam muito mais rapidamente que aquelas do lado frio. Provocando uma diferença de pressão, este desequilíbrio empurrou os grãos para longe do Sol (ver figura ao lado). Os pesquisadores conseguiram verificar este fenômeno de fotoforese graças às simulações numéricas. Eles mostraram que grãos de silicatos cristalinos formados na parte interna e quente do disco protoplanetário na proximidade do Sol migraram para a parte externa e fria antes de fazer parte da formação de cometas. Esta nova explicação física poderia explicar a posição de alguns anéis de poeira observados em discos protoplanetários e permitiria compreender melhor as condições de formação dos planetas.
Fonte: http://cienciadiaria.com.br/

Bilhantes São as Luas de Saturno:Réia, Encélado e Dione

Créditos da imagem: NASA / JPL / Space Science Institute
A sonda Cassini observou três luas de Saturno se pondo contra o lado escuro do planeta nessa imagem feita em Abril de 2011. O planeta Saturno aparece na parte esquerda da imagem, mas ele está muito escuro para ser observado. Réia, com 1528 km de diâmetro é o satélite mais próximo da Cassini nessa imagem e aparece grande no centro da imagem. Encélado, com 504 km de diâmetro está a direita de Réia. Dione com 1123 km de diâmetro está a esquerda de Réia e aparece parcialmente obscurecido por Saturno. Essa imagem foi feita com a sonda Cassini apontada para o norte, pode-se ver o lado iluminado dos anéis de Saturno já que a imagem foi feita um pouco acima do plano dos anéis.
Fonte: http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_1989.html

Câmera da ESA com resolução de 1 bilhão de pixels examinará Via Láctea

A maior câmera digital criada para uma missão espacial, com 1 bilhão de pixels de resolução, foi criada pela ESA (Agência Espacial Europeia) para examinar a Via Láctea, informou nesta quarta-feira a agência em comunicado. Para isso, a ESA teve de encaixar 106 dispositivos de detecção eletrônicos. Eles constituem um olho supersensível com o qual a agência pretende detectar estrelas de luminosidade 1 milhão de vezes inferior à que o olho humano pode perceber da terra. "Enquanto a vista humana pode ver milhares de estrelas em uma noite espaçosa, a operação traçará um mapa com bilhões de estrelas dentro de nossa galáxia e suas vizinhas", revelou a ESA. Apesar de seu amplo rastreamento do espaço, a câmara classificará apenas 1% das estrelas da Via Láctea. O projeto, batizado como "Galaxy-mapping Gaia Mission", terá início em 2013 e durará cinco anos. Por meio dele, se determinará o brilho e as características espectrais dos astros, além de suas posições e seus movimentos tridimensionais. O novo mapa elaborado pela agência espacial ajudará a classificar, além das estrelas, outros corpos celestes do Sistema Solar, além de galáxias mais distantes e quasares (fontes de energia eletromagnéticas).
A câmera de 1 gigapixel vai equipar o observatório espacial Gaia, que irá mapear as estrelas da Via Láctea em 3D. [Imagem: Astrium]

Mapa 3D da Via Láctea -

A câmera de 1 gigapixel vai equipar o observatório espacial Gaia, que irá mapear as estrelas da Via Láctea. Enquanto um olho humano consegue identificar vários milhares de estrelas da Via Láctea em uma noite clara, o observatório Gaia irá mapear 1 bilhão de estrelas da nossa e das galáxias vizinhas, ao longo de uma missão de cinco anos, que deverá começar em 2013. Mas Gaia não irá se contentar em captar imagens: os dois telescópios vão fornecer as posições tridimensionais de cada uma delas, seu movimento, brilho e características espectrais. Esse mapa tridimensional das estrelas vai ajudar a revelar sua composição, formação e a evolução da Via Láctea. O observatório Gaia não ficará restrito à Via Láctea: sua super câmera deverá captar também inúmeros outros corpos celestes, incluindo asteroides do nosso próprio Sistema Solar e galáxias e quasares no limite do Universo observável.

Outras super câmeras

- Mesmo com a grandeza dos números da missão - 1 bilhão de pixels, 1 bilhão de estrelas - a missão conseguirá mapear apenas 1% das estrelas da Via Láctea. E, apesar da precisão do equipamento, o processo de montagem foi de certa forma "manual", com os técnicos montando e aferindo a posição de apenas quatro CCDs por dia.  "A montagem e alinhamento preciso dos 106 CCDs foi um passo chave na montagem da estrutura do plano focal do observatório," disse Philippe Garé, da ESA. A câmera do observatório Gaia tem quase quatro vezes mais resolução do que a super câmera do telescópio terrestre VST. Por outro lado, o projeto Pan-Starrs, que mapeia asteroides com risco com colisão com a Terra, possui uma câmera de 1,4 gigapixel.
Fontes: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/
http://www.inovacaotecnologica.com.br

Outra Lua:The Moon

Créditos da imagem:Julian Baum para a capa da The Moon
A seção lunar da Associação Astronômica Britânica, BAA, é provavelmente a mais antiga organização que tem de forma ativa promovido a observação da Lua. Essa seção encoraja o estudo da Lua por décadas desde quando ninguém se interessava pelo nosso satélite. A BAA, tem reportado as observações e teorias desenvolvidas pelos seus membros em uma série de publicações. A mais nova delas que na verdade está reciclando um nome antigo se chama The Moon (a primeira edição pode ser encontrada no final desse post), e foi lançada a pouco tempo. Essa nova publicação inclui um belo equilíbrio entre as observações feitas da Lua, as interpretações e peças históricas sobre o nosso satélite. Alguns exemplos são aqui mostrados. Mike Brown, na página 23 desse novo exemplar mostra a melhor imagem já feita do apagado canal aproximadamente perpendicular à Straight Wall e ele mostra que essa feição é claramente apresentada no mapa subutilizado de Phillip Fauth. Em outra parte, Phil Morgan discute observações que têm interpretações controversas como a discussão sobre o fato da cratera Proclus não ter sido firmada por meio de um impacto oblíquo. Nessa edição existem também quatro peças históricas, uma revisão das publicações da Seção Lunar, as observações bem definidas do Vale de Schröter feitas por Cassini, uma espiada nos cadernos de Elger, e um pedido para se preservar os registros feitos por observadores amadores sobre a Lua. Para quem gosta da Lua é um prato cheio, não somente essa publicação, como tudo que está disponível na seção lunar da BAA, que pode ser acessada aqui: http://www.baalunarsection.org.uk/.
Fonte: https://lpod.wikispaces.com/July+6%2C+2011

Hubble faz a milionésima observação

O Telescópio Espacial Hubble da NASA cruzou mais um marco na sua história de sucesso de exploração espacial e descobertas. Na segunda-feira, dia 4 de Julho de 2011 o observatório orbital da Terra fez sua observação de número um milhão na pesquisa por água na atmosfera de um exoplaneta localizado a 1000 anos-luz de distância da Terra. “Por 21 anos, o Hubble tem sido o principal observatório espacial científico, nos surpreendendo com imagens maravilhosas e permitindo verdadeiras revoluções científicas através da vasta gama de disciplinas astronômicas”, disse o Administrador da NASA Charles Bolden. Charles Bolden pilotou o ônibus espacial durante a missão que levo o Hubble para a sua órbita. “O fato do Hubble alcançar esse marco enquanto estudava um planeta distante é fundamental para lembrarmos de sua força e de seu legado”.  Embora o Hubble seja conhecido pelas imagens sensacionais que faz do universo, a observação de número um milhão é na verdade uma medida espectroscópica, observação que consiste dividir a luz em seus componentes.

Esses padrões de cor podem revelar a composição química das fontes cósmicas observadas. A exposição um milhão do Hubble é do planeta HAT-P-7b, um planeta gigante gasoso maior do que Júpiter que orbita uma estrela mais quente que o Sol. O HAT-P-7b, também conhecido como Kepler 2b, tem sido estudado pelo caçador de planetas da NASA, o Kepler, após ter sido descoberto por telescópios baseados na Terra. O Hubble agora está analisando a composição química da atmosfera do planeta.  “Nós estamos procurando por assinaturas espectrais de vapor d’água. Essa é uma observação extremamente precisa e levará meses de análises antes de termos uma resposta”, disse Drake Deming da Universidade de Maryland e do Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Md. “O Hubble já demonstrou que é idealmente ajustado para caracterizar a atmosfera dos exoplanetas e todos nós estamos animados para ver o que esse alvo irá nos revelar”. 

“Esse conjunto de observações em busca de vapor d’água em um planeta que orbita outra estrela está assentando as fundações para como nós planejamos usar o Telescópio Espacial James Webb, com um poder ainda maior para procurar por água líquida nos planetas próximos, a água que é considerada o elemento básico e precursor para a vida extraterrestre”, disse Matt Mountain, diretor do STScI. O Hubble foi lançado em 24 de Abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery durante a missão STS-31. Desde então suas descobertas estão revolucionando todas as áreas da pesquisa astronômica, desde a ciência planetária até a cosmologia. O observatório tem coletado mais de 50 Terabytes de dados até hoje. O arquivo de dados está disponível tanto para pesquisadores como para o público no site:  htttp://hla.stsci.edu/  As leituras feitas no odômetro do Hubble inclui cada observação de alvos astronômicos desde o seu lançamento e observações usadas para calibrar o conjunto de instrumentos.

O Hubble fez a observação de número um milhão usando a sua Wide Field Camera 3, um instrumento que faz imagens nos comprimentos de onda do visível e do infravermelho que possui juntamente um espectrômetro. Essa câmera foi instalada pelos astronautas durante a missão de serviço do Hubble número 4 em Maio de 2009.  “O Hubble continua nos surpreendendo com o que há de mais espetacular na ciência hoje em dia”, disse a Senadora Barbara Mikulski, a presidente do Senate Commerce, Justice, Science and Relatde Agencies Appropriations Subcommittee, órgão americano que patrocina a NASA. “Eu encorajei a missão de reparo e de renovação do Hubble não somente para nos dar a observação de número um milhão, mas também para inspirar milhões de crianças ao redor do mundo para se tornarem a nossa próxima geração de cientistas, astronautas, engenheiros e astrônomos amadores”.
Fonte: http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2011/22/full/

Peróxido de Hidrogénio Encontrado no Espaço

O colorido Rho Ophiuchi região de formação estelar, cerca de 400 anos-luz da Terra, contém muito frio (cerca de -250 graus Celsius), densas nuvens de gás e poeira cósmica, na qual novas estrelas estão nascendo.Créditos:ESO/S. Guisard (www.eso.org/~sguisard)
Foram encontradas no espaço pela primeira vez moléculas de peróxido de hidrogénio (que em solução aquosa é a nossa bem conhecida água oxigenada). Esta descoberta fornece-nos pistas sobre a ligação química entre duas moléculas indispensáveis à vida: água e oxigénio. O peróxido de hidrogénio é um elemento chave na química da água e do azono na atmosfera do nosso planeta. É geralmente utilizado como desinfetante ou para aclarar cabelo. Esta molécula foi agora descoberta no espaço por astrónomos que utilizaram o telescópio APEX, situado no Chile e operado pelo ESO. Uma equipa internacional de astrónomos fez a descoberta utilizando o Atacama Pathfinder Experiment telescope (APEX), que se situa no planalto do Chajnantor a 5000 metros de altitude, nos Andes Chilenos. A equipa observou a região da nossa galáxia localizada próximo da estrela Rho Ophiuchi, na constelação Ofiúco, a cerca de 400 anos-luz de distância. A região contém nuvens densas de gás e poeira cósmica, muito frias (cerca de -250º Celsius), onde novas estrelas se estão a formar. As nuvens são principalmente constituídas de hidrogénio, mas contêm traços de outros elementos químicos e são alvos principais na procura de moléculas no espaço. Telescópios como o APEX, que observam na região de comprimentos de onda do milímetro e submilímetro, são ideais para detectar sinais vindos destas moléculas. A equipa encontrou a assinatura característica da radiação emitida pelo peróxido de hidrogénio, vinda de parte das nuvens de Rho Ophiuchi.
Este gráfico mostra a localização da região de formação de Rho Ophiuchi estrela na constelação de Ophiuchus (o portador da serpente).crédito: ESO, IAU e Sky & Telescope
“Ficámos muito entusiasmados ao descobrir as assinaturas do peróxido de hidrogénio com o APEX. Sabíamos, por experiências laboratoriais, quais os comprimentos de onda que devíamos procurar, mas a quantidade de peróxido de hidrogénio na nuvem é apenas de uma molécula para dez mil milhões de moléculas de hidrogénio, por isso para a detecção ser possível são necessárias observações muito cuidadas,” diz Per Bergman, astrónomo do Observatório Espacial Onsala, na Suécia. Bergman é o autor principal do estudo, publicado na revista da especialidade Astronomy & Astrophysics. O peróxido de hidrogénio (H2O2) é uma molécula chave tanto para astrónomos como para químicos. A sua formação está intimamente ligada a duas outras moléculas bem familiares, o oxigénio e a água, as quais são indispensáveis à vida. Uma vez que se pensa que a maior parte da água existente no nosso planeta se formou originariamente no espaço, os cientistas estão muito interessados em compreender como é que ela é formada. Crê-se que o peróxido de hidrogénio se forme no espaço na superfície de grãos de poeira cósmica - partículas muito pequenas semelhantes a areia e cinza - quando o hidrogénio (H) se adiciona a moléculas de oxigénio (O2). Uma reação adicional do peróxido de hidrogénio com mais hidrogénio é uma das maneiras de produzir água (H2O). Esta nova detecção de peróxido de hidrogénio ajudará por isso os astrónomos a compreender melhor a formação de água no Universo.  “Não sabemos ainda como é que algumas das mais importantes moléculas existentes na Terra se formam no espaço. Mas a nossa descoberta de peróxido de hidrogénio com o APEX parece indicar-nos que a poeira cósmica é o factor que falta no processo,” diz Bérengère Parise, co-autor do artigo científico e diretor do grupo de investigação de formação estelar e astroquímica Emmy Noether do Instituto Max-Planck de Rádio Astronomia na Alemanha. Para perceber como é que as origens destas importantes moléculas se encontram ligadas precisamos de mais observações de Rho Ophiuchi e doutras nuvens onde ocorra formação estelar com telescópios futuros tais como o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) - e da ajuda de químicos em laboratórios na Terra. O APEX é uma colaboração entre o Instituto Max-Planck de Rádio Astronomia (MPIfR), o Observatório Espacial Onsala (OSO) e o ESO. O telescópio é operado pelo ESO.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1123/

Alvorecer em Tycho

Créditos e direitos autorais : NASA /GSFC /Arizona State Univ. /Lunar Reconnaissance Orbiter
O complexo do pico central da cratera Tycho projeta uma sombra longa e escura perto do alvorecer local nesta espetacular paisagem lunar. A dramática vista oblíqua foi registrada em 10 de junho pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter. Mostradas em detalhes incríveis, as encostas rochosas e sombras irregulares são mostradas na versão em maior resolução a 1,5 metros por pixel. O complexo rugoso tem cerca de 15 quilômetros de extensão, formado em elevação pelo gigante impacto que criou a bem conhecida cratera com raios há 100 milhões de anos. O topo do pico central chega a 2 quilômetros acima do chão da cratera Tycho.
Fonte: http://apod.astronomos.com.br/apod.php
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...