12 de jul de 2011

Planeta misterioso: Netuno completa um ano terrestre, desde sua descoberta

Netuno está prestes a comemorar seu primeiro aniversário, que caíra em 12 de julho, completando um ano netuniano – ou 164,79 anos terrestres – desde a sua descoberta, em 24 de setembro de 1846. Conhecendo-o há tanto tempo, porque ainda sabemos tão pouco sobre o planeta distante?  4,4 bilhões de quilômetros distante da Terra, Netuno foi o primeiro planeta do sistema solar a ser descoberto deliberadamente. Após a classificação do planeta Urano, na década de 1780, os astrônomos estavam perplexos com sua órbita estranha. Eles chegaram à conclusão de que, ou as leis de Isaac Newton eram fundamentalmente falhas, ou outra coisa – um outro planeta – estava puxando Urano de sua órbita prevista. E assim a busca pelo oitavo planeta começou. Não foi até a teoria do matemático francês Urbain le Verrier ser testada no observatório de Berlim por Johann Gottfried Galle que o planeta foi visto pela primeira vez. Netuno foi observado na noite de 23 de setembro de 1846. Verificou-se que ele estava quase exatamente onde le Verrier previu que estaria. Independentemente, o cientista britânico John Couch Adams também produziu resultados semelhantes, e ambos foram creditados pela descoberta. Mas muitos afirmam que eles não foram os primeiros a documentar o planeta, mas sim o famoso astrônomo e matemático Galileu. Em sua famosa obra “O Mensageiro das Estrelas”, algumas evidências apontam para sua descoberta. Especialistas dizem que se você olhar para os desenhos de janeiro de 1613, verá um fantástico de Júpiter e suas luas. Inclui ainda um objeto rotulado como “estrela fixa”, que seria o primeiro desenho telescópico do planeta Netuno. Polêmicas à parte, comparativamente, muito pouco é conhecido sobre o planeta. Parte do problema é que não há nenhuma maneira dele ser visto a olho nu, e até o telescópio espacial Hubble tem dificuldades em observá-lo. Então como ele é? Segundo os astrônomos, como um pedaço congelado de gases também congelados. Não deve ser um lugar amigável. Uma das coisas mais interessantes sobre Netuno é o tempo. “Céu nublado com chances de chuva de metano” seria uma das descrições possíveis.
Após a desclassificação de Plutão em 2006, Netuno é agora o planeta mais externo do sistema solar
Ventos podem chegar a 1.930 quilômetros por hora, criando tempestades inimagináveis na Terra. Essas tempestades enormes são vistas como manchas escuras de uma forma semelhante à Grande Mancha Vermelha de Júpiter (e ainda existe a Grande Mancha Branca de Saturno, mais uma tempestade forte demais para nossos cabelos). A razão pela qual os astrônomos sabem tão pouco sobre o planeta é que ele só foi fotografado uma vez de perto, na missão Voyager 2 em 1989. E como suas estações duram 40 anos terrestres, só a primavera o e início do verão foram estreitamente documentados em Netuno. A partir de 1989, Netuno começou a ser observado constantemente por telescópios grandes, e cada vez apresenta uma surpresa diferente. Tempestades foram aparecendo, se formando e mudando muito mais rapidamente do que se pensava anteriormente. Hoje, estamos olhando para um planeta muito diferente da foto tirada pela Voyager 2. Entretanto, a chance de descobrir mais sobre o planeta ainda está muito longe. Missões da NASA para Netuno estão fora de questão no momento – como um lançamento até lá anteriormente previsto para 2016, que nem figura mais na lista de missões da agência – devido a restrições orçamentárias. As prioridades são outras (mesmo que nunca tenha havido uma missão para lá). Mesmo a missão New Horizons, enviada para descobrir mais sobre Plutão e os confins do sistema solar, que passará pela órbita de Netuno em 24 de agosto de 2014, não foi organizada para acompanhar de perto o planeta. Em vez disso, fotos estão sendo tiradas de Netuno e sua lua para testar equipamento de imagem e não para quaisquer fins científicos mais importantes. Ainda assim, feliz aniversário, Netuno! Embora acender 164 velas sob um vento tão forte não deva ser uma boa ideia.
Fontes: http://hypescience.com/
http://www.bbc.co.uk/news/magazine-14081162

Existe alguma prova de que o espaço sideral é infinito?

Não, e encontrá-la é um dos maiores objetivos da cosmologia, ciência que estuda o Universo. "As observações sugerem que ele seja infinito, mas os dados não são totalmente confiáveis", diz o astrônomo Roberto Boczko, da USP. Com base na Teoria da Relatividade, os cientistas bolaram uma fórmula para estudar os limites do Cosmos. Depois de milhões de cálculos malucos, a conclusão foi a seguinte: se a densidade do Universo for menor do que 0,00188 g/cm3, ele é infinito. Como não dá para medir (nem pesar) o Universo inteiro, os astrônomos calcularam a densidade de partes conhecidas e a assumiram como representação de todo o espaço. Como os valores alcançados eram até cinco vezes menores do que o tal 0,00188 g/cm3, a conclusão inicial é de que o Cosmos é infinito. Mas o estudo ainda está engatinhando. "Nas partes do espaço que estudamos, podem haver coisas que não conseguimos medir, como buracos negros. E algumas teorias estimam que conhecemos apenas 5% do total", diz Boczko. A descoberta dos demais 95% pode mudar radicalmente os dados atuais e apontar para um Universo finito. Se isso acontecer, vem outra dúvida: o que vem depois do Universo?
Fontes: http://mundoestranho.abril.com.br/
http://atlas.zevallos.com.br/universe.html

Curiosidades sobre Marte

Os povos antigos viam somente um único astro capaz de rivalizar com o brilho avermelhado de Marte. Era uma estrela brilhante da constelação do Escorpião, que ficou conhecida como Antares, ou anti-ares.  Apesar do clima atual, Marte já foi temperado, e existem muitas evidências da ação erosiva da água, que no passado deveria preencher os atuais leitos secos de rios, formando também lagos e talvez pequenos mares.  A estrutura mais espetacular em todo o planeta é, sem dúvida, o Monte Olimpo, a montanha mais alta de todo o Sistema Solar, erguendo-se 27 km acima das planícies à sua volta. Trata-se de um vulcão extinto com uma base quase circular de 600 km de diâmetro.  Marte possui dois pequenos satélites, Phobos e Deimos, cujos nomes significam, respectivamente, medo e terror. Segundo a mitologia, as criaturas que acompanhavam Marte em suas batalhas. Eles foram descobertos em 1877 e têm formas irregulares, percorrendo órbitas quase circulares ao redor de Marte, mostrando sempre a mesma face para o planeta, como a Lua. (Phobos e Deimos também é o nome de um blog super legal na internet). Phobos e Deimos têm origem desconhecida. As notáveis diferenças de composição em relação a Marte tornam improvável uma formação contemporânea.

E a hipótese de que seriam asteróides capturados também esbarra em sérias dificuldades. Não é nada fácil chegar em Marte. Das quase quarenta missões já enviadas ao planeta, pouco mais de um terço atingiu plenamente seu objetivo. A primeira foi a Mariner 9, em 1971, e a mais recente está neste momento explorando a superfície marciana: a sonda Phoenix.  Por outro lado, nunca foram enviadas tantas sondas de exploração para um só lugar do Sistema Solar quanto para Marte. E não basta alcançá-lo. Queremos pousar e investigar a superfície. O aumento da complexidade leva a um inevitável maior risco de insucesso.  As rochas marcianas são mais ricas em ferro e magnésio que as terrestres, mas pobres em potássio e alumínio. Sua típica coloração avermelhada se origina de óxidos de ferro, como a hematita, presentes em sua superfície.  Marte tem uma fina camada atmosférica composta principalmente por dióxido de carbono, e também alguns traços de nitrogênio, argônio, oxigênio e vapor de água. A baixa densidade permite que a superfície de Marte seja continuamente bombardeada por radiações solares, que não são absorvidas.
Fonte: http://phobosedeimos.wordpress.com/2010/02/20/curiosidades-sobre-marte/

IC1396A: A Tromba de Elefante Construída Pelo Vento Estelar

 
Do mesmo modo que a poeira na Terra é soprada pelo vento, a poeira espacial pode ser soprada pelo vento e pela radiação gerada pelas estrelas. Essa imagem da Nebulosa da Tromba do Elefante (IC1396A) feita pelo Wide-field Survey Explorer ou WISE da NASA, mostra nuvens de poeira e gás sendo empurrado e erodido por uma estrela massiva. A tromba brilhante da nebulosa próxima do centro é uma nuvem especialmente densa que brilha contra a poderosa radiação da estrela e do vento estelar, como uma biruta que se mantém forte enquanto que as demais regiões de gás e poeira são quebradas e varridas.

Tromba de Elefante é um termo normalmente usado pelos astrônomos para esse tipo de estrutura. Estruturas similares podem ser encontradas em muitas outras nebulosas, contudo essa é a única nebulosa que usa esse nome geral em seu nome particular. Exemplos mais distantes de estruturas do tipo Tromba de Elefante podem ser encontrados na LBN 211.91-01.37 e na Nebulosa da Alma. Elas foram todas formadas da mesma forma basicamente – uma estrela massiva próxima, ou aglomerado emitindo grandes quantidade de radiação ultravioleta e ventos estelares que limpam todo o gás e poeira ao redor, deixando para trás somente as partes mais densas da nuvem.

Essas densas porções então se protegem do vento criando a feição de tromba. A estrela culpada aqui, a HR8281, está localizada próxima do centro da imagem. Ela é uma das três estrelas azuis brilhantes próxima do canto superior esquerdo da tromba que forma um triângulo tão largo quanto a ponta brilhante da tromba. Das três estrelas, a mais superior está no centro. Seu efeito destrutivo na nebulosa ao redor pode ser visto pela cavidade escura que é criada delimitada pelas nuvens de poeira mais brilhantes ao redor. A nebulosa inteira conhecida como IC1396A, preenche a maior parte do campo de visão. Ela está localizada somente a 2450 anos-luz de distância da Terra o que é muito próximo se comparado com outras nebulosas similares.

 A tromba por si só tem aproximadamente 30 anos-luz de comprimento, enquanto que toda a nebulosa possui 100 anos-luz de comprimento. Se você olhar com atenção na ponta da tromba de elefante poderá ver uma pequena área escura. Essa região é um pequeno vazio no gás formado pelo par de novas estrelas que recentemente se formaram na densa nuvem. Sua radiação e o vento está limpando o gás e poeira próximos, criando uma versão menor do mesmo efeito que é visto em grande escala em toda a imagem.

As estrelas avermelhadas se dispersam através da imagem são provavelmente estrelas novas formadas recentemente que ainda estão dentro de seus casulos. As cores usadas nessa imagem representam comprimentos de onda específico da luz infravermelha. Azul e ciano, representa a luz emitida nos comprimentos de onda de 3.4 e 4.6 mícron, predominantemente emitida pelas estrelas. A cor verde e vermelha representa a luz de 12 e 22 mícron respectivamente emitida na sua maioria pela poeira.
Fonte: Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br/wordpress/?p=13121
 http://wise.ssl.berkeley.edu/gallery_IC1396.html

Uma Misteriosa Galáxia de Anel

Crédito de imagem: R. Lucas (STScI / AURA), Hubble Heritage Team, NASA
O mistério dessa imagem é: Estamos vendo uma ou duas galáxias? Essa questão veio a tona em 1950, quando o astrônomo Art Hoag descobriu esse estranho objeto extragaláctico. Na parte externa existe um anel dominado por estrelas brilhantes azuis, enquanto que no centro localiza-se uma bola de estrelas muito mais vermelhas que provavelmente são muito mais velhas. Entre as duas feições existe um vazio que parece quase que completamente escuro. Como esse objeto se formou ainda é um mistério. Entre as possibilidades inclui-se uma colisão entre galáxias ocorrida há bilhões de anos atrás e a força gravitacional afetou a barra central que desde então desapareceu. O Objeto de Hoag se espalha por aproximadamente 100000 anos-luz e localiza-se a aproximadamente 600 milhões de anos-luz de distância da Terra na direção da constelação da Serpente. Coincidentemente, visível no vazio, aproximadamente na posição semelhante à de 1 hora no relógio, existe ainda um outro galáxia de anel que provavelmente localiza-se ainda mais distante. Essa imagem mostra um objeto realmente fascinante.
Fonte: http://www.dailygalaxy.com/

A Menor Estrela

A comparação do tamanho do Sol, Júpiter, ea estrela recém-descoberta OGLE-TR-122b
Ela é apenas 16% maior que Júpiter, embora tenha 96 vezes mais massa que o maior planeta do Sistema Solar. OGLE-TR-122b é a menor estrela já observada pelos astrônomos, e foi encontrada através do grande telescópio de Cerro Paranal, no norte do Chile. Ela é companheira orbital de uma estrela similar ao Sol, que fica na direção do centro da nossa galáxia, a Via Láctea. A descoberta aconteceu quando astrônomos do European Southern Observatory investigavam planetas extra-solares. A luminosidade de uma determinada estrela chamou a atenção porque diminuía e aumentava periodicamente, na medida que um outro astro, em sua órbita, bloqueava a passagem da luz. No início pensou-se que poderia ser um planeta, mas as observações com o Very Large Telescope (VLT) de Cerro Paranal determinaram que o corpo celeste era de fato uma estrela. A mini-estrela vai ajudar os astrônomos a compreender melhor a obscura definição de planetas e estrelas. Entre eles existem estranhos objetos chamados anãs marrons, frequentemente referidos como "estrelas fracassadas", porque não acumularam massa o bastante para desencadear reações termonucleares em seu núcleo para atuar como estrelas reais, como o Sol. Uma anã marrom típica tem várias vezes a massa de Júpiter, mas os pesquisadores ainda precisam determinar outras variáveis.
Fonte: Astronomia no Zênite - http://www.zenite.nu/

Sonda LRO Fotografa Cratera Milichius A na Lua

A cratera Milichius A é uma cratera de idade copérnica encontrada no meio do Mar Insularum na Lua. Na imagem acima existem crateras de impacto de diferentes tamanhos, desde a Milichius A, com 9 km de diâmetro até crateras que possuem apenas alguns metros de diâmetro. A aparência fraturada do anel exterior é o resultado do fluxo de material derretido por impacto após o surgimento da cratera, e é comum em outras crateras de mesmo tamanho e de idade relativamente nova, ou seja, idade copérnica. Pode-se ver também na imagem que enquanto existem numerosas crateras menores ao redor da cobertura de material ejetado, o interior da cratera tem menos crateras que o seu exterior. Isso significa que não existiram impactos na parede interna da Milichius A? Provavelmente não – certamente existiu muitos impactos pequenos na superfície íngreme. Ao invés disso, as listras que você observa nas paredes das crateras são lugares onde os materiais simplesmente escorregaram para dentro da cratera, cobrindo e obscurecendo as crateras menores à medida que o material escorregava pela parede da cratera abaixo, embora algumas listras mais escuras de baixo albedo possam ser na verdade fluxos de material derretido por impacto.
Fonte: Ciência e Tecnologia: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=14676
http://lroc.sese.asu.edu

O Aglomerado de Galáxias de Perseus

Créditos e direitos autorais : Bob Franke
Aqui está um dos maiores objetos que qualquer um irá observar no céus. Cada uma dessas difusas bolhas é uma galáxia, juntas elas constituem o Aglomerado de Galáxias de Perseus, um dos aglomerados mais próximos. O aglomerado é visto através de um primeiro plano constituído de estrelas apagadas pertencentes à nossa Via Láctea. Próximo ao centro do aglomerado, a aproximadamente 250 milhões de anos-luz de distância está a galáxia que domina o aglomerado, a NGC 1275, vista na imagem acima, como uma grande galáxia na parte esquerda da imagem. Considerada uma prodigiosa fonte de raios-X e de emissão de ondas de rádio, a NGC 1275 cresce à medida que gás e outras galáxias caem dentro dela. O Aglomerado de Galáxias de Perseus, também catalogado como Abell 426, é parte do super aglomerado Pisces-Perseus que se espalha por mais de 15 graus e contém mais de 1000 galáxias. Considerando a distância da galáxia NGC 1275, essa visão cobre aproximadamente 15 milhões de anos-luz.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap110712.html
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