7 de jul de 2011

O WISE Como o van Gogh do Céu Infravermelho Registra a Nebulosa NGC 2174

O Wide-field Infrared Survey Explorer da NASA, ou WISE, é como um pintor de sucesso como o Vincent van Gogh do céu infravermelho. Como o famoso pintor impressionista criou belas imagens da natureza através do uso de cores e luz, o WISE deu ao mundo imagens espetaculares do cosmos representando a luz infravermelha através de cores. Essa imagem da nebulosa NGC 2174, na fronteira das constelações Gemini e Orion é um exemplo perfeito. As cores nessa imagem podem parecer como pinceladas de tinta, mas na verdade representam comprimentos específicos da luz infravermelha. As partículas da poeira interestelar são aquecidas pelos aglomerados estelares no centro da nebulosa e brilham em comprimentos de onda de 12 e 22 mícron, que o WISE representa nas cores verde e vermelho. As estrelas em azul e ciano espalhadas pela aquarela da imagem são quentes se comparadas com a poeira e emitem luz nos comprimentos de onda de 3.4 e 4.6 mícron. Chamada carinhosamente de Nebulosa do Macaco, por alguns, a NGC 2174 é uma nuvem de gás e poeira que envolve o aglomerado de estrelas NGC 2175. À medida que o aglomerado estelar aquece a nebulosa, a poeira começa a brilhar em infravermelho. Fortes ventos e radiação proveniente das estrelas sopram para longe o material próximo criando a estrutura em forma de concha. A NGC 2174 foi descoberta em 1877 pelo astrônomo francês Jean Marie Stephan, que usou um telescópio refletor de 80 cm no Observatório de Marseille para realizar tal descoberta. Hoje, ela é um alvo favorito para astrônomos amadores pois ela pode ser vista através de binóculos de pequenos telescópios. Outra nebulosa pode ser vista na metade superior dessa imagem. Nesse caso, o gás é aquecido pela estrela massiva conhecida como TYC 1326-964-1. A matéria entre as estrelas nessa nebulosa é chamada de GS55 85, com as iniciais iguais as iniciais dos astrônomos que a descobriram e primeiro catalogaram nos anos de 1950. Alguns objetos estelares jovens coloridos em vermelho podem ser vistos dispersos através dessa nebulosa. Esses objetos são estrelas formadas recentemente e que ainda estão envolvidas na nuvem de poeira que as originou. Próximo do topo da imagem e na direção esquerda localiza-se um estrela brilhante azul conhecida como HR2190, que é na verdade uma estrela anã vermelha. As anãs vermelhas estão no lado mais frio e apagado para as estrelas, assim o brilho relativo da HR2190 na imagem significa que ela está muito mais próxima de nós do que a nebulosa.
Fonte: Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/?p=10984
http://wise.ssl.berkeley.edu/

Os grandes mistérios de Marte

Uma foto de Marte da sonda Viking, da NASA, lançado em 1975.CRÉDITO: O Projeto Viking / NASA
Marte, o quarto planeta a partir do sol, recebe seu nome em homenagem ao deus romano da guerra (e graças à sua cor de sangue-ferrugem). Do ponto de vista exploratório, o apelido é apropriado: Marte lutou contra a maioria dos nossos avanços científicos. Mais da metade das naves espaciais enviadas para estudar o planeta vermelho (que foram mais de 40) fracassaram, algumas se perderam no espaço, e outras desmoronaram na superfície do planeta. Apesar disso, nossa curiosidade sobre Marte nunca diminuiu. Várias missões continuam insistindo no planeta dos potenciais marcianos (uma de uma nave chamada Curiosidade, inclusive). Os cientistas esperam que essas novas missões ajudem a responder velhos mistérios desse mundo, que incluem:

Morada da vida?
Não há como falar sobre Marte sem levantar a questão da vida. Muitos cientistas consideram o planeta vermelho o lugar mais provável em nosso sistema solar em que a vida extraterrestre poderia ter se desenvolvido uma vez – ou mesmo ainda existe. O que todo mundo quer saber é: o planeta já abrigou vida? Hoje, e na maior parte de sua história, Marte é um mundo frio, seco e desolado. Mas várias linhas de evidência apontam que o planeta já foi quente, úmido e muito mais parecido com a Terra – isso cerca de quatro bilhões de anos atrás, no início de sua vida. Para criar vida, é necessária água. E adivinhem? Sinais indicam que Marte já foi absolutamente encharcado.

Minerais na sua superfície, tais como sulfatos e argilas, só poderiam ter se formado na presença de água. Muitas características geológicas sugerem que grandes torrentes de água fluíram no planeta. Uma enorme quantidade de água ainda existe em Marte, mas congelada e afastada (nas calotas polares), como permafrost e gigantes geleiras subterrâneas recém-descobertas. Evidências de vida microbiana marciana já vieram em muitas formas: uma experiência contestada na década de 1970; um famoso “meteorito marciano”, recuperado na Antártida, com estruturas estranhas que alguns pesquisadores interpretaram como minúsculos fósseis preservados na rocha que decolou de Marte; e baforadas de metano na sua atmosfera fina que poderiam ter uma origem biológica.

De quente e úmido a frio e seco
O próximo grande mistério sobre Marte é: o que aconteceu? Marte era quente, molhado e interessante apenas 500 milhões a um bilhão de anos atrás. E daí a diversão simplesmente acabou? Futuras missões de exploração em Marte levarão equipamentos mais sensíveis para ajudar a responder as perguntas inter-relacionadas sobre a vida e a mudança gritante de condições no planeta vermelho. A NASA vai pousar em Marte no próximo verão do hemisfério norte e começar a analisar rochas enviando imagens a Terra para estudo.

 Além disso, a Agência Espacial Europeia está preparando uma nave para um lançamento ao planeta em 2018. Uma missão de recolha de amostras de solo e rochas de Marte tem sido considerada, mas ainda não está programada. Pouco a pouco, os cientistas esperam responder se Marte já teve uma atmosfera espessa, e também como a atividade geológica e o vulcanismo influenciaram o planeta ao longo das eras. Afinal, Marte é a casa do Vale Marineris, um dos sistemas cânions mais longos conhecidos, e de Monte Olimpo, o maior vulcão do sistema solar.

Dois hemisférios muito diferentes
Marte é muito diferente de norte a sul: as planícies mais jovens com poucas crateras predominam no norte, enquanto montanhas antigas cheias de crateras caracterizam o hemisfério sul. O hemisfério norte também é em média de 5 quilômetros menor do que o sul. Como? A melhor aposta para a “dicotomia hemisférica” de Marte é um impacto gigante que deve ter ocorrido no norte a partir de um corpo do tamanho de Plutão quatro bilhões de anos atrás. Se a teoria estiver correta, isso significaria que 40% do norte de Marte é na verdade uma cratera de impacto. Isso daria ao planeta outro superlativo geológico: a maior cratera de impacto do sistema solar.

Luas engraçadas e irregulares
Marte tem duas luas pequenas, em forma de batata, chamadas Fobos e Deimos. Em muitos aspectos, incluindo tamanho, forma, cor e composição aparente, as luas parecem ser asteroides capturados pela gravidade rebelde de Marte. Mas o fato de que Fobos e Deimos têm órbitas circulares em cima do equador de Marte desafia esse conceito. Seria muito improvável que dois asteroides capturados tivessem essa trajetória e história subsequente para se resolver em tal arranjo orbital. Como Fobos e Deimos realmente chegaram a Marte permanece um mistério.  

As luas poderiam ter se formado a partir de material retirado de Marte por um impacto, assim como nossa lua, e mantiveram uma forma irregular porque lhes faltava a massa e gravidade correspondente para se tornarem esféricas. Também, nas décadas de 1950 e 1960, nasceu a especulação que Fobos e Deimos pudessem ser artificiais – mas isso já foi desmascarado, juntamente com todos os outros rumores marcianos sobre irrigações, canais, rostos humanos esculpidos em rochas e pequenos homens verdes com armas de laser.

Quanto tempo vão durar as pegadas do homem na Lua?

Em teoria, elas durariam milhões de anos, pois, como não há atmosfera na Lua, por lá não ocorre erosão, seja pelo vento, seja pela chuva. Acontece que, justamente por não ter atmosfera, a Lua é constantemente bombardeada por meteoritos. Esses meteoritos, por sua vez, podem levantar um monte de poeira no choque com o astro, provocar tremores na crosta, ou mesmo cair em cima das pegadas, o que, obviamente, as desfiguraria. No entanto, não temos como saber se isso já ocorreu ou não, já que nenhuma missão retornou ao lugar onde, em 20 de julho de 1969, os astronautas americanos Neil Armstrong e Edwin Aldrin deixaram a marca de suas pisadas. Outro possível "apagador" das pegadas seria a erosão provocada por ventos solares - mas isso somente em uma escala de tempo extremamente longa e difícil de prever. Ou seja, qualquer tentativa de cálculo seria unicamente na base do "chutômetro". Ah, e detalhe: as marcas de que estamos falando são aquelas deixadas longe do módulo de pouso do foguete. As que estão - ou estavam - próximas provavelmente foram apagadas pelo jato de propulsão da nave com que os astronautas retornaram à Terra.
Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/  

Emissões radioativas no espaço podem explicar origem do universo

Há algum tempo, cientistas americanos têm observado pequenos “filamentos de rádio” na galáxia, ou seja, pequenas emissões radioativas no espaço, sem uma explicação plausível. Agora, uma nova teoria surge para explicar esse fenômeno e ainda dar suporte a outra teoria: tais emissões seriam resultantes do choque interno de matéria escura, ou matéria negra, que em tese seria a matéria que “originou” todo o universo. A teoria que cita a matéria escura não é nada recente: as primeiras observações nesse sentido datam da década de 1930. Foi nos anos 80, contudo, que se observaram os primeiros filamentos de radiação em nossa galáxia, mas até pouco tempo não se imaginava a razão dessas emissões. A nova explicação para o fenômeno foi formulada pelo Laboratório Fermilab, em Chicago (Illinois, EUA). Basicamente, o que aconteceria é o seguinte: a matéria escura não é uma coisa só, mas numerosas partículas de diferentes tipos, que os cientistas ainda se esforçam para descobrir se podem ser definidas como matéria negra ou não. A matéria escura, como um conjunto, interage com o “resto” do universo de forma gravitacional (ou seja, cria uma espécie de campo magnético que incide sobre os astros), e é composta de elétrons que estão constantemente em choque uns com os outros. Deste choque, resultariam as tais emissões. Os cientistas observaram que esses filamentos são aparentemente mais “brilhantes” conforme se aproximam do centro da galáxia. A explicação para isso, segundo os astrofísicos, não seria que essas emissões teriam realmente mais brilho, mas sim porque estariam interagindo com mais matéria escura, o que daria suporte a toda a teoria. O que existe são várias partículas espaciais, não totalmente definidas em sua forma e características, que seriam “candidatas” a ser parte do que se chama matéria negra, mas ainda faltam comprovações. Assim, pode haver matéria escura por toda parte, mas ainda não se sabe. A partir das observações do telescópio da Fermilab, os astrofísicos estão tentando definir melhor os conceitos em busca de explicações mais sólidas.
Fonte: http://hypescience.com/

Proposta de orçamento da Nasa pode cancelar substituto do Hubble

Congresso americano analisa proposta de gastos da agência para 2012.Cortes chegam a US$ 1,6 bilhão. Proposta será votada nesta quinta.
Modelo em tamanho real do telescópio na Alemanha (Foto: EADS Astrium)
A proposta de orçamento oferecida pelo Congresso dos Estados Unidos para a Nasa em 2012 corta a verba do Telescópio Espacial James Webb, previsto para ser lançado em 2015 para substituir o Hubble, informa o site especializado Space.com. A proposição será votada nesta quinta-feira (7).O orçamento do Congresso tem quase US$ 2 bilhões a menos do que o que foi pedido pelo presidente americano Barack Obama para a agência. Ao todo, a Nasa teria US$ 16,8 bilhões disponíveis para o próximo ano – um nível parecido com os gastos de 2008. A proposta separa US$ 1,95 bilhões para o novo foguete encomendado para a exploração espacial, após a aposentadoria dos ônibus espaciais. O valor é US$ 700 mil abaixo do recomendado pela Nasa.

Duas Horas Antes de Netuno

Créditos: Voyager 2, NASA
Duas horas antes de realizar sua maior aproximação de Netuno em 1989, a sonda Voyager 2 tirou essa foto aqui reproduzida. Pode-se claramente ver na imagem pela primeira vez de forma colorida e com grande detalhe nuvens do tipo cirros flutuando na alta atmosfera de Netuno. As sombras dessas nuvens podem ser vistas um pouco abaixo delas. A maior parte da atmosfera de Netuno é feita de hidrogênio e hélio, que são invisíveis. A coloração azul de Netuno vem de menores quantidades de metano atmosférico, que absorve de forma preferencial a luz vermelha. Netuno possui os ventos mais rápidos do Sistema Solar com rajadas chegando a incríveis 2000 km/h. Especulações garantem que diamantes podem ser criados nas densas e quentes condições existentes abaixo dos topos das nuvens tanto de Netuno como de Urano.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap100808.html

Marcadores de Tempo da Lua

Créditos da Imagem:Jocelyn Sérot, França
Os astrônomos amadores quando observam a Lua, normalmente observam as crateras lunares e as bacias, mas grande parte dos cientistas planetários, como por exemplo, Gene Shoemaker e seus colegas no US Geological Survey, concentram suas observações nos detritos que são originados dessas depressões. Nós não podemos saber quando uma determinada cratera se formou mas nós podemos ter confiançaa de que feições cobertas por seus raios e crateras secundárias são mais velhas. As bacias, como são crateras de impacto maiores, emitem uma quantidade de detritos ainda maior sobre a superfície da Lua. O material ejetado por uma bacia no momento de sua formação pode se estender cobrindo metade da superfície da Lua. Esse material ejetado de bacias se transforma então em um fantástico marcador permitindo então aos cientistas separarem cada feição da Lua como sendo mais jovem ou mais velha do que cada evento que formou uma bacia. O marcador de tempo mais jovem de uma bacia, vem da bacia Orientale, vista nessa imagem, no horizonte, e tudo que aparece nessa imagem foi coberto pelo material ejetado no momento da formação da bacia ou está enterrado nele. Por exemplo, a bacia de impacto de anel duplo Grimaldi é mais velha que a Orientale, mas a lava escura que preenche o material ejetado é mais jovem. A cratera Sirsalis, na parte inferior esquerda da imagem, e o seu longo canal que corta o material ejetado é mais jovem que a Bacia Orientale. Esse tipo de observação pode ser feita para qualquer cratera e bacia na Lua e assim gradativamente pode-se construir a seuquência de eventos que ocorreram em toda a Lua. Isso é o que a equipe do USGS Moon Mappers fez a aproximadamente entre 40 e 50 anos atrás para determinar qual seria a coluna estratigráfica da Lua. Agora com as imagens das sondas, principalmente da LRO que gera imagens em altíssima resolução da Lua, essa sequência temporal pode ser examinada novamente, atualizada e até corrigida se for o caso.
Fonte: https://lpod.wikispaces.com/July+7%2C+2011

Origem de Mercúrio pode ser diferente de outros planetas

As origens de Mercúrio podem ser bem diferentes dos seus planetas-irmãos, incluindo a Terra, com base em descobertas preliminares que mostram ricos depósitos de enxofre no solo, disseram cientistas nesta quinta-feira.
As descobertas iniciais da primeira nave a orbitar Mercúrio estão forçando os cientistas a repensar como o planeta mais próximo do sol se formou e o que aconteceu com ele nos últimos 4 bilhões de anos. A nave da Nasa apelidada de Messenger está no terceiro mês de uma missão de um ano. Ela também descobriu evidências de um campo magnético e rajadas regulares de elétrons jorrando através da magnetosfera.  "É quase um planeta novo, nós nunca tivemos este tipo de dado antes", disse o pesquisador-chefe Sean Solomon, do Instituto Carnegie, de Washington. Vulcões aparentam ter desempenhado um papel grande na formação de Mercúrio, fornecendo material novo para preencher a sua superfície cheia de crateras, mas também possivelmente fornecendo uma fonte inesperada de enxofre na superfície, uma descoberta que sugere que Mercúrio pode ter tido materiais em sua origem diferentes de Vênus, Terra e Marte. Os cientistas acreditavam que Mercúrio, que acredita-se ter sido formado nas partes mais quentes e densas da nébula solar original, não teria as temperaturas adequadas para manter materiais leves como o enxofre. "Elementos como esses são normalmente perdidos no espaço", disse Solomon. "O fato de vermos enxofre aponta fortemente para a possibilidade de termos gases de enxofre saindo. Todas as nossas ideias simples ... um planeta quente, que consome voláteis com facilidade ... não está se mostrando ser tão simples como imaginávamos", acrescentou Solomon. Novas imagens da Messenger revelam uma planície gigantesca formada por um fluxo de lava muito antigo que cobre um espaço de 400 milhões de quilômetros quadrados, cerca de metade dos Estados Unidos.
Fonte: http://www.maceioagora.com.br/

Arp 78: Uma Galáxia Peculiar em Aries

Créditos da Imagem e Copyright: Stephen Leshin
A peculiar galáxia espiral Arp 78 pode ser encontrada dentro das bordas da constelação de Aries, a aproximadamente 100 milhões de anos-luz além das estrelas e nebulosas da Via Láctea. Também conhecida como NGC 772, essa ilha do universo tem mais que 100000 anos-luz de diâmetro e apresenta um único braço espiral proeminente externo, que aparece nessa imagem detalhada da Arp 78. Sua galáxia companheira brilhante, a compacta NGC 770, está localizada acima e a direita da espiral maior. A aparência nebulosa e elíptica da NGC 770 contrasta com as brilhantes estrelas da Via Láctea com suas tonalidades amareladas. Seguindo ao longo das linhas de poeira que varrem a galáxia e alinhando-se com os aglomerados jovens de estrelas azuis, o grande braço espiral da Arp 78 surgiu muito provavelmente devido a interações gravitacionais. Jatos apagados de material parecem conectar a Arp 78 com a sua galáxia companheira mais próxima.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110707.html
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