13 de jul de 2011

Como nascem, vivem e morrem as estrelas?

As Plêiades são um aglomerado de estrelas, que é uma espécie de "arquipélago" de estrelas. As mais brilhantes são azuladas e conhecidas como "As sete irmãs". Podem ser vistas facilmente na constelação do Touro.(AAO)

A existência de um astro, que dura de 100 milhões a 1 trilhão de anos, passa por três fases: nascimento, meia-idade e maturidade. "Todas as estrelas nascem da mesma forma: pela união de gases", diz o astrônomo Roberto Boczko, da Universidade de São Paulo (USP). Partículas de gás (geralmente hidrogênio) soltas no Universo vão se concentrando devido às forças gravitacionais que puxam umas contra as outras. Formam, assim, uma gigantesca nuvem de gás que se transforma em estrela - isto é, um corpo celeste que emite luz. A gravidade espreme essa massa gasosa a tal ponto que funde os átomos em seu interior.

Essa fusão é uma reação atômica que transforma hidrogênio em hélio, gerando grande quantidade de calor e de luz. Um exemplo de estrela jovem são as Plêiades, na Via Láctea, resultado de fusões que começaram há poucos milhões de anos. Durante a meia-idade  cerca de 90% da sua existência -, a estrela permanece em estado de equilíbrio. Seu brilho e tamanho variam pouco, ocorrendo apenas uma ligeira contração. É o caso do Sol, que, com 4,5 bilhões de anos, se encontra nessa fase intermediária de sua existência, sofrendo mínima condensação.

Quando a maior parte do hidrogênio que a compõe se esgota, a estrela entra na maturidade - este sim, um período de drásticas transformações. Praticamente todo o hidrogênio do núcleo já se converteu em hélio. Com isso, diminui a fusão entre as moléculas de gás e começa um período de contração e aquecimento violentos no corpo celeste. A quantidade de calor e luz gerados é tão grande que o movimento se inverte: o astro passa a se expandir rapidamente. Seu raio chega a aumentar 50 vezes e o calor se dilui. A estrela vira uma gigante vermelha.

Um exemplo é Antares, na constelação de Escorpião - uma amostra de como ficará o Sol daqui a 4,5 bilhões de anos, engolindo todo o Sistema Solar. Já na maturidade, a falta de hidrogênio torna-se crítica. Apesar da rápida expansão, a fusão entre os gases diminui continuamente: o astro caminha para seu fim. O modo como ele morrerá depende da sua massa. Se ela for até duas vezes a do Sol, sua contração transformará o corpo celeste em um pequeno astro moribundo, cuja gravidade já não consegue segurar os gases da periferia.

Mas se a massa for de duas a três vezes a do Sol, a contração final será muito forte, criando um corpo celeste extremamente denso chamado pulsar, ou estrela de nêutrons. Quando a massa é maior, a condensação final é mais violenta ainda e o núcleo do antigo astro vira um buraco negro - sua densidade é tão alta que ele não deixa nem a luz escapar. Simultaneamente, os gases da camada mais periférica dessa estrela se transformam em uma supernova — massa de gás que brilha por pouco tempo até sumir de uma vez por todas.

A massa da criação celestial

Concentração de gases no espaço gera astros luminosos

Nascimento - Todo o Universo está cheio de moléculas de gases dispersas. Elas atraem umas às outras e, ao atingirem uma certa massa, dão origem às estrelas.
Juventude - Numa estrela nova, os gases (principalmente hidrogênio) encontram-se mais dispersos na periferia, mas extremamente condensados no centro. Essa concentração é tão grande que os átomos de hidrogênio se fundem, dando origem a átomos de hélio e liberando grande quantidade de calor.
Maturidade - Quando a maior parte do hidrogênio se esgota, a estrela entra em sua fase de vida final. Segue-se um período de violenta retração, após o qual ela se expande drasticamente, aumentando várias vezes o seu tamanho.

Três faces da morte

1. Se a massa da estrela for até duas vezes a do Sol, sua contração transformará a estrela em uma anã branca, pequeno astro moribundo, 100 vezes menor que seu tamanho original.
2. Se a massa for duas a três vezes a do Sol, sua contração será tão violenta que as partículas de gás tornam-se nêutrons. O resultado é a chamada estrela de nêutrons, o segundo corpo celeste mais denso do Universo.
3. Se a massa da estrela for três vezes maior que a do Sol, sua contração final será tão violenta que o núcleo transforma-se num buraco negro, o corpo celeste mais denso que se conhece. Enquanto isso, os gases periféricos dão origem a uma supernova, massa gasosa que brilha por pouco tempo e logo desaparece.
Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia

Quanto você pesaria em outros planetas?

Astronauta da Apollo 11 Buzz Aldrin caminha na superfície da lua perto da perna do módulo lunar Eagle. Apollo 11 Neil Armstrong comandante tirou esta fotografia com uma câmera de 70mm. Crédito: NASA
Se você é um fã de ficção científica, um entusiasta do espaço ou já assistiu algum filme com astronautas saltitando pela superfície da lua, você já deve ter se perguntado qual seria o seu peso em outros planetas do sistema solar. Afinal, não custa sonhar com um passeio pela lua ou uma visita a um planeta longínquo, não é mesmo?  Para saber a resposta, é importante fazer algumas diferenciações sobre termos físicos. Peso e massa, apesar de serem usados rotineiramente com os mesmos significados, são conceitos diferentes. Peso é a força que a gravidade exerce sobre um corpo devido à sua massa. É essa força que atrai os corpos para a superfície da Terra. A massa, por sua vez, é a quantidade de matéria de um corpo. A massa se mantém constante em todo o universo, enquanto o peso varia de planeta para planeta, dependendo da força gravitacional. O tamanho de um planeta tem um maior impacto relativo na sua gravidade – e do peso em sua superfície – do que a sua própria massa. O planeta com maior massa no sistema solar, Júpiter, tem 316 vezes a massa da Terra. Mas isso não significa que lá você pesará 316 vezes mais. Isso porque, como o raio de Júpiter é cerca de 11 vezes maior do que o da Terra, sua força gravitacional cai para 1/112 em sua superfície. Como peso = massa x gravidade, multiplicando a sua massa na Terra pelos números a seguir, é possível descobrir qual seria seu peso na superfície de cada planeta:
Mercúrio: 0,38 - Vênus: 0,91 - Terra: 1,00 - Marte: 0,38 - Júpiter: 2,34
Saturno: 1,06 - Urano: 0,92 - Netuno: 1,19 - Plutão: 0,06
Por exemplo, se uma pessoa pesa 68 quilos na Terra, ela teria 159 quilos em Júpiter, 26 quilos em Marte e menos de 9 quilos no pequeno Plutão. Se você estiver se sentindo pesado, essa é uma forma de sentir leve sem regimes! Pelo menos na imaginação.
[Life'sLittleMysteries]

M33, a Galáxia do Triângulo:Imagem do Telescópio Mayall de 4 Metros de Kit Peak

A galáxia do Triângulo é uma galáxia espiral localizada a aproximadamente 3 milhões de anos-luz de distância da Terra na constelação do Triângulo. Ela é catalogada como Messier 33, ou NGC 598. A galáxia do Triângulo é o terceiro maior membro do chamado Grupo Local de Galáxias que inclui a Via Láctea, a galáxia de Andrômeda e 30 outras galáxias menores. Ela é um dos mais distantes objetos que podem ser vistos a olho nu. Sendo um objeto difuso, sua visibilidade é fortemente afetada pela poluição luminosa. A galáxia do Triângulo foi descoberta provavelmente pelo astrônomo italiano Giovanni Battista Odierna antes de 1654. A galáxia foi também descoberta de forma independente por Charles Messier na noite de 25 para 26 de Agosto de 1764. Ela foi publicada em seu Catálogo de Nebulosas e Aglomerados de Estrelas de 1771, como o objeto de número 33, daí o nome alternativo de M33. Ela esteve entre as primeiras nebulosas espirais identificadas por Lord Rosse em 1850. Entre 1922 e 1923, John Charles Duncan e Max Wolf descobriram estrelas variáveis nas nebulosas. Edwin Hubble mostrou em 1926 que 35 dessas estrelas eram clássicas Cefeídas, permitindo a ele estimar suas distâncias com precisão. Os resultados estavam consistente com o conceito de nebulosas espirais sendo sistemas galácticos independentes de gás e poeira ao invés de nebulosas pertencentes à Via Láctea. Com um diâmetro de aproximadamente 50000 anos-luz, a galáxia do Triângulo é o terceiro maior membro do Grupo Local, um grupo de galáxias que também inclui a Via Láctea e a galáxia de Andrômeda e ela pode ser gravitacionalmente ligada à galáxia de Andrômeda. A galáxia do Triângulo pode ser o lar de 40 bilhões de estrelas, comparada com as 400 bilhões da Via Láctea, e com as 1000 bilhões estrelas da galáxia de Andrômeda.
Fonte: http://www.skyfactory.org/m33/index.htm

3552 Don Quixote... Pode Deixar o Nosso Ssitema Solar

Nesta impressão de artista, uma fina cintura de asteróides preenchida com rochas e detritos de poeira, orbitam uma estrela muito parecida ao nosso Sol.Crédito: NASA/JPL-Caltech
"Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és..." Neste caso é o asteróide 3552 Don Quixote - um dos mais bem conhecidos asteróides que deambula perto da Terra. O seu nome pode ser bem famoso, mas sabia que pode ter origem cometária? Pode muito bem ser um dos cometas da família de Júpiter, à espera da sua vez para ser expulso do nosso próprio Sistema Solar. O asteróide 3552 Don Quixote foi descoberto por Paul Wild a 26 de Setembro de 1983, e fez recentemente parte de um estudo onde foi virtualmente clonado cem vezes em asteróides hipotéticos para melhor compreender a evolução orbital de corpos do seu género.

Normalmente assume-se que NEAs (Near Earth Asteroids) como o Don Quixote podem ter-se desenvolvido a partir de um corpo planetário entre Marte e Júpiter, onde tiveram uma formação violenta devido à gravidade do planeta. A partir daí os detritos rochosos assumiram posições nos pontos de libração - outros tornando-se asteróides Troianos e outros a Cintura de Asteróides Principal. No entanto, as teorias actuais apontam para evidências que corpos como 3552 possam ter sido pequenos aglomerados da nebulosa solar, incapazes de se formarem em algo maior devido à influência de Júpiter.

Tal como nos modelos passados, estes asteróides colidiram inúmeras vezes devido à perturbação planetária para se tornarem no que são hoje e para ficarem onde se encontram hoje.  "Os números, massas de protoplanetas e o tempo necessário para a criação de um protoplaneta dependem fortemente das condições iniciais do disco. A elasticidade da colisão não afecta significativamente o crescimento planetesimal ao longo do tempo. A maioria dos asteróides movem-se entre Marte e Júpiter e as colisões ocorrem frequentemente," afirma Suryadi Siregar. Estas destruições por colisão ocorrem tão amiúde durante a vida do Sistema Solar, que praticamente todos os asteróides que vemos hoje são fragmentos dos seus corpos originais.

 Alguns podem ser encontrados em zonas instáveis como os hiatos de Kirkwood, a partir do qual se tornaram nas fontes dos asteróides Apollo-Amor-Aten (AAAs). Este grupo é a referência principal na classificação dos NEA."  O que torna Don Quixote, bem... um pouco diferente? Neste caso o seu albedo e assinatura espectral. As suas características físicas não encaixam muito bem com o nosso conhecimento actual dos núcleos cometários, bem como a sua evolução orbital em comparação com o movimento do nosso Sistema Solar. Fisicamente é um asteróide, mas dinamicamente, é um cometa... Um corpo em busca de uma colisão a grande escala. Através do uso de modelos teóricos, o estudo descobriu que uma percentagem de clones do Quixote irá eventualmente juntar-se ao Sol, mas com um pouco de sorte, o asteróide 3552 pode escapar de um destino escaldante.

De acordo com o astrofísico planetário Suryadi Siregar: "O asteróide 3552 Don Quixote é um claro exemplo da complexidade do movimento que pode ser exibido por corpos puramente gravitacionais no Sistema Solar. Todos os planetas têm papéis fundamentais na evolução de 3552 Don Quixote. Este asteróide também serve como exemplo do comportamento caótico que pode fazer com que se movam para fora, até mesmo escapando do Sistema Solar."

Fotografando a Lua Com a Câmera de Um Celular Apontada Diretamente na Ocular de Um Telescópio

A tecnologia vem facilitado muito a vida dos astrônomos amadores ao redor do mundo. Hoje, com um pequeno telescópio e com um celular é possível fazer imagens espetaculares dos objetos celestes. Isso pode ser comprovado na imagem acima. Para fazer essa imagem foi usado um celular com câmera e um telescópio de 6”, considerado um telescópio modesto. O resultado pode surpreender até os mais experientes astrônomos amadores. Facilmente imagens como essas feitas a partir de câmeras de celulares apontadas diretamente para a ocular de um telescópio poderiam ilustrar galerias de melhores fotos em qualquer lugar. Outro exemplo de imagem feita com um celular apontado diretamente para a ocular de um telescópio é mostrada abaixo. Como a imagem abaixo foi feita com um telescópio um pouco maior de 10”, alguns detalhes da Lua se revelam de forma melhor. Se você tiver um telescópio e um celular comece a registrar os astros sem dificuldades.

Imagem de :Con Athanasiou, Melbourne Austrália
Fonte: https://lpod.wikispaces.com/July+13%2C+2011

O que Torna Activo um Buraco Negro de Massa Extremamente Elevada?

O campo COSMOS créditos: CFHT / IAP / Terapix / CNRS / ESO
Um novo estudo, que combina dados do Very Large Telescope do ESO e do observatório espacial de raios X XMM-Newton da ESA, revelou algo surpreendente. A maior parte dos buracos negros gigantes que se encontram no centro das galáxias desde os últimos 11 mil milhões de anos não se tornaram activos devido a fusões de galáxias, como se pensava até agora. No coração da maior parte, se não mesmo todas, as galáxias enormes existe um buraco negro de massa extremamente elevada, com uma massa de milhões de vezes, ou até mil milhões de vezes, a massa do Sol. Em muitas galáxias, incluindo a nossa própria Via Láctea, o buraco negro central não se encontra em actividade.


Mas em algumas galáxias, particularmente no início da história do Universo, o monstro central alimenta-se de material que emite imensa radiação à medida que cai no buraco negro. Um dos mistérios por resolver prende-se com o facto de sabermos donde virá o material que activa um buraco negro adormecido originando violentas explosões no centro da galáxia, tornando-o assim num núcleo activo de galáxia. Até agora, os astrónomos pensavam que a maioria destes núcleos activos se “acendiam” quando se dava a fusão de duas galáxias ou quando duas galáxias passavam muito perto uma da outra e o material perturbado se tornava o combustível do buraco negro central. No entanto, novos resultados indicam que esta ideia pode estar errada no caso de muitas galáxias activas.

Este gráfico mostra a localização do campo COSMOS na constelação de Sextante (A Sextante). Este mapa mostra a maioria das estrelas visíveis a olho nu sob boas condições, eo campo COSMOS é marcado como um quadrado azul. Através de um pequeno telescópio nada pode ser visto aqui além de algumas estrelas fracas, mas este pequeno pedaço de céu foi estudado em grande detalhe por telescópios em terra e no espaço.créditos:ESO, IAU e Sky & Telescope

Viola Allevato (Max-Planck-Institut für Plasmaphysik; Excellence Cluster Universe, Garching, Alemanha) e uma equipa internacional de cientistas da colaboração COSMOS observaram detalhadamente mais de 600 galáxias activas numa região do céu extensivamente estudada, o chamado campo COSMOS. Tal como se esperava, os astrónomos descobriram que os núcleos activos extremamente brilhantes são raros, enquanto que a maior parte das galáxias activas nos 11 mil milhões de anos anteriores são apenas moderadamente brilhantes. No entanto, os cientistas tiveram uma enorme surpresa: os novos dados mostram que a maioria das galáxias activas mais comuns, as menos brilhantes, não se tornaram activas devido à fusão de galáxias. Os resultados serão publicados na revista científica da especialidade Astrophysical Journal. A presença de núcleos activos de galáxias revela-se através dos raios X emitidos pela região que circunda o buraco negro. O observatório espacial XMM-Newton da ESA observou esta radiação e as galáxias foram subsequentemente observadas pelo Very Large Telescope do ESO, que mediu as distâncias a estes objectos. Quando se combinam os dois tipos de observações é possível fazer um mapa tridimensional que nos mostra onde se encontram as galáxias activas.

Esta imagem de luz visível de campo amplo da região em torno do campo cosmos foi criado a partir de fotografias tiradas através de filtros vermelhos e azuis e fazem parte do Digitized Sky Survey 2. A extensão do campo COSMOS, uma das partes mais estudada do céu com telescópios no solo e no espaço, é marcado com um quadrado azul. Totalidade do campo de visão da imagem é de aproximadamente 3,3 graus de diâmetro.Créditos:ESO and Digitized Sky Survey 2. Acknowledgement: Davide De Martin.

Demorámos mais de cinco a nos, mas conseguimos obter um dos maiores e mais completos catálogos de galáxias activas no céu de raios X,” diz Marcella Brusa, uma das autoras do estudo. Os astrónomos utilizaram este novo mapa para determinar a distribuição das galáxias activas e compararam estes resultados às predições feitas pela teoria. Determinaram também como é que esta distribuição varia à medida que o Universo envelhece - desde há aproximadamente 11 mil milhões de anos até aos nosso dias. A equipa descobriu que os núcleos activos são encontrados maioritariamente em galáxias de massa muito elevada, que contêm muita matéria escura. Este facto revelou-se surpreendente e nada consistente com as previsões feitas pela teoria - se a maior parte dos núcleos activos fossem uma consequência de fusões e colisões entre galáxias seria de esperar que fossem encontrados em galáxias com massa moderada (cerca de um bilião de vezes a massa do Sol). A equipa descobriu que a maior parte dos núcleos activos se encontra em galáxias com massas cerca de 20 vezes maiores do que o valor previsto pela teoria da fusão.


Esta imagem mostra muito profundo o campo COSMOS imaginada pelo Canadá France Hawaii Telescope (CFHT). Um grande número de galáxias muito tênues são visíveis. Um novo estudo desse campo, combinando dados do Very Large Telescope do ESO e ESA XMM-Newton X-ray observatório espacial tornou-se uma grande surpresa. A maioria dos enormes buracos negros nos centros das galáxias ativas nos últimos 11 bilhões de anos não foram ativados por fusões entre galáxias, como tinha sido pensado previamente.créditos:CFHT / IAP / Terapix / CNRS / ESO
Estes novos resultados abrem-nos uma nova janela sobre como é que os buracos negros de massa extremamente elevada iniciam as suas “refeições”,” diz Viola Allevato, autora principal do artigo que descreve este trabalho. “Estes resultados indicam-nos que os buracos negros são normalmente alimentados por processos gerados no interior da própria galáxia, tais como instabilidades do disco e formação estelar violenta, em oposição a colisões de galáxias.” Alexis Finoguenov, que supervisou o trabalho, conclui: “Mesmo no passado distante, até cerca de 11 mil milhões de anos atrás, as colisões de galáxias apenas justificam uma pequena percentagem das galáxias activas moderadamente brilhantes. Nessa altura as galáxias estavam todas mais próximas umas das outras e portanto era de esperar que a fusão fosse mais frequente do que no passado mais recente. Por isso mesmo os novos resultados são ainda mais surpreendentes.”

Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1124/
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...